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domingo, 25 de novembro de 2012

Consumidor conhece seus direitos, mas não reclama na justiça



"Estímulo desenfreado ao consumo e desrespeito de algumas empresas acaba fazendo com que muitos brasileiros ainda desistam de buscar o amparo no CDC."




*//||\\* Por Leticia Muniz || 23/11/2012


consumidor,idec,direitos,código de defesa do consumidorApesar de conhecerem os seus direitos como consumidores, os brasileiros ainda relutam na hora de reclamar na justiça De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC), apenas uma em cada quatro pessoas questionam legalmente empresas e prestadores de serviços com base no CÓDIGO de Defesa do Consumidor. Uma das razões para este comportamento é o crescente estímulo ao consumo, que faz com que as pessoas acabem não tendo paciência de esperar pela solução dos impasses.

O estudo realizado em parceria entre o IDEC e a Market Analysis mostra que com relação ao nível de conhecimento sobre os seus direitos, a maioria, 55%, afirma conhecer razoavelmente sobre o que pode ou não reclamar. Já 45% dizem não possuir conhecimentos suficientes, apesar de saberem sobre a existência do Código de Defesa do Consumidor. Do total de entrevistados, um em cada 13 pessoas disseram ter informações profundas sobre seus direitos e deveres baseados na lei.

Os dados apresentam um avanço com relação ao mesmo período do ano passado, quando 18% dos pesquisados diziam não possuir qualquer conhecimento, 50% pouco e 26%, informações apenas razoáveis. “Esses dados nos mostram uma evolução na consciência dos consumidores, que vêm procurando buscar um maior conhecimento sobre os seus direitos. Isso, no entanto, ainda é genérico, pois indica que muitos conhecem a existência do Código de Defesa do Consumidor, mas não da lei em profundidade”, explica Carlos Thadeu de Oliveira, GERENTE Técnico do IDEC, em Entrevista ao Mundo do Marketing.

Baixa reclamação
Um dos dados mais surpreendentes da pesquisa fica por conta da baixa taxa de reclamação dos consumidores nos órgãos de Defesa do Consumidor. Apesar da grande maioria afirmar conhecer seus direitos (ao menos 95% das pessoas questionadas), apenas um em cada quatro reclamam na justiça em caso de defeito em produtos ou falhas na prestação de serviços. Entre os que menos se queixam então os jovens abaixo dos 25 anos de idade, justamente a faixa etária mais suscetível aos apelos do consumo.

Uma das explicações do IDEC para essa baixa taxa de reclamações é a alta rotatividade de produtos, principalmente os eletroeletrônicos. “Os jovens são mais sensíveis ao Marketing e acabam não tendo paciência para esperar até que uma empresa dê a sua resposta ou um produto vá para a assistência técnica. Estamos falando de uma geração hiper-conectada para a qual passar um dia sem um smartphone é uma tortura. Acaba sendo mais FÁCIL descartar e comprar um novo do que reclamar”, comenta Carlos Thadeu de Oliveira.

No que diz respeito ao contato com o CDC, a maioria dos brasileiros sabe da existência, conhece ou já ouviu falar, mas a maior parte nunca o consultou (63%). Apesar de longe do ideal, estes resultados revelam um avanço em relação a 2011, embora continue grande a distância entre conhecer e consultar o código.

consumidor,idec,direitos,código de defesa do consumidorBusca pelo avanço
No ano passado, um estudo da Fundação Getúlio Vargas apontou que 28% dos brasileiros nunca tinham ouvido falar no documento e apenas 16% o havia consultado. “Nesse aspecto ainda temos muito o que avançar, porque as pessoas apenas sabem que o Código existe, está nos estabelecimentos, mas não conhecem o seu conteúdo. Os consumidores não sabem de direitos básicos como, por exemplo, do arrependimento no caso de COMPRAS pela internet ou a inversão do ônus da prova, ou seja, é a empresa que precisa provar que não praticou o dano, não o consumidor provar que ela errou”, completa o Gerente Técnico do IDEC ao Portal.

A pesquisa mostra ainda que a cidadania no consumo está bastante associada ao poder aquisitivo, ao sexo e ao nível de escolaridade. Os indivíduos das classes mais altas (A e B), do sexo masculino e os mais escolarizados são os que mais se destacam em termos de conhecimento, uso do código e reclamação. A utilização do código de defesa do consumidor também está associada à região do país: as maiores queixas se concentram no Nordeste e a menor quantidade, no Sudeste.

Outro ponto avaliado pelo Instituto de Defesa do Consumidor é que, apesar de o Código de Defesa do Consumidor ter completado 20 anos desde a sua criação, ainda há muito o que as empresas aprenderem com relação ao respeito aos seus clientes. Os dados registrados pelo órgão ainda são considerados frustrantes: da totalidade de casos recebidos todos os meses, mais de 80% são resolvidos com um simples telefonema dos advogados para as empresas reclamadas.

A maior parte das queixas sequer chegam até os tribunais. “Isso significa que ainda há pouca vontade das empresas para resolver os assuntos. Os clientes chegam até os Procons, fazem suas queixas e, na maioria delas, basta que se telefone para que os casos sejam resolvidos. Isso significa que eles poderiam ter sido resolvidos com uma simples conversa. O que falta, em muitos casos é vontade. As empresas conhecem a lei, mas não a respeitam. Muitas dão de ombros ou postergam a solução dos problemas e isso faz com que os consumidores desanimem de reclamar. Avançamos, mas ainda falta muito nesta caminhada”, explica o Gerente Técnico do IDEC, em entrevista ao Mundo do Marketing.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Em um ano Duff multiplica vendas e aposta em distribuição



"Marca inspirada na bebida tomada por Homer Simpson aumentou em dez vezes sua produção e agora mira nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte para ampliar participação no Brasil."




*\\||//* Por Isa Sousa || 22/11/2012



Duff,Duff Brasil,Simpsons,Homer Simpson,desenho,Fox,cervejas especiaisCom um ano recém-completado no mercado BRASILEIRO no dia 17 de novembro, a cerveja Duff tem motivos para comemorar sua chegada ao país. 

Lançada primeiramente em São Paulo, hoje a marca está em cinco estados (RJ, SC, RS, PR e MG) e tem planos de ampliar sua distribuição em 2013 para o Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Apesar de estar em algumas cidades dessas regiões, a meta é que o produto se estabeleça de forma oficial com o preço de R$ 10,00. Hoje, alguns bares chegam a cobrar o dobro.

Ainda assim, a MARCA tem ganhado seu espaço: são mais de mil pontos de vendas oficiais e, nos últimos 12 meses, a cervejaria SaintBier, localizada em Santa Catarina e onde a bebida é desenvolvida, teve que aumentar em 10 vezes sua produção. Com 12 rótulos de cervejas especiais fabricados na empresa catarinense, é a Duff que tem maior representatividade, com 30% de todo o líquido produzido.
O bom resultado da marca em seu primeiro ano, em um setor bastante competitivo no BRASIL, se deve a fatores externos à ela. O primeiro deles é a economia estável do país, que possibilita às empresas que tenham estudo aprofundado do mercado e planejamento adequado se estabelecer de forma positiva. O segundo ponto é o crescimento do consumo das cervejas especiais.

Duff,Duff Brasil,Simpsons,Homer Simpson,desenho,Fox,cervejas especiaisHoje as bebidas mais elaboradas respondem por 5% das vendas totais de cerveja no Brasil e, para os próximos cinco anos, a previsão é que as marcas especiais dobrem sua representatividade. “No nosso caso apresentamos aos detentores da marca na Colômbia um modelo de negócio que agradou, com uma gestão bem fundamentada. Não há como negar, o brasileiro está cada vez mais apto a beber menos e melhor e é exatamente esse perfil de consumidor que buscamos”, explica Bruno Scaravelli, sócio da Duff Brasil, em entrevista ao Mundo do MARKETING.

Pelo perfil "qualidade e não quantidade", o principal target da marca são homens e mulheres de 25 a 34 anos, das classes AB. “Sabemos que não temos o preço mais acessível do mundo e o jovem de 18 anos quer beber mais do que ter qualidade no que toma. Assim, a maior parte do nosso público é formada por pessoas em ascensão na carreira e que podem e querem consumir uma cerveja diferenciada”, afirma o sócio da Duff Brasil.

Marketing ousado
Com a expansão da cerveja, está incluso nas estratégias de Marketing da Duff até mesmo a diminuição do preço do produto. “Queremos manter o padrão de qualidade ao mesmo tempo em que ganhamos mercado e atraímos novos consumidores. O objetivo é abaixar o preço para R$ 8,00, mas ganhando em escala”, completa Scaravelli.


Além dessa ação, a marca espera inovar de outras formas. Mesmo recém-lançada, a Duff alterou sua identidade visual com quatro meses de existência, passando da cor vermelha para a verde por uma noite, em comemoração ao St. Patrick’s Day. “Percebemos que cada vez mais as pessoas têm comemorado o feriado irlandês em São Paulo e, durante uma reunião, pensamos nessa possibilidade. O custo de impressão não foi alto, mantivemos o teor puro malte da bebida, e o retorno foi muito bom, além da interação dos consumidores. Quem viu guardou a garrafa, quem não viu ficou curioso”, relembra Scaravelli.

A estratégia se repetiu em abril, quando a marca realizou o concurso “O Seu Texto na Garrafa”, em que frases dos consumidores foram escolhidas para estampar as embalagens e continuam até hoje. Devido ao sucesso, a ação de Marketing se repetirá no início de dezembro, em uma edição especial “Fim do Mundo”, que vai até o dia 21 de dezembro, data do suposto fim do mundo, segundo o calendário Maia, e tem parceria do artista plástico Arthur D'Araujo.

Duff,Duff Brasil,Simpsons,Homer Simpson,desenho,Fox,cervejas especiaisA ideia é estreitar cada vez mais o relacionamento com o público. Ao longo de 2012 a Duff lançou kits promocionais, foi a cerveja oficial da festa da Playboy e do São Paulo Boteco Week, desenvolveu aplicativo para celulares e criou concursos culturais no Facebook. “Brincamos que fazemos um Marketing ‘se vira nos 30’. 

Nosso foco são em campanhas criativas, com baixo custo e grande retorno. É difícil e hoje é nosso grande desafio, mas percebemos que nosso público é moderno, jovem e está 100% online. Por isso mesmo optamos pelas redes sociais, onde a interação é muito maior. A mídia televisiva é muito mais cara e não temos o retorno que o Facebook dá, por exemplo”, avalia Scaravelli.

Apelo emocional
Outro fator essencial para o bom momento da Duff no país é sua relação com os Simpsons e, por conseqüência, seu apelo emocional junto aos consumidores. O criador da cerveja – o mexicano Rodrigo Contreras – até se reuniu com a Fox, detentora dos direitos do desenho, mas devido à grande parte do público ser formado por crianças e adolescentes, não aderiu à iniciativa.


Contreras, no entanto, viu uma brecha para que o produto saísse do papel e se tornasse real: o canal de TV não havia patenteado a marca e nem o logotipo da Duff. O mexicano então patenteou e, em 2006, lançou o produto na Europa, onde está na Espanha, Alemanha, Bélgica, Itália e França. Em 2009 foi a vez da América do Sul, com a Colômbia como o centro de operações e mais dois sócios no país, além de ganhar mercado no Chile, Paraguai e Panamá.

Duff,Duff Brasil,Simpsons,Homer Simpson,desenho,Fox,cervejas especiaisMesmo sem a relação direta com os Simpsons, o próprio slogan da Duff - “Sim, ela existe” - remete ao desenho, sucesso há 23 anos ininterruptos. “É claro que existe um apelo emocional por trás da marca que nenhuma outra cerveja tem. A Duff tem muita força. Cervejas artesanais geralmente demoram de oito a 10 para conseguirem se estabelecer e nós já nos inserimos no mercado. Óbvio que por mais que não tenhamos direito de divulgação, quando o consumidor vê a cerveja, tem um pouco de alusão ao desenho e, por isso mesmo, ela se torna uma marca aspiracional e sem concorrentes diretos”, avalia Scaravelli.

O próximo passo para a marca agora é se lançar no comércio eletrônico. A loja virtual deve ser inaugurada no final deste mês e por meio dela a Duff espera se consolidar com seu público. “Teremos o material que estava disponível apenas para os bares: camisetas, luminosos, bonés, bolachas e, claro, a cerveja. Futuramente teremos canecas de porcelana, guarda sol, cooler e outras surpresas. Queremos atingir o máximo de consumidores. Sem dúvida nenhuma, a Duff foi a cerveja de 2012 e nossa meta é que ganhe mais mercado e seja novamente a marca do próximo ano”, prevê Bruno Scaravelli.

Programa Vantagens permite pagar contas por meio de pontuação



"Com o acúmulo de pontos por meio de diversos parceiros físicos e online, participantes da plataforma poderão quitar débitos em contas de água, luz, gás e telefone."



*/\||/\* Por Isa Sousa || 21/11/2012




Os participantes do Programa Vantagens, do Grupo LTM, poderão a partir de agora pagar contas de água, luz, telefone e gás por meio de pontuação adquirida na plataforma. O sistema funciona em todo o ciclo de consumo diário do usuário, que já podia realizar 400 mil tipos de trocas, serviços ou VIAGENS em 300 estabelecimentos comerciais no país. Agora, com o benefício “Pague Contas” será possível quitar dívidas de consumo doméstico. Com a iniciativa, a empresa espera chegar a todo o Brasil, estreitar laços com os participantes e aumentar o número de novos usuários. Hoje, o Programa Vantagens possui um milhão de cadastros.
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