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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

6 tendências na relação entre marcas e consumidores



"Estudo da Tátil Design de Ideias mostra comportamentos e hábitos que as empresas não podem menosprezar se quiserem ser relevantes para seus públicos."




*||-.-||* Por Ana Paula Hinz | 22/01/2013



Forte nacionalidade e declínio de propriedade são algumas características Tátil,comportamento,tendências,hackathon,monitoramentopresentes na dinâmica da população brasileira que devem receber a atenção do mercado. As empresas que DESEJAM garantir sua sobrevivência no futuro precisam olhar as transformações sociais, entender o meio onde estão inseridas e reparar em como o relacionamento com seus consumidores está evoluindo.

Estes e outros pontos são abordados no estudo “6 Tendências para o Agora” desenvolvido pela Tátil Design de Ideias. A empresa especializada em design e branding agregou as informações e dados colhidos em pesquisas feitas para seus CLIENTES e criou um documento que traz uma interpretação sobre comportamentos e hábitos percebidos ao longo do último ano.

O material faz uma análise sobre seis tendências que indicam mudanças na realidade e na vida das pessoas e que podem servir para as empresas encontrarem maneiras de suas propostas e ideias serem relevantes. Veja a seguir a lista com todos os tópicos apontados.

 
1 – Poder para Todos
Muitas indústrias trabalham com patentes e a sociedade está acostumada a lidar com restrições, bloqueios e rótulos. Mas as gerações mais jovens nasceram com uma perspectiva diferente sobre o assunto e se acostumaram a não pagar por informação, música, entre outros. Surge, assim, um movimento que se fortalece a cada dia baseado nos conceitos de informação livre, criação compartilhada e descentralização dos pólos produtores de conteúdo.


Especialistas não são mais as únicas figuras que disseminam dados, o que representa o fim de uma hierarquia. “O poder está mais fragmentado. Mais pessoas trabalham em rede compartilhando o que produzem e esta é uma nova forma de consumir informação”, avalia Tânia Savaget, Sócia e Diretora de Estratégia da Tátil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

2 – Monitoramento
Colher dados sobre como as pessoas se comportam, consomem e vivem é uma iniciativa cada vez mais comum por parte das organizações. O mais importante, no entanto, é analisar os números e gráficos e entender o que está por trás desses indicativos para poder usá-los em planejamento estratégico e na criação de ferramentas realmente úteis e eficientes para seus públicos. “Há tanta informação disponível e até gratuita que as empresas que saem na frente da concorrência são aquelas que encontram tempo para interpretá-las e fazer uma reflexão”, analisa Tânia.

3 – Declínio da Propriedade
Os bens materiais têm atributos que agregam valores aos seus usuários e são considerados uma forma de identificar alguém como pertencente ou não a um determinado grupo ou clã. As marcas têm usado isso a seu favor, mas agora a noção de posse se apresenta de maneira diferente. As pessoas começam a questionar qual a real ligação dos produtos com a maneira e possibilidades de se desfrutar a vida.


A percepção de que os produtos não trazem necessariamente felicidade têm feito alguns itens como casa e carro próprios serem substituídos por serviços alternativos à COMPRA. É o caso do aluguel de bicicleta e filmes virtuais. Tudo isso se soma ao fato de a sustentabilidade estar mais evidente e à maior procura por bens coletivos. Com isso, o verbo “ter” perde força para o “usufruir”. “Isso tem sido ainda mais forte entre os jovens”, destaca a Sócia e diretora de Estratégia da Tátil.

Tátil,comportamento,tendências,hackathon,monitoramento4 – Hackathon
O termo Hackathon une os conceitos de programação (Hack) e maratona (marathon) e tem sido usado pelas empresas para testar a eficiência de novas ideias de forma rápida. Por botar quase instantaneamente em prática o que antes só estava no papel, essa forma de buscar novos projetos tem ganhado VANTAGEM em cima do brainstorm.


Hoje o que existe é uma visão de que a chamada “chuva de ideias” pode não funcionar sem um direcionamento e uma aplicação simulada. A possibilidade de testar o que dá ou não certo e apostar em desenvolvimento contínuo tem feito muitas incubadoras e aceleradoras a enxergarem as startups como as empresas do futuro.


5 – Eu Amo Minha Cidade
A sensação de pertencimento faz parte da composição da identidade de qualquer pessoa. Todos têm necessidade de fazer parte de um grupo e demarcar presença. Com a globalização, o sentimento de pátria às vezes é afetado ou se torna confuso. O que se vê, no entanto, é um resgate à valorização dos traços individuais e da disseminação de conversas e debates por parte das pessoas sobre a cidade, a cultura e o país onde vivem.

Os grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas em 2016, colocam as cidades sede em uma posição de evidência diante do mundo e influenciam o povo de cada uma a perceber seus territórios de forma mais atenta. Com isso, é possível olhar para dentro, reparar mais nos problemas e fazer algo para mudá-los. “Quando eventos como esses são realizados uma série de mudanças ocorrem, seja uma maior procura pelo estudo da língua inglesa ou um investimento em uma área que não recebia melhorias”, analisa Tânia.

Para aproveitar a euforia nacional, é cada vez mais comum que as empresas desenvolvam ações que dialogam com a paixão de ser brasileiro ou pertencer a determinado Estado. O amor pelo país e metrópoles está estampado em campanhas e em produtos. A rede de supermercados Zona Sul, por exemplo, já usou o coração de sua logo para explorar a temática em relação ao Rio de Janeiro.

6 – Valor Compartilhado
O lucro é a principal preocupação de qualquer companhia, mas o retorno financeiro não é o único parâmetro que deve ser levado em consideração e avaliado em um negócio. Outros capitais como o humano, o cultural e o social ganham importância e influenciam a relação entre marcas e consumidores. As empresas entendem, cada vez mais, que precisam ser relevantes para as pessoas em situações e contextos mais amplos e não apenas na hora do consumo.

Com isso, cresce o número daquelas preocupadas em agir na vizinhança dos locais onde estão instaladas suas fábricas e sedes e atingir positivamente todo o público envolvido em suas cadeias de processos. “As marcas podem se relacionar de uma forma que vai além do transacional e serem importantes para a comunidade trazendo assunto, informação ou outros serviços”, opina a Sócia e Diretora de Estratégia da Tátil.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

McDonald´s muda suas embalagens



"Novos modelos estão sendo adotados em todo o mundo e trazem informações nutricionais sobre os lanches, além de servir de plataforma para contar a história da marca."



*\\||//* Por Bruno Garcia || 21/01/2013


O McDonald´s reformula as suas embalagens em todas as suas lojas. O novo formato traz informações nutricionais sobre os lanches vendidos pela rede de fast food e oferece recursos DIGITAIS interativos, como a utilização de QR Codes para que os consumidores possam acessar maiores detalhes sobre cada refeição. Além disso, a empresa pretende utilizar o espaço nas embalagens para contar a historia da marca. A novidade começa a chegar às lanchonetes nesta semana.
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Marcas devem ter atitude mais proativa no mobile em 2013



"Empresas vão deixar de se importar apenas com a presença nos dispositivos móveis para investir em serviços personalizados que tenham valor para os consumidores."




*\\||//* Por Ana Paula Hinz || 17/01/2013




As empresas que utilizam mobile Marketing estarão mais ativas no meio em 2013.Mobile,2013,tendências,m-commerce,3G A explosão do segmento começou a acontecer, mas falta a adesão de um maior número de organizações para que se possa dizer que o setor deslanchou de vez. A tendência, no entanto, é que mais corporações façam esse movimento e que as já inseridas passem por um amadurecimento. A preocupação com o planejamento mais estratégico entra em evidência e o relacionamento com os consumidores começa a ser percebido como um ponto crucial a ser trabalhado.

Todas essas mudanças são impulsionadas pela demanda do próprio mercado. A adoção de tablets, smartphones e internet de banda larga têm aumentado o uso exponencial do mobile. Segundo a pesquisa F/Radar realizada em 2012 pela F/Nazca em parceria com o Datafolha, 41 milhões de brasileiros estão acessando a internet móvel no Brasil.

Outro dado que mostra o rápido crescimento da área foi o anúncio feito pela Apple esse mês de que até hoje 40 milhões de aplicativos foram baixados na APP Store, sendo que metade desse número foi descarregado somente no ano passado. Mobile,2013,tendências,m-commerce,3GDiante disso, as empresas não podem deixar de se posicionar. “Hoje não enxergo nenhum cliente nosso chegando no final do ano sem um site mobile e pelo menos uma campanha de mobile advertising”, destaca Marcelo Castelo, Sócio e Diretor da agência F.biz, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Publicidade e e-commerce
A partir do momento que há audiência na plataforma móvel, existem inúmeras maneiras de as organizações entrarem em contato com o consumidor. O mobile é provavelmente a única mídia que acompanha o usuário em todos os seus momentos de consumo, o que gera novas possibilidades. “As pessoas dormem e acordam com os seus aparelhos e passam o dia inteiro vendo email, navegando nas redes sociais e em sites de notícias. Todos esses produtos têm publicidade, seja via banner ou patrocínio. O que não faltam são oportunidades”, analisa Eduardo Fleury, Diretor Geral da Hands, empresa de mídia mobile do Grupo Mobi, em entrevista ao portal.


O movimento inicial é o de as empresas anunciantes na internet convencional migrarem para os dispositivos móveis. Caso, por exemplo, das que anunciam no Facebook e passam a trabalhar também com a sua versão mobile. “Isso vai virar um padrão. Esse ano, novas empresas terão site móvel e começarão a experimentar as campanhas de mobile”, opina Marcelo Castelo.

O pagamento móvel é apontado como uma forte orientação do mercado nos próximos anos e alguns exemplos têm surgido no Brasil. O Oi Pago, da operadora de telefonia Oi, e o M-Cash, da Sacks, são alguns em atuação.

Mobile,2013,tendências,m-commerce,3GMas, em 2013, apesar de começar a decolar, terá adesão proporcionalmente pequena ao seu potencial por causa de vetores como desenvolvimento do setor bancário, do varejo e dos meios de pagamento. Já a compra online por celular deve crescer mais esse ano, só que a porcentagem ainda será pequena em comparação a outros canais. “A média dos mobile commerces no Brasil é de 2% e deve chegar a 5% até o final do ano”, projeta o Sócio e Diretor da agência F.biz.

Canal de relacionamento e prestação de serviço
Novas formas de atuação e expansão do negócio em mobile são necessidades cada vez mais urgentes. Ter um site e campanha nos dispositivos móveis é o mínimo, mas as empresas devem, o mais breve possível, entrar em estágios mais avançados que incluem novas ideias de ferramentas e criação de experiências relevantes para o público. Foi o caso da Johnson & Johnson, que em 2012 desenvolveu um aplicativo nos EUA que lia códigos em band-aids infantis e permitia o surgimento de uma animação interativa voltada para as crianças. ”É importante pensar em algo que dialogue com os valores da marca, mas que seja novo e relevante para o consumidor”, acredita Eduardo Fleury.


As empresas que atuam em mobile devem deixar, ainda esse ano, de incluir a marca no meio apenas para mostrar presença. Em vez de disso, terão uma atitude mais proativa e desenvolverão ações com maior relevância para o público. Entender a audiência será primordial para aquelas que querem se destacar no meio. “Os canais serão cada vez mais estratégicos e voltados para soluções que agreguem valor e façam parte do dia a dia do cliente”, opina Guilherme Santa Rosa, Sócio e COO da Mowa, em entrevista ao Mundo do Marketing.

As ações pontuais darão lugar para estratégias mais perenes. O objetivo não será apenas gerar recall, mas criar um canal de relacionamento e prestação de serviço. Nesse sentido, os aplicativos que transformam modelos de negócios serão tendência a curto e médio prazo. “Aplicativos que sabem onde o cliente está, que tipo de coisas gosta e oferecem algo que Mobile,2013,tendências,m-commerce,3Gserve para ele naquela hora têm grande potencial”, opina Paulo Melo, Gerente de Websphere da IBM Brasil, em entrevista ao portal.

Segurança, Windows 8 e 3G
O aumento das opções de serviço, comercialização e pagamento via dispositivos móveis e sua maior utilização corporativa trazem a preocupação com a segurança das informações. Por isso, em 2013, novos modelos unindo proteção sem perda de flexibilidade de acesso devem surgir. “Cada vez mais os funcionários usam os seus próprios devices dentro das corporações. Isso traz desafios para os fornecedores em termos de segurança e de desenvolvimento de aplicativos de forma rápida e com baixo custo”, destaca Paulo Melo.


As tendências no campo da tecnologia incluem o maior interesse pelo Windows 8, que deve avançar como uma terceira plataforma no mercado de sistemas operacionais atrás do iOS, da Apple e do Android, do Google. O 4G não vai ser tão comercializado em 2013, mas esse é o ano piloto para que este tipo de conexão comece a se tornar massificada. Por outro lado, a internet 3G vai apresentar força total. Um estudo da companhia de tecnologia Huawei mostrou que o acesso a banda larga móvel atingiu 65,4 milhões de conexões no terceiro trimestre de 2012 e 80% delas foram geradas a partir de aparelhos 3G.

A tendência é que essa tecnologia se popularize ainda mais e cause um aumento da demanda pelo serviço. Depois de se consolidar no pós pago, haverá um crescimento de seu uso em modelos de negócio pré pago, o que ajuda as empresas a trabalhem com um público mais amplo. A maior entrada da classe C no 3G se apresenta como uma grande chance para companhias que tem o segmento como público alvo. “As marcas estão olhando para iPhone, mas devem prestar mais atenção nos usuários de celulares mais baratos e interfaces mais simples. É importante saber investir em qual, de fato, é o melhor canal para se estabelecer”, analisa Guilherme Santa Rosa.