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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Amazon lança novo Kindle PaperWhite no Brasil



"E-reader traz novo hardware e maior seleção de livros disponíveis para o usuário. Preço é de R$ 479,00 em até 12 vezes sem juros nas revendas autorizadas."




*.#||#.* Por Bruno Garcia || 12/12/2013



A Amazon lança hoje, dia 12, a nova versão do seu e-reader no Brasil. O novo Kindle Paperwhite vem com hardware aperfeiçoado, tela com maior contraste, iluminação embutida e novos recursos projetados exclusivamente para leitores. Um deles é o Kindle Page Flip, que permite navegar e passar página por página sem sair do ponto em que estava. 

Outro é o Construtor de Vocabulário, que guarda as palavras pesquisadas no dicionário para o leitor estudá-las posteriormente. O aparelho está disponível pelo preço R$ 479,00, em até 12 vezes em revendas autorizadas como PontoFrio.com, Extra.com, Livraria da Vila e Girafa.com.br.  
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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

10 grandes problemas de Marketing em 2013



"Produtos retirados do mercado pela Anvisa, ações polêmicas e a acusação sobre contaminação por ratos estão entre as crises que grandes marcas enfrentaram."




*#.||.#* Por Bruno Garcia || 10/12/2013



O ano de 2013 não ficou marcado só pelas boas práticas de Marketing. Para muitas companhias, o período foi de enfrentamento de crises, fechamento de unidades e problemas com a opinião pública. 

Em alguns casos, as marcas foram posteriormente inocentadas. Em outros, as companhias tiveram que amargar prejuízos em vendas e branding. Mas em todos os exemplos, ficam lições para prevenir e conduzir questões de posicionamento, relacionamento com o consumidor e no desenvolvimento de produtos e serviços.

Selecionamos 10 grandes problemas de Marketing que foram noticiados no portal e que geraram grande repercussão entre especialistas. Da mesma forma que na listagem com as 10 melhores ações de Marketing, os critérios para a elaboração dos grandes problemas levaram em conta principalmente a repercussão dos casos entre o público leitor do Mundo do Marketing e nas redes sociais.


As marcas envolvidas são Mercedes-Benz, Coca-Cola, Heinz, Cup Noodles, Ades, Axe, Walmart, Grupo Pão de Açúcar e Royal Canin, sendo que Coca-Cola aparece por duas vezes na lista. Conheça caso a caso a seguir:

Mercedes-Benz e o “lek lek” do Novo Classe A
A Mercedes-Benz causou polêmica ao publicar na internet um vídeo promocional do Novo Classe A que tinha como trilha sonora uma letra de funk. A iniciativa dividiu opiniões, mas especialistas em branding como Jaime Troiano classificaram a ação como equivocada. 


Já os executivos da marca no Brasil afirmaram que o resultado foi positivo, pela exposição alcançada nas redes sociais. Na ocasião, o Mundo do Marketing obteve informações de que a Mercedes-Benz da Alemanha não tinha ficado satisfeita com a repercussão que o “lek lek” do Novo Classe A gerou.

 
Unilever inicia auditoria para promoção de Axe
A promoção Axe Apollo Space Academy acabou ganhando repercussão negativa depois que o internauta Thiago Augusto postou um vídeo onde revelava uma falha que possibilitava fraude na votação. 


O jovem era um dos concorrentes a se tornar astronauta por dia, mas descobriu que e-mails falsos poderiam facilmente ser utilizados para que a mesma pessoa contabilizasse inúmeros votos a seu favor. 

Procurada pela redação do portal, a assessoria de imprensa da AXE Brasil divulgou uma nota onde afirmava que a promoção passaria por auditoria e se fosse confirmada a fraude, os votos falsos seriam excluídos.

 
Walmart fecha lojas no Brasil
O Walmart informou o fechamento de 20 a 25 lojas consideradas de baixo desempenho no Brasil. As unidades atingidas pela medida eram predominantemente de pequeno e médio porte, mas dois hipermercados no Rio de Janeiro também entraram na lista. O grupo se comprometeu a recolocar os funcionários das lojas extintas em outras unidades. 

A estrutura do Walmart no país conta atualmente com 560 estabelecimentos em funcionamento e cerca de 82 mil funcionários. Em comunicado oficial, a companhia informou que estas mudanças fazem parte de um plano de otimização da sua atuação.
AdeS tem venda suspensa pela Anvisa
A Ades teve sua fabricação, distribuição, comercialização e consumo suspensos pela Anvisa depois que a Unilever informou um recall de um lote do suco no sabor maçã, por conta de uma contaminação com produtos de limpeza. 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária decidiu suspender todos os lotes até que a situação fosse esclarecida pela companhia. O problema aconteceu em março e foi originado em uma das fábricas da empresa localizada em Minas Gerais. Após uma inspeção, o produto teve sua fabricação e venda novamente liberados. 
Consumidoras encontram larvas em Cup Noodles
A Nissin-Ajinomoto foi obrigada a retirar o lote D0892 do macarrão instantâneo do mercado do Rio de Janeiro depois que consumidores encontraram larvas em um pote de Cup Noodles. 

Em nota, a empresa informou que investigaria a reclamação, mas a Secretaria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor emitiu ordem para que o produto fosse retirado dos pontos de venda imediatamente como medida preventiva.
Anvisa suspende venda do Ketchup Heinz
A Anvisa suspendeu a venda do Tomato ketchup Heinz no Brasil após a Associação dos Consumidores Proteste emitir um alerta sobre a presença de pelos de rato no produto. A denúncia foi confirmada pela agência e após publicação no Diário Oficial da União, o lote 2K04 teve sua venda e distribuição vetada. Em São Bernardo do Campo, São Paulo, outro lote identificado pelo código 2C30 também apresentou o problema. 

As amostras foram analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz de Santo André VIII e pelo Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo. A indústria Quero Alimentos, importadora e distribuidora dos produtos Heinz no Brasil, foi obrigada a passar por inspeção. Em nota, a marca afirmou que seus produtos seguem as normas sanitárias internacionais e passam por rigorosos controles de produção e qualidade. 
Estátua de criança negra no Pão de Açúcar
O GPA recebeu críticas de consumidores após colocar a estátua de uma criança negra com os pés acorrentados carregando um cesto de pães em uma das lojas do Pão de Açúcar. A peça integrava a decoração do setor de panificação da loja de Vila Romana, em São Paulo. 

A foto viralizou na internet com quase 4 mil compartilhamentos gerando grande repercussão negativa. A empresa retirou o objeto de exposição e emitiu uma nota de esclarecimento.

“O Pão de Açúcar esclarece que a estátua em questão foi adquirida como parte de uma coleção de peças decorativas de loja, sem intenção ou apologia a qualquer tipo de discriminação. A rede agradece os contatos recebidos dos clientes e lamenta o fato ocorrido”.
Marca da Pepsi nas latas de Coca-Cola
Um estudante de publicidade encontrou a marca da Pepsi nas latas da Coca-Cola. Ao recortar uma folha de papel sobre as latas decorativas para a Copa do Mundo 2014, que possuem as cores verde, amarelo e azul, era possível visualizar claramente a logo do refrigerante rival. 

A imagem circulou na internet e gerou muitos comentários e brincadeiras dos fãs de cada marca, mas para especialistas em design e branding ouvidos pelo Mundo do Marketing, a empresa falhou em não perceber que suas embalagens comemorativas poderiam remeter à concorrente.
Coca-Cola e o caso do rato
A Coca-Cola acabou se envolvendo em uma crise de imagem após denúncias de uma pessoa que teria encontrado um rato morto dentro de uma das garrafas lacradas do refrigerante. A notícia ganhou repercussão na mídia e movimentou as redes sociais. 

O consumidor Wilson Resende alegava ter tido sérios próblemas de saúde e perdido parte de sua capacidade motora após ingerir, no ano de 2000, o refrigerante contaminado. Desde então, ele move uma ação contra a companhia. Mas em novembro, a Justiça deu ganho à Coca-Cola. 

A análise do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) considerou “a possibilidade de que a tampa original tenha sido removida, com a adulteração do conteúdo, e a garrafa novamente fechada com uma tampa nova (...), sem que tenha ocorrido ruptura do lacre”. 

Também foi confirmado que não existe relação entre as condições físicas e psicológicas do consumidor e o consumo da bebida. Os peritos atestaram que ele é portador de transtornos de personalidade e comportamento devido a alguma doença, lesão ou disfunção cerebral.

Durante o período de críticas, a Coca-Cola publicou vídeo convidando os consumidores a ligarem para o 0800 da companhia e agendarem uma visita às fábricas. A visitação já era disponibiliza anteriormente, mas a empresa decidiu reforçar que mantém uma política de portas abertas para mostrar que a acusação de contaminação era infundada.
Royal Canin patrocina rinha de animais
A Royal Canin se envolveu em uma polêmica com rinha de animais. A marca patrocinou um evento na Ucrânia onde uma das atrações era o bear-baiting, uma briga envolvendo um urso acorrentado e cães de caça. 

Após a denúncia da Anda (Agência de Notícias dos Direitos dos Animais), os vídeos circularam a internet  gerando uma enxurrada de críticas à empresa, que emitiu comunicado pedindo desculpas pelo ocorrido. 

O conteúdo foi publicado originalmente pela FOUR PAWS, entidade internacional de protenção aos animais. A Royal Canin pertence ao grupo Mars, também responsável pelas marcas Pedigree, Whiskas, Champ e Frolic.
Aproveite e vote nas 10 melhores ações de Marketing de 2013. Acesse aqui.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Consumidores Hiper-Exigentes – como a tecnologia ajuda a lidar com eles



"O uso das informações de forma inteligente é a chave para acompanhar este movimento de mercado."


Comportamento do Consumidor



*#.||.#* Data de Publicação: 27/11/2013



Outro dia, por mais uma vez, decidi que frequentaria a uma academia. Como acabei de me mudar de casa, busquei no Google Maps do meu celular por “academia” e de imediato diversos pontinhos vermelhos me cercaram, mostrando diversas opções de academias, centros de dança, piscinas, quadras de tênis. 

Isso certamente não é novidade para ninguém, o mais interessante dessa história é que, nos dias que se passaram, toda minha experiência on-line havia sido moldada. Eram anúncios direcionados a ginástica, academias, suplementos, dietas, bem-estar, de anúncios no Youtube a cabeçalhos no meu e-mail do Gmail. 

Até mesmo alguns posts patrocinados de academias de ginásticas de Londres começaram a compartilhar espaço com meus amigos na minha página do facebook. O melhor de tudo é que todas eram perto da minha casa.

Em paralelo à minha busca por uma nova academia de Ginástica, fui fazer visita de campo em uma perfumaria de Luxo aqui de Londres, conhecida pelas suas diversas e tradicionais fragrâncias. Ao entrar em uma das lojas, fui abordado rapidamente pela atenciosa vendedora, que não hesitou em fazer a famosa pergunta: “Posso ajudá-lo?”. 

Eu não pensei duas vezes, optei por sair pela tangente no tradicional “só estou dando uma olhada!”.
Depois de alguns minutos, fui novamente abordado pela mesma vendedora que, desta vez, me perguntou qual era meu estilo de perfume. Ora? E eu lá sei o que é estilo de perfume? Você que me diga que estilo sou eu! Não conseguiu me perceber ainda, mesmo depois de todo este tempo na sua loja? É com esse pensamento que apresento o tema do observatório deste mês: Consumidores Hiper-Exigentes.

Cenário

Podemos dividir este cenário em ondas. A maioria dos recursos digitais contido nesta primeira onda permitiu às pessoas uma nova interação com a marca, compras pela internet, compartilhamento de informações e experiências, serviços bancários, busca de informações.

A segunda onda, que esta apenas se iniciando incita uma nova relação entre consumidor e marca. Tomemos o exemplo do aplicativo do banco australiano Commonwealth Bank, que promete modificar a experiência da busca pela casa perfeita. 

O aplicativo permite que o potencial comprador tire fotos das casas que gosta, com auxilio de um software de reconhecimento de imagem e baseado pela localização geográfica, o aplicativo identifica a casa e fornece uma lista com o preço do imóvel, taxas, impostos e outras informações úteis. 

O aplicativo em poucos segundos se conecta com os dados financeiros do comprador e avalia a possibilidade de crédito para compra.
Este tipo de interação com o smartphone corta o incômodo de procurar o corretor, enfrentar a avaliação de crédito e financiamento que atualmente podem levar semanas. Este tipo de aplicativo é apenas uma pequena mostra de novas experiências que marcas podem oferecer para seus consumidores, mostra como o ambiente digital está agora integrando diferentes fontes de informação, a baixo custo e em grande escala, para muitos novos domínios. 

O desafio para as empresas é a olhar para além de interfaces e interações que estão disponíveis hoje e planejar essa adaptação que vão exigir um novo modelo de pensar aspectos da embalagem, preço, entrega e produtos.

Consumidores dispostos a dar informações

No futuro, a demanda por experiências mais personalizadas será intensificada. Um toque de telefone, um clique ou uma simples busca por academias na sua região Irão permitir personalizar ofertas instantaneamente, usando informações captadas em "likes", viagens recentemente realizadas, a renda, o que os amigos estão fazendo ou gostam, e muito mais.

A cada interação com o ambiente on-line, o consumidor estará criando novas pegadas de dados que complementam retratos digitais existentes. É por esse motivo que o Facebook representa um potencial de valor ainda não explorado e acabará por ser capaz de extrair a maior base de dados mundial de fotografias, ligando pessoas individuais para suas atividades.

Mapeando e organizando os consumidores através de suas preferências. Os smartphones já possuem dados ricos, armazenam todos os lugares que você já viajou ou freqüentou, com ele dentro do seu bolso. Este é apenas um começo, que levantarão muitas discussões sobre privacidade, segurança e a confiança geral. 

No entanto, os consumidores mostram consistentemente um desejo de fornecer mais dados quando as empresas utilizam informações capturadas para o bem comum ou melhoria do atendimento.

Empresas que souberem utilizar estas informações de forma ética e inteligente farão a diferença na gestão da experiência com o consumidor. A evolução das tecnologias deve tornar mais fácil o redesenho de muitas das experiências complexas de consumo. Os consumidores vão em breve fazer essas demandas de cada interação que eles têm com as empresas.