Total de visualizações de página

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Anatel estabelece novas regras para as telecomunicações



"Empresas terão que permitir o cancelamento de contratos pela internet, assim como disponibilizar contrato, faturas antigas, históricos de consumo e gravações de atendimento."




*.#||#.* Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 21/02/2014



Com base nos principais problemas registrados pelos consumidores em sua Central de Atendimento, a Anatel estabeleceu uma série de novas regras de relacionamento entre as empresas de telecomunicações e seus consumidores. 

As companhias passarão a possibilitar aos clientes, por exemplo, cancelarem a assinatura de serviços de telefonia fixa, móvel, internet e televisão pela internet ou digitando uma opção no menu da central de atendimento telefônico. Essa e outras mudanças fazem parte do novo Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços Telecomunicações (RGC), aprovado nesta sexta-feira pela agência.

Apenas no ano de 2013, a Anatel recebeu mais de 3,1 milhões de reclamações contra operadoras do setor, a maioria delas relacionadas à cobrança (33,9% do total). As novas obrigações previstas no regulamento variam de acordo com o porte da operadora: as que têm até 5 mil consumidores, as que têm entre 5 mil e 50 mil consumidores e as que têm mais de 50 mil consumidores. 

Dependendo da complexidade da obrigação, as empresas têm de 120 dias a 18 meses para implantá-las. O prazo conta a partir da publicação no Diário Oficial da União, que acontecerá na próxima semana.

A prestadora passa a ser obrigada a retornar a ligação sempre que um contato do consumidor com o call center cair. Caso a empresa não consiga reestabelecer a comunicação, deverá enviar um número de protocolo por mensagem de texto. 

As promoções também devem passar a valer para todos, novos e antigos assinantes. A prestadora precisará ainda disponibilizar na internet contrato, faturas antigas, históricos de consumo e gravações de atendimento por call center.
anatel,telecomunicação,operador,consumidor

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Celular é o segundo equipamento mais utilizado para ouvir rádio



"Pesquisa do Ibope Media aponta mudanças nos hábitos de consumo de mídia. Aparelho perde apenas para as rádios tradicionais. Computadores aparecem em terceiro."




#.*||*.# Por Bruno Garcia, do Mundo do Marketing | 21/02/2014



O celular já é o segundo aparelho mais utilizado para ouvir emissoras de rádio. Uma pesquisa do Ibope Media e da Comissão de Rádio aponta que os telefones estão entre os devices mais usados para consumir este conteúdo, perdendo apenas para o aparelho tradicional. 

O computador aparece em terceiro lugar. A pesquisa também indica que o horário com maior alcance diário do rádio no celular foi às 14:00, enquanto no equipamento tradicional, os picos acontecem às 10:00. Em fevereiro, o rádio alcançou 15,7 milhões de paulistanos acima de 10 anos (88,62%). 

Ainda na Grande São Paulo, 7,46% da população ouve rádio no celular frequentemente. Os resultados mostram que as mulheres representam grande parte dos ouvintes das emissoras web. Do total mensurado, os homens são a maioria apenas na faixa etária de 30 a 34 anos.
celular,consumo,pesquisa ,ibope,radio

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O que o WhatsApp nos ensina sobre a criação de um produto de sucesso?



"Dupla de fundadores mostra que comprometimento com qualidade e simplicidade é capaz de elevar uma empresa a patamares altíssimos, em bem pouco tempo."




*#.||.#* Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 21/02/2014



produto,marketing,compra,Inovação,facebook,sucesso,WhatsAppA aquisição do WhatsApp pelo Facebook por US$ 19 bilhões lançou luz sobre a rápida escalada  do aplicativo no gosto dos usuários de internet móvel e na consequente valoração do serviço no mercado. 

Os idealizadores alcançaram o resultado surpreendente sem gastar um centavo em publicidade nem ganhar nada com anunciantes. O segredo da dupla de fundadores Jan Koum e Brian Acton foi apostar e investir tudo em qualidade máxima para seu produto e conhecer a fundo as necessidades do usuário. Assim, conquistaram 450 milhões de apaixonados: a cada dia, 70% deles se conectam ao aplicativo.

Lançado em 2009, o WhatsApp não inventou a roda, mas a fez girar mais harmoniosamente. Diante das pouco ágeis mensagens por SMS, pagas às operadoras telefônicas, usou a rede de internet móvel, já aproveitada por outros serviços como o do Skype, para aperfeiçoar a comunicação das pessoas, sem cobrar nada por isso. Consumidores conquistados, passou a cobrar um preço quase simbólico (US$ 0,99 por ano). Seus ganhos são garantidos pelo volume de usuários.

Jan Koum e Brian Acton acertaram ao se empenharem em simplificar e melhorar um hábito já presente entre as pessoas, em vez de tentarem criar uma nova necessidade. “Tornou-se muito intuitivo transferir a comunicação para a nova plataforma. O WhatsApp transformou um hábito já existente em algo mais simples, prático, rápido e seguro. O aplicativo está no ar 99,9% do tempo”, diz Terence Reis, Sócio da Pontomobi, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Resgate do social
produto,marketing,compra,Inovação,facebook,sucesso,WhatsAppA aquisição representa para o Facebook o resgate de seu componente social. Ao longo dos últimos anos, a rede acabou caminhando para se tornar mais uma plataforma de transmissão de informações do que para interação entre amigos. 

“Agora, o WhatsApp se torna um braço específico para comunicação, sem que precise ser monetizado por publicidade. 

Há outras formas de se rentabilizar o aplicativo com as marcas. As empresas podem passar a usar a plataforma de mensagens como um canal de call center e o Facebook pode gerar relatórios de gestão disso”, prevê Terence Reis.

A companhia criada por Mark Zuckerberg garante que o WhatsApp continuará sendo operado de forma independente e que seus princípios serão mantidos. Jan Koum trabalhava tendo diante de si um bilhete escrito por seu sócio, Brian Acton: “Sem propaganda! Sem jogos! Sem truques!”. 


Não se sabe se pelas ideias ousadas, que vão na contramão do que faz a maioria no mercado, Brian Acton chegou a ser recusado em seleções de emprego realizadas pelo próprio Facebook e pelo Twitter.

Fato é que, sem anúncios e distrações, o WhatsApp se manteve simples e claro. “Ele é hoje a plataforma que cresceu mais rapidamente nos quatro primeiros anos após o lançamento justamente em função de tamanha eficiência. Hoje só existem quatro plataformas com mais de 1 bilhão de usuários, entre elas o Facebook. 


Ao comprar o WhatsApp, que tem outro 0,5 bilhão e pode chegar a 1 bilhão em breve, ganha ainda mais força. Não é só o serviço que está em jogo, é a quantidade de usuários que vêm com ele”, afirma ao portal Mundo do Marketing Martha Gabriel, consultora na área digital e Coordenadora da HSM Educação.

Concepção inovadora
Em seu site, a Sequoia Capital, fundo que aportou US$ 8 milhões no WhatsApp em 2011, publicou um comunicado em que ressaltou a diferenciação da empresa para os concorrentes no mercado. Jan e Brian evitavam holofotes, recusavam-se até a pendurar uma placa do lado de fora do escritório. Os cofundadores mostraram que o mais importante é estar atento àquilo que vai dar uma solução para um problema real do consumidor final.

Se o foco não for esse, todo investimento poderá esvair sem retorno. “Eles foram contra todas as tendências ao não apostarem em anúncios e divulgação. A grande sacada foi fazer um serviço que fosse o mais eficiente possível para se comunicar de maneira muito simples e com segurança e privacidade”, acrescenta Martha Gabriel. Agora as companhias telefônicas é que precisarão se mexer para não perder de vez os recursos oriundos do SMS.