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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Raio X do mercado de chocolates no Brasil


"Brasileiros consomem 2,8 kg per capita por ano, número coloca país como terceiro maior mercado do produto. Para oito em cada 10, o prazer é a principal sensação relacionada ao doce."



#.*||*.# Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 17/04/2014


Páscoa, Abicab, chocolateA Páscoa é a época em que a indústria do chocolate entra em evidência, com a realização de grandes investimentos pelas empresas. A briga entre as marcas pelo terceiro maior mercado consumidor de doce no mundo fica mais evidente com lançamento de produtos e ações de Marketing variadas. 

Hoje, os brasileiros comem 2,8 kg per capita por ano do doce, o que os coloca atrás apenas dos Estados Unidos e da Alemanha em produção. O potencial de crescimento, entretanto, ainda é grande, já que na Europa essa quantidade chega a 7,5 kg por habitante.

Metade dos brasileiros consome chocolate pelo menos uma vez a cada três meses, um quarto o faz toda semana, mas um quarto deles nunca come o produto, segundo a pesquisa de mercado realizada pelo Ibope a pedido da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab). Para oito em cada 10, o prazer é a principal sensação relacionada ao doce.

A força desse atributo do produto fica evidente com o grau de lealdade a ele: 35% dos entrevistados disseram não trocar o chocolate por nada por não haver substituto à altura. “É um percentual muito alto considerando a gama de itens que temos no mercado, como sorvete, biscoito, bolo e cereal”, analisa Ubiracy Fonseca, Vice-Presidente de Chocolates da Abicab, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Caixas de bombons na preferência
A pesquisa também mostra que o principal local de compra são os supermercados, pontos de venda escolhidos por 76% dos brasileiros, enquanto apenas 10% vão a bombonieres, mercearias e lojas especializadas em doces. Nesses canais de venda, as caixas de bombons são os mais buscados pelos consumidores em função do custo reduzido por peso e pelo sortimento num único produto. Elas aparecem na frente do chocolate em barra, de acordo com a pesquisa.


Chama atenção o desconhecimento da população em relação às marcas estrangeiras. Oito em cada 10 pessoas nunca comeram um produto importado. “Ele traz um diferencial, mas é muito pouco conhecido. Nesse vácuo, entra o chocolate premium, que apresenta diferencial de embalagem e de ingrediente. Esse segmento tem crescido bastante. 

Há três anos ele representava apenas 1% do mercado e hoje chega a 6%, o que corresponde a 30 mil toneladas fabricadas em 2013”, afirma Ubiracy Fonseca.
A abertura das primeiras lojas da bandeira Lindt no Brasil pode ajudar a mudar esse panorama. Presente em 100 países, a marca se associou ao Grupo CRM, detentora da Kopenhagen e da Chocolates Brasil Cacau, para entrar no mercado nacional com pontos de venda próprios.

Apenas aqui a Lindt optou por estabelecer uma joint venture. Está prevista a inauguração de três a quatro lojas ainda este ano em São Paulo, com expansão posterior para outras capitais, como Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Brasília e Belo Horizonte.

Páscoa é momento de fidelização
O Grupo CRM, parceira na empreitada, vende hoje 10 mil toneladas por ano de chocolate em suas duas marcas, sendo que 35% do faturamento anual da companhia é gerado pelas compras de Páscoa. 


“A Páscoa é para nós a melhor oportunidade para fidelizar o cliente, já que tem gente que só vem nesta época. Por isso trabalhamos com uma margem bem menor do que o restante da indústria, que nos permite ter uma variação de preço de apenas 5% em relação às linhas tradicionais”, explica Renata Moraes Vichi, Vice-Presidente Comercial, de Expansão e de Marketing do Grupo CRM, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Para se posicionar no mercado brasileiro, o Grupo CRM investe anualmente R$ 70 milhões em Marketing para suas duas marcas. A Kopenhagen, com 85 anos, é focada no segmento de luxo e mira principalmente na compra de chocolate como presente, enquanto a Chocolates Brasil Cacau foca no mercado de consumo imediato e conta com apresentação e proposta mais jovem e acessível. 

“A ascensão da classe média nos levou a buscar atender um novo perfil de consumidor, mas sem gerar elasticidade para a marca Kopenhagen. Assim criamos a Chocolates Brasil Cacau”, diz Renata.

Embora a Kopenhagen aposte na venda de chocolate prioritariamente como presente, essa não é a prioridade de compra do doce no Brasil. Segundo a pesquisa feita pelo Ibope para a Abicab, nove em cada 10 brasileiros consomem o que adquirem. Quando não é assim, filhos e cônjuge são os principais presenteados. 

O agrado é oferecido prioritariamente na Páscoa (79% dos casos), seguido de aniversários. O tipo de chocolate e a embalagem são os fatores mais considerados na hora de escolher o presente. A média é de 1,3 produtos comprados por ano com essa finalidade.

Páscoa, Abicab, chocolatePáscoa, inverno e Natal: épocas mais promissoras
Excluindo a Páscoa, o inverno e o Natal são as épocas mais promissoras. As caixas de bombons aparecem na preferência dos brasileiros, já que apenas 7% dizem nunca adquiri-las, mas o item com maior frequência de compra é o achocolatado. 


Na hora da aquisição dos chocolates, a marca fala alto. As grandes indústrias são as preferidas com destaque para o chocolate ao leite.

A mais procurada é a Garoto, seguida da Nestlé e da Lacta. Já em relação a compras de ovos de Páscoa, o ranking de preferências muda. A Nestlé desponta com 29% das intenções de compra, segundo a pesquisa “Páscoa 2014”, da ecGlobal. Em segundo lugar aparece a Cacau Show, com 21%, à frente da Lacta, com 18%. 

Entre os consumidores da classe C, a preferência por ovos da Nestlé chega a 34%. Quando a análise é feita pelo critério da faixa etária, a Cacau Show é a marca predileta do grupo com 18 a 24 anos.

A Páscoa é também a melhor época para as marcas monitorarem as menções nas redes sociais. De 26 de março a 8 de abril, pelo menos 111,5 mil posts foram publicados por 82.120 internautas apenas no Twitter. Os ovos de Páscoa foram tema de 91,7% das mensagens, enquanto 9,9% falaram sobre “barras de chocolate”. Já 2,1% dos tweets compararam os dois produtos, segundo levantamento da E.life.

As marcas que aparecem em destaque são Cacau Show, com 4.222 citações, Kinder (Ferrero), com 939 menções, e Lacta, com 605. Já com relação ao perfil dos internautas, 69% são mulheres e 31% são homens. A Região Sudeste representa 55% desse público
Crianças, Mercado, Chocolates, Páscoa

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Graac mostra personagens infantis carecas para combate ao câncer


"Ação visa reduzir o preconceito sofrido por crianças e estimular que elas sejam vistas de forma normal. Figuras como Mônica e Snoopy aparecem caracterizadas."




#|*.||.*|# Por Luisa Medeiros, do Mundo do Marketing | 17/04/2014



O Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graac) mostra mais de 40 personagens de desenhos animados em versões carecas em ação realizada para o Mês Internacional de Combate ao Câncer. 

A instituição espera que a iniciativa reduza o preconceito contra as crianças que enfrentam a doença e estimule que elas sejam vistas de forma normal. 

Nas ilustrações, nomes comuns ao imaginário infantil como Mônica, Hello Kitty, Olivia, Popeye e Snoopy aparecem sem cabelos.  A iniciativa foi desenvolvida pela Ogilvy Brasil e recebeu o nome Bald Cartoons. 
Graac, Personagens, Desenho, infantil, câncer

Nike abre sua primeira loja exclusiva de futebol


"Unidade comemora os 20 anos de parceria da marca com o esporte. Espaço localizado em Copacabana, RJ, possui campo de grama sintética com gol para teste de produtos."




*||.#.||* Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 17/04/2014



A Nike abriu sua primeira loja dedicada exclusivamente ao futebol para comemorar os 20 anos de parceria da marca com o esporte. 

A unidade de 816 metros quadrados de área total, sendo 100 metros quadrados reservados para testes de produtos, está em funcionamento em Copacabana, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro. 

No local há camisas de seleções parceiras, chuteiras usadas por jogadores ao redor do mundo e produtos de jogo, treino e linha casual.

No terceiro andar da loja, a Nike construiu um campo de grama sintética e um gol para testes de modelos de chuteira. Uma tela mostra gols famosos. Em breve a unidade terá a Magista, calçado usado pelos jogadores David Luiz, Thiago Silva e Iniesta. 


Há ainda produtos para serem usados fora de campo, como a coleção Nike F.C., que será vendido, até o início de maio, somente na loja e no e-commerce, e os sneakers da marca.

As paredes da loja foram trabalhadas pelo grafiteiro e ilustrador carioca Mateu Velasco. 


A Nike Copacabana faz parte de um projeto da marca para expansão no Brasil, com medidas de crescimento que têm na abertura de novas lojas um de seus principais pilares.