"No ano passado, eram 30 milhões conectados a três ou mais dispositivos, segundo pesquisa. Crescimento acelerado mostra que país avança em conectividade."
*#:#* Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 20/08/2014

O Brasil conta com 40 milhões de consumidores conectados a três ou mais telas – 10 milhões a mais do que o registrado no ano passado, segundo pesquisa encomendada pelo Google e realizada pela TNS. Os dados mostram que o país avança rapidamente em conectividade. O número de pessoas com acesso à internet chega a 74% da população com 16 a 49 anos, das classes A, B e C, ainda de acordo com o levantamento.
A adesão aos smartphones também é crescente: 29% dos brasileiros têm o dispositivo, índice que sobe para 45% entre jovens com 16 a 34 anos. Independente da tela, o consumidor acessa, acima de tudo, entretenimento: são hoje 70 milhões de brasileiros assistindo a vídeos online (13% de crescimento em relação à 2013). O conteúdo audiovisual na web se torna, portanto, estratégico para as ações de Marketing das empresas.
Segundo um levantamento realizado pela Ipsos Brasil e Millward Brown Brasil, também a pedido do Google, o vídeo, de forma mais abrangente (TV + online), é responsável por 72% de todo o impacto de percepção de marca. Os dados foram levantados por meio da análise de 12 ações de grandes companhias de diferentes segmentos.
Devido às mudanças de hábitos de consumo de informação da população brasileira, cada vez mais o vídeo online determina o sucesso de campanhas: 54% do impacto sobre a percepção da marca vêm do vídeo veiculado em televisão e 46% do conteúdo audiovisual online. O investimento feito TV, no entanto, abocanha 93% do total de recursos, enquanto apenas 7% dele vai para a web.
"Lojas são revistas para ganharem também ambientes mais propícios à socialização. Investimentos este ano somam R$ 200 milhes em expansão e Marketing."
*#:#* Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 20/08/2014

Ao completar 50 anos, em 2002, o Bob’s apresentou aos consumidores uma grande reformulação, que ficou mais visível no redesenho de seu logotipo. As letras alegres e descontraídas, no entanto, já não bastam para manter fiéis os clientes da marca, majoritariamente jovens, e a rede prepara uma nova virada de mesa.
Desta vez, as mudanças atingem de forma mais significativa a maneira como as lanchonetes servem a seus consumidores, implantando o autosserviço e a customização dos sanduíches ao gosto do freguês.
A decisão por dar novos rumos aos processos nas unidades aconteceu há cerca de dois anos, no mesmo período em que a empresa ganhou o prêmio de melhor design de loja dado pela Associação Brasileira de Franquias em parceria com o Retail Design Institute.
Ao longo dos últimos cinco anos, o Bob’s dobrou de tamanho, mas o aumento da concorrência no Brasil - com a expansão do Burger King e a entrada do Fry’s no mercado, em 2013 - o fez desconsiderar a máxima de que em time que está ganhando não se mexe.
Somente este ano, a empresa reservou a quantia de R$ 200 milhões para investimento nas áreas de expansão e Marketing. Cinco lojas, no Rio de Janeiro e em São Paulo, foram convertidas para o novo modelo, e as demais serão transformadas em um ritmo mais acelerado a partir de agora.
“Decidimos que estava na hora de começar um novo ciclo e montamos um grupo de trabalho interno para pensar a nossa oferta como um todo, integrando diversos departamentos, como suprimentos, engenharia e treinamento”, explica Carlos Pollhuber, Diretor de Marketing do Bob’s, em entrevista à TV Mundo do Marketing.
Teste junto a consumidores
Cada ideia foi amplamente testada junto aos consumidores e aperfeiçoada antes da implantação nas lojas, de modo a reduzir riscos com erros.
Algumas mudanças não são tão novas assim no mercado, mas combinadas prometem alterar significativamente o relacionamento das pessoas com a marca. A rede passa agora a disponibilizar totens de autosserviço para agilizar o atendimento nas filas e a oferecer aos clientes a possibilidade de pedir ingredientes “no capricho”, sem que nada seja cobrado a mais por isso.
Os tradicionais molhos da empresa, além de ketchup e mostarda, passam a ficar mais acessíveis aos consumidores, podendo ser usados sem restrições. Eles estão disponíveis em equipamentos dispostos no interior da loja.
Os sanduíches, agora, são vendidos em três tamanhos, para atender à fome de todos. O design da loja também foi repensado, para dar um clima mais sociável ao ambiente, sem deixar de reforçar os atributos da companhia, reconhecida como uma marca espontânea, bem-humorada, com energia forte e, ao mesmo tempo, relacionada a indulgência, sabor e abundância.
A rede pretende, assim, responder melhor aos desejos de seu público-alvo, formado, em sua maioria, por jovens de 16 a 35 anos, das classes A, B e C. “Esse consumidor quer cada vez participar mais ativamente, ter influência maior naquilo que consome.
Outras características dessa geração são a busca contínua por qualidade e o olhar aguçado para a questão estética, evidenciado pelos selfies. Consideramos todos esses elementos para planejar as mudanças”, analisa Carlos Pollhuber.
Tecnologia a favor do atendimento
A rede observou ainda, na fase de planejamento dos investimentos, o interesse pela tecnologia como forma de facilitar tarefas do dia a dia e a valorização da origem dos produtos.
“Se, no passado, velocidade bastava, hoje, o consumidor está cada vez mais preocupado em ter certeza de que o alimento está sendo feito na hora, da maneira que ele pediu e como ele quer. Isso tudo foi considerado e resultou no novo conceito”, acrescenta o Diretor de Marketing do Bob’s.
O grande desafio das lojas é permitir a personalização dos sanduíches, dando a tão almejada liberdade aos jovens, sem perder agilidade no serviço. Para isso, houve investimento em tecnologia, que vai além da instalação dos totens de autoatendimento.
O Bob’s incluiu em suas unidades, nas áreas onde ficam apenas os funcionários, TVs com conteúdo institucional e de treinamento. A novidade na comunicação interna faz com que conceitos e processos passados não fiquem mais restritos apenas às apostilas e aos dias das capacitações.
A nova mídia foi criada a partir de sugestões dos próprios colaboradores. “O autoatendimento agiliza principalmente nos momentos de maior pico, porque amplia a capacidade, mas isso não tira a importância do funcionário em todo o processo.
Na TV, passamos todos os conceitos de treinamento e notícias, além de criarmos um vínculo com os funcionários. A forma visual facilita o entendimento por ser mais interativa”, afirma Carlos Pollhuber.
Perspectivas para o futuro
A partir de todas essas mudanças, o plano do Bob’s é abrir 140 pontos de venda somente este ano, unidades que serão somadas as já 1,1 mil existentes em todo o Brasil. Embora a rede tenha presença na totalidade dos estados do país, ainda há grande potencial de crescimento nas cidades pequenas.
O Bob`s iniciou, há alguns anos, a interiorização da rede, mirando em municípios com a partir de 60 mil habitantes.
As novidades que tomam a marca este ano buscam a ressaltar os atributos da companhia, cujo público-alvo busca um produto feito de forma mais artesanal e com um sabor próprio.
Entre os ícones estão o milk shake de Ovo Maltine e o Big Bob, além dos molhos típicos de seus lanches. “Uma das características do Bob’s é a adaptação da produção de hambúrgueres ao gosto brasileiro.
Nossos molhos são muito procurados e valorizados, porque nosso cliente busca, prioritariamente, sabor e indulgência, além de autenticidade. O consumidor costuma dizer que o sabor dos lanches do Bob’s ele só encontra lá, não há nada parecido em outro lugar”, diz o Diretor de Marketing.
O principal desafio da rede de fast food é justamente se diferenciar, num ambiente cada vez mais disputado. “Esse mercado é competitivo e tende a continuar com competitividade alta ao longo dos próximos anos. E não concorremos apenas com alimentação rápida, mas com os restaurantes como um todo.
O Bob’s tem em seu histórico o fato de ter sido a primeira marca de alimentação rápida lançada no pais, em 1952. Temos um público muito fiel”, garante Carlos Pollhuber.
* com reportagem de Bruno Mello.
"Empresa oferece a clientes serviços de desenvolvimento e administração de lojas virtuais para funcionários e parceiros, vinculadas a programas de pontos."
*$:$* Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 20/08/2014

Desde que a Netshoes estruturou uma área B2B, em 2010, os negócios realizados com outras empresas cresceram 800% no e-commerce. As vendas foram impulsionadas por programas de incentivos corporativos que atendem a diversas companhias, dos setores bancário, de seguros e de eletrônicos, entre outros.
Um dos serviços oferecidos é o de lojas virtuais desenvolvidas e administradas pela Netshoes, voltadas para os funcionários de clientes ou mesmo parceiros deles. Nessas páginas na web, são disponibilizados artigos esportivos e de lazer, descontos exclusivos e gift cards.
Esse serviço ofertado a outras empresas inclui ainda a possibilidade dos colaboradores acumularem pontos em programas como Multiplus e Dotz. Dessa forma a Netshoes passou a impactar milhões de potenciais novos consumidores mensalmente, que participam de programas de fidelidade como Ipiranga, Itaucard, Porto Seguro e Bradesco. Atualmente, o serviço representa mais de 75% das demandas B2B.
A Netshoes administra hoje mais de 120 lojas virtuais por meio das parcerias, com serviços que variam de acordo com a necessidade, o objetivo e o tempo desejado pelo cliente. O e-commerce realiza negócios com o programa Km de Vantagens Ipiranga. Outro exemplo é dos colaboradores do Itaú que podem acessar uma loja exclusiva com descontos.
O outro braço da área de vendas corporativas atende a demandas pontuais das companhias por produtos. Nestes casos, as aquisições de grandes volumes garantem, condições de pagamento diferenciadas. Há ainda a produção de kits de brindes exclusivos.
A área foi estruturada em 2010, mas reformulada em 2012, em relação aos objetivos. Os investimentos passaram a ser realizados de forma mais contundente no ano passado.