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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Todo mundo fala sobre experiência, mas não é qualquer experiência


"Editorial Bruno Mello,Editor Executivo do Mundo do Marketing."


*#:#* Postado por Bruno Mello - 17/09/2014





Conte-me e eu esqueço. Mostre-me e eu apenas me lembro. Envolva-me e eu compreendo", Confúcio.


Definitivamente, estamos na Era das Experiências. Infelizmente, de tanto que foi falado, oferecer momentos únicos aos clientes, consumidores, prospects e stakeholders no geral parece que caiu no lugar comum e as empresas deixaram de olhar este tema com a atenção que merece. 

Estamos falando de experiências memoráveis, positivas, pois o que estamos acostumados são com os momentos negativos a que somos submetidos quase que diariamente, seja num aeroporto, num shopping, em um atendimento por telefone ou até mesmo nos serviços públicos que recolhem nossos impostos e nos entregam, na maioria das vezes, uma péssima contrapartida.

Todos já sabemos, ou deveríamos saber, que os produtos e serviços possuem um nível de diferenciação cada vez mais baixo. Está certo que não podemos nos cansar de promover ofertas melhores, mas não podemos nos esquecer das experiências que ultrapassam os limites do tangível. 

Se você trabalha com algo que é difícil de ser palpável, mais um motivo, e uma grande oportunidade, para virar sua atenção para esta forma de atuação. Mas, como disse no título, não é qualquer experiência.

Aliás, vale qualquer experiência desde que você conheça bem o seu público e ofereça a ele algo que ficará marcado em sua memória para sempre. Só vale experiência memorável, ok? E aqui está uma vantagem de se promover experimentos. 

Vale desde um buquê de rosas em uma data inesperada, um pequeno presente, até pular de paraquedas ou andar num carro de Fórmula 1. O cardápio é extenso, passando por viagens, prática de esportes e gourmet. E cabe em todos os bolsos de empresas. Mas pense na gigante Vale, que produz minério de ferro.

O minério de ferro, em si, está em muitos dos produtos que usamos diariamente, como uma geladeira, mas é apenas um elemento de um grande composto e, por isso, passa despercebido. Como promover uma experiência com um produto como este? Uma das formas que a Vale encontrou foi utilizar um ativo valiosíssimo que tem: a parceria com a Orquestra Sinfônica Brasileira. 

Como uma das patrocinadoras do mais tradicional conjunto sinfônico do país há oito anos, a Vale dispõe de algumas experiências para promover entre seus stakeholders. Vai desde ingressos para os concertos até assistir a um espetáculo no palco.

A experiência de estar ao lado dos músicos, sentir o palco tremer, acompanhar os detalhes dos movimentos do maestro e dos instrumentos tocando trilhas sonoras de clássicos do cinema como Super Homem, Guerra nas Estrelas, Indiana Jones, Tubarão e E.T. fica marcada para a vida toda. 

Faz você se sentir como se estivesse dentro dos filmes. E o que mais uma marca pode querer se não ficar registrada para sempre na mente das pessoas?
Este me parece o caminho mais efetivo para conquistar o tempo e o coração das pessoas.

Ninguém vai sair de casa numa segunda-feira de noite chuvosa para ir ao cinema assistir um filme qualquer, mesmo que a marca tenha convidado, mas se for uma pré-estreia de um longa que a pessoa tanto espera, ela vai passar o dia todo se preparando para aquele momento. 

É preciso ir além do clichê, das desculpas de verbas, da falta de conhecimento do target e falta de criatividade. Ouvimos todos os dias sobre “promover experiências” e nem os próprios profissionais conseguem tangibilizar o que fazem. Vamos mudar este jogo. Promova experiências verdadeiramente memoráveis aos seus. Você verá o resultado.
Experience Marketing, Gifiting

Fleury usa aplicativo para marcar exames


"Programa otimiza o processo por meio do envio de uma foto do pedido médico. Empresa é a primeira do segmento de saúde a utilizar este tipo de tecnologia."



*$:$* Por Luisa Medeiros, do Mundo do Marketing | 16/09/2014



O laboratório Fleury ganha um aplicativo que otimiza o agendamento de exames médicos. A empresa é a primeira do segmento de saúde a adotar este tipo de tecnologia no Brasil. 

Para agendar os procedimentos o paciente precisa tirar uma foto do pedido médico com o smartphone ou tablet e carregar na plataforma.

Após o envio da imagem a pessoa deve preencher um breve cadastro com dados pessoais e selecionar o melhor horário e unidade para a realização do exame. 

O programa foi criado pela Isobar e está disponível para download nas lojas de aplicativos dos sistemas iOS e Android. 
Fleury, exame, aplicativo, saúde

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Tecnologia e pesquisas avançadas movimentam mercado de cosméticos


"Tendência para setor de beleza é investimento em produtos multifuncionais e que agreguem mais valor ao consumidor. Sucesso na categoria é associado a constantes inovações."



*#:#* Por Priscilla Oliveira, do Mundo do Marketing | 16/09/2014



Está cada vez mais raro encontrar cosméticos que tenham apenas as características básicas e simples do processo de fabricação do produto. Um shampoo, por exemplo, não só limpa o cabelo, como também contém nutrientes específicos para cada tipo de fio. 

Os estudos e pesquisas feitas em torno dos itens da beleza mostram que a tecnologia hoje é fundamental para que as empresas ofereçam lançamentos cada vez mais próximos das necessidades das pessoas e com resultados eficientes e rápidos.

Atualmente, o Brasil é o segundo maior mercado de cosméticos do mundo, sendo que a pele do rosto tem uma atenção especial: 27% buscam melhorar a textura, 25% tratar e prevenir a acne e 23% minimizar a aparição de linhas de expressões e rugas, segundo pesquisa da Mintel. As subcategorias de protetores solares e produtos para o corpo, entretanto, têm um crescimento projetado de, respectivamente 12,5% e 12,4%, entre 2012 e 2016, bem à frente, do setor de Cuidados Faciais (6,3%).

Tantas variações podem gerar muitos gastos financeiros e de tempo para o cliente. As fórmulas híbridas, como base com protetor solar e BB e CC creams são as potências deste nicho por terem diversas funções em um só frasco. “As japonesas têm 10 etapas de cuidados diários por dia, enquanto a mulher brasileira tem duas. 

Os multifuncionais são uma tendência, porque há essa necessidade de utilizar produtos que tenham vários benefícios associados que se adequem a velocidade que ela vive”, conta Fernanda Balbi, Gerente de Comunicação Científica da L’Oréal, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Características únicas
Diferentemente de como era há alguns anos, em que um creme antirrugas apenas reduzia as linhas de expressão e o resultado demorava um longo tempo, este mesmo produto hoje contém particularidades moldadas a cada DNA. As variações trazem outros acompanhamentos como clareamento, controle da oleosidade da pele, além de divisões por faixa etária. 


A expectativa, no entanto, é que os multifuncionais extrapolem as linhas para tratamento da pele e alcancem os mais diversos segmentos de produtos do setor. Após estudos técnicos, a Vichy lançou o Sérum 10 Olhos e Cílios, com ação rejuvenescedora também para as pestanas. A peculiaridade mostra o quão avançada estão as tecnologias para a diferenciação de cada ser humano.

As inovações no setor são pensadas justamente em cada característica existente nas raízes inter-raciais dos brasileiros. “É uma posição nossa buscar algo diferente e que chegue a todos. Fazemos estudos de mercado para saber o que esse consumidor precisa. 

Não adianta ter tecnologia e realizar pesquisas sem um propósito definido. Além disso fazemos testes aprofundados em nossos centros de pesquisa para que o lançamento seja eficaz”, conta Fernanda Balbi.

A complexidade na fabricação e mesmo os nomes patenteados podem parecer inalcançáveis para uma parcela da população, mas muitas novidades já chegam facilmente a todas as classes sociais, sejam em clínicas de estética, por indicação médica ou compras por impulso em pontos de venda. “Independentemente da classe social a que ela se destine, os consumidores vão querer produtos melhores. 

O empresário que não investir ficará obsoleto. O cosmético passa um bem-estar ao consumidor e seja o salário dele qual for, ele quer um valor agregado”, afirma Marcelo Guimarães, Professor de Farmácia e Especialista em Cosmetologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Estudo constante
Estar consciente de que esta área de atuação precisa de análises e diagnósticos frequentes é o primeiro passo para o sucesso de uma companhia. “É fundamental que as marcas tenham um profissional que se aperfeiçoe em desenvolvimento de cosméticos, porque é um setor que hoje tem um perfil de qualidade muito exigente e temos que ter alguém que conheça melhor a modernização e os avanços envolvidos nessa fase”, conta Marcelo Guimarães.


Manter o pensamento em evolução faz com que a empresa se mantenha atualizada inclusive em questões ambientais. Há alguns anos os testes em animais eram considerados mais uma etapa na concepção de um cosmético. Hoje em dia, já foi provado que a eficiência desses testes é duvidosa. 

Além disso, já existem peles sintéticas capazes de responder como a real de um ser humano. Diversas fabricantes que ainda testam em animais têm sido repudiadas em todo o mundo por manterem o método arcaico. A reputação acaba manchada na mídia e entre outros consumidores.

A tecnologia melhorou também as embalagens, que conseguem manter as substâncias intactas por mais tempo e não afetam a qualidade do que é prometido no rótulo. “Com a pesquisa foi descoberta que havia ativos nocivos no frasco. Além disso outros componentes da fórmula eram prejudiciais e, com isso, o rendimento esperado era prejudicado. 

A cafeína, por exemplo, não ativa se misturada ao óleo mineral. Quem espera um agente termoativo e tem o opositor na mesma formulação já sabe que não terá o efeito. Conseguimos excluir todas as substâncias nocivas e hormônios de nossa produção”, conta Isabel Piatti, Diretora de Desenvolvimento de Produtos da Buona Vita, em entrevista ao Mundo do Marketing.


Burocracia interna
Apesar da boa vontade de muitas companhias, o marasmo que ocorre em algumas repartições públicas faz com que o registro de patente e aprovação nos estudos demore para ser respondido, o que faz com que produtos lançados no exterior cheguem com um certo atraso no país. 


“Em termo de registro, encontramos dificuldades. Em pesquisas, o governo nem sempre autoriza de forma ágil. Muitos laboratórios usam o Brasil como teste em lançamentos, porque somos promissores e poderíamos ser mais se não fosse a lentidão e burocracia”, conta Isabel Piatti.

Mesmo com um processo lento, o Brasil consegue receber um volume considerável de lançamentos importados ou com pesquisas feitas em outros países. Entendendo esse percalço, algumas empresas se programam com até dois anos de antecedência para trazer um produto ao país. Quando os estudos são feitos nacionalmente, ainda há uma possibilidade de reduzir a espera, que chega a um ano, dependendo do caso.

“O consumidor brasileiro tem buscado mais valor agregado. Com isso, percebo o aumento no número de produtos de tratamento capilar e maquiagem com mais inovações. A maioria ainda é indicada por médicos, porque envolvem componentes específicos para cada indivíduo exigem conhecimento. 

Mesmo assim, a tecnologia está mais acessível e deve ter cada vez mais presente nas indústrias e nas feiras”, conta Marcelo Mattos, Gerente de Projetos da Beauty Fair, em entrevista ao Mundo do Marketing.