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domingo, 7 de dezembro de 2014

O que será da comunicação e das marcas daqui a 20 anos?


"Editorial Bruno Mello, Editor Executivo do Mundo do Marketing."



*$:$* Postado por Bruno Mello - 05/12/2014


Meu filho mais novo tem dois anos e nove meses. Apesar de a irmã, de seis, utilizar o tablet para entretenimento durante uma parte da noite regularmente, ele só se interessou pelo gadget há pouco tempo, porque nunca o estimulamos. 

Quando está com o aparelho nas mãos, o que mais prefere fazer é assistir a vídeos de carros no YouTube. Reconhece o ícone e o acessa normalmente. Se você tem filhos pequenos, sobrinhos ou conhecidos, reconhece a cena imediatamente. Eles apresentam uma desenvoltura nata.

Acontece que, assim como a irmã, o menorzinho já fica irritado e pula os anúncios que são apresentados antes dos vídeos. Arrisco-me a dizer que mais de 90% das campanhas passam direto. Ele simplesmente as ignora. Já aperta o ícone para pular e segue em frente. Uma razão para ele ignorar os comerciais: a maioria não é produzida para o target dele.

Alguns poucos são e, raramente, conseguem fisgá-lo. A questão é que, mesmo em uma nova plataforma e diante de um modo diferente de fazer comercial em vídeo, com entrega segmentada, os publicitários e profissionais de Marketing ainda não chegaram ao modelo de efetividade.

Ao mesmo tempo, pipocam tutorais e demonstrativos de produtos. Incrível como ele pula o comercial aos cinco segundos e pode ficar até uma hora inteira assistindo à demonstração de carrinhos, pistas de Hot Wheels e bonecos dos maios variados tipos. 

Fica claro aqui o que já vem sendo debatido no Marketing há alguns anos. Conteúdo para a marca é muito mais efetivo do que comerciais tradicionais. Ainda que em novas plataformas.
A verdade é que estamos ficando ultrapassados numa velocidade cada vez mais rápida e, o mais crítico: estamos deixando de entender as novas gerações. 

Sempre li relatos de pais que se surpreendem com a evolução dos filhos diante das novas tecnologias. Eles aprendem e se desenvolvem naturalmente. Pais na casa dos 30 e 40 anos, portanto, jovens, com filhos entre cinco e 12, se reconhecem nestas situações.

Enquanto você fica uma hora tentando entender como funciona um joguinho, em cinco minutos eles já passaram de fase. E aqui está um caminho. Precisamos aprender com os games e com o cinema. Devemos nos aproximar destas indústrias para que nossa comunicação, e principalmente, nossos negócios não se tornem obsoletos diante da nova geração. 

Depois das redes sociais, dos serviços e do entretenimento, os jogos estão entre os mais usados na internet. São neles que os pequenos passam horas a fio. Os games prendem a atenção e ganham o tempo do novo consumidor, enquanto muitas marcas perdem espaço.

No cinema, o sucesso estrondoso de Frozen também mostra como o entendimento dessa geração mudou, e nenhum outro filme recente conseguiu arrebatar tanto quanto a história das duas princesas. Exatos 20 anos atrás, O Rei Leão era o longa-metragem de animação infantil de maior sucesso. 

Você se lembra de como era o mundo há duas décadas? Não tínhamos a internet como temos hoje, não tínhamos celulares e smartphones, não tínhamos multiplicidades de canais de venda e mídia. Só em buscas no Google, O Rei Leão apresenta 356 mil resultados, enquanto Frozen tem nada menos do que 444 milhões.

A lista é extensa do que mudou, e os volumes abissais. Em 20 anos, o mundo se transformou rapidamente. Agora imagine como será a comunicação e os nossos negócios daqui a cinco anos. O que estamos vivendo hoje certamente sofrerá mutações. 

Temos muito pouco indício do que está num futuro distante de, pasmem, cinco anos. Melhor mesmo é se agarrar na base do sucesso de Frozen, que, no fundo, tem uma história de amor e um final feliz. O que não muda é o melhor caminho para enfrentar as mudanças.
Comunicação, nova geração, conteúdo, tendência

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Brasil sedia mais de 2.220 feiras de negócio por ano


"Dado é da União dos Promotores de Freiras, que promoveu estudo para acompanhar o crescimento do setor. Região Sudeste é responsável por quase a metade dos eventos."



*$:$* Por Roberta Moraes, do Mundo do Marketing | 05/12/2014



Mais de 2.220 feiras são realizadas por ano em todo o Brasil, segundo a União Brasileira dos Promotores de Feiras (Ubrafe). A região Sudeste é a que mais sedia este tipo de evento, com 1.074 deles, o que representa 48% do total. 

Em segundo, aparece a região Sul, com 30,6% e 676 feiras de negócios. Em terceiro lugar, está a Região Nordeste com 10,4%; ocupando a quarta posição, a Região Centro-Oeste registra 6,8%; e a Região Norte aparece em último, com 3,9%.

A pulverização das feiras mostra que diversas cidades do país, inclusive no interior, estão se preparando para faturar com o segmento promissor. Apenas em São Paulo, por exemplo, este mercado movimenta R$ 16 bilhões ao ano. 

O levantamento que deu origem ao estudo ‘Feiras de Negócios no Brasil’ foi baseado nos principais calendários de eventos do país e considerou encontros B2B e as Feiras do Agronegócio.
Feira de Negócios

Itaú é marca brasileira mais valiosa, segundo a Interbrand


"Instituições financeiras foram as que melhor atuaram neste ano, assim como aquelas que investiram na Copa do Mundo. Skol, Brahma, Natura e Hering são alguns dos nomes da lista."



*#:#* Por Priscilla Oliveira, do Mundo do Marketing | 05/12/2014



As empresas que investiram na construção de suas marcas durante a Copa do Mundo tiveram a oportunidade de fortalecer o vínculo emocional com seus públicos e conseguiram aumentar seu valor. 

O Itaú ficou em primeiro lugar no ranking das brasileiras mais valiosas da Interbrand, reforçando que as instituições financeiras foram as que melhor atuaram neste ano. Entre as companhias com destaque, estão o Bradesco, em segunda posição, Banco do Brasil, em quarto, BTG Pactual, em 10º, e Caixa Econômica, em 19º.

Quem também ocupa boas colocações por causa do mundial de futebol são Skol (terceiro lugar), Brahma (quinto) e Hering (15º), que apostaram em relacionamento e diferentes comunicações ao longo do ano. Duas marcas estrearam na lista e despontaram como grandes cases. 

A primeira é a Magazine Luiza, que somou bons resultados financeiros ao trabalho de construção do seu posicionamento. A segunda é a empresa de meios de pagamento Rede, que se preparou com um novo posicionamento e identidade, além de uma oferta diferenciada para seus clientes.

Essa foi a primeira vez que a soma do valor das 25 marcas brasileiras mais valiosas ultrapassou R$ 100 bilhões, um aumento de 7% no valor total do portfólio. Esse número poderia ser maior se não fossem os bilhões de reais que gigantes como Petrobras e Banco do Brasil perderam em valor em 2014.

Foco no consumidor
As histórias positivas estão vinculadas àquelas que mantiveram o foco em seus atributos internos, principalmente em comprometimento e capacidade de resposta. Como consequência, reforçaram alguns quesitos externos e conseguiram maior diferenciação e percepção do consumidor. 


Esse entendimento é fortalecido por ações que colocam o consumidor como protagonista da história.

Do novo posicionamento da Hering às ferramentas que a Natura (sexta colocada) disponibiliza para que suas consultoras alcancem milhões de novos clientes digitalmente, muitas marcas nacionais já perceberam que os consumidores estão cada vez mais no centro de suas ações e contam com eles para ajudá-las a repensar suas estratégias e identidades.

Veja ranking das 25 marcas, quanto elas valem e o que realizaram nos últimos meses.

Interbrand, Marcas mais valiosas do Brasil