"Fabricante reforça seu patrocínio ao evento, que tradicionalmente acontece em outubro, por meio de sua marca Schin. Para participar, consumidor precisa comprar R$ 30,00 em itens."
*.\0/.* Por Renata Leite | 11/08/2015
A Brasil Kirin reforça seu patrocínio à Oktoberfest, que tradicionalmente acontece em outubro, por meio de uma promoção realizada pela Schin, uma das cervejas de seu portfólio.
Para participar, os consumidores precisam comprar R$ 30,00 em produtos participantes, disponíveis no site criado para a iniciativa. Após a aquisição, é necessário cadastrar o cupom no canal para concorrer a prêmios.
Serão quatro viagens com tudo incluso e com direito a três acompanhantes para a Oktoberfest em Blumenau, 12 geladeiras da Schin e 12 festas alemãs nas casas dos ganhadores, patrocinadas pela Brasil Kirin, com direito a banda típica, chope, gastronomia regional e toda a estrutura que uma festa precisa.
"Apesar da estratégia já ser conhecida, marcas cometem erros básicos, como enviar volume de informações alto demais e ter pressa por resultados. Adesão é crescente."
*.\0/.* Por Priscilla Oliveira | 11/08/2015
O Marketing de conteúdo é uma estratégia adotada há muitos anos pelas empresas e agências, mas que, com o advento da internet, ganhou uma proporção mais ampla e didática.
Isso porque, paralelamente a ele, surgiu o Inbound, com técnicas de atração para gerar vendas e audiência. A forma como é feito, no entanto, mostra que o mercado brasileiro ainda precisa amadurecer em relação a algumas práticas, que envolvem abordagem e qualidade.
Ainda que o número de empresas que utilizem o método tenha aumentado, ainda há muitas elaborando seus planos de maneira amadora. No Brasil, 58% das marcas já utilizam o Inbound Marketing, contra 87% na América do Norte.
Além disso, apenas 12% das companhias dispõem de ferramentas de automação, segundo o estudo “O estado do Inbound Marketing no Brasil 2015”, feito pela Hubspot. Os blogs e as redes sociais são as ferramentas mais buscadas para levar informação.
O fator relevância é uma das barreiras para que o negócio realmente encontre os resultados esperados. “Existem muitas pessoas fazendo Inbound como um robô. O Marketing de Conteúdo não é só colocar qualquer dado, é fazer a gestão da informação.
O que eu percebo é que algumas empresas não têm metodologia, então produzem demais. E quem a possui precisa estar atento à qualidade e não à quantidade”, afirma Martha Gabriel, escritora e consultora, em entrevista à TV Mundo do Marketing.
Volume de informação
Mesmo não sendo um tema novo, o Inbound ainda vem conquistando novos adeptos. Entre eles, alguns curiosos que acreditam que qualquer dado será interessante ao cliente. “Houve um tempo em que os textos possuíam dois parágrafos e agradavam.
Hoje, o que agrada são os maiores, com cerca de 2.500 caracteres. Nessa ânsia por fornecer quantidade, acabam surgindo excessos. Vejo infográficos que mais atrapalham do que ajudam, sem fonte fidedigna e pesquisa”, conta Martha Gabriel.
Essa característica de exagerar no volume de informação ou investir em conteúdo fraco é resultado da celeridade que o país quer dar para acompanhar outros mercados e, ao mesmo tempo, da impaciência de conquistar resultados – que nessa estratégia são de longo prazo. Isso porque ainda existem áreas de Marketing presas ao modelo tradicional de venda, que gerava vendas rapidamente com campanhas publicitárias.
O cuidado em não sobrecarregar o cliente com excesso de materiais deve ser constante, caso contrário a ação pode não surtir efeito. “A informação está sendo utilizada como moeda de troca, ou seja, o usuário tem que ceder os dados para saber o que receberá. O cliente pode deixar de preencher porque fica cansativo. Da mesma maneira, ele pode se sentir sufocado com muitos e-mails.
Haverá um momento em que mesmo o e-book mais interessante estará saturado, porque ele recebeu um volume enorme”, conta Sandra Turchi, Sócia-Diretora da Digitalents, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Uma das premissas do Inbound Marketing é falar sobre o que é relevante ao público e não sobre produtos e a marca, erro ainda cometido algumas vezes. “Mesmo na TV, é possível falar para o cliente sobre assuntos úteis para ele.
O mercado brasileiro precisa entender profundamente o método. É necessário humanizar a marca. É obrigatório ter uma estratégia, um objetivo e saber o que está fazendo. Isso vale para nutrição de lead, e-commerce, enfim, para tudo”, conta Sandra.
De micro a multinacional
O amadurecimento por parte das empresas vem com a mudança de processo de atuação das áreas estratégicas, que estavam acostumadas a pagar por um anúncio e esperar o consumidor vir até elas. “Existe quem não mude por falta de informação, ausência de conhecimento em torno do Inbound.
Estamos em um movimento de ensinar o mercado. Fizemos eventos sobre o tema que, ano após ano, recebe um maior número de inscritos. Há muita marca interessada em aprender a fazer direito, porque sabe que o que é bem feito gera bons resultados”, conta André Siqueira, Cofundador da Resultados Digitais, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Engana-se quem acredita que as grandes companhias acertam em todas as suas apostas e, por este motivo não precisam de ajuda. No campo digital, pequenas empresas ou gigantes andam lado a lado. Isso porque, no Inbound, o sucesso depende de quanto cada empresa conhece o seu público. Se a marca sabe o que os clientes querem, torna-se mais fácil fazer uma ação assertiva gastando pouco, o que acaba mais ainda com a diferença entre uma micro e uma multinacional.
Se na mídia tradicional, também chamada de Outbound, os custos com divulgação priorizavam as que possuíam maiores recursos, agora a distinção acaba. “A utilização da ferramenta não tem a ver com o tamanho da empresa e sim com a maturidade digital dela. Grandes nomes não faziam Marketing digital e outras pequenas eram mais inovadoras, como as startups.
Tudo depende do nível de maturidade com que olham para essa estratégia e encaram a questão de valor versus preço – se o retorno sobre o investimento é alto, está valendo a pena”, conta André.
Quando o Inbound chegou ao país, há cinco anos, as multinacionais foram as primeiras a entender que era importante parar de interromper o cliente e passar a criar conteúdo atrativo. Com pequenas apostas, elas foram compreendendo a mudança pela qual seriam obrigadas a passar, já que os benefícios chegavam.
“O que demorou para consolidar o Inbound no Brasil foi a adesão tardia das PMEs, que se espelharam nas maiores, mas hoje fazem tão bem quanto elas. Quando se cria conteúdo de nicho, fica mais fácil atingir o público-alvo. Como o custo é por lead, as companhias podem controlar melhor os investimentos, de acordo com a verba disponível”, conta Vitor Peçanha, CMO da Rock Content, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Mudança nos perfis profissionais
No modo de atuação, a única diferenciação entre micro e grandes companhias são os canais e formatos com que propagarão sua informação. As PMEs escolhem os que não são caros, mas possuem credibilidade, como blogs e redes sociais, nas quais o custo de criação é baixo.
Enquanto isso, as multinacionais estão virando editoras de criação de conteúdo, como a Redbull vem fazendo ao criar um novo braço na corporação, por meio do qual emprega pessoas para gerar conteúdo e organizar eventos.
Esse interesse em publicações com qualidade vem mudando as configurações nas áreas estratégicas, porque traz uma nova posição do profissional de Marketing dentro da carreira. “Quando alguém se formava em na área, tinha a intenção de fazer as coisas ficarem bonitas. O resto era do comercial.
Agora, esse profissional passa a responder por números e a ser uma fonte de lucro e mensuração de dados. Nos Estados Unidos, já existe um novo cargo, que é o do Diretor de Receita, o CRO (Chief Revenue Officer), para trazer receita à marca”, conta Vitor Peçanha.
Essa nova divisão no escopo não deve demorar para ocorrer no Brasil, uma vez que o país está avançado rapidamente na evolução do Inbound. “Por aqui, temos poucas empresas especializadas e elas estão no processo de educar o mercado. Estamos em uma fase de descoberta.
Lá nos Estados Unidos, esse conhecimento é mais difundido, já há um nível avançado de criação de ferramentas de gestão de conteúdo e distribuição para grandes empresas. Nossas soluções estão no mesmo nível deles, só o mercado que não está educado para usá-las”, pontua Vitor.
Futuro
Compreender que cada organização possui sua particularidade e metas diferentes torna a marca menos propensa a errar. “Quando ela entende que a estratégia de atração é mais uma junto às demais, reforça a sua marca. Não se constrói branding sem pensar no relacionamento com o conteúdo. Pode ser usado as redes sociais, por SEO, ações no Google, storytelling, entre outras metodologias.
Cada uma dessas técnicas é um passo para a construção do nome”, afirma Martha Gabriel.
O conteúdo, contudo, precisa ser diferenciado entre cada uma delas. Um exemplo é se a companhia aposta apenas em redes sociais, mas utiliza a mesma linguagem e informação para todas, sem levar em conta as características do site e de público.
Um dos grandes desafios é atrair de todos os pontos sem se tornar complexo e caro, além de saber como ser relevante e gerar engajamento.
Em um futuro não tão distante as empresas viverão uma orquestração de transmídia.
“Quando houver entendimento, haverá uma comunicação entre estratégias, mas não dá para focar apenas em uma, acreditando, por exemplo, que o Inbound será a solução. Veremos logo mais o Inbound associado ao tempo real, que trará um diálogo mais rico”, pontua a escritora e consultora.
"Quantas ideias já foram colocadas no papel e de lá nunca saíram? Um dos grandes desafios é a rotina e seus incêndios diários. Como sair dessa roda viva? "
*-.:.-* Por Bruno Mello | 10/08/2015
Entre os muitos ensinamentos do mestre, Professor do Insper e da ESPM e Diretor de Marketing da Tecnisa, Romeo Busarello, um deles está descrito no título deste editorial. Temos muitas iniciativas, mas poucas acabativas.
Olhe para você e para o seu lado. Quantas ideias já foram até colocadas no papel e de lá nunca saíram? Bom, se você chegou à segunda fase, parabéns, pois já representa uma pequena parcela de profissionais que conseguem avançar um passo à frente.
Para concluir uma maratona, no entanto, é preciso dar muitos passos.
É necessário um longo caminho para que as ideias se transformem em produtos, serviços e/ou experiências de sucesso, que saiam do limiar de commodities para realmente fazer a diferença na vida das pessoas. Este percurso, entretanto, é tortuoso, movediço, não linear e tem muitos obstáculos. O que não quer dizer que seja impossível.
Não estou falando somente de ideias desruptivas, mas principalmente de melhorias contínuas em nossos negócios que, somadas, entregarão maior valor para o cliente e, por tabela, para a companhia.
Não é raro termos ideias de como melhorar o que já fazemos. Inclusive, sempre há quem tenha soluções para os problemas das empresas, mas continuamos na roda vida do dia a dia e não planejamos nem implementamos pequenas ações que podem gerar um grande resultado. Este, aliás, representa um dos principais obstáculos para a falta de acabativa: o dia a dia.
Corremos quase que diariamente como bombeiros para... apagar incêndios ou estamos como cegos em tiroteio, atirando para todos os lados, fazendo mil coisas sem nenhum foco. Fora quando não trabalhamos como um relógio suíço, desenvolvendo as mesmas tarefas sempre. Simplesmente, não sobra tempo para o novo.
Você chegou ao trabalho às 9:00, quando olha para o relógio, já são 11:30. Almoça e quando confere de novo, 17:30. Não fazemos nada diferente, nada fora do script. Ok. Está bom. Há casos em que a empresa, o cliente ou a sua liderança "não deixam". Bom, está aqui mais um dos obstáculos que você tem que superar.
Para ter acabativa é necessário foco, determinação e muita, muita resiliência. Os incêndios vão continuar surgindo e o dia a dia não vai mudar a menos que você altere a sua rotina. É necessário olhar com atenção para o que você está fazendo e analisar se está realmente sendo importante e relevante.
É tão simples como termos a consciência de que, para começar algo novo, precisamos acabar o que estávamos fazendo. Se você interrompe algo no meio do caminho, não era realmente importante. E, se tinha relevância, você perderá uma oportunidade.
Outro aprendizado do Romeo: a realização de grandes projetos é o somatório de muitas pequenas coisas juntas, encadeadas, com um direcionamento claro. Às vezes, vemos pessoas surpresas com o sucesso de alguma iniciativa.
Para elas, parece que o êxito aconteceu da noite para o dia, mas, quando você analisa, o projeto tem dois, três, cinco anos de desenvolvimento e pode ter passado por muitos ajustes no meio do caminho.
As melhores acabativas levam tempo. Demandam mais sola de sapato do que reuniões de brainstorms sentado em um escritório no ar-condicionado.