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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Cenário político gera incertezas às empresas e consumidores

"Baixa confiança no governo atual e maior atenção às questões sociais tornaram brasileiros mais críticos em relação ao dinheiro, incluindo hábitos de compras."

 *.=:=.* Por Priscilla Oliveira | 05/11/2015

Gipope-Marketing
Graziela Castello, Gerente de Pesquisa da Ipsos Public Affairs
Ser considerado uma das futuras potências mundiais e de repente perder o posto por questões políticas trouxe ao brasileiro um pensamento mais crítico em relação ao que se passa nas esferas econômicas e sociais. 

Todas as promessas de país do futuro ruíram com a recessão e especulações de um período mais difícil para a população. Com isso, os gastos no varejo diminuíram, a cesta de compras está cada vez mais enxuta e as marcas enfrentam o desafio de atrair os clientes com seus inúmeros lançamentos e promoções. Afinal, a situação do Brasil deixa população mais receosa em relação aos gastos.

Ao longo dos últimos 10 anos, a agenda de prioridades dos brasileiros mudou. Hoje, velhas demandas voltaram a ganhar espaço, mas o mindset do brasileiro não é o mesmo de uma década atrás, algo que deve ser percebido pelas empresas que quiserem reforçar suas campanhas. 

Segundo o relatório “Retrospectiva Pulso Brasil”, feito pela Ipsos, antes era observada uma cobrança por questões econômicas – independente de classe social – e que hoje deixou de ser pauta principal para entrar temas relevantes para toda a sociedade.

Muito desse resultado é influenciado pelo crescimento do nível de escolaridade que aumentou desde 2005 e também com a inclusão digital. “Vimos fatos históricos contribuírem para essa nova percepção. Agora existe uma redução da cobrança de qualidade de vida, voltaram os debates por economia, saúde e segurança. 

Saímos do mais otimista, para o mais pessimista. O brasileiro, por mais que volte a ver o Brasil com bons olhos, não será aquele que era antes”, analisa Graziela Castello, Gerente de Pesquisa da Ipsos Public Affairs, em entrevista à TV Mundo do Marketing.

Demandas sociais
As lições que a atual crise econômica deixa é de que o momento é de paciência para lidar com o cliente, que anda cada vez mais desconfiado com os rumos políticos. Ao mesmo tempo, cada nova polêmica ou operação anticorrupção torna esse indivíduo mais consciente de suas escolhas. “Essa fase que o país passou, criou uma população mais empoderada. 


Antes a corrupção era percebida pela classe AB, hoje todas veem e já não aceitam mais”, conta Graziela.
Apesar do cenário de desemprego estar próximo ao que era 2005, a insegurança hoje é maior por diferentes pontos de vista. 

Tirando questões como saúde, violência e falta de emprego, para a classe AB, congestionamento e educação são os problemas a serem resolvidos que mais os afetam, enquanto na classe C as drogas e a pobreza são os pontos cruciais. Já para quem pertence à D e E a falta de água e moradia são um dos assuntos que precisam de urgência.

Com base nessa linha de raciocínio, as companhias podem focar suas estratégias no que realmente é importante para seu público-alvo e entender onde estão suas necessidades. Ainda assim, não é garantido que a resposta será dada imediatamente. 

“Até o primeiro trimestre de 2016, o cenário não será agradável. Como estamos no pior dos mundos, a mentalidade atual é de que a tendência é piorar, por isso as pessoas estão mais contidas”, pontua Graziela.

O que as empresas devem fazer?
Essa percepção de economia que não vai bem começou em 2012 e em 2013 foi marcada pelas manifestações nas ruas. Houve um período de recuperação, mas que logo se perdeu com o período eleitoral de 2014. Em seguida vieram transformações em programas sociais, aumento de taxas e da inflação que fizeram suscitar um período de pessimismo em todo o território brasileiro. 


Apenas 8% da população acreditam que o país está seguindo pelo caminho certo, de acordo com o relatório da Ipsos, um número bem abaixo dos demais governantes.
A maré negativa, no entanto, deve começar a passar em seis meses, uma vez que a percepção é de que já estamos no fundo do poço. 

“Quem chega ao limite sabe que após ele as coisas começam a melhorar e é esse o pensamento que o brasileiro tem. As marcas devem ter calma e esperar o momento certo de agir. Ao longo do tempo o otimismo voltará, mas agora a sensação é de descontrole. 

As pessoas precisam sentir que as rédeas serão tomadas antes de voltarem a ter os mesmos hábitos de antigamente”, pontua Graziela.
De modo geral, o cenário complicado em que o governo vive deixa as empresas no escuro, porque a sensação é de a qualquer momento tudo pode mudar ou permanecer como está. 

“Mesmo que a situação só mude em 2018, após novas eleições, o acompanhamento do comportamento do consumidor precisa ser constante. Esse amadurecimento da população mudou a visão que ele tinha. A boa notícia é que as pessoas esperam transparência e ética das empresas, da política e de outras pessoas. Estamos construindo um país melhor e isso não se faz sem traumas”, comenta a Gerente de Pesquisa da Ipsos.

Cada vez mais as companhias deverão contribuir para a qualidade de vida das pessoas, isso porque o perfil comportamental mostra-se mais exigente. “A grande lição é essa: o brasileiro está cobrando mais e isso deve entrar no cálculo de como a marca deve se comunicar com ele. O cenário politico e econômico faz com que as empresas olhem mais para população como cidadão e consumidor”, afirma Graziela.

Futuro
Com o cenário político desafiador, os planos e projetos começam a ser feitos pensando em médio prazo, com o fim do mandato da presidente. Como desta vez não haverá reeleição – e a pesquisa da Ipsos mostra que nem mesmo um possível sucessor indicado por ela possa tomar posse – a expectativa é de que em 2018 haja uma virada. Por enquanto, a taxa de reprovação segue intimidando as ações e gastos.


Como a opinião pública é a moeda de barganha do governo, ele atualmente não tem mais essa força para negociar e se reerguer. “Quando a Dilma entrou existiam áreas positivas que eram associadas a ela, hoje não existe nenhuma área positiva. Em tudo estão enxergando problemas.

Isso não significa que a oposição tem garantia, porque as pessoas estão desconfiadas de qualquer um. O novo governante precisará priorizar uma agenda clara que valorize a qualidade de vida e uma gestão eficiente. Novas prioridades surgirão”, conclui Graziela.

* Com reportagem de Bruno Mello.

Assista ao hangout completo com Graziela Castello, Gerente de Pesquisa da Ipsos Public Affairs.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

TAM e Coca-Cola presenteiam consumidores com viagem

"Ação “Esse Feriado é Meu” presenteou dois clientes que compraram um pack promocional em um supermercado de São Paulo. Ganhadores puderam escolher um destino com acompanhante."

*$.-.$* Por Bianca Ribeiro | 05/11/2015

Gipope-Marketing
A TAM e a Coca-Cola disponibilizaram no YouTube e no Facebook o filme “Esse Feriado é Meu”, que mostra a ação realizada pelas marcas, que no mês de setembro selecionou dois consumidores para viajarem de surpresa, poucas horas após a compra de um pack especial em um ponto de venda de São Paulo. 

O vídeo com duração de um minuto e 54 segundos explica como os dois consumidores foram surpreendidos após colocarem o pacote promocional da bebida em seus carrinhos de compra.

A surpresa começa quando no caixa, o sistema de som do supermercado faz um anúncio como se fosse de um aeroporto, dizendo que os clientes haviam sido selecionados para uma viagem. Os sortudos tiveram poucas horas para escolher um acompanhante, preparar as malas, fazer o check-in e partir para o destino escolhido por eles. 

Entre os destinos cidades internacionais foram disponibilizados cidades como Londres, Paris, Nova Iorque, Santiago do Chile e Madrid. Entre os Salvador, Maceió e Salvador. Quem preferiu fazer o turismo interno pôde escolher entre capitais como Natal, Salvador e Maceió.

Assista ao vídeo:

Grupo Petrópolis cria horário de verão para Itaipava

"Cervejaria oferece 30% de desconto na compra do segundo pack do mesmo produto em todas as quintas-feiras até o dia 21 de fevereiro. Oferta é válida em 595 pontos de venda no país."

*#>:<#* Por Bianca Ribeiro | 05/11/2015

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O Grupo Petrópolis ativou o “Horário de Verão Itaipava”, em que na compra de um pack de cerveja Itaipava o segundo item do mesmo produto tem 30% de desconto. 

A ação é válida para todas as quintas-feiras até o dia 21 de fevereiro, em 595 pontos de venda da marca em todo o Brasil – a lista com os varejistas está disponível no hotsite da campanha. A estratégia promocional tem como objetivo oferecer ao consumidor um preço melhor e reforçar a presença da marca no Auto Serviço.

A iniciativa é válida para as embalagens em lata de 269ml, 350ml e 473ml e conta com conteúdo de divulgação nos pontos de venda e mídias sociais. 

Está é a primeira vez que a empresa faz uma promoção deste tipo em longo prazo, no território nacional. Não há limitação de quantidade de produtos adquiridos desde que tenha estoque disponível.
Assista aos vídeos: