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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

História do teclado: veja como este periférico tão importante foi pensado


Raquel Freire
por
Para o TechTudo
04/12/2016 06h00 - Atualizado em 04/12/2016 06h00
Postado em 06 de dezembro de 2016 às 22h30m
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O teclado é o principal periférico de entrada do computador. É quase impossível pensar em trabalhar ou estudar diante do PC sem este componente, que desde meados do século XX permite a interação humana com as máquinas de processamento de dados. 

Teclado mecânico ou de membrana: qual a melhor opção para seu perfil
Conheça a seguir a história da criação e evolução do teclado - desde a máquina de escrever aos teclados virtuais-, que há muito tempo invadiu smartphones e tablets e marcou presença definitiva no nosso dia a dia.
Switches são os mecanismos responsáveis por transmitir o seu comando para o controlador do teclado (Foto: Divulgação/CMStorm) (Foto: Switches são os mecanismos responsáveis por transmitir o seu comando para o controlador do teclado (Foto: Divulgação/CMStorm))
Descubra como o teclado foi inventando 
(Foto: Divulgação/CMStorm)

Máquina de escrever e o legado do QWERTY
Mesmo quem nunca precisou digitar em uma máquina de escrever sabe que a posição das teclas é idêntica a do teclado do PC. O design, denominado QWERTY por causa das seis primeiras letras da fileira de cima, foi herdado por um motivo óbvio: por volta da década de 40, quando surgiram os primeiros computadores, as máquinas de escrever já eram populares há muito tempo. Transportar o layout de um aparelho para o outro foi um passo natural para facilitar a adaptação ao novo dispositivo.

Mas, não é tão óbvio assim o motivo pelo qual as máquinas de escrever têm esse design. O idealizador do modelo QWERTY, Christopher Latham Sholes, implementou essa formatação em uma máquina fabricada em 1868. A razão? Diminuir a velocidade da digitação. Sim, é isso mesmo. Na época, os tipos – aquela peça de metal com os caracteres na ponta – travavam quando as pessoas datilografavam rápido. Trocar a posição das teclas, tirando-as da ordem alfabética, foi um jeito de conseguir esse feito.
Máquina de escrever com teclado QWERTY (Foto: Divulgação/Royal)
Máquina de escrever com teclado QWERTY 
(Foto: Divulgação/Royal)

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Pode reparar: na segunda fileira do seu teclado há uma boa sequência de letras em ordem alfabética – ou quase. Os caracteres D, F, G, H, J, K e L ficam um do lado do outro.

Nessa série só não estão presentes as letras E e I, colocadas para cima justamente porque são muito usadas na língua inglesa. Pela mesma razão, outra letra muito frequente, A, foi deslocada para o canto esquerdo, tendo que ser pressionada pelo dedo mindinho.

O problema de travamento nunca se aplicou aos computadores, é claro, mas não teve jeito. A tradição fez com que o teclado QWERTY se transformasse no padrão de uso global até os dias atuais, repletos de teclados virtuais em smartphones e tablets.

Entrada de dados por teclas
A máquina de escrever não é o único ancestral do teclado. O periférico também foi influenciado pelo teletipo – também conhecido como teleimpressor -, e pelo perfurador de cartão. A herança aqui diz respeito não apenas à forma, mas também à finalidade, já que ambos desempenharam papel importante na entrada e comunicação de dados eletromecânicos.

Uma espécie de teletipo rudimentar já era usado em 1870 na bolsa de valores dos Estados Unidos para impressão de texto transmitido via cabo. O aparelho, que trazia um teclado igual ao das máquinas de datilografia, foi usado durante quase todo o século XX para envio e recebimento de mensagens mecanografadas, fosse ponto a ponto ou ponto a multipontos. Nas versões mais modernas, um monitor substituía a impressora.
Teletipo da Siemens (Foto: Reprodução/Wikimedia Commons)
Teletipo da Siemens (Foto: Reprodução/Wikimedia Commons)

O perfurador de cartão, por sua vez, era dispositivo que criava os cartões perfurados, principal método de entrada, saída e armazenamento de dados dos computadores antigos. Um dos primeiros perfuradores foi desenvolvido em 1890, por Herman Hollerith, um dos fundadores do que viria mais tarde a se transformar na IBM. Já por volta de 1930 os perfuradores incorporaram teclas de texto e número semelhantes às máquinas de escrever.

Teclado em computadores
Ainda na década de 40 os computadores incorporaram o teclado como periférico de entrada. Desenvolvido em 1946 e considerado um dos primeiros computadores do mundo, o Eniac ainda contava somente com leitor de cartão perfurado, mas ele foi usado apenas pelo Laboratório de Pesquisas Balísticas do Exército dos Estados Unidos. 
O primeiro computador eletrônico vendido na história, o Binac, surgia já em 1949 com uma máquina de escrever controlada eletro-mecanicamente. O dispositivo conseguia realizar entrada de dados diretamente na fita magnética, assim como imprimir os resultados processados pela CPU.

Em 1965, o MIT, a Bell Laboratories e a General Electric criaram o Multics, um sistema multiusuário e de tempo compartilhado. O sistema operacional incentivou o desenvolvimento de uma nova interface de usuário, o terminal de exibição de vídeo, que combinou a tecnologia usada nas TVs de tubo da época com as máquinas de escrever elétricas. Como nunca antes, os usuários passaram a conseguir ver os caracteres que estavam digitando.
DataPoint 3300, um dos primeiros terminais com suporte a vídeo (Foto: Divulgação/CTC)
DataPoint 3300, um dos primeiros terminais com 
suporte a vídeo (Foto: Divulgação/CTC)

O teclado ficou como praticamente único periférico de entrada até a chegada do mouse nos PCs, na década de 1980. A tela do usuário, até então preenchida quase que exclusivamente com texto, passou a dividir espaço com ícones e gráficos comparativamente ricos. Ainda assim, o teclado permaneceu central na interação humana com o computador.

O teclado hoje
A grande variedade de dispositivos atualmente faz com que existam diversos tipos de teclado. Os mais comuns nos PCs e notebooks ainda são os de membrana, que podem ser encontrados por preços a partir de R$ 20. Eles se caracterizam por ter uma peça única de silicone no interior (a membrana), através da qual o acionamento é feito ao pressionar uma tecla.

Uma variação mais sofisticada dos modelos convencionais é o teclado mecânico. Por fora o design é o mesmo, mas internamente há uma diferença crucial: cada tecla possui um conjunto de interruptor e mola individuais, fazendo com que o tempo de resposta seja bem mais curto. O usuário também tende a se cansar menos com essa versão, pois o mecanismo requer pouca força nos dedos.
Razer Ornata Chroma, teclado mecânico para gamers (Foto: Divulgação/Razer)
Razer Ornata Chroma, teclado mecânico para gamers 
(Foto: Divulgação/Razer)

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Usado principalmente por gamers, os teclados mecânicos são mais caros. Modelos intitulados semi-mecânicos custam em torno de R$ 170, enquanto os mecânicos de verdade têm preços variando de R$ 200 até impressionantes R$ 3.500. O Razer Ornata, por exemplo, custa R$ 699 em sua versão mais barata e R$ 799 na mais cara, o Chroma, que tem luz de fundo em diversas cores.

Há ainda os teclados flexíveis, que saem por aproximadamente R$ 100. Eles duram menos, mas têm a facilidade de transporte como apelo. Na mesma linha e faixa de preço estão os projetores de teclado virtual, ideais para conexão com celulares e tablets, garantindo digitação mais confortável do que os teclados nativos desses aparelhos. Naturalmente, vários fatores influenciam no preço de um teclado, como conectividade, presença de teclado numérico à parte, compatibilidade com dispositivos móveis etc.
Projetor de teclado virtual a laser para celulares e tablets (Foto: Divulgação/IMM)
Projetor de teclado virtual a laser para celulares e tablets 
(Foto: Divulgação/IMM)

A lista de modelos de teclado disponíveis hoje é enorme. Afinal, o periférico é tão importante no dia a dia que é quase certo que você use pelo menos dois tipos diferentes.

Mesmo com tantas tecnologias novas para entrada de dados – reconhecimento de voz e gestos, impressão digital – o teclado ainda é o que comanda seu PC, notebook, smartphone e tablet. E assim deve seguir por um bom tempo.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Vírus para Android já infectou mais de 1 milhão de celulares; saiba evitar


Paulo Alves
por
Para o TechTudo

05/12/2016 15h38 - Atualizado em 05/12/2016 15h38
Postado em 05 de dezembro de 2016 às 23h30m
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Mais de um milhão de contas do Google foram invadidas por hackers, por causa de um problema no sistema Android. Segundo a empresa de segurança digital Checkpoint, dispositivos com as versões Android 4.2, Android 4.3, Android 4.4 KitKat e Android 5.0 Lollipop estão vulneráveis à ameaça Gooligan, responsável por cerca de 13 mil novas infecções por dia. O problema é causado por um malware que se espalha por apps na plataforma.

O Gooligan infecta aparelhos por meio de aplicativos falsos, aparentemente inofensivos. Inicialmente encontrados na Google Play Store, esses apps já foram removidos pelo Google, mas continuam disponíveis na web. Uma vez instalados, eles são responsáveis por abrir caminho para vazamento de dados dos usuários.

Melhores antivírus para celulares Android
Apps comprados na Google Play poderão ser compartilhados por até seis pessoas (Foto: Marlon Câmara/TechTudo) (Foto: Apps comprados na Google Play poderão ser compartilhados por até seis pessoas (Foto: Marlon Câmara/TechTudo))
O malware Gooligan infecta celulares com sistema Android por meio 
de aplicativos falsos (Foto: Marlon Câmara/TechTudo)

O vírus consegue roubar dados da conta Google e ter acesso irrestrito ao Google Play, Gmail, Google Fotos, Google Docs, G Suite, Google Drive e outros serviços embarcados no Android. Além disso, os apps maliciosos servem para gerar receita para os hackers.

Os dispositivos infectados aumentam a reputação de apps na Play Store com avaliações de cinco estrelas, e clicam forçadamente em banners de anúncios. Portanto, as vítimas perdem seus dados e ainda contribuem para que os criminosos obtenham lucro diretamente do Google.

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Como identificar e se proteger
Para saber se o seu smartphone já está infectado, é importante saber se há consumo excessivo de bateria sem motivo aparente. Além de gastar mais energia que o normal, o malware Gooligan pode prejudicar o desempenho do dispositivo com muitos cliques em propaganda na web.

Para evitar infecção, não instale aplicativos disponibilizados fora da Google Play Store. Como a gigante das buscas já removeu os apps maliciosos da loja oficial, o perigo reside somente em sites independentes. Mas, se você acha que já está comprometido, siga o passo a passo para se livrar do problema.

Passo 1. Acesse as configurações do seu Android e acesse o menu “Fazer backup e redefinir”. Dependendo do aparelho, o nome da seção pode ser também “Cópia de segurança e restauração”. Em seguida, procure a opção “Restaurar o padrão de fábrica”.
Acesse as configurações de restauração do seu Android (Foto: Reprodução/Paulo Alves)
Acesse as configurações de restauração do seu Android 
(Foto: Reprodução/Paulo Alves)

Passo 2. Zere o dispositivo e apague os dados da memória para se livrar do malware. O smartphone será reinicializado e você deverá configurá-lo como novo.
Apague os dados do aparelho e resete (Foto: Reprodução/Paulo Alves)
Apague os dados do aparelho e resete 
(Foto: Reprodução/Paulo Alves)

Passo 3. Por fim, altere sua senha do Google para impedir que hackers tomem controle do seu Android novamente.
Altere sua senha do Google (Foto: Reprodução/Edivaldo Brito)
Altere sua senha do Google (Foto: Reprodução/Edivaldo Brito)

WhatsApp estende suporte para celulares BlackBerry e Nokia


Pedro Cardoso
por
Para o TechTudo
05/12/2016 14h19 - Atualizado em 05/12/2016 16h09
Postado em 05 de dezembro de 2016 às 23h00m
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O WhatsApp anunciou em seu blog oficial que pretende estender o suporte para alguns celulares das marcas BlackBerry e Nokia. De fato, a confirmação veio por meio de um update na postagem publicada em fevereiro deste ano, quando a fabricante anunciou este suporte pela primeira vez.

O apoio será estendido até 30 de junho de 2017 apenas para os smartphones com os sistemas BlackBerry OS, BlackBerry 10, Nokia S40 e Nokia Symbian S60. Desta forma, ficam de fora os aparelhos com Android 2.1 e 2.2, Windows Phone 7 e a dupla iPhone 3GS/iOS 6, que terão o suporte encerrado ao final de 2016, como planejado anteriormente.

WhatsApp: conheça cinco aplicativos de Android que deixam você invisível
Os Androids anteriores ao 2.3 tiveram o suporte estendido (Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo) (Foto: Os Androids anteriores ao 2.3 tiveram o suporte estendido (Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo))
WhatsApp estendeu suporte para alguns modelos de celular
 (Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo)

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Na prática, os usuários destes sistemas terão o acesso bloqueado no final de dezembro de 2016. Este é um aviso do mensageiro para que as pessoas atualizem os seus respectivos celulares, caso queiram continuar usando o app no próximo ano.

Caso você utilize um destes aparelhos, nós recomendamos que troque por um aparelho Android, Apple ou Windows Phone mais atual antes do fim de 2016 para que possa continuar usando o WhatsApp, diz o texto oficial. A justificativa do mensageiro para o fim do suporte é que os sistemas mais antigos já não possuem a capacidade necessária para os recursos futuros do WhatsApp.