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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Cadastro Positivo pode incluir 22 milhões de consumidores no mercado do crédito


Ana Rita Guerra, 
2016/12/29, 15:00
Postado em 29 de dezembro de 2016 às 16h50m
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

Um levantamento da Serasa Experian revela que a implantação do cadastro positivo pode incluir 22,1 milhões de brasileiros que hoje estão fora do mercado de crédito, apesar de possuírem histórico favorável de adimplência.

Esta constatação é baseada em simulações utilizando os modelos de scoring desenvolvidos pela Serasa Experian. O estudo aponta ainda a geografia da exclusão. Dos 22,1 milhões que poderiam ser incluídos com o cadastro positivo 9,1 milhões estão na região Sudeste; 5,5 milhões na Nordeste; 3,0 milhões na região Sul; 2,7 na Centro-Oeste e 1,8 milhões na Norte.


O número (22,1 milhões) representa 14,6% da população adulta atual do país (151 milhões); ou 19,7% da população que hoje tem acesso ao crédito (112 milhões) e 56% da população que hoje não tem acesso a crédito (39 milhões).


O cadastro positivo é uma metodologia muito mais abrangente e inclusiva de conceder crédito, na qual é analisado todo o histórico de endividamento do cidadão e a forma como ele paga suas dívidas contraídas com os bancos, com as empresas do comércio e com as de serviços (luz, água, telefone, gás)


Avalia também os compromissos assumidos ainda a vencer com essas empresas. Portanto, são valorizados os fatos positivos, os pagamentos honrados e não somente as eventuais dívidas não pagas que, atualmente, no Brasil, são superdimensionadas. 

Alem disso, resolve o problema do superendividamento, uma vez que mostra de forma clara se o consumidor tem espaço em seu orçamento domestico para contrair mais dividas As simulações da Serasa Experian atestam também que a introdução do cadastro positivo poderia gerar injeção da ordem de R$ 1,1 trilhão (17,4% do PIB) na demanda de crédito dos consumidores, agregando potencial de consumo equivalente a:

• 5,7 milhões de imóveis populares (R$ 851 bilhões; preço médio de R$ 150 mil)


• 3,6 milhões de automóveis populares (R$ 161 bilhões, preço médio de R$ 45 mil)


• 17,3 milhões de eletrodomésticos (R$ 35 bilhões; preço médio de R$ 2 mil)


• 15,5 milhões de eletroeletrônicos (R$ 31 bilhões, preço médio de R$ 2 mil
Esse potencial de consumo aumentaria a atual relação Crédito/PIB, que passaria dos atuais 50,3% para 67,6%.


O estudo revela ainda uma redução de juros para 74% da população adulta que hoje tem acesso a crédito (112 milhões de pessoas).
O Brasil é uma das poucas grandes economias globais que não conta com cadastro positivo. Nos países nos quais os dados positivos passaram a constar nos modelos estatísticos, entre os principais diferenciais, se verificou a maior inclusão das pessoas no crédito.


Metodologia
Com base nas informações cadastrais e comportamentais oriundas da base de dados da Serasa Experian, identificou-se que existem 22,1 milhões de brasileiros que possuem score baixo e, por isto, não seriam aprovados uma análise de crédito por parte dos credores (bancários e não bancários)


Entretanto, tal score baixo não é devido à existência de alguma eventual negativação do consumidor mas sim pela insuficiência de informação a respeito do próprio consumidor. Ou sejam tratam-se de consumidores que seriam merecedores de receberem crédito mas não o conseguem por falta de informação, algo que seria perfeitamente suprida pelo Cadastro Positivo.

Algumas informações positivas: pagamentos de luz, água, telefone, etc.

Já o cálculo dos impactos econômicos do Cadastro Positivo foi efetuado considerando-se o potencial de endividamento que estes 22,1 milhões de consumidores poderiam exercer adicionados aos impactos favoráveis em termos das novas condições de financiamento (redução dos juros) para os atuais tomadores de crédito.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Sete coisas que o iPhone 7 tem e o Samsung Galaxy S7 não


Paulo Alves
por
Para o TechTudo
25/12/2016 07h00 - Atualizado em 25/12/2016 09h26
Postado em 28 de dezembro de 2016 às 23h00m
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
O iPhone 7 chegou ao Brasil em novembro com corpo resistente a água e poeira, áudio melhorado e o dobro do armazenamento na versão mais barata, com 32 GB a partir de agora. O destaque no design fica por conta de duas novas cores, o preto fosco e preto brilhante. No país, o modelo concorre principalmente com o Galaxy S7, da Samsung.

Ele custa menos do que o iPhone 6S, de 2015: a partir de R$ 3.499. Ainda assim, o smartphone da Apple sai mais caro do que o principal rival. A diferença entre ambos chega a ser de R$ 500 dependendo da loja. Por isso, é importante saber se o investimento a mais compensa. Conheça a seguir sete recursos que o iPhone 7 tem e o Galaxy S7 não.­
Análise: iPhone 7 repete recursos que já existem em outros celulares

3D Touch
O 3D Touch é um recurso presente no display do iPhone desde o ano passado, nos iPhone 6S e iPhone 6S Plus. Com ele, o usuário pode acessar menus nos ícones da tela inicial e funções extras dentro de apps ao pressionar a tela com força. O painel sente a pressão e responde de maneira diferente da vista quando há um toque simples (sem pressão).
iPhone 6s Plus possui tecnologia 3D Touch na tela (Foto: Reprodução/Apple) (Foto: iPhone 6s Plus possui tecnologia 3D Touch na tela (Foto: Reprodução/Apple))
iPhone detecta nível de pressão sobre a tela e exibe atalhos
 (Foto: Reprodução/Apple)

Motor vibratório
Além disso, o iPhone 7 conta com um motor vibratório no lugar da finada saída de áudio de 3,5 mm. Na prática, o celular se comporta melhor com vibrações em qualquer interação. Ao rolar o medidor de tempo do alarme, por exemplo, é possível sentir somente uma porção pequena da tela vibrando. No Galaxy S7, a resposta do display é mais espalhada na tela e, por isso, acaba resultando em uma experiência menos sofisticada.

Câmera dupla
As câmeras do iPhone 7 e Galaxy S7 são duas das melhores do mercado, mas o iPhone 7 Plus fica um pouco à frente. O modelo maior tem duas câmeras na parte traseira, ambas com 12 megapixels.

Uma dessas câmeras tem uma lente diferenciada que resulta em dois recursos novos. Um deles é o zoom óptico de duas vezes, que não diminui a qualidade da imagem ao ampliar. O outro é o Modo Retrato, que foca o objeto principal e borra o fundo da foto para gerar um efeito similar ao de câmeras DSLR.
O iPhone 7 Plus tem dois conjuntos de lente (Foto: Reprodução/site da Apple) (Foto: O iPhone 7 Plus tem dois conjuntos de lente (Foto: Reprodução/site da Apple))
O iPhone 7 Plus tem duas câmeras (Foto: Reprodução/Apple)

Som estéreo
O iPhone 7 continua com um só alto-falante na parte inferior, mas o aparelho usa a saída de áudio superior – onde normalmente o usuário encosta o ouvido durante as ligações – para também gerar som estéreo. O resultado é um áudio mais potente do que no Galaxy S7.

Botão Home com motor de vibração
Uma das novidades na construção do iPhone 7 é a reformulação do botão Home. No lugar do mecanismo tradicional, a Apple aplicou um sensor que vibra para responder ao toque do usuário. No final, o botão não é mais físico como antes. No Galaxy S7, o Home segue com o funcionamento tradicional, que requer certa força para usar.

Live Photos
As Live Photos são um recurso presente desde 2015 que captura fotos animadas com duração de alguns segundos. Elas ficam salvas no Rolo da Câmera e podem ser compartilhadas no iMessage, por exemplo. A Samsung oferece algo parecido no Galaxy S7: as Motion Panoramas, que funcionam somente com fotos panorâmicas.
Conheça seis recursos que o iPhone 7 tem e o Galaxy S7 não (Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo)
Conheça sete recursos que o iPhone 7 tem e o Galaxy S7 não 
(Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo)

Apple Pay 
O iPhone 7 é um dos modelos da Apple compatíveis com o Apple Pay, o sistema de pagamentos digitais da empresa. O recurso, porém, ainda não opera no Brasil, embora seja popular nos Estados Unidos.

Apesar de não contar especificamente com o Apple Pay, o rival Galaxy S7 sai na frente por causa do Samsung Pay, que já funciona no mercado nacional. A sul-coreana planeja lançar uma versão do Samsung Pay para os celulares da Apple, segundo informações de bastidores. Oficialmente a empresa não se manifestou sobre o tema.

Pesquisa mostra expectativa de crescimento de smart schools com IoT


Ana Rita Guerra, 
2016/12/27, 17:00
Postado em 28 de dezembro de 2016 às 22h30m
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

A Extreme Networks, especialista em soluções de redes orientadas por software, divulgou uma pesquisa realizada com mais de 600 gerentes de TI em instituições de ensino de variados níveis. O estudo revela que, para 46% deles, as escolas inteligentes (smart schools, em inglês) terão um grande impacto sobre a educação nos próximos dois anos.

Os benefícios das smart schools mais comentados pelos entrevistados foram o aumento do engajamento dos alunos, aprendizado móvel, ensino mais individualizado, melhora na eficiência e redução de custos.
Em uma pergunta sobre quão familiar o executivo se sentia em relação ao conceito de smart schools, as respostas foram bastante variadas. Trinta e seis por cento deles alegaram saber um pouco sobre o tema, 23% se consideravam a par da tecnologia e estavam começando a estudá-la e 29% afirmaram ser um conceito totalmente novo. Apenas 9% dos entrevistados já havia implementado parte de um projeto de escola inteligente e 3% planejavam implementar a tecnologia em até três anos.

O conceito de escolas inteligentes segue os mesmos princípios aplicados a cidades e hospitais inteligentes. É uma proposta que permite a estudantes e instituições não só melhor acesso ao conhecimento, mas também a possibilidade de aprender e transformar, afirma Eduardo Almeida, diretor de vendas da Extreme Networks para o Brasil e o Cone Sul.

De acordo com o executivo, escolas inteligentes são as que dispõem de infraestrutura que lhes permite crescer, adaptar-se e progredir como ambientes importantes de aprendizado.


As escolas inteligentes utilizam soluções de IoT para se comunicar com seus dispositivos via Wi-Fi. Esses dispositivos vão muito além da lousa inteligente e incluem iBeacons, vestíveis, sensores, eBooks e tablets, salas de aula colaborativas, iluminação inteligente, AVAC e rastreadores de movimento e de vídeo. 

O estudo da Extreme descobriu que já existem instituições usando robôs, realidade aumentada, reconhecimento facial, sensores para estacionamento, rastreador de presença e impressões 3D. Esses dispositivos entregam vasto volume de dados tanto para análise em tempo real ou posterior.

No Brasil, há dois anos a Extreme Networks vem apoiando a Universidade de Caxias do Sul – UCS, no Rio Grande do Sul, a se tornar uma smart school. O projeto implantado na UCS cobre as necessidades de rede cabeada e sem fio de 100% dos 75 prédios da instituição em nove cidades, incluindo um hospital e uma escola de ensino médio, além de TV e rádio universitárias. 

De acordo com o gerente de TI da UCS, Heitor Strogulski, as soluções da Extreme Networks têm dado tranquilidade à nossa equipe de TI de implementar diversos serviços que melhoram a qualidade do ensino e aumentam a satisfação dos mais de 25 mil alunos e 3,5 mil funcionários.

Dentre esses projetos está a transmissão de cirurgias do Hospital Geral de Caxias do Sul (Hospital Escola da UCS) para a sala de aula do curso de medicina. A UCS também passou a disponibilizar aplicativo para as diferentes disciplinas oferecidas com recursos para registro de frequência do aluno, notas e nível de satisfação com a aula, além de um outro app de Street Game, esse para candidatos ao vestibular, com desafios de conhecimento por meio das posições georeferenciadas do jogador.

Em 2017, o grupo pretende implantar um projeto de realidade virtual voltado para a diminuição da dor do paciente em alguns tratamentos.
Todavia, a implementação dos dispositivos que permitem uma escola ser inteligente traz com ela um conjunto de preocupações. O fator segurança foi citado por pouco mais de 50% dos entrevistados do estudo como um potencial problema. 

Outros se preocupam com a privacidade, interoperabilidade e despesas adicionais. Gerenciamento também será uma preocupação até que surja um único e consistente painel para controlar todos os dispositivos e sistemas.
Já ter um Wi-Fi confiável lidera a lista dos mais importantes fatores de sucesso na implementação da tecnologia na escola inteligente. 

Na sequência, desenvolvimento do professor, ambientes de aprendizagem bem projetados e garantia de que os alunos tenham dispositivos apropriados estão na lista dos requisitos importantes para o sucesso das smart schools.

Segundo Eduardo, o modo como a nova tecnologia da escola inteligente será implantada nas escolas é de vital importância para que o projeto dê certo. Algumas vezes, ter professores e funcionários engajados em um projeto é muito mais desafiador do que a implantação da nova tecnologia em si.  

Para ser bem-sucedido, portanto, o planejamento requer uma boa visão do ensino no sentido de compreender como a tecnologia melhora a educação. A aplicação eficaz da tecnologia exige treinamento de usuários, infraestruturas adequadas, cobertura suficiente de Wi-Fi, largura de banda e boa coordenação de timing, finaliza o executivo.