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terça-feira, 16 de abril de 2019

Portais da Transparência em AL são alvos de hackers mineradores de bitcoins



Invasores instalaram códigos que poderiam transformar computadores em gerenciadores de moedas digitais, o que deixava as máquinas mais lentas. Responsável pelos portais diz que ataque não provocou prejuízos e que já solucionou problema. 


Por Derek Gustavo, G1 AL 

Postado em 16 de abril de 2019 às 1600m 
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Hackers invadiram Portais da Transparência no interior de Alagoas e instalaram código que podia transformar computadores em mineradoras de bitcoin; problema foi resolvido assim que foi percebido, garante responsável — Foto: Jack Guez/AFP 
Hackers invadiram Portais da Transparência no interior de Alagoas e instalaram código que podia transformar computadores em mineradoras de bitcoin; problema foi resolvido assim que foi percebido, garante responsável — Foto: Jack Guez/AFP
Portais da Transparência de pelo menos três prefeituras e uma Câmara de Vereadores do interior de Alagoas foram invadidos por hackers, que instalaram um código com a capacidade de transformar computadores em mineradoras de bitcoin, uma espécie de gerenciadora de moedas digitais.

Os quatro portais que sofreram ataques foram desenvolvidos pela mesma empresa, a JP Consultoria. De acordo com investigação conduzida pelo portal Colaboradados, o código malicioso fazia com que uma propaganda pop-up surgisse na página inicial delas. Se clicada, levava ao site de uma empresa chamada Webchain. A partir desse momento, a máquina do usuário estava aberta para se tornar uma mineradora sem que ele soubesse, deixando o computador mais lento.

O responsável disse que a invasão aconteceu na última semana, em uma versão antiga dos sites, que já estavam em processo de migração para uma nova plataforma, e que não houve danos às instituições ou aos usuários.

O código malicioso foi identificado nos portais da Câmara de Vereadores de São Miguel dos Milagres, e das prefeituras de Cacimbinhas, União dos Palmares e São Miguel dos Campos, e, segundo o desenvolvedor, foi removido das páginas assim que o ataque foi percebido.

O bitcoin é uma espécie de dinheiro eletrônico, que permite transações financeiras sem intermediários e que depende de uma rede de usuários para ser validado, também conhecida como blockchain.

Essa validação impede, por exemplo, que uma mesma moeda seja usada mais de uma vez, e é gerenciada por programas específicos instalados em vários computadores.
A ação realizada por eles é conhecida como mineração.

No caso dos portais do interior de Alagoas, os códigos (ou scripts) foram instalados por hackers no código-fonte das páginas (a lista de comandos que faz com que elas funcionem).

A reportagem do G1 tenta contato com a Webchain desde sexta (12), para saber se ela tinha envolvimento com o caso ou se seu nome estava sendo usado por terceiros, mas não obteve retorno.

O proprietário da JP Consultoria, João Pimentel, explicou que as invasões foram percebidas durante manutenções de rotina nos Portais da Transparência.

Percebemos o problema nas manutenções diárias dos sites. A primeira vez foi há cerca de um mês, e nós limpamos o código invasor. No dia 11 de abril, encontramos e retiramos novamente, afirma Pimentel.

Segundo ele, a suspeita é que o hacker tenha se aproveitado de uma brecha encontrada no sistema, uma plataforma aberta que era utilizada pela empresa.

Acreditamos que a invasão tenha ocorrido após a atualização do sistema. Essa linguagem de programação estava trazendo muitos problemas, como coisas que não funcionavam. Há poucos dias, fomos avaliados pela Escala Brasil Transparente e, na hora da consulta, o site não funcionou. Essa nova falha no sistema surpreendeu a gente, diz.

Por conta dos problemas encontrados no sistema anterior, Pimentel afirma que decidiu-se pela mudança para outro, fechado e mais seguro. Por conta disso, foi preciso fazer a migração do banco de dados para os novos portais e, para facilitar o processo e manter os Portais da Transparência no ar, os sites antigos ainda não foram excluídos, e foram eles que sofreram os ataques.

Dos sites atacados, apenas Cacimbinhas ainda usa o banco de dados antigo, pois estamos aguardando a conclusão da migração das informações para abrir o novo portal. Nos outros sites, o banco de dados invadido foi o antigo, que ainda está no ar para o caso de, na falta de algum documento, podermos pegar direto do portal, sem a necessidade de ir até a prefeitura para digitalizar. Mas em todos eles, o problema foi corrigido tão logo foi percebido, e os Municípios não tiveram nenhum prejuízo, afirma o proprietário da empresa.
Não há relatos de pessoas que tenham sido prejudicadas de alguma forma pelo problema.

Pimentel diz ainda que é difícil saber de onde partiu o ataque. Não temos como rastrear se veio de Alagoas, se veio de fora do país, nem qual empresa fez isso porque, apesar do nome no pop-up, pode ser alguém usando o nome dela.

Cuidados com invasões
Valdick Sales, especialista em tecnologia e colunista do Bom Dia Alagoas, da TV Gazeta, explica que ataques como esses registrados nos Portais da Transparência são comuns, e podem ocorrer em qualquer computador.

Pessoas mal intencionadas invadem o computador para instalar um plugin de mineração e transformar a máquina em um computador zumbi, trabalhando na autenticação da criptomoeda sem o usuário perceber. Algumas pessoas compram computadores para fazer essa mineração, mas tem gente que quer mais dinheiro e acaba invadindo as máquinas dos outros, afirma Sales.

A orientação para esses casos, segundo ele, é instalar e manter atualizado um programa antivírus, e ficar atento às propagandas que surgem nas páginas.

É preciso ter antivírus e mantê-lo sempre atualizado para impedir essas invasões, porque ele detecta movimentações suspeitas. Da mesma forma que alguém instala um programa de mineração, pode também instalar qualquer outra coisa. É como uma casa. É preciso manter fechada para evitar invasões. E cuidado também com as propagandas, porque só entrar em um site não é indicativo de que seu computador foi invadido, é preciso também não clicar nos pop-ups suspeitos, conclui o especialista.
Infográfico: Como funciona o bitcoin — Foto: Igor Estrella/G1 
Infográfico: Como funciona o bitcoin — Foto: Igor Estrella/G1

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Califórnia propõe liberar testes com caminhões autônomos pequenos nas ruas



Estado americano já autoriza testes com carros que andam sozinhos, mas exige que uma pessoa esteja no veículo, para assumir volante em caso de emergência.


Por Reuters 

Postado em 15 de abril de 2019 às 23h30m 

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Uber Freight já opera com caminhões autônomos nos EUA — Foto: Divulgação 
Uber Freight já opera com caminhões autônomos nos EUA — Foto: Divulgação

Os reguladores da Califórnia propuseram medidas para permitir aos fabricantes de veículos testar pequenos caminhões autônomos de entrega em estradas públicas, informou o Departamento de Veículos Motorizados (DMV) do estado americano na última sexta-feira (12).

Empresas como Waymo, que pertence à dona do Google, e a Uber já desenvolvem esse tipo de tecnologia para transporte de cargas e fazem testes em outros estados.

A ideia na Califórnia é que as empresas possam experimentar nas ruas veículos de entrega autônomos que pesem menos de 4.500 kg, desde que tenham autorização aprovada do regulador.

Não ficou claro se esses veículos de entrega serão obrigados a ter um motorista de segurança durante o teste, como é exigido para carros autônomos que são testados no estado.
Waymo leva cargas para o Google em caminhão autônomo em Atlanta — Foto: Waymo/Divulgação 
Waymo leva cargas para o Google em caminhão autônomo em Atlanta — Foto: Waymo/Divulgação

O regulador realizará uma audiência pública em sua sede em Sacramento no próximo dia 30 de maio, para reunir informações sobre os regulamentos propostos.

Atualmente, 62 empresas têm licenças válidas para testar veículos autônomos com um motorista de segurança nas estradas públicas da Califórnia, um dos estados que mais incentivam as experimentações com essa tecnologia.

Google e JBL lançam primeira caixa de som com assistente de voz no Brasil



Google Assistente agora chega às caixas de som, que podem se conectar com outros dispositivos da residência.


Por Thiago Lavado, G1

Postado em 15 de abril de 2019 às 21h00m 

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Televisão, aspirador de póe, lâmpadas e 'smart speaker'. Google apresentou primeira versão da casa conectada. — Foto: Thiago Lavado/G1 
Televisão, aspirador de póe, lâmpadas e 'smart speaker'. Google apresentou primeira versão da casa conectada. — Foto: Thiago Lavado/G1

O Google e a fabricante de dispositivos de áudio JBL lançaram nesta segunda-feira (15) dois modelos de caixa de som com conectividade ao Google Assistente, o assistente de voz da empresa.

Os modelos Link 10 e Link 20 da JBL chegam por R$ 1.199 e R$ 1.499 e permitem conexão com o sistema de automatização Google Home. Assim é possível conectá-los a outros dispositivos do Google, como o Chrome Cast, além de televisores, lâmpadas, aspiradores de pó autônomos e outros dispositivos que funcionam com conexão a assistente de voz.
O Google apresentou as diversas funcionalidades durante evento de Casa Conectada, que aconteceu na manhã desta segunda-feira. Nele, a empresa mostrou como é possível conectar todos esses dispositivos com comandos de voz a partir do Assistente.

Entre os parceiros estão fabricantes de televisores, como TCL, Samsung, LG, e Sony — que agora atualizou os dispositivos com conexão ao assistente para funcionar também em português. Lâmpadas inteligentes da Philips e o aspirador de pó conectado da iRobot também podem ser incorporados ao sistema da Google. Na JBL, a diferença entre os dois aparelhos diz respeito à potência de som e duração da bateria.

Com os lançamentos , o Google começa a mirar as residências. A concorrente Amazon já está testando a assistente Alexa no Brasil e também o "smart speaker" Amazon Echo no país. O Google, que conta com um dispositivo semelhante, o Google Home, preferiu vir ao país com os dispositivos parceiros e não confirmou a chegada do aparelho próprio no Brasil.

Segundo dados da empresa de pesquisas Berg Insight, em 2021 cerca de 327 milhões de casas estarão conectadas a pelo menos um dispositivo.

Uso de dados
O Google afirma que os dados dos usuários só são utilizados a partir do momento em que o comando de voz Ok, Google é dado.

Os dados que nós coletamos não são de forma indefinida, só de maneira momentânea, para que o Assistente possa entender o que a pessoa quer fazer e dar uma resposta sobre isso, mas eles não são armazenados, disse Alessandro Germano, diretor de desenvolvimento de negócios do Google na América Latina.

Segundo o executivo, a interação só acontece a partir do momento do comando de voz, que ativa o aparelho e o Assistente.

Disponível em português desde 2017, o Google Assistente está disponível em aparelhos celulares Android e para download em celulares com sistema operacional iOS. São mais de 1 mil parceiros e 1 milhão de interações possíveis.
Atualmente são mais de 1 bilhão de aparelhos conectados ao assistente pessoal da empresa, em 80 países e 30 idiomas.