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terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Artista engana Google Maps com carrinho cheio de smartphones

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Simon Weckert caminhou pelas ruas de Berlim puxando um carrinho com 99 aparelhos, o que fez o algoritmo do aplicativo pensar que trechos estavam congestionados.
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 Por G1  

 postado em 04 de fevereiro de 2020 às 16h30m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Weckert caminha pelas ruas de Berlim com um carrinho cheio de smartphones, o que faz com o que o Google Maps mostre ruas vazias como se estivessem cheias de carros. — Foto: Divulgação/Simon Weckert 
Weckert caminha pelas ruas de Berlim com um carrinho cheio de smartphones, o que faz com o que o Google Maps mostre ruas vazias como se estivessem cheias de carros. — Foto: Divulgação/Simon Weckert
Um artista alemão chamado Simon Weckert fez uma instalação inusitada pelas ruas de Berlim.

Puxando um carrinho carregado com 99 smartphones de segunda mão ligados, ele caminhou pelas ruas da cidade apenas para enganar o aplicativo Google Maps — cujo algoritmo aponta quais ruas estão cheias ou não, baseadas no número de dispositivos operantes.

Com tantos aparelhos concentrados no mesmo ponto, Weckert conseguiu enganar o app, que começou a mostrar ruas vazias como se estivessem com trânsito pesado.
De acordo com Weckert, que explicou a ação em uma publicação em seu site, esse tipo de ação tem um impacto no aplicativo que se reflete também no mundo real.

"Com essa atividade é possível transformar uma rua verde em vermelha, o que causa um impacto no mundo físico, com os carros indo para outras rotas para evitar o tráfego", escreveu.

Em entrevista ao site Motherboard, o autor explicou que alugou os 99 smartphones e comprou 99 cartões SIM para eles. Em seguida, passou algumas horas circulando pelos mesmos lugares.

Com a ação, o artista questiona o valor que damos aos dados e o impacto que algoritmos e tecnologias têm em nossas vidas.

"Nós estamos altamente focados nos dados e tendemos a vê-los como objetivos, não ambíguos e livres para interpretação", disse ele ao Motherboard. "Ao fazer isso, existe uma cegueira nos processos que geram os dados e a suposição que números falam por si só. Não só a coleta dos dados dá espaço para interpretação, mas processos de computador também permitem outras interpretações".

O Google, em posicionamento enviado à revista americana "Wired", encarou a ação de maneira positiva. "Nós apreciamos usos criativos do Google Maps como este, já que nos ajuda a melhorar o serviço".
Caminhando sobre o rio Spree, famoso em Berlim, artista conseguiu 'criar' falso tráfego de carros em rua deserta. — Foto: Divulgação/Simon Weckert 
Caminhando sobre o rio Spree, famoso em Berlim, artista conseguiu 'criar' falso tráfego de carros em rua deserta. — Foto: Divulgação/Simon Weckert

domingo, 26 de janeiro de 2020

Amazon pede que Justiça dos EUA interrompa contrato da Microsoft com Pentágono

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Empresas disputaram em 2019 por projeto de computação em nuvem do Departamento de Defesa, avaliado em US$ 10 bilhões.
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 Por Reuters  

 Postado em 25 de janeiro de 2020 às 17h00m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
A Amazon entrou com uma petição na Justiça na quarta-feira (22) para impedir que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e a Microsoft deem continuidade a um acordo para contratação de serviços de computação em nuvem até que um tribunal decida sobre um protesto da empresa em relação ao contrato.

O projeto chamado de Infraestrutura de Defesa Corporativa Conjunta (JEDI, na sigla em inglês) faz parte de uma modernização digital mais ampla do Pentágono, com o objetivo de torná-lo mais ágil tecnologicamente e é avaliado em US$ 10 bilhões de dólares. A Microsoft foi escolhida em outubro de 2019 como empresa que levaria o contrato e seria responsável pela implementação do projeto.
 Bezos, fundador da Amazon, e Trump: presidente dos EUA foi acusado pela empresa de fazer 'pressão imprópria' em contrato do Departamento de Defesa — Foto: France Presse
Bezos, fundador da Amazon, e Trump: presidente dos EUA foi acusado pela empresa de fazer 'pressão imprópria' em contrato do Departamento de Defesa — Foto: France Presse

A Amazon, originalmente considerada a favorita para obter o acordo, havia indicado na semana passada que entraria com uma ordem de restrição temporária para exigir que o Pentágono e a Microsoft adiassem as atividades iniciais do contrato.
Em um comunicado, a Amazon Web Services, divisão de computação em nuvem da Amazon, disse que "é prática comum manter o desempenho do contrato enquanto um protesto está pendente, e é importante que sejam revistos os inúmeros erros de avaliação e a interferência política flagrante que impactaram a decisão do prêmio Jedi".

O processo de aquisição foi adiado por reclamações legais e alegações de conflito de interesses. Mais recentemente, a Amazon culpou o presidente dos EUA, Donald Trump, de fazer "pressão indevida "contra a empresa.
O secretário de Defesa, Mark Esper, rejeitou a acusação e disse que o Pentágono fez sua escolha de maneira justa e livre, sem influência externa.
Amazon acusa Trump de fazer pressão contra empresa em contrato bilionário com Pentágono
Amazon acusa Trump de fazer pressão contra empresa em contrato bilionário com Pentágono

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

É possível que um smartphone seja contaminado com vírus apenas com uma visita a uma página web?

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Tira-dúvidas também responde perguntas sobre ameaças de divulgação de vídeos íntimos e dados de visitação no Facebook. 
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 Por Altieres Rohr  
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos  

 Postado em 23 de janeiro de 2020 às 14hh10m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013


Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.), envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores às quintas-feiras.

Como um smartphone Android pode ser contaminado?
A única forma de ser contaminado por um vírus ou malware no Android é instalando um app? Ou também posso contaminar meu celular Android acessando um site? – Joas Maia
Existem dois tipos de situações: aquelas em que o sistema funciona como deve, e aquelas em que uma brecha de segurança levou o sistema a se comportar de um modo indevido e inadequado.
Se o sistema e os aplicativos do aparelho estiverem funcionando da maneira correta, a resposta é simples: uma contaminação por malware só deve acontecer caso um aplicativo malicioso seja instalado. Um vírus é um tipo de programa (aplicativo) e, portanto, apenas a instalação e um aplicativo poderia desencadear uma contaminação.

No entanto, hackers podem encontrar brechas que retiram o sistema do seu funcionamento normal. Com essas falhas, é possível criar situações que normalmente são impossíveis, incluindo a instalação de vírus por páginas web, arquivos de imagem e vídeo (como aconteceu com o fundador da Amazon Jeff Bezos), proximidade de redes sem fio, entre outras.
Brecha Stagefright foi corrigida em 2015. Vulnerabilidade podia ser explorada por meio de muitos aplicativos para contaminar o Android por meio de arquivos de mídia. — Foto: Zimperium/Divulgação 
Brecha Stagefright foi corrigida em 2015. Vulnerabilidade podia ser explorada por meio de muitos aplicativos para contaminar o Android por meio de arquivos de mídia. — Foto: Zimperium/Divulgação

Os limites do que é possível vão depender das falhas que foram encontradas e da possibilidade de exploração. Por exemplo, algumas versões do sistema ou até certos tipos de chip usados por cada modelo podem ser mais ou menos vulneráveis a falhas específicas.
O sistema do aparelho também não importa. Pode ser um aparelho Android ou um iPhone, como demonstraram os ataques que atingiram uma etnia minoritária na China.

Pode parecer que, com tantas possibilidades para os hackers, a guerra está perdida. Mas não é assim. Explorar falhas em smartphones não é uma façanha simples e os ataques reais que exploram essas brechas, quando são realizados, normalmente ficam restritos a poucos alvos. Por conta disso, o cenário mais comum de contaminação é sempre a instalação de um aplicativo, seja acidentalmente ou por uma pessoa próxima interessada em suas mensagens.

Para ficar protegido de falhas de segurança, é importante manter o seu sistema atualizado. Se você receber uma notificação informando que uma nova versão está pronta para ser baixada ou instalada, prossiga com a atualização o mais breve possível. A atualização elimina as falhas, o que fecha as portas de entrada alternativas que hackers podem ter encontrado.
E-mail falso de hackers cobra para não divulgar suposto vídeo íntimo gravado sem autorização — Foto: Reprodução 
E-mail falso de hackers cobra para não divulgar suposto vídeo íntimo gravado sem autorização — Foto: Reprodução

Cobranças falsas para não divulgar vídeo íntimo
Li uma reportagem no G1, "E-mail falso de hackers cobra R$ 300 para não divulgar suposto vídeo íntimo gravado sem autorização"... Achei muito interessante, pois eu recebi um e-mail desse, com os mesmos dizeres, mas tudo em inglês. Só não sei como proceder agora... O que devo fazer para me livrar desses caras? Como sei se isso é real? Será que eles têm acesso à minha câmera mesmo? – Ana Cristina

Eu recebi uma mensagem parecida com a que foi exibida na matéria, onde alguém pede um valor de aproximadamente R$ 300 para não divulgar imagens íntimas. Eu gostaria de saber sobre como se manter seguro desses hackers.

Inclusive, eu formatei meu computador e mudei a conta. Isso é suficiente para afastar esses criminosos ou existem chances de eles ainda estarem tendo acesso ao meu computador (às informações ou à câmera)? – Thaysa Ellen
Como explicado no texto anterior, estes e-mails são falsos. A ameaça é vazia e o suposto invasor não tem acesso a nada.

Se o "hacker" em questão realmente tivesse um vídeo, ele provavelmente o enviaria junto com a "ameaça" para provar que o material existe. E mesmo que o material existisse, também não adiantaria pagar, porque o criminoso poderia simplesmente repetir a ameaça, pedindo cada vez mais dinheiro.

Thaysa, você não precisava ter formatado o computador. Em muitos casos, como a ameaça é totalmente falsa, não é nem sequer necessário mudar a senha. Você pode utilizar o serviço MinhaSenha para conferir se alguma senha sua foi vazada na internet e trocar apenas as senhas comprometidas (pode ser que sua senha comprometida seja a de alguma outra rede social ou serviço, e não a do seu e-mail).

Infelizmente, não é possível interromper o recebimento destes e-mails. Não deve nem adiantar bloquear o remetente, porque o criminoso provavelmente vai continuar enviando as mensagens a partir de endereços novos. O que se deve fazer é marcar as mensagens como spam (lixo eletrônico) para que elas não apareçam mais na caixa de entrada. Com o tempo, todas as mensagens semelhantes, não importa qual seja o remetente, vão cair direto no spam e sua caixa de entrada ficará livre.

Visitas no Facebook
Quero saber quem visita meu Facebook. Como faço? – Alice
Esta função não existe e qualquer serviço ou aplicativo que prometa mostrar quem visitou seu perfil está engando você, roubando seus dados ou fazendo essas duas coisas ao mesmo tempo.

Se você tiver uma página no Facebook, e não um perfil pessoal, você poderá conferir o número de visualizações que uma publicação recebeu. No entanto, você ainda não poderá saber quem foram essas pessoas que visualizaram o conteúdo. A única informação é o número total de visitantes. Portanto, não existe forma de ver o nome dos visitantes, seja nas páginas ou em perfis pessoais.

Algumas pessoas colocam em seus perfis a frase "[nome da pessoa] será notificado da sua visita", mas isso é uma brincadeira. Essas pessoas não receberão notificação alguma.
Não acredite em nada que prometa "revelar" essa informação para você, porque apenas o Facebook tem esses dados. Se o Facebook não oferece a informação, ninguém mais pode oferecê-la.

Dúvidas sobre segurança digital? Envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com.