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terça-feira, 5 de maio de 2020

Twitter testa alerta para usuários repensarem respostas ofensivas antes da publicação

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Segundo rede social, teste de mensagem de aviso acontecerá apenas em iPhones. Aviso vai aparecer apenas para tuítes em inglês. 
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 Por G1  05/05/2020 17h03  
 Atualizado há 49 minutos  
 Postado em 05 de maio de 2020 às 17h55m  

Twitter vai avisar usuários antes que eles publiquem tuíte com palavras que já foram denunciadas como ofensivas — Foto: REUTERS/Kacper Pempel
Twitter vai avisar usuários antes que eles publiquem tuíte com palavras que já foram denunciadas como ofensivas — Foto: REUTERS/Kacper Pempel

O Twitter irá testar uma ferramenta de envio de notificação aos usuários quando eles postarem uma resposta a tuíte usando "linguagem ofensiva" que aparece em mensagens marcadas como ofensivas. A medida é parte do esforço para moderar as conversas na plataforma, disse a rede social nesta terça-feira (5).

Segundo publicação feita no perfil de suporte da empresa, o aviso estará disponível apenas em celulares com sistema operacional iOS (iPhones). De acordo com a agência reuters, o teste deve durar pelo menos algumas semanas e será realizado globalmente, mas apenas vai ser aplicado sobre tuítes em inglês.
Quando os usuários clicam em "enviar" em sua resposta, eles serão informados que as palavras no tuíte são semelhantes às usadas em publicações denunciadas como ofensivas e serão questionados se gostariam de revisá-lo ou não.

O Instagram já havia anunciado uma política semelhante para diminuir o número de comentários com conteúdo ofensivo.

Há muito tempo que o Twitter está sob pressão para eliminar conteúdo abusivo. Atualmente, a rede é monitorada por usuários, que denunciam tuítes ofensivos e por tecnologia de inteligência artificial, que faz a remoção automática de publicações problemáticas.

"Estamos tentando incentivar as pessoas a repensarem seu comportamento e repensarem sua linguagem antes de publicarem, porque geralmente estão no calor do momento e podem acabar dizendo algo que vão se arrepender depois", disse Sunita Saligram, chefe global de política do Twitter na área de confiança e segurança.

As políticas do Twitter não permitem que os usuários ataquem indivíduos com insultos racistas ou sexistas ou conteúdo degradante.

domingo, 3 de maio de 2020

Nokia volta a vender smartphone no Brasil e lança modelo 2.3 por R$ 899

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Aparelho vem com sistema operacional Android One, feito pelo Google sem alteração das fabricantes.
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 Por Thiago Lavado, G1  

 Postado em 03 de maio de 2020 às 13h05m  

Nokia 2.3 marca o retorno da marca ao Brasil. — Foto: Divulgação 
Nokia 2.3 marca o retorno da marca ao Brasil. — Foto: Divulgação

Os celulares da Nokia voltam a ser vendidos no Brasil a partir desde domingo (3). O modelo 2.3 chega ao país comercializado pela HMD Global Oy, representante dos smartphones da marca desde 2016.

O Nokia 2.3 é um aparelho de entrada, mas ainda com boas especificações e preço abaixo de lançamentos recentes. Ele chega no Brasil por R$ 899 e passa a ser vendido em varejistas parceiros da HMD no país.

Veja algumas especificações do modelo:
  • Tela HD+ de 6,2 polegadas (720x1520 pixels);
  • 2GB de memória RAM;
  • 32GB de armazenamento interno (expansível em até 512GB)
  • Câmera traseira de 13 megapixels e frontal de 2 megapixels
  • Processador quad-core Helio A22, da MediaTek
O aparelho conta ainda com a possibilidade de atualização para o novo Android 10, lançado em 2019. A versão do sistema operacional no aparelho é Android One, modelo feito em parceria com o Google que garante mais tempo de atualização e menos customizações das fabricantes. Até então, apenas a Motorola havia lançado aparelhos Android One no Brasil.

Produto virá com Android 9, mas será atualizado para Android 10 e também para a versão que vier depois. O aparelho vai ficar cada vez melhor e ninguém da concorrência terá tantas atualizações do sistema operacional nessa faixa de preço afirmou Juan Olano, diretor de portfólio da HMD Global para as Américas.
Nokia 2.3 chega com sistema operacional Android One. — Foto: Divulgação 
Nokia 2.3 chega com sistema operacional Android One. — Foto: Divulgação

Além do sistema operacional, o modelo vem também com a promessa de uma bateria que dura até dois dias, incluindo gestão de energia com inteligência artificial, que promete interpretar as necessidades do usuário.

A câmera também promete recursos inteligentes, melhorando o processamento das imagens. O modo retrato, aquele que desfoca o fundo e dá um aspecto mais profissional às imagens, está disponível graças à câmera traseira dupla.

O Nokia 2.3 está disponível nas cores verde, dourado e cinza.

Escolha do modelo para o Brasil
De acordo com Junior Favaro, diretor de vendas e marketing da HMD Global para o Brasil, a escolha pelo 2.3 é porque essa faixa de preço representa um mercado de 22 milhões de aparelhos o Brasil e que teve um crescimento de 32% no ano passado.Achamos a estratégia interessante de trazer o primeiro produto nessa faixa de preço, explica.

Segundo os executivos, a empresa deve expandir o portfólio no futuro e trazer outros modelos da Nokia para o Brasil.

A Nokia já operou no Brasil vendendo celulares e smartphones com sistemas operacionais Windows, Symbian e Meego. Atualmente, a marca é representada pela HMD, que assinou um acordo de licenciamento em 2016.

sábado, 2 de maio de 2020

Programa espião para Android conseguiu chegar à Play Store para atacar usuários, diz empresa

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Estudo aponta que Google já retirou apps do ar, mas lojas 'alternativas' ainda oferecem os programas para download.
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 Por Altieres Rohr  

 Postado em 02 de maio de 2020 às 13h00m  

App prometia turbinar navegação web, mas instalava programa espião no smartphone. — Foto: Reprodução
App prometia turbinar navegação web, mas instalava programa espião no smartphone. — Foto: Reprodução

A fabricante de antivírus Kaspersky publicou um relatório detalhando um programa espião chamado PhantomLance ("Lança fantasma", em tradução livre), que está ativo desde 2016. O programa se destaca pela sofisticação e discrição, conseguindo inclusive chegar à Play Store pelo menos oito vezes entre agosto de 2018 e novembro de 2019.

O aplicativo mais recente publicado pelos hackers na Play Store prometia "turbinar" o navegador do smartphone para acelerar a navegação na internet e remover arquivos desnecessários. Ao longo dos anos, invasores também utilizaram bloqueadores de anúncios e plug-ins para "atualizar" o smartphone ou componentes.

O app falso avisava ao usuário que, para desempenhar todas as funções, era preciso acesso "root" – um tipo de permissão que só aparelhos modificados podem conceder.
Se o acesso root fosse concedido, o programa espião teria liberdade para roubar diversas informações do telefone, incluindo contatos e mensagens. O celular também ficaria sob o controle do hacker.
O levantamento da Kaspersky teve início após um alerta da Dr. Web, outra fabricante de antivírus, que apontou a existência de um programa de espionagem na Play Store em 2019. A Kaspersky começou então a investigar aplicativos com características semelhantes – o que levou à descoberta de uma campanha que há anos marca presença na Play Store

Como os apps chegaram à Play Store
A Play Store utiliza diversos filtros – inclusive revisão humana, de acordo com o Google – com o objetivo de bloquear o cadastramento de aplicativos falsos. Para driblar essas medidas, os hackers responsáveis pelo PhantomLance utilizaram truques e códigos escondidos.

Uma das técnicas era cadastrar o app sem nenhum código malicioso, deixando o componente de espionagem para ser incluído em uma atualização. Isso ajudava o app a conseguir mais downloads do que denúncias e avaliações negativas. Depois, a atualização automática se encarregaria de distribuir a versão maliciosa do app a todos os usuários que já tinham instalado o programa anteriormente.

O componente de espionagem era criptografado ("embaralhado") para escondê-lo dentro do aplicativo. Além disso, parte do conteúdo estava intencionalmente corrompido com dados em ordem inválida. A reconstrução do código, para que pudesse ser executado pelo Android, ocorria apenas no momento necessário.

As permissões do programa espião também eram solicitadas de forma dinâmica – ou seja, durante o uso do aplicativo. Isso não é normal em programas de espionagem, já que há um risco considerável de a vítima negar essas permissões. No entanto, isso também pode ter colaborado para fazer o app passar pelas barreiras da Play Store.

Apesar de ter aparecido na Play Store, o PhantomLance representa um risco maior para quem baixa aplicativos fora da loja do Google. Nas lojas "alternativas", os apps continuam disponíveis; na loja oficial do Google, eles foram removidos.

Alvo provável é o Vietnã
A Kaspersky encontrou semelhanças entre o PhantomLance e o OceanLotus, um grupo de hackers notório pela sua atividade no sudeste asiático, em especial no Vietnã.

O OceanLotus desenvolve ferramentas de espionagem para outras plataformas, incluindo macOS e Windows. Apesar das diferenças entre os programas de cada plataforma, a Kaspersky encontrou indícios de uma origem comum.

A suspeita também é corroborada pelos dados antivírus da Kaspersky, que indicam a presença dos aplicativos do PhantomLance em smartphones na Índia, no Vietnã e na Indonésia. Também foram registrados casos na Argélia e na África do Sul, no continente africano. A Kaspersky não indicou registros em outros países.

Algumas versões do PhantomLance também miram diretamente os cidadãos do Vietnã. Um dos apps, por exemplo, promete "encontrar bares" no Vietnã; outro app semelhante prometia indicar a localização de igrejas.
Aplicativo promete indicar localização de igrejas no Vietnã. — Foto: Reprodução/Kaspersky
Aplicativo promete indicar localização de igrejas no Vietnã. — Foto: Reprodução/Kaspersky

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