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sexta-feira, 5 de junho de 2020

WhatsApp recebe função para acessar recurso de conversa em vídeo no Messenger

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Recurso redireciona usuário para outro aplicativo, que permite criar uma sala de conversa em vídeo com até 50 pessoas. 
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Por G1    
05/06/2020 16h40  Atualizado há 34 minutos  
Postado em 05 de junho de 2020 às 17h25m  

Recurso de Salas, que direciona usuário para Facebook Messenger, agora está disponível no WhatsApp — Foto: Reprodução
Recurso de Salas, que direciona usuário para Facebook Messenger, agora está disponível no WhatsApp — Foto: Reprodução

Uma nova atualização do WhatsApp permite aos usuários acessar o recurso Salas, que cria videoconferências no Facebook Messenger acessíveis por link. O recurso é um dos primeiros a integrar diferentes plataformas da família de aplicativos do Facebook.

O recurso Salas foi anunciado pelo Facebook no final de abril e inicialmente funcionava apenas no Messenger. Mas a rede social já havia adiantado que pretendia expandir o recurso também para o WhatsApp.

A atualização já está disponível para iPhone (sistema iOS) e para Android. Para usar o recurso siga o passo-a-passo:
  • Atualize o WhatsApp e abra uma conversa;
  • Clique no sinal de clipe de papel (caso esteja no Android) ou em "+" (caso esteja usando iPhone);
  • Selecione a opção para criar uma Sala. O WhatsApp vai redirecionar para o aplicativo Messenger ou para o navegador. É preciso estar logado em uma conta do Messenger ou Facebook para criar a Sala.
Compartilhe o link da Sala no WhatsApp. Embora a conta seja necessária para criar uma Sala, não é preciso ter uma acessar uma conferência criada por outra pessoa.
Salas também poderão ser criadas a partir do aplicativo do Facebook. — Foto: Divulgação/Facebook 
Salas também poderão ser criadas a partir do aplicativo do Facebook. — Foto: Divulgação/Facebook

Até 50 pessoas e link de compartilhamento
A ferramenta aproxima o funcionamento do Messenger de outros aplicativos usados para conferências — e que ficaram muito populares durante a quarentena, como o Zoom.

O recurso Salas possibilita reunir até 50 pessoas em uma conversa de vídeo, sem limite de tempo. O número é bem maior do que o permitido pelo WhatsApp, que permite até 8 pessoas em uma conversa por vídeo no aplicativo. É possível também acessar a conversa por meio de um link, recurso que elimina um problema comum a chamadas de vídeo: ter que efetuar a conexão com um tipo de ligação.

Quando se liga para alguém e a ligação não é atendida a possibilidade de entrar na chamada é encerrada. Já o link oferece uma janela de tempo maior para entrar na conexão e ajuda a solucionar esse problema, principalmente em número maior de pessoas.

Mas é importante notar que o link pode garantir o acesso à sala a qualquer pessoa. O próprio WhatsApp alertou para cuidados com o compartilhamento da função. "Somente compartilhe o link com pessoas nas quais você confia. Alguém pode encaminhar seu link para pessoas que você não conhece e essas pessoas poderão entrar na sua sala, mesmo que você não tenha enviado o link de convite diretamente para elas", afirmou o aplicativo em publicação.

terça-feira, 2 de junho de 2020

Anonymous: por que os cyber-ativistas estão outra vez sob os holofotes

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Pessoas que se dizem ligadas ao grupo voltam a atuar em meio à enormes protestos nos EUA contra o assassinato de George Floyd pela polícia e em meio à crise política no Brasil   
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Por BBC  
02/06/2020 15h37  Atualizado há 6 horas  
Postado em 02 de junho de 2020 às 21h45m  

O coletivo prometeu expor 'muitos crimes' cometidos pela polícia de Minneapolis para o mundo — Foto: Getty Images/BBC
O coletivo prometeu expor 'muitos crimes' cometidos pela polícia de Minneapolis para o mundo — Foto: Getty Images/BBC

Os cyber-ativistas que atuam sob o codinome Anonymous voltaram das sombras em um momento em que o Brasil e os Estados Unidos vivem situações turbulentas nas ruas.
O coletivo chegou a ter presença regular na imprensa, promovendo cyber-ataques contra aqueles que acusam de injustiças.

Após anos de relativo silêncio, o grupo reemergiu em meio aos protestos em Minneapolis (EUA) após a morte de George Floyd, homem negro estrangulado por um policial branco durante uma abordagem.
O coletivo prometeu expor "muitos crimes" cometidos pela polícia de Minneapolis para o mundo.

E, na segunda-feira (1°), uma conta no Twitter atribuída à Anonymous Brasil divulgou supostos dados pessoais do presidente Jair Bolsonaro e seus filhos, além de ministros do governo, empresários e políticos bolsonaristas.
Foram publicados endereços, telefones e informações patrimoniais. Não se sabe se as informações eram verdadeiras. O Twitter apagou as postagens e baniu o perfil do grupo por violar as regras da plataforma.

Apesar da reaparição dos Anonymous, não é fácil descobrir o que é realmente obra do coletivo. Os dados publicados não diferem muito do que pode ser encontrado livremente em sites como o do Tribunal Superior Eleitoral ou no Portal da Transparência.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, pediu à Polícia Federal que investigue o vazamento. No Twitter, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse ser vítima de um movimento contra "famílias patriotas".
"Nossos lares não estão mais seguros. Querem nos calar", afirmou.

Quem são os Anonymous?
O grupo não tem liderança nem estrutura formal. Eles se definem como uma "legião", dizendo ser formados por um grande número de indivíduos.
Sem um comando central, qualquer um pode reivindicar participação no coletivo.
Isso significa que membros podem ter prioridades radicalmente diferentes, e que a organização não tem uma agenda única.
De forma geral, eles são ativistas que miram aqueles que consideram usar o poder de forma negativa.

Eles agem de maneira pública, como quando atacam sites e os tiram do ar.
Seu símbolo é a máscara de Guy Fawkes, mais conhecida pela história em quadrinhos V de Vingança, na qual um revolucionário anarquista combate um governo fascista e corrupto.

O que eles fazem?
Várias formas de cyber-ataque foram atribuídas ao Anonymous no caso dos protestos pela morte de George Floyd, nos EUA.
Primeiro, o site da polícia de Minneapolis saiu do ar durante o fim de semana após supostamente sofrer um ataque do tipo DDoS (sigla em inglês para Distributed Denial of Service).
Essa é uma modalidade simples porém efetiva de cyber-ataque que inunda de dados um servidor até que ele deixe de responder. É o que ocorre, por exemplo, quando muitas pessoas entram de uma só vez em um site pequeno, tirando-o do ar.
Uma base de dados com endereços de email e senhas que seriam de membros do departamento de polícia da cidade está circulando e é atribuída a um ataque do Anonymous.
Mas não há evidências de que os servidores da polícia tenham sido hackeados.

Uma página em um site de uma pequena agência da ONU virou um memorial para George Floyd. O conteúdo do site foi substituído pela mensagem: "Rest in Power (descanse na força), George Floyd" com um logo do Anonymous.

No Twitter, posts também viralizaram mostrando centrais de rádio da polícia aparentemente tocando música e impedindo a comunicação entre os agentes.

No entanto, especialistas dizem que é improvável que isso tenha sido um ataque. Eles afirmam que a música poderia estar em algum pendrive confiscado de manifestantes por policiais — isso se os vídeos forem autênticos.

Ativistas do Anonymous também estão circulando acusações antigas contra o presidente Donald Trump retiradas de um processo que foi encerrado voluntariamente por quem acusava o mandatário.

O retorno do grupo é crível?
A morte de George Floyd levou ao que o correspondente da BBC em Nova York Nick Bryant descreveu como a mais abrangente turbulência racial e civil nos EUA desde o assassinato de Martin Luther King, em 1968.

Foi nesse contexto que uma página no Facebook alegadamente ligada ao Anonymous divulgou um vídeo sobre a morte de Floyd, na qual citava outros supostos crimes cometidos pela polícia de Minneapolis, e ameaçava agir.

A mesma página no Facebook publicou vídeos semelhantes sobre Ovnis e "planos da China para a dominação global" nas últimas semanas. Tanto nesses vídeos quanto no de Floyd uma voz distorcida eletronicamente discutia reportagens sobre os temas.

Mas a página só recebeu mais atenção após a polícia de Minneapolis ter seu site derrubado.

É por esse tipo de ação que o Anonymous é conhecido?
A primeira grande operação do Anonymous a ganhar o noticiário foi contra a Igreja da Cientologia, em 2008. O grupo usou ataques DDoS para derrubar alguns sites da organização. Também foram realizados trotes telefônicos e enviadas mensagens de fax para atrapalhar as comunicações da entidade.

No ano seguinte, em meio à crise financeira global, o grupo apoiou o movimento da Primavera Árabe e atacou a empresa Sony Entertainment por sua tentativa de impedir o hackeamento de plataformas do PlayStation 3, além de apoiar os protestos Occupy Wall Street.
Eles continuaram endossando causas similares e realizaram atos contra o establishment ao redor do mundo, mas sua projeção midiática diminuiu nos últimos anos.
A imagem revolucionária e o desejo de combater entidades poderosas, porém, parecem ter apelo nas crises atuais por que passam os EUA e o Brasil.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

99 implementa tecnologia de reconhecimento para verificar se motoristas estão usando máscara

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Caso não esteja usando proteção, motorista não poderá aceitar viagens pelo aplicativo. Medida semelhante já havia sido implementada pela Uber em maio. 
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Por G1  
01/06/2020 14h04  Atualizado há uma hora  
Postado em 01 de junho de 2020 às 15h10m  

Sistema de reconhecimento facial vai avaliar se motorista está usando máscara antes de iniciar corridas. — Foto: Divulgação
Sistema de reconhecimento facial vai avaliar se motorista está usando máscara antes de iniciar corridas. — Foto: Divulgação

A empresa de transporte por aplicativo 99 anunciou nesta segunda-feira (1°) que vai passar a exigir que motoristas estejam usando máscaras antes de iniciarem o trabalho com o app. A checagem será feita por um mecanismo de leitura facial e passará a ser obrigatória a partir do dia 9 de junho.
Segundo a companhia, as medidas foram implementadas há 3 meses na China e foram desenvolvidas pela Didi Chuxing, empresa dona da 99. Passageiros receberão, pelo aplicativo, perguntas para saber se os motoristas estão de máscara.

Já os motoristas vão poder cancelar corridas, caso o passageiro não esteja usando proteção facial. Será solicitada ainda uma declaração de temperatura corporal e condição de saúde, além de pedir que haja álcool em gel no carro.
O condutor deve fazer uma selfie do rosto para mostrar se a máscara está cobrindo nariz, boca e queixo. Caso seja aprovado, poderá dirigir normalmente. Se não, ele pode regularizar a situação pedindo revisão pelo app, disse a empresa em nota.
Uma medida semelhante foi implementada pela Uber, concorrente global da Didi, em maio. A Uber incluiu ainda, na tela de avaliação da corrida, a possibilidade de motoristas e passageiros apontarem a falta de máscara, o que pode levar à suspensão da conta caso muitas reclamações sejam feitas.
A 99 está entre as empresas que anunciaram auxílio financeiro para motoristas diagnosticados com Covid-19, além de higienização de automóveis e distribuição de máscaras.
Higienização de carros feita pela 99 no Brasil — Foto: Divulgação
Higienização de carros feita pela 99 no Brasil — Foto: Divulgação