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sexta-feira, 26 de junho de 2020

Microsoft vai fechar todas suas lojas físicas

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Gigante da tecnologia afirmou que decisão causará impacto de US$ 450 milhões no atual trimestre fiscal. Quatro das lojas serão convertidas em 'centros de experiência'. 
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Por G1  
26/06/2020 13h19  Atualizado há 2 horas
Postado em 26 de junho de 2020 às 15h25m

      Post.N. -\- 3.775  
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Sede da Microsoft em Redmond, Washington — Foto: Ted S. Warren/AP Photo/Arquivo

A Microsoft anunciou nesta sexta-feira (26) que vai fechar todas as suas lojas física de varejo ao redor do mundo. De acordo com a gigante de tecnologia, a decisão vai causar um impacto de US$ 450 milhões no trimestre atual gerado por depreciação de ativos.

A empresa afirmou que vai continuar investindo na loja on-line, bem como nas lojas do Xbox e do Windows, "alcançando 1,2 bilhão de pessoas todos os meses em 190 mercados".

Em comunicado, a empresa afirmou que "os membros do time de varejo vão continuar a servir consumidores corporativos da Microsoft e vendas realizadas remotamente", mas não especificou se haverá demissões.

"Esta é uma decisão estratégica difícil, mas inteligente, para a [o presidente-executivo Satya] Nadella tomar neste momento. As lojas físicas geraram uma receita de varejo insignificante para a Microsoft e, finalmente, tudo estava se movendo cada vez mais para os canais digitais nos últimos anos", disse o analista da Wedbush, Dan Ives, em nota à agência Reuters.
Segundo a Microsoft, quatro das lojas serão convertidas em "centros de experiências". Essas lojas ficam em Nova York, Sidney, Londres e em Redmond, onde fica a sede da empresa, no estado americano de Washington. A Microsoft não tem lojas no Brasil.
Segundo o portal The Verge, esse era um plano da empresa para o ano que vem, mas que foi antecipado devido à pandemia de coronavírus.
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quinta-feira, 25 de junho de 2020

BDS: como é o novo sistema de navegação por satélite chinês que quer concorrer com o americano GPS

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Nova aposta chinesa pretende superar o concorrente ao prometer, com 35 satélites e investimento de US$ 10 bilhões (quase R$ 54 bilhões em valores atuais), uma melhor e mais precisa cobertura de navegação global que a do GPS.   
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Por BBC  
25/06/2020 12h49  Atualizado há 3 horas 
Postado em 25 de junho de 2020 às 15h50m 

      Post.N. -\- 3.774  
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China pretende completar sua independência civil e militar do sistema americano GPS — Foto: Getty Images/BBC
China pretende completar sua independência civil e militar do sistema americano GPS — Foto: Getty Images/BBC

Com a entrada em órbita do último satélite do sistema Beidou-3, a China deu seu passo final para obter a cobertura global de seu próprio sistema de navegação, o BDS.

O país asiático busca independência do Sistema de Posicionamento Global, conhecido por sua sigla em inglês GPS, criado e administrado pelo governo dos Estados Unidos e usado em quase todo o mundo.
A nova aposta chinesa pretende superar o concorrente ao prometer, com 35 satélites e investimento de US$ 10 bilhões (quase R$ 54 bilhões em valores atuais), uma melhor e mais precisa cobertura de navegação global que a do GPS.
A independência do GPS é algo que a Rússia também alcançou com seu sistema GLONASS. A União Europeia também tem sua própria navegação, o Galileo.

Especialistas afirmam que o BDS ainda precisa ser posto à prova. Desenvolver e operar um sistema global de navegação por satélite é muito difícil, afirmou em entrevista à BBC Brian Weeden, diretor da Secure World Foundation, um think tank com sede na capital americana, Washington.

O lançamento do Beidou-3, o último do projeto, havia sido programado para a semana passada, mas houve atrasos por problemas técnicos no foguete Longa Marcha 3B.

Ele entrou em órbita na terça-feira (23/6) logo depois de deixar o Centro de Lançamento de Satélites Xichang, localizado em um vale rodeado de montanhas no sudoeste da China.
A informação do sistema BDS é usado por forças militares da China, a exemplo dos submarinos — Foto: Getty Images/BBC
A informação do sistema BDS é usado por forças militares da China, a exemplo dos submarinos — Foto: Getty Images/BBC

Não houve nenhuma falha, o lançamento foi um completo sucesso, afirmou o comandante Yin Xiangyuan à televisão estatal chinesa, segundo a agência de notícias EFE.

Quais são as vantagens do BDS?
O programa espacial da China se expandiu rapidamente nos últimos 20 anos, à medida que Pequim destinava mais recursos para desenvolver seus próprios sistemas de alta tecnologia do país.

Beidou (Ursa Maior, em chinês) é considerado um passo significativo porque dará acesso a informações de geolocalização tanto para atividades militares quanto para civis.

O Sistema de Navegação por Satélite Beidou, ou BDS, é composto por uma constelação de satélites lançados ao espaço ao longo de três fases.
China espera atrair mais países para seu sistema de geolocalização ao ampliar sua capacidade — Foto: Reuters/BBC
China espera atrair mais países para seu sistema de geolocalização ao ampliar sua capacidade — Foto: Reuters/BBC

A primeira, Beidou-1, tem três satélites operando desde 2000. A Beidou-2 melhorou a capacidade a partir de 2011, com mais 10 satélites para cobrir a região Ásia-Pacífico.
Com o acréscimo de mais 22 satélites do programa Beidou-3 a partir de 2015, o sistema alcançará cobertura global neste ano e superará o GPS em diversos pontos.

Um é a disponibilidade de satélites. O BDS conta com 35, seguido do GPS (32), do GLONASS (26) e do Galileo (26).
Pequim assegura que seu sistema terá uma precisão de localização de 10 centímetros. A do GPS é de 30 centímetros.
O BDS também oferece serviços de comunicação graças a uma maior largura de banda, além de incorporar relógios atômicos mais estáveis e precisos, segundo a Academia Chinesa de Tecnologia Espacial.

Os telefones celulares de fabricantes chineses como Huawei e OnePlus já têm acesso ao sistema BDS.

Os serviços de posicionamento por ponto preciso, conhecidos como PPP, estão em funcionamento em milhares de táxis, ônibus e automóveis particulares, além das Forças Armadas chinesas.
Com o lançamento do foguete Longa Marcha 3B, a China colocou em órbita o satélite número 35 de seu sistema BDS — Foto: Reuters/BBC
Com o lançamento do foguete Longa Marcha 3B, a China colocou em órbita o satélite número 35 de seu sistema BDS — Foto: Reuters/BBC

Yang Changfeng, um dos líderes do projeto, afirmou ao jornal estatal chinês Global Times que seu sistema é compatível com o GPS, o GLONASS e o Galileo, e os usuários podem escolher o que tiver a melhor cobertura.
Segundo Pequim, mais de 200 países pediram à China acesso às tecnologias BDS.

Oportunidade de negócios
Desenvolvido originalmente para o Exército chinês a fim de reduzir a dependência do GPS, o BDS se converteu em uma oportunidade comercial para a China à medida que sua cobertura se expandiu.

Três dezenas de países que integram o ambicioso projeto da Nova Rota da Seda da China já contam com acesso ao BDS.

Certamente há um aspecto de que isso tem a ver com a expansão da influência, mas também passa pela segurança econômica, afirmou à BBC Alexandra Stickings, do Instituto Real de Serviços Unidos para Estudos de Defesa e Segurança. “A principal vantagem de ter seu próprio sistema é a segurança de acesso, no sentido de que não depende de outro país. Os Estados Unidos poderiam negar acesso a usuários de algumas regiões em tempos de conflito, por exemplo.

Para Blaine Curcio, fundador da Orbital Gateway Consulting, uma consultoria do mercado de satélites sediada em Hong Kong, é provável que vejamos uma maior bifurcação do mundo em dois campos: pró-China e pró-EUA.
Programa de satélites da China teve mais de US$ 10 bilhões de investimento — Foto: Reuters/BBC
Programa de satélites da China teve mais de US$ 10 bilhões de investimento — Foto: Reuters/BBC

A partir dessa perspectiva, aqueles que se tornam pró-China podem ser mais propensos a desconfiar dos serviços de navegação por satélite dos Estados Unidos e da União Europeia, afirmou Curcio à BBC.
Apesar da sofisticação tecnológica, especialistas como Brian Weeden afirmam que o sistema BDS tem pelo menos um ponto fraco: um processo de transmissão bidirecional envolvendo satélites que enviam sinais para a Terra e dispositivos que transmitem sinais de volta.
Isso pode comprometer a precisão e requer mais largura de banda do espectro. Os dispositivos GPS, por exemplo, não precisam transmitir sinais para os satélites.

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quarta-feira, 24 de junho de 2020

Adobe recomenda desinstalar Flash Player e confirma que conteúdo será bloqueado a partir de 2021

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Software que marcou a web chegará ao 'fim da vida' no dia 31 de dezembro. 
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Por Altieres Rohr  
24/06/2020 15h32  Atualizado há 5 horas
Postado em 24 de junho de 2020 às 18h40m

      Post.N. -\- 3.773  
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Flash Player é responsável por reproduzir animações e vídeos em Flash, mas programa é executado dentro de navegadores e de documentos do Office, criando oportunidades para hackers. — Foto: Divulgação
Flash Player é responsável por reproduzir animações e vídeos em Flash, mas programa é executado dentro de navegadores e de documentos do Office, criando oportunidades para hackers. — Foto: Divulgação

A Adobe publicou uma nova página com informações sobre o "fim da vida" do Flash Player, um software responsável pela reprodução de animações e vídeos. Segundo a empresa, usuários devem desinstalar o programa até o dia 31 de dezembro de 2020.
Não adianta manter o software no computador: após essa data, a reprodução de conteúdos em Flash será bloqueada pelo próprio programa, segundo a empresa.
Quem optar por não desinstalar o programa imediatamente poderá receber um alerta nos próximos meses. A mensagem deve avisar sobre a data limite para a remoção do software.
Muitas instalações do Windows costumam vir acompanhadas do Flash Player para ser acionado dentro do Internet Explorer. O Chrome e o Edge incluem o Flash como parte de suas instalações, mas desativam o programa por padrão.
Quem decidiu reativar o Flash por alguma razão nesses navegadores também deve desativá-lo. A integração dos navegadores com o Flash ocorre de maneira antiquada e insegura, deixando o sistema exposto a ataques que instalam programas espiões ou outros vírus durante a navegação na web.
No início de junho, a Adobe lançou uma atualização para corrigir duas brechas graves no Flash. Manter o programa completamente desativado garante que o navegador fique imune a esses ataques. Como a tecnologia quase não é mais usada de maneira legítima, usuários não devem notar problemas ou erros durante a navegação.

Na verdade, muitos sites que dizem exigir essa tecnologia hoje são sites maliciosos, que usam o nome do Flash apenas como pretexto para que a vítima realize o download de um programa espião.

Como desinstalar ou desativar o Flash
O Flash Player pode estar presente no computador de três maneiras:
  1. Instalação manual
  2. Pré-instalado com o sistema
  3. Embutido em navegadores
Nos dois primeiros casos, a Adobe recomenda o uso de um programa de desinstalação específico. Esse programa pode ser baixado na página da Adobe para Windows e para Mac.
Para o terceiro caso, não é possível "remover" o Flash dos navegadores. Ele precisa ser desativado para que sites não possam acioná-lo.

Para verificar as configurações do Flash no Google Chrome, por exemplo, é preciso abrir as configurações do navegador (menu três barras > Configurações) e clicar em "Privacidade e segurança" no menu à esquerda.
Em "Configurações do site", deve-se rolar a janela para baixo até encontrar "Flash".
O controle deslizante deve ficar na posição "Desligado" (Impedir que sites executem Flash). Em outros navegadores, consulte as orientações da Adobe.

Em "Verifique se o Flash Player está instalado em seu computador", clique em "Verificar agora". O site vai informar se o plug-in está ou não ativado.
Site da Adobe informa se Flash está ativado no navegador. Para aumentar a segurança durante a navegação na web, é recomendado desativar o aplicativo. — Foto: Reprodução
Site da Adobe informa se Flash está ativado no navegador. Para aumentar a segurança durante a navegação na web, é recomendado desativar o aplicativo. — Foto: Reprodução

Caso o Flash esteja ativo, consulte as opções da Adobe para desativá-lo.

O único navegador que ainda mantém o Flash ativo é o Internet Explorer. O uso desse navegador também deve ser evitado – ele só está presente no Windows para manter a compatibilidade com sites antigos e corporativos. O uso diário do Internet Explorer não é recomendado.

Projeto arquiva 45 mil jogos em Flash
O Flash Player costumava ser integrado como "plug-in" em navegadores. Ele se tornou icônico no final dos anos 1990 e início de 2000, quando ainda estava nas mãos da sua segunda dona, a Macromedia. Nesse período, o Flash permitiu a criação de sites mais interativos e até de jogos on-line – muito além das capacidades dos navegadores da época.
Com o fim do Flash, esse conteúdo antigo pode se perder para sempre. Embora os navegadores hoje tenham tecnologias equivalentes ao Flash, eles não são compatíveis com o formato.
Sendo assim, não haverá motivo para sites manterem no ar um conteúdo que nenhum navegador ou computador pode reproduzir.

Isso motivou um arquivista digital, conhecido simplesmente como "BlueMaxima", a criar um projeto de preservação de jogos antigos. A coleção Flashpoint já ocupa 400 GB e tem 49 mil jogos, entre os quais 45 mil estão em Flash. Existe também uma opção para baixar apenas o conteúdo desejado.

A legalidade do projeto é incerta. A Adobe informou que não vai distribuir o Flash Player após o dia 31 e não recomenda o download de fontes não oficiais. A companhia também disse que não pretende disponibilizar versões antigas do programa – é possível que versões antigas continuem funcionando após a data de corte de 31 de dezembro, o que geraria interesse por essas versões, ainda mais inseguras.

Além de ter se transformado em uma plataforma para jogos, o Flash também foi muito usado por sites como YouTube e Facebook para transmitir conteúdo em vídeo, desviando das limitações que os navegadores tinham para a decodificação de streaming de alto desempenho.

Aos poucos, esses e outros sites migraram para as tecnologias de reprodução de vídeo que hoje vêm embutidas nos próprios navegadores.

O Facebook abandonou os vídeos em Flash em dezembro de 2015. Em julho de 2017, a Adobe anunciou que o Flash seria descontinuado. Na ocasião, navegadores como Edge, Chrome e Firefox já estavam impondo restrições ao uso da tecnologia, mantendo o Flash habilitado apenas em sites pré-autorizados.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com
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