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terça-feira, 28 de julho de 2020

Polícia europeia diz que site já evitou US$ 632 milhões de 'resgates' cobrados por vírus de computador

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'No More Ransom' reúne ferramentas para contornar ataques que embaralham dados do computador.  
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Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos
28/07/2020 16h10 Atualizado há 5 hora
Postado em 28 de julho de 2020 às 21h15m

  * Post.N. -\- 3.806 *  
Site Crypto Sheriff ajuda a vítimas de vírus de resgate a encontrar ferramentas para recuperar dados — Foto: ReproduçãoSite Crypto Sheriff ajuda a vítimas de vírus de resgate a encontrar ferramentas para recuperar dados — Foto: Reprodução

O serviço de polícia europeu Europol informou que o site "No More Ransom", criado pela entidade com o auxílio de profissionais e empresas de segurança, já teria auxiliado quatro milhões de vítimas e contornado até US$ 632 milhões (R$ 3,2 bilhões) em cobranças de "vírus de resgate", os "ransomware".

Os dados foram divulgados para comemorar os quatro anos de existência do projeto.
O vírus de resgate é uma praga digital que embaralha os arquivos armazenados no computador com uma chave criptográfica, impedindo que o usuário recupere as informações. Em seguida, o vírus apresenta uma mensagem cobrando um determinado valor para que os criminosos revelem a chave e o software capaz de consertar o estrago.

Ainda que pareçam muito semelhantes para as vítimas, os vírus de resgate são muito diferentes entre si. A vítima precisa primeiro identificar o vírus específico que entrou no computador e, em seguida, procurar uma ferramenta adequada para tentar normalizar a situação.

Esse é o trabalho da seção Crypto Sheriff. No site, que está disponível em português, as vítimas podem enviar arquivos criptografados e a mensagem de resgate recebida para que o sistema identifique o vírus e ofereça a ferramenta certa. A página hoje conta com ferramentas para decifrar 140 vertentes de vírus de resgate.
É possível recuperar arquivos sequestrados por vírus de resgate?
É possível recuperar arquivos sequestrados por vírus de resgate?

Por regra, o embaralhamento de dados realizado pelos vírus de resgate não pode ser desfeito. No entanto, os criminosos cometem erros na programação e operação das pragas digitais, deixando chaves de decifragem expostas.

Em 2015, autoridades policiais colaboraram com a fabricante de antivírus Kaspersky após prender os dois responsáveis pelos vírus de resgate CoinVault e Bitcryptor. Na época, os agentes conseguiram apreender as chaves mantidas pelos criminosos, e estas puderam ser incluídas nas ferramentas.

Esse foi o início do projeto "No More Ransom", que ainda tem as fabricantes de antivírus Kaspersky e McAfee como as principais parceiras. No entanto, o site também traz ferramentas de muitas outras empresas, como Bitdefender, Eset, Trend Micro, Cisco, Emsisoft. Segundo a Europol, são 163 parceiros.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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segunda-feira, 27 de julho de 2020

Google estende trabalho remoto até julho de 2021 como opcional

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Decisão foi motivada pela pandemia do coronavírus e afetará quase todos os funcionários em tempo integral ou contratados pela empresa matriz Alphabet, cerca de 200.000 no total. 
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Por France Presse  
27/07/2020 12h27 Atualizado há 8 horas
Postado em 27 de julho de 2020 às 21h40m

  * Post.N. -\- 3.805 *  
Logotipo do Google estampa parede do escritório da empresa em Tel Aviv, em Israel. — Foto: Baz Ratner / ReutersLogotipo do Google estampa parede do escritório da empresa em Tel Aviv, em Israel. — Foto: Baz Ratner / Reuters

A gigante americana da internet Google estenderá até julho de 2021 o trabalho remoto de toda a sua equipe diante das perspectivas de evolução da pandemia de coronavírus, de acordo com informações do Wall Street Journal publicadas nesta segunda-feira (27).

A decisão de ampliar o home office afetará quase todos os funcionários em tempo integral ou contratados pela empresa matriz Alphabet, cerca de 200.000 no total, afirmou o jornal, citando fontes próximas ao assunto.

A informação foi confirmada pela empresa ao G1. Em um e-mail enviado para os funcionários esta manhã, o CEO do Google, Sundar Pichai, escreveu que "para oferecer aos funcionários a capacidade de se planejar com antecedência, estendemos a opção global de trabalho de casa até 30 de junho de 2021 para funções que não precisam estar no escritório."

A recomendação prévia do Google era permitir que seus funcionários trabalhassem de casa até o final de 2020. A empresa ressalta que essa é uma medida opcional e afeta também os 1.000 empregados da companhia no Brasil.
No momento, o Google ainda não tem previsão de reabertura de seu espaço no país.

Segundo o Wall Street Journal, Pichai quer principalmente facilitar a situação para quem precisa estar com os filhos em casa, já que o funcionamento das escolas no começo do ano escolar e durante o resto do curso continua incerto em todas as partes do mundo.

O que o home office tem mudado nas empresas

Como o home office tem mudado o trabalho no BrasilComo o home office tem mudado o trabalho no Brasil
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Cade manda Cielo e Facebook detalharem estrutura de remuneração de pagamentos por Whatsapp

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Órgão pediu que as empresas respondam aos questionamentos até 10 de agosto. 
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Por Reuters  
27/07/2020 19h54 Atualizado há 3 horas
Postado em 27 de de julho de 2020 às 21h00m

  * Post.N. -\- 3.804 *  
WhatsApp vai permitir fazer pagamentos a amigos e lojas pelo aplicativo. — Foto: Divulgação/WhatsAppWhatsApp vai permitir fazer pagamentos a amigos e lojas pelo aplicativo. — Foto: Divulgação/WhatsApp

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pediu à Cielo e ao Facebook esclarecimentos sobre um sistema de pagamentos via Whatsapp lançado no país em junho, mas depois bloqueado pelo Banco Central, incluindo o detalhamento das remunerações previstas para cada uma das partes.

Em documento, de 23 de julho, o Cade pediu que as empresas respondam aos questionamentos até 10 de agosto.

O órgão de defesa da concorrência pediu detalhamento das "remunerações previstas para cada parte no contrato em apuração, especificando a finalidade e racionalidade econômica para estrutura de cada remuneração e taxa".
Em princípio, o sistema de pagamentos via Whatsapp seria isento de taxas para transferências entre indivíduos, mas donos de lojas pagariam taxa de 4% por transação.

Entre os 12 pontos que devem ser respondidos pelas empresas, está a apresentação de razões que "fundamentem que a forma de remuneração e a estrutura operacional a ser implementada pela parceria não podem inviabilizar ou desincentivar o fornecimento de serviços de credenciamento e captura de transações por credenciadoras concorrentes da Cielo ao Facebook (WhatsApp)".

O Cade também pediu que informem se a solução de pagamento do Whatsapp funcionará como um facilitador de pagamento ou subcredenciadora.
Centro de controle do Banco Central, em Brasília, que abriga sistema que vai operar o PIX
Centro de controle do Banco Central, em Brasília, que abriga sistema que vai operar o PIX

No fim de junho, a autarquia retirou medida cautelar que impedia acordo para a criação do sistema de pagamentos, mas que continuaria com a investigação sobre a parceria.

Já o BC bloqueou o funcionamento do sistema por causa de questões ligadas às bandeiras Visa e Mastercard e analisa o pedido de operação do Whatsapp. Originalmente, a ideia do Facebook era ofertar pagamentos por meio de cartões com essas bandeiras, incluindo transferências entre usuários, através de simples comandos no aplicativo de mensagens.

A Cielo, líder do mercado no país, seria a processadora dos pagamentos e Banco do Brasil, Nubank e Sicredi seriam seus demais parceiros.
No documento, o Cade pediu que se esclareça se apenas os usuários com contas nessas instituições financeiras teriam acesso ao novo meio de pagamento e como se deu o processo de escolha dos bancos e da Cielo para o lançamento da solução.

Tanto Whatsapp quanto Cielo disseram que inexiste cláusula de exclusividade no acordo. Mas o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que o desenho do negócio tem uma estrutura de custos que desincentiva mais adquirentes.
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