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segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Samsung Galaxy Z Fold 2: celular mais caro do Brasil custa R$ 13.999

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Smartphone dobrável vai ser fabricado em Campinas (SP). Modelo tem duas telas: uma flexível na parte interna e outra menor na parte de fora.  
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Por G1  
26/10/2020 13h32 Atualizado há uma hora
Postado em 26 de outubro de 2020 às 14h35m


  * Post.N. -\- 3.859 *  
Samsung Galaxy Z Fold 2 reduziu as bordas da tela em relação ao antecessor. — Foto: Reprodução/Samsung
Samsung Galaxy Z Fold 2 reduziu as bordas da tela em relação ao antecessor. — Foto: Reprodução/Samsung

A Samsung anunciou nesta segunda-feira (26) que seu celular dobrável Galaxy Z Fold 2 vai custar R$ 13.999 no Brasil. É o smartphone mais caro à venda no país neste momento.

Com tela flexível de 7,6 polegadas, o Galaxy Z Fold 2 pode ser aberto e utilizado como se fosse um tablet, com foco no uso multitarefas. Outra possibilidade é usá-lo parcialmente dobrado, utilizando uma das partes como apoio.

Na parte de fora há outro painel, de 6,2 polegadas, para visualizar notificações e responder mensagens sem precisar abrir o celular.

Ele tem cinco câmeras: são três sensores na traseira, um na tela interna e outro na tela externa. Além disso, o modelo é compatível com a tecnologia de redes 5G.

O aparelho será produzido na fábrica da Samsung em Campinas (SP). A estratégia está relacionada com a alta do dólar, na tentativa de "entregar o melhor-custo benefício para o consumidor, independentemente do cenário macroeconômico", segundo a empresa.

Nos Estados Unidos, o Galaxy Z Fold 2 tem preço sugerido de US$ 1.999 (R$ 11.250, na cotação atual).

Tela exterior do Galaxy Z Fold 2 — Foto: Reprodução/Samsung
Tela exterior do Galaxy Z Fold 2 — Foto: Reprodução/Samsung

Esse é o terceiro celular dobrável da Samsung. O primeiro, Galaxy Fold, foi lançado no Brasil em janeiro deste ano por R$ 12.999. Depois, em fevereiro, a marca trouxe o Galaxy Z Flip, com formato menor e que lembrava os aparelhos flip de antigamente, por R$ 8.999. Ambos eram importados.

Mudanças de projeto

A fabricante mudou parte do design do Galaxy Z Fold 2 em relação ao seu antecessor, que na época teve seu lançamento adiado por uma falha de projeto – a tela poderia quebrar se uma película fosse removida. O problema aconteceu com jornalistas e influenciadores que receberam o celular para testes.

Agora, ele tem bordas menores ao redor das telas, tanto na parte interna quanto externa. A fabricante diz ter aprimorado sua dobradiça, que pode ser posicionada em diferentes ângulos, e corrigido as falhas no painel.

Concorrentes

A Samsung não está sozinha na empreitada dos smartphones que dobram. A Motorola foi pelo caminho da nostalgia, e relembrou o Razr V3, sensação de 15 anos atrás, com um modelo dobrável.

Outras marcas como as chinesas Huawei e a Royole também lançaram smartphones com telas flexíveis, apostando no formato mais próximo do Galaxy Z Fold 2, que se transforma em uma espécie de tablet.

Ficha técnica do Galaxy Z Fold 2

  • Tela interna: 7,6 polegadas;
  • Tela externa: 6,2 polegadas;
  • Câmera traseira: Tripla, todos os sensores com 12 MP. Uma lente ultra-angular, outra grande-angular e uma telefoto (com zoom óptico de 2x);
  • Câmera frontal da tela maior: 10 MP;
  • Câmera da tela menor: 10MP;
  • Processador: Snapdragon 865+;
  • Memória RAM: 12 GB;
  • Armazenamento: 256 GB;
  • Capacidade da bateria: 4.500 mAh;
  • Sistema operacional: Android 10.
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domingo, 25 de outubro de 2020

Morre Lee Kun-hee, presidente da Samsung

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Sul-coreano tinha 78 anos e transformou a Samsung em um dos maiores conglomerados de tecnologia do mundo.  
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Por G1  
24/10/2020 22h31 Atualizado há 16 horas
Postado em 25 de outubro de 2020 às 1635m


  * Post.N. -\- 3.858 *  
Lee Kun-hee em foto de arquivo, em Seoul, em 10 de março de 2011. — Foto: REUTERS/Lee Jae-Won/File Photo
Lee Kun-hee em foto de arquivo, em Seoul, em 10 de março de 2011. — Foto: REUTERS/Lee Jae-Won/File Photo

O presidente da empesa de tecnologia Samsung, Lee Kun-hee, morreu aos 78 anos neste domingo (25) (horário local), informou a companhia da Coreia do Sul.

De acordo com comunicado, Lee, que já estava hospitalizado em Seul, passou os últimos momentos ao lado dos familiares, incluindo seu filho Lee Jae-yong — que, com a doença do pai, lidera a Samsung.

Não se sabe a causa da morte. Ele foi hospitalizado em Seul em maio de 2014, quando sofreu ataque cardíaco. Lee, então, recebeu um procedimento para evitar a geração de material tóxico nos vasos sanguíneos ao desacelerar o metabolismo. Na década de 1990, o magnata se recuperou de um câncer pulmonar.

"Todos nós na Samsung vamos celebrar sua memória e somos gratos pela jornada que compartilhamos com ele", diz o texto. 
Crescimento da empresa e problemas na Justiça

Nascido em 1942, Lee ajudou a transformar a pequena empresa de seu pai, Lee Byung-chull, no maior conglomerado sul-coreano. Desde que assumiu a liderança da companhia em 1987, ele acompanhou a transição da Samsung como fabricante de televisores rumo à maior produtora de smartphones e chips de memória.

Com isso, o magnata se tornou o homem mais rico da Coreia do Sul, com fortuna estimada em US$ 20,7 bilhões, segundo a Bloomberg.

Lee também se envolveu em problemas com a Justiça envolvendo pagamentos de propinas a ex-presidentes. Um deles, Lee Myung-bak, que governou a Coreia do Sul entre 2008 e 2013, foi condenado em 2018 a 15 anos de prisão por aceitar US$ 5,4 milhões de propinas da Samsung para conceder perdão ao chefe da empresa por sonegação de impostos.

Um dos filhos de Lee Kun-hee, Lee Jae-yong tomou o controle da empresa sem que o pai deixasse a presidência por causa da doença e também se envolveu em problemas na Justiça. O herdeiro foi condenado em 2017 a 5 anos de prisão por pagamento de propinas a outra ex-presidente, Park Geun-hye, que sofreu impeachment. Ele deixou a prisão no ano seguinte.

As relações de Lee com o poder da Coreia do Sul transformaram a Samsung em uma das maiores impulsionadoras do desenvolvimento econômico do país asiático: sozinha, a empresa de tecnologia responde por 20% do capital na maior bolsa de valores sul-coreana.

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sexta-feira, 23 de outubro de 2020

YouTube lança página para defender suas políticas de remoção de conteúdo

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Alvo frequente de críticas por suas decisões de moderação, plataforma tenta responder a cinco questionamentos frequentes.  
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Por Alessandro Feitosa Jr, G1  
23/10/2020 12h22 Atualizado há 5 horas
Postado em 23 de outubro de 2020 às 17h30m


  * Post.N. -\- 3.857 *  
YouTube publica página para explicar algumas de suas diretrizes de conteúdo. — Foto: Dado Ruvic/Reuters
YouTube publica página para explicar algumas de suas diretrizes de conteúdo. — Foto: Dado Ruvic/Reuters

O YouTube lançou na última quinta-feira (22) uma página sobre desinformação e conteúdos impróprios na plataforma, para tentar defender a maneira como aplica suas políticas.

O material, chamado "5 mitos e fatos", tem posicionamentos sobre questões como "o YouTube não consegue combater fake news pois não possui uma política sobre o tema". A novidade é extensão de um portal de transparência lançado em setembro pela companhia.

A plataforma de vídeos é destino frequente de materiais compartilhados em grupos no WhatsApp, e uma fatia deles contém conteúdo falso ou que induz a erro, como apontou um levantamento do G1 no início deste ano.

Na nova página, o YouTube diz que a desinformação é tratada "com diversas ferramentas", que envolvem remoção de vídeos, destaques de fontes confiáveis e redução de recomendações de conteúdo duvidoso e desinformação nociva.

Ao fim de cada "mito", a página tem um link para um "saiba mais", que amplia a resposta e leva os leitores a mais links sobre suas políticas.

No entanto, a seção dedicada a responder se "o YouTube não remove conteúdo inadequado" diz que a plataforma tem "políticas claras que determinam qual conteúdo é permitido", mas não apresentava um link que mostrasse essas diretrizes.

Pouco depois da publicação desta matéria, a empresa atualizou o tópico sobre remoção de conteúdo, incluindo links para as suas políticas.

Conteúdos 'duvidosos'

O YouTube tem sido questionado nos últimos anos por supostamente dar espaço a vídeos com discurso de ódio, teorias da conspiração e por manter os usuários em "bolhas", reforçando as recomendações de vídeos similares.

A plataforma já foi criticada por governos que disseram que ela não fazia o suficiente para remover conteúdo extremista, e por anunciantes, que boicotaram o serviço por um breve período, quando anúncios foram colocados ao lado de vídeos considerados inadequados pelas empresas.

De acordo com a companhia, as alterações nos algoritmos de recomendação teriam reduzido o consumo de conteúdos "duvidosos" como curas milagrosas a doenças graves, afirmações de que a Terra é plana ou que façam alegações falsas sobre eventos históricos.

Questionada por que o YouTube mantém vídeos como esses, a gerente de políticas públicas do YouTube, Juliana Nolasco, disse ao G1 que há "uma preocupação em permanecer como uma plataforma aberta".

"Queremos continuar trazendo multiplicidade de vozes, mas ao mesmo tempo nos preocupamos com a segurança dos usuários", afirmou Nolasco.

"Quando acreditamos que um conteúdo é duvidoso, reduzimos a recomendação. E não tomamos essa decisão sozinhos, fazemos com parceiros e parceiras [especialistas nos temas]", completou.

Definindo as diretrizes

Para definir um vídeo "limítrofe", que não fere as diretrizes da plataforma, mas tem o seu alcance reduzido, são levadas em consideração 9 ou mais opiniões diferentes, segundo o YouTube.

A companhia não detalha como esses especialistas são escolhidos, e diz apenas que algumas áreas exigem "especialistas certificados", como em questões médicas. Não existe uma página que reúna as pessoas ou instituições que colaboraram nesses casos.

O consenso definido pelos especialistas é utilizado nos sistemas de aprendizado de máquina, que são os algoritmos desenvolvidos para detectar automaticamente vídeos que possam ferir as regras do YouTube.

Alguns desses conteúdos "duvidosos" também podem receber um selo de checagem de fatos, que utiliza informações de parceiros da plataforma.

Política de remoção

Se por um lado o YouTube é alvo de críticas por não moderar alguns conteúdos, parte do público aponta que a plataforma pode agir como um "árbitro" ou errar em suas decisões.

A gerente de políticas públicas do YouTube afirma que todas as regras são aplicadas "independente de quem publica o conteúdo".

"O desafio é na formulação das políticas e na aplicação delas de uma forma justa. Por isso temos um processo de notificação para os usuários nos avisarem de conteúdos que podem ferir as regras", disse Juliana Nolasco ao G1.

"Também temos um mecanismo para aqueles que tiveram um conteúdo removido possam apelar da decisão", completou.

Nesses casos, o conteúdo é reavaliado por um membro diferente do YouTube. Em seguida, o vídeo pode ser restabelecido, receber uma restrição de idade ou continuar fora do site.

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