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quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Google Fotos vai deixar de ser ilimitado em junho de 2021

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Aplicativo sincroniza galeria do celular na nuvem com fotos e vídeos em alta definição, e até agora não ocupava espaço gratuito oferecido pelo Google. Arquivos que já estão salvos não serão afetados.  
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Por G1  
11/11/2020 15h55 Atualizado há 4 horas
Postado em 11 de novembro de 2020 às 20h00m

  *.- Post.N. -\- 3.875 -.*  

Google — Foto: Arnd Wiegmann/Reuterus
Google — Foto: Arnd Wiegmann/Reuterus

O Google anunciou nesta quarta-feira (11) que o Google Fotos não será mais ilimitado para fotos e vídeos em alta definição, começando em 1º junho de 2021.

Qualquer nova foto ou vídeo em alta qualidade (HD) que as pessoas enviarem para o aplicativo contarão para os 15 GB de armazenamento gratuitos da conta Google.

As imagens que forem guardadas até 1º junho de 2021 estão isentas dessa alteração, ou seja, não contarão para o limite de 15 GB.

O aplicativo permite que as pessoas sincronizem suas galerias, e liberem espaço no celular. Até agora, os usuários podiam enviar quantas imagens quisessem, desde que em alta definição.

Aqueles que guardam arquivos na qualidade original já consumiam esse espaço gratuito do Google.

A companhia adicionou uma ferramenta na aba "Armazenamento" do Google Fotos com uma estimativa de quanto tempo o armazenamento gratuito das pessoas pode durar.

Quem ultrapassar os 15 GB gratuitos (que são compartilhados entre todos os serviços da empresa, como o Google Drive e Gmail), e quiser continuar enviando imagens, precisará comprar mais espaço. Os preços variam de R$ 6,99 mensais (100 GB) a R$ 34,99 mensais (2 TB).

O Google disse que a mudança está relacionada com "a demanda por armazenamento, que cresce a cada dia".

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terça-feira, 10 de novembro de 2020

Brasil apoia proposta dos EUA que limita participação da China no 5G, diz Itamaraty

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Projeto 'Clean Network' quer restringir atuação de empresas chinesas por suposto risco de espionagem; firmas negam. Leilões no Brasil devem ocorrer em 2021; regras cabem à Anatel.  
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Por Gustavo Garcia, G1 — Brasília  
10/11/2020 20h27 Atualizado há 3 horas
Postado em 10 de novembro de 2020 às 23h30m

  *.- Post.N. -\- 3.874 -.*  

O Ministério das Relações Exteriores afirmou nesta terça-feira (10) que o Brasil apoia os princípios de um plano dos Estados Unidos que busca restringir o acesso de empresas chinesas ao mercado mundial da internet móvel de quinta geração (5G).

A iniciativa é chamada de "Clean Network" e, segundo o governo brasileiro, conta com a adesão de países da Europa e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), principal aliança militar dos EUA. No Brasil, os leilões das frequências para a implementação do 5G só devem acontecer em 2021.

O apoio foi expresso pelo secretário de Negociações Bilaterais e Regionais nas Américas do Itamaraty, embaixador Pedro Costa e Silva, em cerimônia ao lado do Secretário para Crescimento Econômico, Energia e Meio Ambiente do Departamento de Estado dos EUA, Keith Krach.

Saiba como o Brasil e o mundo estão se preparando para a chegada do 5G
Saiba como o Brasil e o mundo estão se preparando para a chegada do 5G

Krach participou de reuniões com autoridades brasileiras nesta semana sobre comércio, investimentos, meio ambiente, cooperação espacial e mineração, segundo o governo.

"O Brasil apoia os princípios contidos na proposta do Clean Network feita pelo EUA, inclusive na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), destinados a promover, no contexto do 5G e outras novas tecnologias, um ambiente seguro, transparente e compatível com os valores democráticos e liberdades fundamentais", afirmou o embaixador.

Em setembro, o presidente Jair Bolsonaro havia afirmado em uma transmissão em rede social que caberá a ele próprio a decisão sobre a implementação da tecnologia 5G no Brasil. Segundo Bolsonaro, não vai ter "ninguém dando palpite".

A definição dos parâmetros do leilão cabe à Anatel – que, segundo a Lei Geral de Telecomunicações, goza de "independência administrativa, ausência de subordinação hierárquica, mandato fixo e estabilidade de seus dirigentes e autonomia financeira".

Há, no entanto, debates sobre a tecnologia 5G em temas como segurança nacional, espionagem e privacidade de dados. Nestes casos, o tema caberia à inteligência do governo e à própria Presidência da República. O governo ainda não informou como pretende interferir no assunto.

O que diz o 'Clean Network'

O site do Departamento de Estado norte-americano (aqui, em inglês) afirma que o "Clean Network" é um programa do governo Donald Trump para proteger ativos norte-americanos – incluindo a privacidade dos cidadãos e os dados sensíveis das empresas – de "invasões agressivas de atores malignos, como o Partido Comunista Chinês".

"O Clean Network aborda a antiga ameaça à privacidade dos dados, à segurança, aos direitos humanos e à colaboração baseada em princípios, apresentada por atores malignos e autoritários. O Clean Network se baseia em padrões de confiança digital aceitos internacionalmente", diz o site do governo dos EUA, em livre tradução.

Estados Unidos fazem pressão para o Brasil não comprar tecnologia 5G da China
Estados Unidos fazem pressão para o Brasil não comprar tecnologia 5G da China

O programa, prossegue o site, "representa a execução de uma estratégia duradoura, plurianual e governamental, construída sobre uma coalizão de parceiros confiáveis e baseada na tecnologia de rápida evolução e na economia dos mercados globais".

A disputa do 5G

O 5G é um sistema muito parecido com o 4G. Precisa de uma antena, de onde saem as ondas eletromagnéticas, como as de rádio, que carregam os dados pelo ar. Mas a nova tecnologia usa frequências de onda muito altas, capazes de carregar mais dados.

Além de questões tecnológicas, o debate do 5G envolve disputas ideológicas, econômicas e de segurança nacional. O tema está, ainda, no centro da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Revolução 5G: conheça a tecnologia que promete conexões ultra-rápidas de internet
Revolução 5G: conheça a tecnologia que promete conexões ultra-rápidas de internet

Na cerimônia desta terça, Keith Krach destacou que o Brasil é o primeiro país da América Latina a respaldar os princípios da proposta clean network e que isso proporcionará desenvolvimento ao país.

Nenhuma das autoridades deu qualquer declaração sobre as eleições norte-americanas, realizadas na última semana e ainda em fase de apuração. O atual presidente Donald Trump e o presidente eleito Joe Biden não foram citados.

Os jornalistas que acompanharam o evento não puderam fazer perguntas aos participantes.

Outros temas

Em nota, o Itamaraty afirmou que nesta terça também foi lançado o Diálogo Trilateral Brasil-Estados Unidos-Japão (Jusbe). Segundo o documento, os três países fizeram um compromisso em assegurar um ecossistema que seja seguro, confiável e vibrante.

Bem como em desenvolver uma abordagem comum quanto à utilização de redes 5G transparentes, seguras e baseadas na livre e justa concorrência e no primado do direito, em linha com suas legislações nacionais, prioridades na formulação de políticas e obrigações internacionais, diz a nota.

O Itamaraty também informou o lançamento de um "Diálogo Ambiental Brasil-Estados Unidos", com o objetivo de aprofundamento das relações dos dois países nessa área.

Entre as áreas prioritárias identificadas para maior colaboração, estão o bem-estar de comunidades indígenas; a promoção da bioeconomia; o combate à extração ilegal de madeira e o saneamento básico, afirmou Costa e Silva na declaração conjunta.

Segundo o Itamaraty, o Brasil estuda ainda a possibilidade de cooperar com a agência espacial norte-americana Nasa em um programa, batizado de Artemis, que pretende enviar à Lua, até 2024, uma missão tripulada.

O Ministério de Ciência e Tecnologia e a Agência Espacial Brasileira (AEB) analisam, com a Nasa, como poderá ser feita essa colaboração.

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Apple anuncia computadores com processador próprio; veja preços no Brasil

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Empresa anunciou MacBook Air, MacBook Pro e Mac Mini com 'Apple Silicon', chip com arquitetura ARM, que irá substituir componente da Intel.  
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Por Alessandro Feitosa Jr, G1  
10/11/2020 15h09 Atualizado há 26 minutos
Postado em 10 de novembro de 2020 às 15h40m

  *.- Post.N. -\- 3.873 -.*  

Novo MacBook Air, lançado pela Apple em 10 de novembro de 2020. — Foto: Reprodução/Apple
Novo MacBook Air, lançado pela Apple em 10 de novembro de 2020. — Foto: Reprodução/Apple

A Apple anunciou nesta terça-feira (10) um novo MacBook Air, um novo MacBook Pro e um novo Mac Mini. Os computadores agora contam com um processador fabricado pela própria empresa.

A partir desses lançamentos, a companhia irá utilizar chips com a arquitetura ARM, a mesma dos processadores de iPhones e iPads. Até agora, a companhia comprava o componente da Intel, que utiliza a arquitetura x86 (saiba mais abaixo).

Todos os computadores anunciados possuem o chip M1, que possui oito núcleos. Segundo a companhia, a novidade trouxe ganhos significativos de performance e otimização de energia em relação aos processadores da Intel. Nenhum dos computadores teve o visual repaginado (veja os detalhes de cada um abaixo).

Preços no Brasil

  • MacBook Air (8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento): R$ 12.999;
  • MacBook Air (8 GB de RAM e 512 GB de armazenamento): R$ 16.099;
  • MacBook Pro (8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento): R$ 17.299;
  • MacBook Pro (8 GB de RAM e 512 GB de armazenamento): R$ 19.799;
  • Mac Mini (8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento): R$ 8.699;
  • Mac Mini (8 GB de RAM e 512 GB de armazenamento): R$ 11.199.
Novo MacBook Air

O primeiro computador com o novo processador é o MacBook Air, com tela Retina de 13,3 polegadas. O visual é o mesmo, mas a Apple afirmou que ele está 3 vezes mais rápido se comparado com a sua geração anterior.

A autonomia de bateria também aumentou de 12 para 18 horas de reprodução de vídeo, nos testes controlados realizados pela empresa. Para a navegar na web, o computador seria capaz de ficar 15 horas longe da tomada.

MacBook Air 2020. — Foto: Reprodução/Apple
MacBook Air 2020. — Foto: Reprodução/Apple

O notebook não terá um cooler, componente utilizado para refrigerar o computador – isso porque os novos processadores esquentam muito menos. A promessa é que ele seja capaz de executar tarefas pesadas, sem fazer barulho.

Durante o evento, a companhia afirmou que ele pode ser configurado com até 16 GB de RAM e 2 TB de armazenamento.

As versões que aparecem no site da Apple no Brasil contam com apenas 8 GB de RAM e até 512 GB de armazenamento. Os preços começam em R$ 12.999, e ainda não foi revelado quando os produtos estarão disponíveis.

Novo MacBook Pro

MacBook Pro de 13 polegadas com TouchBar e processador M1, lançado em novembro de 2020. — Foto: Reprodução/Apple
MacBook Pro de 13 polegadas com TouchBar e processador M1, lançado em novembro de 2020. — Foto: Reprodução/Apple

A companhia também apresentou um novo MacBook Pro de 13 polegadas com Touch Bar. A promessa da Apple é que o laptop tenha desempenho 2,8 vezes melhor, e gráficos 5 vezes mais rápidos do que a geração anterior.

A autonomia de bateria é "a maior em um Mac" até agora, com 20 horas de reprodução de vídeo ou 17 horas de navegação utilizando Wi-Fi.

Ao contrário do MacBook Air, esse modelo tem um sistema de resfriamento. Segundo a empresa, a novidade pode ser configurada para ter até 16 GB de RAM e 2 TB de armazenamento.

As versões que aparecem no site da Apple no Brasil contam com apenas 8 GB de RAM e até 512 GB de armazenamento. Os preços começam em R$ 17.299, e ainda não foi revelado quando os produtos estarão disponíveis no país.

Novo Mac Mini

Além dos notebooks, a Apple anunciou uma nova versão do Mac Mini, um dos seus modelos de computador de mesa. Com o processador M1, a companhia promete processamento 3 vezes mais rápido, e 6 vezes mais desempenho gráfico do que a geração anterior – além de afirmar que ele será mais silencioso.

Durante o evento, a empresa disse que o computador pode ser configurado para ter até 16 GB de RAM e 2 TB de armazenamento.

Mac Mini com processador M1, lançado em novembro de 2020. — Foto: Reprodução/Apple
Mac Mini com processador M1, lançado em novembro de 2020. — Foto: Reprodução/Apple

As versões que aparecem no site da Apple no Brasil contam com apenas 8 GB de RAM e até 512 GB de armazenamento. Os preços começam em R$ 8.699, e ainda não foi revelado quando os produtos estarão disponíveis no país.

Transição

Essa não é a primeira vez que a Apple muda a arquitetura dos chips de seus computadores. Isso aconteceu em 1994, quando a empresa deixou de usar processadores Motorola 68k e adotou o PowerPC. A companhia repetiu o movimento em 2005, quando abandonou o PowerPC e passou a usar o Intel x86.

A terceira grande transição acontece agora, com a adoção dos processadores ARM, que estão sendo chamados de Apple Silicon. A primeira geração desses chips foi batizada de "M1".

O que é ARM?

Processador da Apple para computadores, o M1. — Foto: Reprodução/Apple
Processador da Apple para computadores, o M1. — Foto: Reprodução/Apple

ARM é um tipo de processador que utiliza a arquitetura RISC (uma sigla em inglês para Computador com um Conjunto Reduzido de Instruções).

Os chips RISC possuem menos flexibilidade em termos de instruções – o programador precisa especificar mais os passos. Por outro lado, eles consomem menos energia, e são velozes ao executar essas instruções.

Esses processadores também geram menos calor, dispensando o uso de sistemas de refrigeração muito complexos – o que pode ajudar a baratear e deixar os notebooks mais leves.

É diferente dos chips da Intel, utilizados nos MacBooks lançados até agora, que utilizam a arquitetura CISC (uma sigla em inglês para Computador com um Conjunto Complexo de Instruções).

Os chips CISC possuem conjunto maior de instruções guardadas no próprio componente, o que o torna mais eficaz para lidar com tarefas complexas – por ter essa característica, os processadores demandam mais espaço físico e consomem mais energia.

A vantagem dos processadores CISC em relação ao RISC é a otimização para grandes demandas, como edição de vídeos – é como se ele tivesse atalhos para executar alguns dos comandos. Porém, atualmente, os chips ARM também são capazes de lidar com essas tarefas.

A Apple promete maior performance de processamento e de gráficos, com menos consumo de energia, se comparado com os processadores recentes para notebooks.

Compatibilidade

Essa mudança de arquitetura vai causar um período de transição nos computadores da Apple – isso porque o sistema operacional e os programas precisam ser otimizados para funcionar nos novos chips.

O macOS Big Sur, versão mais recente do sistema operacional da companhia, está otimizado para o M1.

A empresa disponibilizou ferramentas para os programadores e em seu sistema que irá possibilitar que os MacBooks com chips ARM traduzam os códigos da arquitetura antiga para a nova.

Além disso, a própria Apple já otimizou alguns dos seus softwares voltados para profissionais, como o editor de vídeos Final Cut Pro, e tem trabalhado com empresas como Adobe (Photoshop, Premiere) e Microsoft (pacote Office) para que os programas delas também cheguem adaptados.

Como os chips ARM também são usados nos iPhones, muitos dos aplicativos para o celular poderão ser instalados nos computadores. 
E os computadores antigos?

A novidade também impacta os MacBooks antigos, já que há uma preocupação sobre quanto tempo o sistema operacional e os programas continuarão a ser atualizados. A Apple ainda não especificou por quantos anos manterá o suporte, mas a expectativa é que tudo funcione durante anos.

A nova versão do macOS, a Big Sur, será liberada para computadores lançados há sete anos, como o MacBook Air e o MacBook Pro de 2013. A atualização estará disponível a partir do dia 12 de novembro.

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