A Apple
anunciou nesta terça-feira (10) um novo MacBook Air, um novo MacBook
Pro e um novo Mac Mini. Os computadores agora contam com um processador
fabricado pela própria empresa.
A partir desses lançamentos, a companhia irá utilizar chips com a arquitetura ARM,
a mesma dos processadores de iPhones e iPads. Até agora, a companhia
comprava o componente da Intel, que utiliza a arquitetura x86 (saiba mais abaixo).
Todos os computadores anunciados possuem o chip M1, que possui oito
núcleos. Segundo a companhia, a novidade trouxe ganhos significativos de
performance e otimização de energia em relação aos processadores da
Intel. Nenhum dos computadores teve o visual repaginado (veja os detalhes de cada um abaixo).
Preços no Brasil
- MacBook Air (8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento): R$ 12.999;
- MacBook Air (8 GB de RAM e 512 GB de armazenamento): R$ 16.099;
- MacBook Pro (8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento): R$ 17.299;
- MacBook Pro (8 GB de RAM e 512 GB de armazenamento): R$ 19.799;
- Mac Mini (8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento): R$ 8.699;
- Mac Mini (8 GB de RAM e 512 GB de armazenamento): R$ 11.199.
Novo MacBook Air
O primeiro computador com o novo processador é o MacBook Air, com tela
Retina de 13,3 polegadas. O visual é o mesmo, mas a Apple afirmou que
ele está 3 vezes mais rápido se comparado com a sua geração anterior.
A autonomia de bateria também aumentou de 12 para 18 horas de
reprodução de vídeo, nos testes controlados realizados pela empresa.
Para a navegar na web, o computador seria capaz de ficar 15 horas longe
da tomada.
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MacBook Air 2020. — Foto: Reprodução/Apple
O notebook não terá um cooler, componente utilizado para refrigerar o
computador – isso porque os novos processadores esquentam muito menos. A
promessa é que ele seja capaz de executar tarefas pesadas, sem fazer
barulho.
Durante o evento, a companhia afirmou que ele pode ser configurado com até 16 GB de RAM e 2 TB de armazenamento.
As versões que aparecem no site da Apple no Brasil contam com apenas 8
GB de RAM e até 512 GB de armazenamento. Os preços começam em R$ 12.999,
e ainda não foi revelado quando os produtos estarão disponíveis.
Novo MacBook Pro
MacBook Pro de 13 polegadas com TouchBar e processador M1, lançado em novembro de 2020. — Foto: Reprodução/Apple
A companhia também apresentou um novo MacBook Pro de 13 polegadas com
Touch Bar. A promessa da Apple é que o laptop tenha desempenho 2,8 vezes
melhor, e gráficos 5 vezes mais rápidos do que a geração anterior.
A
autonomia de bateria é "a maior em um Mac" até agora, com 20 horas de
reprodução de vídeo ou 17 horas de navegação utilizando Wi-Fi.
Ao contrário do MacBook Air, esse modelo tem um sistema de
resfriamento. Segundo a empresa, a novidade pode ser configurada para
ter até 16 GB de RAM e 2 TB de armazenamento.
As versões que aparecem no site da Apple no Brasil contam com apenas 8
GB de RAM e até 512 GB de armazenamento. Os preços começam em R$ 17.299,
e ainda não foi revelado quando os produtos estarão disponíveis no
país.
Novo Mac Mini
Além dos notebooks, a Apple anunciou uma nova versão do Mac Mini, um
dos seus modelos de computador de mesa. Com o processador M1, a
companhia promete processamento 3 vezes mais rápido, e 6 vezes mais
desempenho gráfico do que a geração anterior – além de afirmar que ele
será mais silencioso.
Durante o evento, a empresa disse que o computador pode ser configurado para ter até 16 GB de RAM e 2 TB de armazenamento.
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Mac Mini com processador M1, lançado em novembro de 2020. — Foto: Reprodução/Apple
As versões que aparecem no site da Apple no Brasil contam com apenas 8
GB de RAM e até 512 GB de armazenamento. Os preços começam em R$ 8.699, e
ainda não foi revelado quando os produtos estarão disponíveis no país.
Transição
Essa não é a primeira vez que a Apple muda a arquitetura dos chips de
seus computadores. Isso aconteceu em 1994, quando a empresa deixou de
usar processadores Motorola 68k e adotou o PowerPC. A companhia repetiu o
movimento em 2005, quando abandonou o PowerPC e passou a usar o Intel
x86.
A terceira grande transição acontece agora, com a adoção dos
processadores ARM, que estão sendo chamados de Apple Silicon. A primeira
geração desses chips foi batizada de "M1".
O que é ARM?
Processador da Apple para computadores, o M1. — Foto: Reprodução/Apple
ARM é um tipo de processador que utiliza a arquitetura RISC (uma sigla
em inglês para Computador com um Conjunto Reduzido de Instruções).
Os chips RISC possuem menos flexibilidade em termos de instruções – o
programador precisa especificar mais os passos. Por outro lado, eles
consomem menos energia, e são velozes ao executar essas instruções.
Esses processadores também geram menos calor, dispensando o uso de
sistemas de refrigeração muito complexos – o que pode ajudar a baratear e
deixar os notebooks mais leves.
É diferente dos chips da Intel, utilizados nos MacBooks lançados até
agora, que utilizam a arquitetura CISC (uma sigla em inglês para
Computador com um Conjunto Complexo de Instruções).
Os chips CISC possuem conjunto maior de instruções guardadas no próprio
componente, o que o torna mais eficaz para lidar com tarefas complexas –
por ter essa característica, os processadores demandam mais espaço
físico e consomem mais energia.
A vantagem dos processadores CISC em relação ao RISC é a otimização
para grandes demandas, como edição de vídeos – é como se ele tivesse
atalhos para executar alguns dos comandos. Porém, atualmente, os chips
ARM também são capazes de lidar com essas tarefas.
A Apple promete maior performance de processamento e de gráficos, com
menos consumo de energia, se comparado com os processadores recentes
para notebooks.
Compatibilidade
Essa mudança de arquitetura vai causar um período de transição nos
computadores da Apple – isso porque o sistema operacional e os programas
precisam ser otimizados para funcionar nos novos chips.
O macOS Big Sur, versão mais recente do sistema operacional da companhia, está otimizado para o M1.
A empresa disponibilizou ferramentas para os programadores e em seu
sistema que irá possibilitar que os MacBooks com chips ARM traduzam os
códigos da arquitetura antiga para a nova.
Além disso, a própria Apple já otimizou alguns dos seus softwares
voltados para profissionais, como o editor de vídeos Final Cut Pro, e
tem trabalhado com empresas como Adobe (Photoshop, Premiere) e Microsoft
(pacote Office) para que os programas delas também cheguem adaptados.
Como os chips ARM também são usados nos iPhones, muitos dos aplicativos para o celular poderão ser instalados nos computadores.
E os computadores antigos?
A novidade também impacta os MacBooks antigos, já que há uma
preocupação sobre quanto tempo o sistema operacional e os programas
continuarão a ser atualizados. A Apple ainda não especificou por quantos
anos manterá o suporte, mas a expectativa é que tudo funcione durante
anos.
A nova versão do macOS, a Big Sur, será liberada para computadores
lançados há sete anos, como o MacBook Air e o MacBook Pro de 2013. A
atualização estará disponível a partir do dia 12 de novembro.
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