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segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Uma das maiores 'fazendas verticais' da Europa abre suas portas na Dinamarca

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Empresa, que utiliza um galpão como área de produção, espera colher cerca de 200 toneladas no primeiro trimestre de 2021 e quase 1 mil toneladas anuais até o fim do próximo ano.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 07 de dezembro de 2020 às 15h00

  *.- Post.N. -\- 3.898 -.*  

Estrutura utilizada pela Nordic Harvest na Dinamarca — Foto: Nordic Harvest/Divulgação
Estrutura utilizada pela Nordic Harvest na Dinamarca — Foto: Nordic Harvest/Divulgação

Uma luz roxa ilumina as caixas empilhadas onde alface, ervas aromáticas e couve brotarão em uma das maiores fazendas "verticais" da Europa, que acabou de abrir em um depósito na zona industrial de Copenhague.

Prateleiras de 14 níveis vão do chão ao teto neste enorme hangar de 7.000 metros quadrados, usado pela startup dinamarquesa Nordic Harvest. Os produtos que são cultivados aqui serão colhidos 15 vezes por ano, embora nunca entrem em contato com o solo ou recebam luz solar.

Eles são iluminados por 20.000 lâmpadas LED, vinte e quatro horas por dia.

Minúsculos robôs, carregando bandejas de sementes, se movem de um corredor para outro, dando à fazenda um toque ainda mais futurista.

Globo Rural: agricultura urbana ganha espaço nas grandes cidades do Brasil
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As grandes caixas de papel alumínio estão quase vazias por enquanto, mas a alface e outras folhas verdes brotarão em breve.

Anders Riemann, fundador e CEO da Nordic Harvest, espera colher cerca de 200 toneladas de produção no primeiro trimestre de 2021 e quase 1.000 toneladas anuais quando a fazenda de 50 funcionários estiver operando totalmente no final do mesmo ano.

Isso torna o armazém Taastrup uma das maiores fazendas verticais da Europa.

Neutros em emissão de CO2

Essas fazendas urbanas receberam uma recepção fria de produtores rurais, que questionam sua capacidade de alimentar o planeta e criticam o consumo de eletricidade ou o preço de seus produtos.

Porém, Anders Riemann destaca os aspectos ecológicos de sua fazenda, com produtos cultivados próximos ao consumidor e o uso que se faz da energia verde.

"Uma fazenda vertical se caracteriza por não agredir o meio ambiente, reciclando toda a água, nutrientes ou fertilizantes", explica Riemann, que não usa agrotóxicos.

Plantação de hortaliças da Nordic Harvest na Dinamarca — Foto: Nordic Harvest/Divulgação
Plantação de hortaliças da Nordic Harvest na Dinamarca — Foto: Nordic Harvest/Divulgação

Na Dinamarca, líder na Europa em parques eólicos, cerca de 40% da eletricidade vem de fontes renováveis.

"No nosso caso, usamos 100% da energia produzida pela energia eólica, o que nos torna neutros em termos de CO2", acrescenta o agricultor urbano.

Embora não queira revelar o valor da conta de eletricidade da Nordic Harvest, Riemann acrescenta que a energia vem de "certificados eólicos" registrados na bolsa de energia dinamarquesa.

Esses documentos legais garantem que "a quantidade de eletricidade consumida em um ano é equivalente à eletricidade produzida por turbinas eólicas numeradas no mar", ressalta Riemann.

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domingo, 6 de dezembro de 2020

Governo dos EUA diz que não tem planos de obrigar ByteDance a vender TikTok, mesmo com prazo vencido

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Departamento do Tesouro disse aos executivos chineses que não prorrogaria o prazo de venda da rede social, vencido na sexta-feira (4), mas as negociações com os os investidores norte-americanos poderão continuar, segundo Reuters.  
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Por G1  
05/12/2020 15h40 Atualizado há 22 horas
Postado em 06 de dezembro de 2020 às 13h45m

  *.- Post.N. -\- 3.897 -.*  

Oracle faz parte da proposta para que o aplicativo TikTok se mantenha nos EUA. — Foto: Dado Ruvic/Reuters
Oracle faz parte da proposta para que o aplicativo TikTok se mantenha nos EUA. — Foto: Dado Ruvic/Reuters

Venceu, na sexta-feira (4), o prazo para a ByteDance completar a venda das operações americanas do TikTok. Apesar de não conceder uma nova prorrogação, o Departamento do Tesouro americano não tem planos imediatos para obrigar a empresa chinesa a vender seus negócios nos Estados Unidos, segundo a agência de notícias Reuters.

Assim, sem um plano que obrigue a conclusão da venda da rede social, as negociações entre a ByteDance e os investidores Oracle e Walmart podem continuar, mesmo com o prazo vencido.

Inicialmente, a data limite para a venda da rede social era 12 de novembro. Em novembro, o governo norte-americano deu uma prorrogação de 14 dias para a venda do TikTok no país. No dia 27, foi concedido um novo prazo para as negociações, que deveriam ter sido concluídas na sexta, o que não aconteceu.

Conheça o TikTok, o app que incomoda Donald Trump
Conheça o TikTok, o app que incomoda Donald Trump

O acordo feito até o momento entre os executivos chineses e os investidores norte-americanos para vender os ativos do TikTok e criar uma nova empresa para satisfazer as exigências do governo Trump ainda não obteve uma aprovação regulatória.

A ordem inicial para que o aplicativo de vídeos fosse vendido ocorreu em agosto, após o presidente norte-americano, Donald Trump, prometer banir o TikTok, caso sua operação nos EUA não passasse a uma empresa local. O presidente americano acusa a plataforma de ser uma ferramenta de inteligência chinesa.

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Após demitir cientista negra, profissionais do Google assinam petição contra empresa

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Até o momento, mais de 1,5 mil profissionais da empresa e 2,2 mil apoiadores acadêmicos, da sociedade civil e da indústria assinaram abaixo-assinado contra desligamento de Timnit Gebru.  
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Por G1 
05/12/2020 22h56 Atualizado há 14 horas
Postado em 06 de dezembro de 2020 às 13h00m

  *.- Post.N. -\- 3.896 -.*  

Timnit Gebru, cientista de inteligência artificial  — Foto: AFP
Timnit Gebru, cientista de inteligência artificial — Foto: AFP

Funcionários do Google estão assinando um abaixo-assinado contra a demissão da cientista de inteligência artificial Timnit Gebru na quarta-feira (2), após ela enviar um e-mail interno acusando o Google de "silenciar vozes marginalizadas". Até o momento, mais de 1,5 mil profissionais da empresa e 2,2 mil apoiadores acadêmicos, da sociedade civil e da indústria de tecnologia assinaram a petição.

A pesquisadora anunciou na quarta-feira que foi demitida do Google por conflitos relacionados a um artigo jornalístico e a um e-mail enviado a um dos grupos de pesquisa da empresa, em que criticava o tratamento dado aos profissionais minoritários, como negros e deficientes. O texto escrito para um veículo de comunicação abordava os potenciais riscos éticos dos modelos de linguagem.

Segundo a cientista, a empresa pediu que ela se retratasse totalmente do artigo ou retirasse seu nome e os nomes de outros colegas de trabalho. Gebru disse que retiraria seu nome do jornal em troca de uma explicação do motivo da rejeição do texto.


Ela disse à administração que se essas condições não pudessem ser atendidas, ela "trabalharia em um último encontro", de acordo com postagens feitas nas redes sociais.

A pesquisadora informou que o Google se recusou a atender as condições solicitadas e acelerou sua demissão por conta de um e-mail que ela enviou para uma lista interna chamada "Google Brain Women and Allies" (mailing interno do grupo de pesquisa de ética e IA), em que criticou a diversidade da empresa e os esforços de inclusão.

Na sexta-feira (4), Jeff Dean, líder de IA do Google, elaborou um comunicado que dizia: "que o trabalho de pesquisa tinha algumas lacunas importantes que nos impediam de ficar confortáveis ​​ao relacioná-lo ao Google".

Procurado pelo G1, o Google não retornou até o fechamento desta reportagem.

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