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quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Hackers acessaram redes de órgão responsável por arsenal nuclear dos EUA, diz site

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Departamento de Energia nega impacto no setor de armamento atômico e que haja riscos à segurança nacional. Governo americano vem relatando ataques de hackers com suposto envolvimento russo.  
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Por G1  
17/12/2020 21h42 Atualizado há 2 horas
Postado em 17 de dezembro de 2020 às 23h45m

  *.- Post.N. -\- 3.908 -.*  

Fachada do Departamento de Energia dos EUA — Foto: Google Street View/Reprodução
Fachada do Departamento de Energia dos EUA — Foto: Google Street View/Reprodução

Hackers acessaram as redes do Departamento de Energia e de Administração Nacional de Segurança Nuclear dos Estados Unidos, informou reportagem do site Politico publicada nesta quinta-feira (17). O órgão é o responsável pelo arsenal atômico americano.

Não há detalhes sobre como os sistemas do departamento foram afetados, nem se sabe que tipos de informações que poderiam envolver as armas nucleares dos Estados Unidos estiveram nas mãos dos hackers.

A porta-voz do Departamento de Energia, Shaylyn Hynes, disse em comunicado que não há risco para a segurança nacional.

"Por enquanto, a investigação descobriu que o malware atingiu apenas redes de trabalho, sem afetar a missão essencial de segurança nacional do departamento", afirmou.

Porém, segundo a reportagem do site Politico, a investigação ainda está em andamento e a extensão dos dados pode demorar semanas até que seja conhecida.

Mais tarde, o Departamento de Energia confirmou que agiu para conter um ataque cibernético supostamente de origem na Rússia e negou que o escritório que cuida da área nuclear tenha sofrido com os impactos da invasão hacker.

"Isso reforça que precisamos modernizar nosso equipamento nuclear para assegurar que se mantenha seguro, confiável e eficaz contra ameaças", disse a senadora republicana Deb Fischer, que integra um comitê de supervisão do armamento atômico. 
Ataques hackers nos EUA

O site Politico publicou a reportagem um dia depois de o FBI — equivalente à Polícia Federal americana — e mais duas agências de infraestrutura cibernética e inteligência dos EUA divulgarem um comunicado em que reconhecem uma "ofensiva significativa" de hackers no país.

Em nota, o FBI informou que está "investigando e reunindo dados de inteligência para responsabilizar, autuar e desmantelar os autores responsáveis pela ameaça".

Hackers que supostamente trabalham para a Rússia vêm monitorando o tráfego interno de e-mails nas agências dos Estados Unidos, suspeitam agentes de inteligência. Não está claro, no entanto, o grau de envolvimento de Moscou nas ações.

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Amazon volta a pedir suspensão de contrato da Microsoft com o Pentágono

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Empresas disputaram em 2019 projeto de computação em nuvem do Departamento de Defesa, avaliado em US$ 10 bilhões. 
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Por Reuters  
16/12/2020 10h47 Atualizado há 3 horas
Postado em 16 de dezembro de 2020 às 14h00m

  *.- Post.N. -\- 3.907 -.*  

Amazon era favorita para levar o contrato, mas perdeu licitação para a Microsft. — Foto: Mike Segar/Reuters/Arquivo
Amazon era favorita para levar o contrato, mas perdeu licitação para a Microsft. — Foto: Mike Segar/Reuters/Arquivo

A Amazon voltou a pediu a um juiz dos Estados Unidos que suspenda um contrato de computação em nuvem de US$ 10 bilhões de dólares do Pentágono que foi vencido pela Microsoft. A companhia havia feito uma solicitação parecida no início do ano.

A iniciativa aconteceu após o Departamento de Defesa afirmar em setembro que uma reavaliação determinou que a proposta da Microsoft ainda representava o melhor valor para o governo.

Na época do início da licitação, a Amazon era considerada a favorita para levar o projeto, chamado de Infraestrutura de Defesa Corporativa Conjunta (JEDI, na sigla em inglês), que faz parte de uma modernização digital mais ampla do Pentágono.

Um objetivo do JEDI é oferecer aos militares melhor acesso aos dados e à nuvem a partir de zonas de guerra e outros locais remotos.

A Amazon Web Services (AWS) disse em documento de 23 de outubro que a decisão de conceder o contrato para a Microsoft deve "ser invalidada porque é produto de parcialidade sistemática, má-fé e influência indevida exercida pelo presidente Trump", acrescentando que a decisão foi "falha e politicamente corrompida".

A Casa Branca não quis comentar, encaminhando perguntas ao Departamento de Justiça. O Pentágono não comentou imediatamente.

A Microsoft disse em comunicado na terça-feira (15) que autoridades responsáveis pelo contrato decidiram que, dadas as vantagens técnicas superiores e o valor geral, eles ofereceram a melhor solução.

A empresa acrescentou que "é hora de seguirmos em frente e colocar essa tecnologia nas mãos daqueles que precisam dela com urgência: as mulheres e os homens que protegem nossa nação".

A AWS afirmou na terça (15) que, como resultado da revisão do Pentágono em setembro, "o diferencial de preços oscilou substancialmente, com a AWS agora (sendo) a oferta de menor preço por dezenas de milhões de dólares."

A Amazon, que era vista como a principal candidata a ganhar o contrato, entrou com um processo em novembro de 2019 depois que o contrato foi concedido à Microsoft. Trump ridicularizou publicamente o chefe da Amazon, Jeff Bezos, e repetidamente criticou a empresa.

Amazon acusa Trump de fazer pressão contra empresa em contrato bilionário com Pentágono
Amazon acusa Trump de fazer pressão contra empresa em contrato bilionário com Pentágono

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terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Huawei testou sistema de reconhecimento facial que emitia alerta de acordo com etnia, diz jornal

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Reportagem do 'Washington Post' revelou documentos em que companhia diz ser possível enviar 'alarme' para autoridades ao identificar uigures, minoria muçulmana na China.  
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Por G1  
15/12/2020 14h45 Atualizado há 06 horas
Postado em 15 de dezembro de 2020 às 20h45m

  *.- Post.N. -\- 3.906 -.*  

Huawei trabalhou com startup Megvii em sistema de reconhecimento facial que podia alertar autoridades sobre a presença de uigures. — Foto: REUTERS/Aly Song
Huawei trabalhou com startup Megvii em sistema de reconhecimento facial que podia alertar autoridades sobre a presença de uigures. — Foto: REUTERS/Aly Song

A empresa chinesa Huawei testou sistemas de reconhecimento facial que poderiam alertar autoridades sobre a presença de uigures, uma minoria muçulmana do país, de acordo com duas reportagens do jornal "Washington Post".

A primeira matéria, publicada na terça-feira passada (8), revelou documentos da empresa obtidos pelo grupo de pesquisa de vigilância por imagem "IPVM".

O material explicava o funcionamento desse sistema, e estava disponível no próprio site da companhia.

Os papéis mostraram que a Huawei trabalhou com uma startup de reconhecimento facial chamada Megvii em 2018, e que as companhias testaram um sistema de inteligência artificial que poderia escanear rostos em uma multidão e estimar a idade, sexo e etnia de pessoas.

Se esse sistema identificasse o rosto de uma pessoa pertencente à minoria muçulmana uigur, ele poderia emitir um "alarme" para autoridades.

As duas empresas confirmaram ao "Washington Post" que o documento era legítimo, e um porta-voz da Huawei afirmou que se tratava somente de "um simples teste que não teve aplicações no mundo real".

Em outra reportagem, publicada no último sábado (12), o jornal afirmou que a Huawei trabalhou com diversas empresas para desenvolver produtos de vigilância, com base em materiais de marketing disponíveis no site da companhia.

Documentos de pelo menos quatro parcerias falavam sobre a capacidade de identificar pessoas por etnia.

Após o contato do jornal, o material de marketing foi removido do site. Em comunicado ao "Washington Post" a Huawei disse que "não tolera o uso de suas tecnologias para discriminar ou oprimir membros de qualquer comunidade".

Uso de reconhecimento facial é alvo e críticas 

Uso de sistemas de reconhecimento facial na segurança pública é alvo de críticas de especialistas, por preocupações com privacidade e com a precisão desse tipo de tecnologia.

Em junho passado, após o assassinato de George Floyd na cidade de Minneapolis, a IBM anunciou que não iria mais desenvolver e pesquisar tecnologias de reconhecimento facial, alegando riscos de privacidade e possíveis injustiças caso a tecnologia fosse usada por forças policiais.

Pouco depois, a Amazon anunciou uma moratória de um ano para o uso da sua plataforma chamada "Rekognition", mas disse planejar voltara vendê-la após regulamentações do setor nos EUA.

Sanções dos EUA

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos adotou sanções a 8 empresas chinesas, incluindo a Megvii, no ano passado. A decisão estava relacionada com "violações de direitos humanos" contra uigures e outros grupos muçulmanos.

O governo americano também restringiu a atuação da Huawei no país, impedindo a exportação de tecnologia americana para a companhia e restringindo negócios, alegando que o uso de equipamentos de telecomunicações da empresa representa uma ameaça à segurança nacional, algo que a companhia nega.

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