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sábado, 2 de janeiro de 2021

Conteúdo em Flash começará a ser bloqueado na web pela própria Adobe

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Animações serão substituídas por link que informa sobre o encerramento da vida útil do software.  
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TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos
01/01/2021 07h00 Atualizado há um dia
Postado em 02 de janeiro de 2021 às 12h00m

  *.- Post.N. -\- 3.920 -.*  

Flash Player é responsável por reproduzir animações e vídeos em Flash, mas programa era executado dentro de navegadores e de documentos do Office, criando oportunidades para hackers — Foto: Divulgação
Flash Player é responsável por reproduzir animações e vídeos em Flash, mas programa era executado dentro de navegadores e de documentos do Office, criando oportunidades para hackers — Foto: Divulgação

Cumprindo o cronograma de encerramento da vida útil do Flash Player, o conteúdo em Flash ainda disponível na web não deve mais ser reproduzido a partir de 12 de janeiro por determinação da própria Adobe, que é dona da tecnologia.

As animações serão substituídas por um gráfico que pode ser clicado para acessar uma página no site oficial informando sobre o fim da vida útil do produto.

A partir dessa data, o Flash também não deve mais receber nenhuma atualização por parte da Adobe. Na prática, isso significa que a compatibilidade e a segurança do software não estão mais garantidas pela sua mantenedora e que qualquer tentativa de usar o aplicativo pode trazer consequências indesejadas.

Mesmo com o fim da tecnologia, usuários devem continuar atentos para evitar golpes envolvendo o Flash. É possível que criminosos continuem aproveitando o nome do software para distribuir programas indesejados com a promessa de permitir acesso a algum conteúdo que a vítima do golpe está procurando.

O Flash foi um conjunto de tecnologias surgido na década de 90 e que, em seu auge, era formado por um software de animação (Flash), um servidor de mídia (Flash Media Server) e um reprodutor (Flash Player) que podia ser embutido nos navegadores web e até em softwares de escritório, como o Microsoft Office.

Esses produtos permitiam a reprodução de jogos, animações e vídeos dentro dos navegadores, contornando limitações técnicas existentes em vários períodos da internet.

Página de verificação do Flash não mais exibe a animação correta, mesmo que o plug-in seja ativado no Internet Explorer — Foto: Reprodução
Página de verificação do Flash não mais exibe a animação correta, mesmo que o plug-in seja ativado no Internet Explorer — Foto: Reprodução

Quando a década de 2000 se encerrou, a evolução dos navegadores e a internet móvel, ancorada em recursos mais simples e leves, deixou cada vez menos espaço para a atuação do Flash, que recebeu um duro golpe com a recusa da Apple em incluir o software no iPhone.

O legado da tecnologia também manteve o Flash vulnerável a ataques, criando uma pressão para o abandono completo do produto.

Os principais navegadores do mercado – Chrome, Firefox, Safari e Edge – começaram a bloquear gradualmente o conteúdo em Flash para reduzir os riscos da tecnologia.

Em 2017, a Adobe tornou público o plano de abandonar a tecnologia até 2020 – que se concretiza com essa medida que entrou em vigor em 1º de janeiro.

O Flash foi uma das tecnologias mais revolucionárias da web no final da década de 90 e início dos anos 2000, dando mais interatividade para as páginas e permitindo a criação de games dentro do navegador.

Mas a tecnologia perdeu relevância quando a Apple adotou uma postura inflexível para não incluir o Flash no iPhone. Stev Jobs criticou o Flash por ser uma tecnologia fechada, incompatível com telas sensíveis a toques e prejudicial à autonomia da bateria dos smartphones.

O Flash continuou sendo usado no computador e até apareceu em alguns aparelhos com Android, mas uma série de vulnerabilidades colocou a tecnologia dos engenheiros responsáveis pela segurança de navegação na web.

Este blog recomendou desativar o Flash pela primeira vez em 2015. Na época, muitos anúncios e até vídeos on-line ainda dependiam do Flash.

Com o avanço de tecnologias como o HTML 5 e outros recursos que facilitaram a exibição de conteúdo em vídeo – especialmente as transmissões ao vivo –, o Flash perdeu espaço.

Em julho de 2017, a Adobe, terceira dona do Flash após FutureWave e Macromedia, publicou o primeiro comunicado com um cronograma para encerrar o ciclo da tecnologia.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Câmeras caseiras hackeadas transmitem batidas policiais ao vivo nos EUA

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FBI emitiu alerta dizendo que criminosos às vezes falaram com a polícia por meio de dispositivos inteligentes violados. 
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TOPO
Por BBC

Postado em 01 de janeiro de 2021 às 18h55m

  *.- Post.N. -\- 3.919 -.*  

As campainhas inteligentes foram comprometidas em alguns ataques hackers — Foto: Getty Images via BBC
As campainhas inteligentes foram comprometidas em alguns ataques hackers — Foto: Getty Images via BBC

Hackers transmitiram em vídeos ao vivo batidas policiais em lares inocentes, após invadirem dispositivos conectados das vítimas e passarem trote telefônico às autoridades, alerta o FBI, serviço de contra inteligência Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Segundo o departamento federal de investigação, criminosos chegaram a falar com os policiais através dos equipamentos hackeados.

A novidade é o mais recente avanço de um crime conhecido como "swatting", em que os contraventores enganam policiais ou outros profissionais de atendimento de emergência para ir à casa de uma pessoa que desconhece a ação.

O FBI afirma que a prática criminosa traz risco à vida.

Uma ligação falsa sobre um suposto caso de reféns levou a polícia a atirar em — e matar — um homem no Kansas há três anos, e houve outros casos em que pessoas foram feridas.

Reutilização de senhas dá abertura ao crime

O FBI afirma que a nova versão da "pegadinha" foi possível porque as vítimas reutilizaram senhas de outros serviços quando programaram seus dispositivos conectados.

Listas de dados hackeados são compradas e vendidas com frequência no mercado ilegal.

E os criminosos frequentemente testam os dados roubados de um serviço em outros, para descobrir onde senhas foram reutilizadas.

Já houve também registros de falhas de segurança em alguns produtos, incluindo interfones inteligentes, que permitiram aos hackers roubar senhas de rede e ganhar acesso a outros dispositivos conectados ao mesmo wi-fi.

Os aplicativos e sites usados para instalar esses produtos frequentemente guardam o nome e endereço dos usuários em seus registros de conta, para oferecer serviços específicos por localidade.

"Os infratores ligam para serviços de emergência para denunciar um crime", diz o alerta do FBI.

"Os criminosos assistem à transmissão por vídeo ao vivo e interagem com os policiais através da câmera e dos alto-falantes. Em alguns casos, os infratores também transmitem o incidente em comunidades online." 
Ofensas pelo interfone

O alerta do FBI não se refere a nenhum incidente específico, mas houve reportagens recentes na imprensa sobre casos semelhantes nas últimas semanas.

Em novembro, a rede de televisão americana NBC News reportou que a polícia foi a uma casa na Flórida após receber uma ligação falsa para o número de emergência 911. No telefonema, um homem dizia ter matado sua esposa e estar armazenando explosivos.

Quando os policiais deixaram o prédio, após descobrir que se tratava de uma "pegadinha", eles relataram terem ouvido insultos através do interfone inteligente da propriedade.

Em outro incidente, no mesmo mês, na Virgínia, policiais relataram ter ouvido o hacker gritar "me ajudem" através do interfone, após chegarem à casa de uma pessoa que supostamente estaria ameaçando se matar.

Quando questionaram o criminoso através do dispositivo, ele disse que havia invadido quatro câmeras diferentes do local e que estava cobrando US$ 5 (cerca de R$ 26) para outras pessoas assistirem ao incidente online.

"Depois disso, vamos desconectar, diga a ele para trocar sua senha do Yahoo, sua senha do Ring [serviço de segurança domiciliar e dispositivos inteligentes], e parar de usar a mesma senha para serviços diferentes", teria dito o criminoso, segundo a rede de televisão local WHAS11.

Caso de racismo

Em outro evento reportado na Geórgia, o criminoso gritou ofensas raciais às suas vítimas, após a polícia deixar o local, e disse que havia realizado mais de uma dúzia de ataques semelhantes naquele dia.

A empresa Ring nega que seu sistema tenha sido comprometido. A companhia usa um sistema de verificação em duas etapas, o que significa que os donos dos dispositivos só podem acessá-los a partir de um novo computador se digitarem um código enviado por e-mail ou mensagem de texto no celular.

No entanto, se alguma dessas duas formas de comunicação também estiver comprometida, o usuário segue vulnerável.

Como resultado, o FBI aconselha que proprietários de dispositivos inteligentes se assegurem de utilizar uma variedade de senhas complexas para cada serviço online.

"Os usuários também devem atualizar suas senhas com regularidade", acrescenta o FBI, embora o Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido considere que isso pode representar um risco, pois a troca constante pode encorajar as pessoas a optarem por senhas mais fracas.

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terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Celular roubado ou perdido: o que você deve fazer para proteger seus dados ou até recuperar seu aparelho

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Tira-dúvidas explica os 8 passos que você deve tomar após ter seu celular extraviado.  
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TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos
29/12/2020 07h00 Atualizado há 8 horas
Postado em 29 de dezembro de 2020 às  15h00m

  *.- Post.N. -\- 3.918 -.*  

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.), envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores às terças e quintas-feiras.

: Smartphones armazenam muitos dados pessoais, mas recursos de segurança permitem diminuir riscos à privacidade em caso de roubo. — Foto:  Altieres Rohr/G1
: Smartphones armazenam muitos dados pessoais, mas recursos de segurança permitem diminuir riscos à privacidade em caso de roubo. — Foto: Altieres Rohr/G1

Eu perdi meu celular no shopping em Belo Horizonte. Já fiz B.O., tenho o número do IMEI, porém não sou de BH. Como faço pra conseguir uma autorização judicial para rastreá-lo? – Ruth

Ruth, o rastreamento de smartphones não depende da operadora – tanto o Android como o iOS possuem funções próprias de rastreamento por GPS. Para telefones mais simples, se você acha que há alguma chance de reaver um aparelho (no caso de perda acidental), você pode ligar para o seu próprio número e esperar que alguém atenda para obter informações para recuperá-lo.

Se isso não for possível, rastrear o aparelho pela operadora provavelmente não dará resultado. O rastreamento direto pela rede móvel não tem um nível de precisão suficiente para recuperar o telefone.

Se o seu chip já foi bloqueado, seu aparelho ficou incomunicável e não poderá informar a posição por GPS. Por isso, é importante que os passos para localizar e proteger um celular perdido ou roubado sejam realizados na ordem correta.

Os 8 passos após perder o smartphone

O seu prejuízo ao perder o telefone será menor se você já tiver armazenado todos os dados em um serviço em nuvem ou similar. Fotos, mensagens e outras informações que não estiverem salvas em segurança fora do aparelho provavelmente serão perdidas. Mesmo que você recupere o smartphone, é possível que os ladrões já tenham tentado restaurar os padrões de fábrica, apagando todos os dados.

Caso seu aparelho seja extraviado – seja por perda ou roubo – é importante proteger o conteúdo armazenado no smartphone. E-mails, contas de banco e o acesso ao seu número podem comprometer diversas informações. Sua prioridade deve ser impedir que terceiros tenham acesso a esses dados.

Tela de controle do Google permite rastreamento de celular e exclusão de dados. — Foto: Reprodução
Tela de controle do Google permite rastreamento de celular e exclusão de dados. — Foto: Reprodução

Veja o que fazer:

  1. Acesse as ferramentas: Seu smartphone possui ferramentas para situações de perda e roubo. A partir de um computador pessoal ou outro dispositivo confiável, acesse um dos sites abaixo, de acordo com sua plataforma: Apple/iPhone ou Google/Android.
  2. Se possível, localize o aparelho. Se você perdeu o aparelho por algum descuido, há duas ferramentas para tentar recuperá-lo. A primeira é tentar ligar no seu próprio número. Motoristas de aplicativos e garçons em restaurantes, por exemplo, podem ajudar você a recuperar o que foi perdido. A segunda ferramenta é o rastreamento oferecido pelo sistema do seu celular, que é mais preciso do que qualquer rastreamento de operadora. Você também poderá enviar um comando que faz o telefone emitir um som, contornando a configuração de volume e permitindo que seu aparelho seja encontrado mesmo no modo silencioso. Em caso de roubo, o rastreamento e o toque sonoro não devem ser acionados, porque você deve agir o mais rápido possível para priorizar a proteção dos seus dados.
  3. Envie um comando remoto para limpeza do dispositivo. Se está claro que você não poderá recuperar o telefone, use o comando para apagar remotamente todos os dados. O comando em questão chama-se Apagar Dispositivo (iPhone) ou Limpar dispositivo (Android). A partir desse momento, todos os arquivos armazenados no aparelho ficam inacessíveis.
  4. Comunique o roubo à operadora. Depois que você protegeu seus dados, comunique o roubo à operadora para que ela desative seu chip. Assim, os ladrões não poderão usar o seu número.
  5. Registre um boletim de ocorrência. Procure o site da delegacia eletrônica do seu estado e faça um boletim de ocorrência.
  6. Bloqueie o IMEI do celular. Com o boletim de ocorrência, entre novamente em contato com a operadora para solicitar o bloqueio do IMEI. A partir do bloqueio do IMEI, o aparelho ficará impedido de conectar a redes móveis, diminuindo as chances de que o ladrão possa revender ou utilizar o aparelho normalmente.
  7. Verifique suas contas e desautorize atividades ilegítimas. Se você tinha algum app bancário em seu smartphone, entre em contato com seu banco e confirme que nenhuma atividade indevida foi realizada em sua conta. Se a exclusão remota dos dados do aparelho não tiver sido realizada com sucesso, troque todas as senhas das contas cadastradas em seu smartphone – redes sociais e e-mail.
  8. Você pode ser vítima de golpes. Redobre a atenção. Existem casos em que criminosos entram em contato com as vítimas do roubo para tentar conseguir acesso às contas Google ou ID Apple para desbloquear os aparelhos. Sem essas contas, o telefone pode ficar inutilizável e, por isso, a chance de tentarem roubar sua conta – seja por meio de uma fraude ou pelo número cadastrado – é alta. Redobre a atenção para não cair nessas fraudes.
Bloquear chip antes de localizar aparelho ou excluir dados do smartphone pode limitar suas opções após o roubo. — Foto: Petr Kratochvil/CC Public Domain
Bloquear chip antes de localizar aparelho ou excluir dados do smartphone pode limitar suas opções após o roubo. — Foto: Petr Kratochvil/CC Public Domain

Passos na ordem certa

Muitas vítimas de roubo começam entrando em contato com a operadora, que realizará o bloqueio do chip. Isso impede que você realize qualquer outra medida – seja o rastreamento por GPS ou a exclusão remota dos dados.

Isso é ruim, porque os dados continuarão no smartphone, comprometendo sua privacidade e a segurança das suas contas.

Se você possui um número pré-pago e ele estiver sem crédito, é recomendado colocar crédito para reestabelecer a rede móvel e garantir o recebimento dos comandos de exclusão. Após a exclusão dos dados, você pode bloquear o número na operadora, seguindo a ordem sugerida acima.

Cuidado com cartões de memória

Muitos aparelhos com Android permitem expandir o armazenamento com um cartão de memória microSD. Se o cartão microSD for utilizado na modalidade "armazenamento externo", os dados do cartão não serão excluídos com o comando remoto.

Por esse motivo, não é recomendado armazenar arquivos pessoais no cartão SD, a não ser que você criptografe o cartão. A configuração de criptografia pode ser encontrada em Configurar > Segurança (ou "Tela de bloqueio e segurança") > Avançado > Criptografia e credenciais.

Sem criptografia, os criminosos poderão retirar o cartão do aparelho para visualizar o conteúdo em qualquer computador, comprometendo suas fotos ou outros dados pessoais armazenados. Por outro lado, criptografar o cartão também impede que você o retire do smartphone para ser lido em outros dispositivos.

Dúvidas sobre segurança digital? Envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com

Veja 5 dicas de segurança para a sua vida digital:

5 dicas de segurança para sua vida digital
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