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quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Samsung anuncia Galaxy S21 em três modelos; celulares virão sem carregador e fone de ouvido

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Modelo tem opção padrão, 'plus' e 'ultra'. Veja os detalhes sobre cada um.  
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Por Alessandro Feitosa Jr, G1  
14/01/2021 12h12 Atualizado há 3 horas
Postado em 14 de janeiro de 2021 às 15h15m

  *.- Post.N. -\- 3.932 -.*  

Galaxy S21 Ultra, S21+ e S20. — Foto: Divulgação/Samsung
Galaxy S21 Ultra, S21+ e S20. — Foto: Divulgação/Samsung

A Samsung anunciou nesta quinta-feira (14) os novos Galaxy S21, evolução da principal linha de celulares da companhia.

Três modelos foram apresentados: o Galaxy S21, S21+ e S21 Ultra. Ainda sem preços para o Brasil, os aparelhos custam a partir de US$ 799 (R$ 4.190, na cotação atual) nos EUA (veja mais detalhes de cada um abaixo).

Os aparelhos possuem suporte à tecnologia de redes 5G, ganharam um processador mais potente e novidades no acabamento.

Repetindo a iniciativa da Apple, a Samsung não irá incluir o carregador de parede e o fone de ouvido – somente o cabo USB. A empresa usou a mesma justificativa da concorrente, e disse que a decisão tem fins ambientais.

Quem não tiver os acessórios poderá comprá-los de forma separada. No Brasil, o carregador compatível custa R$ 99 na loja oficial – os fones com fio da empresa com entrada USB-C saem por a partir de R$ 129.

Veja os preços nos EUA (a novidade ainda não está disponível no Brasil):

  • Galaxy S21: US$ 799 (R$ 4.190, na cotação atual);
  • Galaxy S21+: US$ 999 (R$ 5.240);
  • Galaxy S21 Ultra: US$ 1.199 (R$ 6.288).

Os modelos estão mais caros do que o concorrente iPhone – os celulares da Apple custam entre US$ 729 e US$ 1.099 nos EUA, dependendo da versão.

Infográfico mostra as características da linha Samsung Galaxy S21. — Foto: Editoria de Arte/G1
Infográfico mostra as características da linha Samsung Galaxy S21. — Foto: Editoria de Arte/G1

Mudanças na tela e no acabamento

O Galaxy S21 e o S21+ têm telas planas de 6,2 e 6,7 polegadas, respectivamente – seus antecessores apresentavam tela curva nas bordas.

O Galaxy S20 Ultra mantém a característica de tela curva, além de ter ganhado suporte à caneta S Pen, presente na linha "Note" da marca – o acessório, porém, precisa ser comprado de forma separada.

Galaxy S21 Ultra tem suporte à caneta S Pen, mas ela precisa ser comprada de forma separada. — Foto: Divulgação/Samsung
Galaxy S21 Ultra tem suporte à caneta S Pen, mas ela precisa ser comprada de forma separada. — Foto: Divulgação/Samsung

Outra mudança de design está na traseira do Galaxy S21 padrão, que agora é de plástico – antes era vidro. O Galaxy S21+ e S21 Ultra continuam com traseira de vidro.

Novidade em câmeras

Cores do Galaxy S21+ — Foto: Divulgação/Samsung
Cores do Galaxy S21+ — Foto: Divulgação/Samsung

Uma das principais novidades da linha é o módulo de câmeras, passou a ser incorporado na carcaça, diminuindo a sensação de relevo. Em modelos anteriores, os sensores pareciam "saltar" muito da traseira.

O S21 e S21+ possuem o mesmo conjunto de câmeras. São 3 sensores na traseira:

  • um com lente grande angular (para fotos tradicionais), de 12 megapixels;
  • outro com lente ultra angular (que permite imagens com campo de visão maior), também com 12 megapixels;
  • e o último com lente teleobjetiva (para fazer imagens com zoom), com 64 megapixels.

A câmera de selfies tem 10 megapixels.

Já o S21 Ultra tem uma câmera a mais:

  • uma com com lente grande angular (para fotos tradicionais) de 108 megapixels;
  • outro com lente ultra angular (para fazer imagens com campo de visão maior), de 12 megapixels;
  • e mais dois sensores com lentes teleobjetivas (para imagens com zoom), cada um com 10 megapixels. Com as lentes combinadas, é possível aproximar uma imagem em até 100 vezes, juntando zoom ótico e zoom digital.

Para as selfies, a câmera tem 40 megapixels.

Novo processador

Galaxy S21 Ultra ao lado da caneta S Pen, que precisa ser comprada de forma separada. — Foto: Divulgação/Samsung
Galaxy S21 Ultra ao lado da caneta S Pen, que precisa ser comprada de forma separada. — Foto: Divulgação/Samsung

Os três modelos do Galaxy S21 contam com o mesmo processador: Exynos 2100, fabricado pela própria Samsung.

O chip foi anunciado na última terça-feira (12) e utiliza o processo de fabricação de 5 nanômetros – o mais avançado atualmente, também utilizado no chip do concorrente iPhone 12.

A promessa é que o processador entregue 30% mais desempenho em comparação com o Exynos 990, presente no Galaxy S20. Outra evolução está no consumo de energia, 20% menor, segundo a Samsung.

A fabricante incluiu uma tecnologia chamada "Amigo", que analisa e otimiza o consumo dos componentes do chip para aumentar a duração de bateria.

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Pesquisadores apontam semelhanças técnicas entre programa espião da SolarWinds e grupo 'Turla'

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Especialistas também investigam site que alega estar vendendo informações roubadas na operação, inclusive códigos-fonte da Microsoft.  
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TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos
13/01/2021 17h32 Atualizado há 57 minutos
Postado em 13 de janeiro de 2020 às 18h35m

  *.- Post.N. -\- 3.931 -.*  

Especialistas começam a encontrar semelhanças entre ataque à SolarWinds e outros ataques anteriores, mas temem operação de 'bandeira falsa'. — Foto: Alfred Muller/Pixabay
Especialistas começam a encontrar semelhanças entre ataque à SolarWinds e outros ataques anteriores, mas temem operação de 'bandeira falsa'. — Foto: Alfred Muller/Pixabay

O ataque hacker contra a SolarWinds, que se espalhou para várias empresas e repartições governamentais por meio de uma atualização de software adulterada, ganhou novos capítulos com a descoberta de semelhanças técnicas que podem vincular o ataque ao grupo conhecido como "Turla".

E agora, especialistas também estão investigando uma página na web lançada vender alguns dos dados que teriam sido roubados na operação, inclusive códigos-fonte da Microsoft. A venda dos fatos, se comprovada, também pode trazer pistas sobre a identidade dos responsáveis.

Além da Microsoft, o site oferece códigos-fonte da Cisco e da própria SolarWinds, que teriam sido comprometidas no ataque.

Não se sabe se as informações são legítimas, mas os responsáveis pelo site estão pedindo US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,3 milhões) por todos os pacotes de dados. O preço avulso é maior: o pacote da Microsoft, o mais caro, sai por US$ 600 mil.

Informações do governo norte-americano, que foi um dos grandes alvos dos hackers, não estão à venda no site. O governo dos Estados Unidos admitiu recentemente que 3% de todas as contas de e-mail do Departamento de Justiça foram comprometidas pelos hackers, por exemplo.

Não seria a primeira vez que um grupo de ciberespiões tenta vender arquivos e programas obtidos em alguma invasão.

Em 2016, um grupo de hackers conhecido que usava o nome de "Shadow Brokers" tentou leiloar ferramentas de ataque roubadas do governo norte-americano. Acredita-se que eles eram associados ao governo russo, embora esta hipótese seja especulativa.

Mas há outros paralelos entre a atuação dos hackers da SolarWinds e grupos associados à Rússia.

As semelhanças técnicas identificadas por uma pesquisa da fabricante de antivírus Kaspersky indica uma possível relação entre o "Solarburst" e o "Kazuar".

"Solarburst" é o nome que especialistas deram para um dos códigos de espionagem usados na sequência de invasões decorrentes do ataque à SolarWinds, enquanto o "Kazuar" é um programa usado pelos hackers do grupo Turla, associado à Rússia e conhecido há mais de cinco anos.

Autoridades americanas já admitiram trabalhar com a hipótese de que os ataques foram uma "operação de inteligência" de "origem Russa". O Turla se encaixaria nesta descrição, mas sua atuação é separada de outros grupos vinculados às agências de inteligência da Rússia, como o "Cozy Bear" e o "Fancy Bear".

Citando fontes anônimas, o jornal "Washington Post" apontou o "Cozy Bear" como provável responsável pelo ataque. Este grupo é vinculado à SVR, uma agência de inteligência do governo russo. Mas não está claro se existe um elo entre o Cozy Bear e o Turla para além da origem desses grupos.

Entenda as semelhanças técnicas

A Kaspersky encontrou três semelhanças relevantes entre o Sunburst e o Kazuar:

  1. Algoritmos parecidos para calcular o tempo de ociosidade. Em códigos de espionagem, não é incomum que hackers programem um "período de hibernação". Retardando suas ações, o programa evita chamar a atenção em momentos inoportunos. De acordo com a Kaspersky, os dois programas fazem isso de forma comparável;
  2. Os dois códigos optam por usar uma versão modificada de um algoritmo de "hashing" (resumo matemático) chamado FNV-1a. A modificação é idêntica e baseada em um número constante, que é diferente em cada programa. A finalidade também é distinta. Mas a escolha da mesma função de cálculo, com modificações de natureza idêntica, é suspeita;
  3. Há semelhanças no método utilizado para calcular o "identificador de vítima"

Segundo a empresa antivírus, não é possível tirar nenhuma conclusão a partir destes dados. "O aprofundamento das pesquisas neste tópico é fundamental para conectar os pontos", diz a nota técnica da Kaspersky.

A companhia também levantou a possibilidade de uma tentativa de operação de "bandeira falsa", que ocorre quando um grupo adota técnicas de outro para tentar incriminá-lo.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Intel incorpora tecnologia para detectar vírus de resgate no próprio processador

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Monitoramento realizado pela CPU poderá ser utilizado por softwares de segurança, mas disponibilidade será limitada.  
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TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos
12/01/2021 15h20 Atualizado há 43 minutos
Postado em 12 de janeiro de 2021 às 16h10m

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ova geração de processadores para uso profissional terá tecnologia para auxiliar produtos de segurança digital no combate aos vírus de resgate, mas eficácia é incerta — Foto: Divulgação/Intel
Nova geração de processadores para uso profissional terá tecnologia para auxiliar produtos de segurança digital no combate aos vírus de resgate, mas eficácia é incerta — Foto: Divulgação/Intel

A Intel anunciou na Consumer Electronics Show (CES) 2021 que alguns modelos de seus processadores de 11ª geração vão incorporar uma tecnologia capaz de detectar vírus de resgate (ransomware), emitindo sinais para que programas de segurança tomem as medidas necessárias e barrem o possível ataque.

O recurso deve ampliar a capacidade da tecnologia de detecção de ameaças da Intel (TDT, na sigla em inglês), que já permite acelerar a varredura da memória para identificar a presença de ameaças. Contudo, a novidade estará limitada aos processadores habilitados para vPro, a linha profissional da Intel.

Como não há processadores de 11ª geração para desktops até o momento, isso significa que apenas alguns modelos de notebooks empresariais poderão contar com a novidade.

Também será necessário que o software de segurança em execução no computador seja compatível com os alertas emitidos pelo processador. Desta vez, a Intel firmou uma parceria com a empresa de segurança Cybereason para implementar a primeira amostra da tecnologia.

Embora não seja possível determinar a eficácia da tecnologia da Intel desde já, este é mais um exemplo da inclusão de recursos de segurança diretamente nos chips responsáveis pelo funcionamento dos computadores.

Após décadas de foco em otimizações e desempenho bruto, recursos antes tidos como adicionais, como processamento gráfico e segurança, estão sendo integrados às soluções de processamento.

A Apple, por exemplo, incorporou seu chip de segurança T2 ao M1, seu primeiro processador próprio para computadores.

A Intel entrou em peso no mercado de segurança quando adquiriu a fabricante de antivírus McAfee por US$ 7,7 bilhões em 2010.

A marca de processadores se desfez do negócio de antivírus em 2016, vendendo a maior parte de sua fatia na empresa para um fundo de investimentos e avaliando a McAfee em US$ 4,2 bilhões – ou seja, menos do que havia pago pela companhia.

O objetivo da Intel era incorporar mecanismos que identificassem códigos maliciosos diretamente no processador, analisando se uma determinada sequência de instruções poderia indicar a presença de um programa suspeito. Apesar de ter introduzido algumas tecnologias com essa finalidade, a evolução foi tímida.

No caso dos vírus de resgate, os códigos maliciosos possuem um comportamento relativamente previsível.

Eles precisam realizar a criptografia de um grande volume de dados para inutilizar o sistema, e essa criptografia é realizada por meio de instruções ao processador. Muitas vezes, são instruções específicas para essa finalidade.

Sendo assim, o processador pode tentar identificar se a criptografia solicitada por um determinado programa está dentro dos parâmetros esperados – para criptografar uma comunicação ou um arquivo específico, por exemplo – ou se um programa está realizando muitas solicitações para criptografar todo o computador, como um vírus de resgate faria.

O alerta gerado pelo processador deve então ser recebido por um software de segurança, que ficará responsável por dar seguimento ao caso, bloqueando a execução do programa ou comunicando um administrador de sistemas.

Soluções para vírus de resgate

A fórmula dos vírus de resgate tem contribuído para que diversas empresas busquem maneiras de contornar ou evitar os danos provocados por essas pragas digitais.

A Microsoft, por exemplo, atuou em duas frentes. No Windows, foi introduzido o recurso chamado Pastas Protegidas, que permite bloquear determinadas pastas e limitar quais programas estão autorizados a realizar alterações.

No OneDrive, o serviço de armazenamento em nuvem do Microsoft 365, a companhia passou a detectar grandes volumes de alterações e obrigar o usuário a confirmar as mudanças para impedir que vírus de resgate apaguem os arquivos e em seguida limpem a lixeira sem autorização do usuário.

Muitos antivírus também desenvolveram soluções específicas para combate vírus de resgate, baseadas na expectativa de que esses programas precisam acessar e reescrever um grande volume de dados.

Porém, alguns vírus são capazes de burlar mecanismos de segurança e desligar os antivírus quando usuários não atualizam o sistema ou não utilizam o Controle de Conta de Usuário em nível máximo.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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