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sábado, 16 de janeiro de 2021

Compartilhamento de dados entre o WhatsApp e o Facebook: entenda o que se sabe e o que falta esclarecer

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App enviou notificação de nova política de privacidade para usuários e gerou alta em downloads de concorrentes.  
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Por Alessandro Feitosa Jr, G1  
16/01/2021 07h00 Atualizado há 06 horas
Postado em 16 de janeiro de 2021 às 13h00m

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WhatsApp enviou aviso sobre mudança de privacidade e causou debandada para outros aplicativos. — Foto: AFP
WhatsApp enviou aviso sobre mudança de privacidade e causou debandada para outros aplicativos. — Foto: AFP

O WhatsApp, aplicativo de mensagens número um do Brasil e com mais de 2 bilhões de usuários no mundo, começou a enviar uma notificação sobre mudanças em sua política de privacidade.

O texto prevê mais detalhes sobre o compartilhamento de dados com o Facebook, dono do app, no início deste ano.

A comunicação sobre os novos termos gerou dúvidas, reações negativas e preocupação com a privacidade. Aplicativos concorrentes como Telegram e Signal foram baixados milhões de vezes após essa alteração.

Entenda abaixo o que se sabe e o que falta esclarecer sobre essa alteração.

  1. O que o WhatsApp anunciou?
  2. Isso significa que o WhatsApp e o Facebook podem ler minhas mensagens?
  3. Por que o app não garante a privacidade em chats com empresas?
  4. O que mudou na nova política?
  5. O que o WhatsApp compartilha com o Facebook?
  6. Desde quando o WhatsApp compartilha informações com o Facebook?
  7. Eu posso escolher não compartilhar dados com o Facebook?
  8. Por que o WhatsApp coleta esses dados?
  9. O que diz o WhatsApp?
  10. Como saber se autorizei o Facebook a acessar meus dados do WhatsApp?
O que o WhatsApp anunciou?

O aplicativo passou a exibir, no começo de 2021, uma notificação sobre mudanças em sua política de privacidade.

No documento, há novidades sobre o compartilhamento de dados com o Facebook, dono do app.

As pessoas precisavam concordar com os novos termos até 8 de fevereiro para continuar usando o WhatsApp, mas o prazo foi estendido e a política só entrará em vigor em 15 de maio.

Notificação com informações sobre os novos termos e políticas de privacidade do WhatsApp. — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
Notificação com informações sobre os novos termos e políticas de privacidade do WhatsApp. — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Isso significa que o WhatsApp e o Facebook podem ler minhas mensagens?

Não. Conversas entre duas contas comuns ou em grupos não podem ser lidas pelo WhatsApp, Facebook ou qualquer terceiro.

O aplicativo usa criptografia ponta a ponta, o que significa que somente o remetente e destinatário podem ver a mensagem.

A nova política de privacidade, porém, deixa de garantir essa proteção em conversas com contas comerciais, aquelas usadas por empresas (entenda mais abaixo).

Por que o app não garante a privacidade em chats com empresas?

Imagine, por exemplo, uma grande varejista que ofereça atendimento pelo WhatsApp. Os atendentes não respondem por um celular, mas por ferramentas que gerenciam os chats.

Essas ferramentas são vendidas por empresas de tecnologia. Algumas delas, certificadas pelo Facebook, oferecem opções de hospedagem dos diálogos com clientes.

Como existe um terceiro armazenando e gerenciando interações com empresas, o WhatsApp não consegue garantir a criptografia ponta a ponta para esses chats.

O app se defende dizendo que avisa os usuários e que a conversa com uma conta comercial é opcional.

Quando uma pessoa inicia um chat com essas contas, o aplicativo exibe um aviso no topo do chat que diz "você está conversando com uma conta comercial".

Aviso do WhatsApp ao entrar em contato com uma conta de empresa. — Foto: Reprodução
Aviso do WhatsApp ao entrar em contato com uma conta de empresa. — Foto: Reprodução

A partir de agora, o Facebook também vai oferecer essa hospedagem. A novidade foi anunciada em outubro e a nova política de privacidade aborda com mais detalhes as interações com empresas.

Outra mudança na política prevê que dados gerados nessas interações podem ser usados pelas empresas para direcionar anúncios no Facebook e no Instagram.

Foi só isso que mudou?

Não. O WhatsApp afirma que as novidades da política de privacidade estão centradas em interações com empresas, mas o novo texto prevê a coleta de dados que não estavam presentes na versão anterior do documento.

Entre eles: carga da bateria, operadora de celular, força do sinal da operadora e identificadores do Facebook, Messenger e Instagram que permitem cruzar dados de um mesmo usuário nas três plataformas.

O trecho sobre dados de localização também foi modificado e diz que mesmo se você não utiliza nossos recursos relacionados à localização, usamos endereços IP e outros dados como códigos de área de número de telefone para calcular sua localização geral

O que o WhatsApp compartilha com o Facebook?

Entre os dados que o WhatsApp compartilha com o Facebook mencionados em sua política de privacidade estão:

  • informações de registro, como o número de telefone;
  • endereço de IP;
  • informações sobre o dispositivo utilizado (modelo, nível da bateria, força do sinal, versão do aplicativo, informações do navegador, rede móvel);
  • dados de transações e pagamentos;
  • informações sobre como você interage com outros, incluindo empresas (o tempo, a frequência e a duração de suas atividades e interações, nunca o conteúdo);
  • relatórios e registros de desempenho.
Segundo a companhia, as informações podem ser usadas para:

  • ajudar a aprimorar os sistemas de infraestrutura e entrega;
  • entender como os serviços são usados;
  • promover proteção, segurança e integridade em todos os produtos;
  • aprimoramento dos serviços e experiências, incluindo sugestões para os usuários (como a recomendação de conteúdos, conexões de grupos ou amigos);
  • integração para conectar o WhatsApp com outros produtos do Facebook.

O último item cita integração com o Facebook Pay, base do sistema de pagamentos do WhatsApp, que chegou a ser testado no Brasil no ano passado, mas foi barrado pelo Banco Central e pelo Cade.

Desde quando o WhatsApp compartilha informações com o Facebook?

Desde 2016. Foi quando o WhatsApp apresentou a primeira grande mudança em sua política de privacidade – dois anos depois de ser comprado pelo Facebook.

Na época, foi revelado que o mensageiro começaria a compartilhar informações com a rede social.

Eu posso escolher não compartilhar dados com o Facebook?

Atualmente, não.

As pessoas que usavam o WhatsApp em 2016 podiam negar a troca de dados com o Facebook, mas tiveram apenas 30 dias para aproveitar essa opção. Novas contas, por outro lado, não podiam escolher.

Muitas pessoas compartilham os dados com o Facebook desde 2016.

Com a nova mudança da política, em 2021, e o ultimato para aceitar as novidades, ficou a sensação de que esse compartilhamento de dados passaria a ser obrigatório para todos, mesmo para aqueles que negaram em 2016.

O WhatsApp disse ao G1 que continua respeitando a escolha dos usuários que decidiram não compartilhar seus dados naquela época. Porém, esse ponto não é citado em nenhum trecho dos termos do aplicativo.

Para saber se você está compartilhando informações com o Facebook, é preciso baixar dados de sua conta (veja como fazer abaixo).

Por que o WhatsApp coleta esses dados?

Embora o WhatsApp mostre em sua política quais são os fins da coleta de dados, não há um detalhamento individual.

Representantes da Coalizão Direitos na Rede, um grupo de entidades acadêmicas e da sociedade civil em defesa dos direitos digitais, disseram ao G1 que estão em contato com o WhatsApp para entender as novidades e que ainda há lacunas.

"A política de privacidade não explica quais os motivos específicos da coleta de alguns dados. O documento diz quais informações são obtidas e para qual finalidade podem ser usados no geral, mas não dá para entender a finalidade para cada uma dessas coletas", afirmou José Renato, membro da Coalizão Direitos na Rede.

Segundo ele, há contradições. O app publicou, recentemente, uma página com perguntas frequentes alegando que protegia a privacidade dos usuários e que a companhia não poderia ver a localização dos usuários, mas a redação da política diz outra coisa.

O que diz o WhatsApp?

A repercussão fez com que o WhatsApp se manifestasse, reforçando que o conteúdo de mensagens e ligações é protegido por criptografia e não pode ser acessado pela companhia, e que os dados que são compartilhados entre ele e o Facebook permanecem os mesmos desde 2016.

"Esta atualização não muda as práticas de compartilhamento de dados entre o WhatsApp e o Facebook, e não impacta como as pessoas se comunicam de forma privada com seus amigos e familiares em qualquer lugar do mundo", disse o aplicativo em um comunicado enviado ao G1.

Como saber se autorizei o Facebook a acessar meus dados do WhatsApp?

O WhatsApp explica que para saber se em 2016 um usuário aceitou compartilhar suas informações com o Facebook, é preciso baixar informações de sua conta do app. Veja o passo a passo:

  1. Abra o WhatsApp;
  2. Acesse as Configurações (menu de três pontos no Android ou em Ajustes no iPhone);
  3. Toque no item "Conta" e selecione "Solicitar dados da conta";
  4. O relatório com seus dados será disponibilizado em três dias.
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Samsung anuncia Galaxy S21 em três modelos; celulares virão sem carregador e fone de ouvido

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Modelo tem opção padrão, 'plus' e 'ultra'. Veja os detalhes sobre cada um.  
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Por Alessandro Feitosa Jr, G1  
14/01/2021 12h12 Atualizado há 3 horas
Postado em 14 de janeiro de 2021 às 15h15m

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Galaxy S21 Ultra, S21+ e S20. — Foto: Divulgação/Samsung
Galaxy S21 Ultra, S21+ e S20. — Foto: Divulgação/Samsung

A Samsung anunciou nesta quinta-feira (14) os novos Galaxy S21, evolução da principal linha de celulares da companhia.

Três modelos foram apresentados: o Galaxy S21, S21+ e S21 Ultra. Ainda sem preços para o Brasil, os aparelhos custam a partir de US$ 799 (R$ 4.190, na cotação atual) nos EUA (veja mais detalhes de cada um abaixo).

Os aparelhos possuem suporte à tecnologia de redes 5G, ganharam um processador mais potente e novidades no acabamento.

Repetindo a iniciativa da Apple, a Samsung não irá incluir o carregador de parede e o fone de ouvido – somente o cabo USB. A empresa usou a mesma justificativa da concorrente, e disse que a decisão tem fins ambientais.

Quem não tiver os acessórios poderá comprá-los de forma separada. No Brasil, o carregador compatível custa R$ 99 na loja oficial – os fones com fio da empresa com entrada USB-C saem por a partir de R$ 129.

Veja os preços nos EUA (a novidade ainda não está disponível no Brasil):

  • Galaxy S21: US$ 799 (R$ 4.190, na cotação atual);
  • Galaxy S21+: US$ 999 (R$ 5.240);
  • Galaxy S21 Ultra: US$ 1.199 (R$ 6.288).

Os modelos estão mais caros do que o concorrente iPhone – os celulares da Apple custam entre US$ 729 e US$ 1.099 nos EUA, dependendo da versão.

Infográfico mostra as características da linha Samsung Galaxy S21. — Foto: Editoria de Arte/G1
Infográfico mostra as características da linha Samsung Galaxy S21. — Foto: Editoria de Arte/G1

Mudanças na tela e no acabamento

O Galaxy S21 e o S21+ têm telas planas de 6,2 e 6,7 polegadas, respectivamente – seus antecessores apresentavam tela curva nas bordas.

O Galaxy S20 Ultra mantém a característica de tela curva, além de ter ganhado suporte à caneta S Pen, presente na linha "Note" da marca – o acessório, porém, precisa ser comprado de forma separada.

Galaxy S21 Ultra tem suporte à caneta S Pen, mas ela precisa ser comprada de forma separada. — Foto: Divulgação/Samsung
Galaxy S21 Ultra tem suporte à caneta S Pen, mas ela precisa ser comprada de forma separada. — Foto: Divulgação/Samsung

Outra mudança de design está na traseira do Galaxy S21 padrão, que agora é de plástico – antes era vidro. O Galaxy S21+ e S21 Ultra continuam com traseira de vidro.

Novidade em câmeras

Cores do Galaxy S21+ — Foto: Divulgação/Samsung
Cores do Galaxy S21+ — Foto: Divulgação/Samsung

Uma das principais novidades da linha é o módulo de câmeras, passou a ser incorporado na carcaça, diminuindo a sensação de relevo. Em modelos anteriores, os sensores pareciam "saltar" muito da traseira.

O S21 e S21+ possuem o mesmo conjunto de câmeras. São 3 sensores na traseira:

  • um com lente grande angular (para fotos tradicionais), de 12 megapixels;
  • outro com lente ultra angular (que permite imagens com campo de visão maior), também com 12 megapixels;
  • e o último com lente teleobjetiva (para fazer imagens com zoom), com 64 megapixels.

A câmera de selfies tem 10 megapixels.

Já o S21 Ultra tem uma câmera a mais:

  • uma com com lente grande angular (para fotos tradicionais) de 108 megapixels;
  • outro com lente ultra angular (para fazer imagens com campo de visão maior), de 12 megapixels;
  • e mais dois sensores com lentes teleobjetivas (para imagens com zoom), cada um com 10 megapixels. Com as lentes combinadas, é possível aproximar uma imagem em até 100 vezes, juntando zoom ótico e zoom digital.

Para as selfies, a câmera tem 40 megapixels.

Novo processador

Galaxy S21 Ultra ao lado da caneta S Pen, que precisa ser comprada de forma separada. — Foto: Divulgação/Samsung
Galaxy S21 Ultra ao lado da caneta S Pen, que precisa ser comprada de forma separada. — Foto: Divulgação/Samsung

Os três modelos do Galaxy S21 contam com o mesmo processador: Exynos 2100, fabricado pela própria Samsung.

O chip foi anunciado na última terça-feira (12) e utiliza o processo de fabricação de 5 nanômetros – o mais avançado atualmente, também utilizado no chip do concorrente iPhone 12.

A promessa é que o processador entregue 30% mais desempenho em comparação com o Exynos 990, presente no Galaxy S20. Outra evolução está no consumo de energia, 20% menor, segundo a Samsung.

A fabricante incluiu uma tecnologia chamada "Amigo", que analisa e otimiza o consumo dos componentes do chip para aumentar a duração de bateria.

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Pesquisadores apontam semelhanças técnicas entre programa espião da SolarWinds e grupo 'Turla'

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Especialistas também investigam site que alega estar vendendo informações roubadas na operação, inclusive códigos-fonte da Microsoft.  
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TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos
13/01/2021 17h32 Atualizado há 57 minutos
Postado em 13 de janeiro de 2020 às 18h35m

  *.- Post.N. -\- 3.931 -.*  

Especialistas começam a encontrar semelhanças entre ataque à SolarWinds e outros ataques anteriores, mas temem operação de 'bandeira falsa'. — Foto: Alfred Muller/Pixabay
Especialistas começam a encontrar semelhanças entre ataque à SolarWinds e outros ataques anteriores, mas temem operação de 'bandeira falsa'. — Foto: Alfred Muller/Pixabay

O ataque hacker contra a SolarWinds, que se espalhou para várias empresas e repartições governamentais por meio de uma atualização de software adulterada, ganhou novos capítulos com a descoberta de semelhanças técnicas que podem vincular o ataque ao grupo conhecido como "Turla".

E agora, especialistas também estão investigando uma página na web lançada vender alguns dos dados que teriam sido roubados na operação, inclusive códigos-fonte da Microsoft. A venda dos fatos, se comprovada, também pode trazer pistas sobre a identidade dos responsáveis.

Além da Microsoft, o site oferece códigos-fonte da Cisco e da própria SolarWinds, que teriam sido comprometidas no ataque.

Não se sabe se as informações são legítimas, mas os responsáveis pelo site estão pedindo US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,3 milhões) por todos os pacotes de dados. O preço avulso é maior: o pacote da Microsoft, o mais caro, sai por US$ 600 mil.

Informações do governo norte-americano, que foi um dos grandes alvos dos hackers, não estão à venda no site. O governo dos Estados Unidos admitiu recentemente que 3% de todas as contas de e-mail do Departamento de Justiça foram comprometidas pelos hackers, por exemplo.

Não seria a primeira vez que um grupo de ciberespiões tenta vender arquivos e programas obtidos em alguma invasão.

Em 2016, um grupo de hackers conhecido que usava o nome de "Shadow Brokers" tentou leiloar ferramentas de ataque roubadas do governo norte-americano. Acredita-se que eles eram associados ao governo russo, embora esta hipótese seja especulativa.

Mas há outros paralelos entre a atuação dos hackers da SolarWinds e grupos associados à Rússia.

As semelhanças técnicas identificadas por uma pesquisa da fabricante de antivírus Kaspersky indica uma possível relação entre o "Solarburst" e o "Kazuar".

"Solarburst" é o nome que especialistas deram para um dos códigos de espionagem usados na sequência de invasões decorrentes do ataque à SolarWinds, enquanto o "Kazuar" é um programa usado pelos hackers do grupo Turla, associado à Rússia e conhecido há mais de cinco anos.

Autoridades americanas já admitiram trabalhar com a hipótese de que os ataques foram uma "operação de inteligência" de "origem Russa". O Turla se encaixaria nesta descrição, mas sua atuação é separada de outros grupos vinculados às agências de inteligência da Rússia, como o "Cozy Bear" e o "Fancy Bear".

Citando fontes anônimas, o jornal "Washington Post" apontou o "Cozy Bear" como provável responsável pelo ataque. Este grupo é vinculado à SVR, uma agência de inteligência do governo russo. Mas não está claro se existe um elo entre o Cozy Bear e o Turla para além da origem desses grupos.

Entenda as semelhanças técnicas

A Kaspersky encontrou três semelhanças relevantes entre o Sunburst e o Kazuar:

  1. Algoritmos parecidos para calcular o tempo de ociosidade. Em códigos de espionagem, não é incomum que hackers programem um "período de hibernação". Retardando suas ações, o programa evita chamar a atenção em momentos inoportunos. De acordo com a Kaspersky, os dois programas fazem isso de forma comparável;
  2. Os dois códigos optam por usar uma versão modificada de um algoritmo de "hashing" (resumo matemático) chamado FNV-1a. A modificação é idêntica e baseada em um número constante, que é diferente em cada programa. A finalidade também é distinta. Mas a escolha da mesma função de cálculo, com modificações de natureza idêntica, é suspeita;
  3. Há semelhanças no método utilizado para calcular o "identificador de vítima"

Segundo a empresa antivírus, não é possível tirar nenhuma conclusão a partir destes dados. "O aprofundamento das pesquisas neste tópico é fundamental para conectar os pontos", diz a nota técnica da Kaspersky.

A companhia também levantou a possibilidade de uma tentativa de operação de "bandeira falsa", que ocorre quando um grupo adota técnicas de outro para tentar incriminá-lo.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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