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terça-feira, 19 de janeiro de 2021

O que é o 'cache' e por que eliminá-lo pode liberar espaço no celular?

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Tira-dúvidas explica os benefícios do cache e por que ele pode ocupar mais espaço do que o necessário.  
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TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos
19/01/2021 07h00 Atualizado há 5 horas
Postado em 19 de janeiro de 2021 às 12h05m

  *.- Post.N. -\- 3.935 -.*  

Opções de armazenamento de aplicativos no Android permitem 'limpar dados' e 'limpar cache'. — Foto: Reprodução
Opções de armazenamento de aplicativos no Android permitem 'limpar dados' e 'limpar cache'. — Foto: Reprodução

Por que é preciso eliminar o cache para ter espaço celular? O que é cache? – Gilvan Pereira

O "cache" é um conjunto de arquivos que um aplicativo já baixou, processou ou carregou. Esses dados ficam guardados para que não seja preciso repetir o trabalho de carregá-los.

Sendo assim, o cache ocupa um certo espaço, mas traz vários benefícios. Ele acelera o aplicativo e diminui o consumo do seu plano de dados e da bateria, pois dispensa o download de elementos que são usados com frequência.

Em geral, o cache não deve ser apagado, pois seu uso faz parte da programação dos apps. Ou seja, os aplicativos contam com a existência do cache para que tudo funcione da maneira esperada e na velocidade esperada.

Se você utiliza algum aplicativo que promete "otimizar" seu celular apagando o cache, fique atento: ele está fazendo o oposto. Limpar o cache repetidamente não vai dar deixar o celular mais rápido. Pelo contrário: tende a deixá-lo mais lento e com menor duração da bateria, obrigando o smartphone a repetir tarefas que deveriam estar guardadas no cache.

Em um app como o Instagram, o cache terá stories e fotos que você viu recentemente, fotos de perfil das pessoas que você segue e assim por diante. São conteúdos que precisam ser carregados com frequência ou que talvez você reveja em breve enquanto confere seu "feed".

De forma semelhante, um app de música pode manter no cache as fotos dos artistas que você mais escuta ou capas dos discos e playlists que você adicionou à lista de favoritos, além das próprias músicas, evitando downloads que consomem dados e bateria.

O cache faz parte do funcionamento do aplicativo. Se você não tem espaço em seu celular para guardar o cache, o app não funcionará da maneira correta. O ideal é obter espaço de outras formas (apagando fotos, vídeos ou desinstalando por completo apps menos usados) para que o cache possa ser usado corretamente por todos os apps instalados.

Qual a diferença entre 'dados' e 'cache'?

As opções de armazenamento de aplicados no Android permitem "limpar dados" ou "limpar o cache".

Os "dados" são informações necessárias para o aplicativo funcionar. Suas configurações e sua sessão de login são exemplos. Se você limpar os dados, o app terá de ser reconfigurado, como se ele tivesse acabado de ser instalado. Em alguns casos, você poderá recuperar esses dados de um backup.

O cache, por sua vez, são sempre de natureza temporária. Apagá-lo não deve causar nenhuma mudança no funcionamento do app e não exigirá qualquer reconfiguração. Contudo, qualquer informação que estava no cache para acelerar o app terá de ser baixada novamente, exigindo processamento e uso da conexão com a internet.

Em resumo, os "dados" do Android são as configurações e arquivos permanentes do aplicativo, que ele não pode reconstruir sem que você restaure um backup ou refaça seu login. Por isso, são diferentes do "cache", o qual armazena arquivos que podem ser readquiridos.

Quando apagar o cache

  • Você pode apagar o cache de apps pré-instalados no telefone que você não utiliza, mas que não podem ser simplesmente desinstalados;
  • Quando um app está apresentado problemas, apagar os dados e o cache tem praticamente o mesmo efeito de uma reinstalação, permitindo configurar o app do zero;
  • Caso você tenha feito uma grande modificação em um aplicativo (modificado sua conta de acesso, por exemplo), apagar o cache pode ser interessante para garantir que informações associadas ao estado anterior não sejam mantidas ocupando espaço desnecessário;
  • É possível recuperar espaço limpando o cache de apps de uso muito frequente, mas o app provavelmente ficará levemente mais lento por um tempo e o cache tende a voltar ao tamanho anterior.
Como apagar o cache

No Android, o cache dos aplicativos pode ser apagado com os seguintes passos:

  1. Acesse "Configurações" ou "Configurar
  2. Toque em "Aplicativos" ou "Apps e notificações"
  3. Selecione o app desejado
  4. Toque em "Armazenamento"
  5. Toque em "Limpar cache"
E no iPhone?

O iOS da Apple (usado no iPad e no iPhone) não possui o cache de dados como uma categoria de separada dos demais dados do aplicativo, exceto para o navegador web do telefone.

Para apagar o cache dos demais aplicativos, você é obrigado a desinstalar o aplicativo e instalá-lo novamente, a não ser que o app em si forneça opções próprias para a finalidade de gestão de cache. Por regra, no entanto, o app deve cuidar do seu cache automaticamente.

A decisão da Apple de projetar o sistema desta forma provavelmente não é acidental. Como este blog explicou, não é recomendado interferir no armazenamento do cache. Os próprios aplicativos é que devem gerenciá-lo.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Windows 10 tem novas falhas que podem travar e corromper o armazenamento do sistema

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Problemas podem ser provocados por atalhos ou arquivos ZIP baixados para o computador. Disco de armazenamento pode ser corrompido.  
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TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos
18/01/2021 13h54 Atualizado há 2 horas
Postado em 18 de janeiro de 2020 às 16h00m

  *.- Post.N. -\- 3.934 -.*  

Erro no Windows pede que usuário reinicie o computador para reparar a unidade de armazenamento — Foto: Reprodução
Erro no Windows pede que usuário reinicie o computador para reparar a unidade de armazenamento — Foto: Reprodução

Pesquisadores encontraram bugs no Windows 10 que permitem facilmente travar ou até corromper o disco do sistema, deixando o computador em um estado precário ou até inutilizável. Uma pessoa mal-intencionada precisaria apenas convencer a vítima a extrair um arquivo ZIP ou, em uma rede interna (como em uma empresa), um arquivo poderia ser compartilhado entre os computadores para causar o erro.

São dois erros diferentes, mas que ocorrem pelo mesmo motivo: o acesso a um "caminho" específico no computador.

Todos os arquivos presentes em um computador (e até certas peças de hardware) podem ser acessados por um determinado caminho, como "C:\Windows" (que é normalmente a pasta de instalação do sistema operacional). Contudo, existem caminhos que são considerados "especiais" pelo Windows.

Por regra, o acesso aos caminhos especiais deve ser bloqueado ou ao menos reconhecido pelo sistema para evitar erros. É a falta desse tratamento que causa os "bugs" encontrados pelos especialistas.

Embora os erros estejam presentes no Windows 10, problemas foram confirmados até no Windows XP. Contudo, essas falhas só devem corrigidas nos sistemas ainda em suporte pela Microsoft.

A Microsoft já se comprometeu a consertar o problema, mas a atualização para o Windows 10 deve chegar nos próximos meses.

Falha corrompe sistema de dados

Entre as duas falhas encontradas, a mais grave causa uma pane no sistema de arquivos usado no disco rígido ou SSD. O Windows tentará restaurar o sistema na próxima vez em que for iniciado, mas isso nem sempre terá sucesso. Em um teste realizado pelo blog Segurança Digital do G1, o sistema se recuperou rapidamente do erro.

Para causar esse erro, um indivíduo malicioso poderia convencer a vítima a baixar um arquivo de atalho e visualizar o ícone dele abrindo a pasta em que ele foi colocado. Não é preciso abrir o atalho em si.

Isso funciona para ativar a falha porque o atalho estaria configurado para carregar o seu ícone a partir do caminho especial que causa a pane. Dessa maneira, mesmo que o usuário não abra o atalho, o sistema busca o caminho para tentar localizar o ícone, desencadeado o "bug".

Apesar da pane, os dados em si não são prejudicados e podem ser recuperados com ferramentas específicas. Apenas a inicialização regular do Windows ficará instável.

Problemas em caminhos não são novidade

A possibilidade de corromper ou travar o sistema usando caminhos específicos não é nova. Problemas dessa natureza existem desde versões muito antigas do Windows, como o Windows 95.

Em versões mais recentes do Windows, não é comum que caminhos especiais desencadeiem falhas no sistema, mas nem todos esses bugs foram erradicados.

Em 2017, programadores identificaram um caminho especial que era capaz de travar os Windows 7 e 8. O bug deixava o sistema inoperante, mas bastava reinicializá-lo para que tudo voltasse ao normal.

Windows 7 e 8 têm falha de arquivo parecida com erro do Windows 95
Windows 7 e 8 têm falha de arquivo parecida com erro do Windows 95

É altamente improvável que esse tipo de problema se manifeste no uso normal do sistema.

Pouca utilidade para hackers

Vulnerabilidades e bugs que permitem causar panes de sistema às vezes impressionam, mas raramente são úteis para hackers, ciberespiões e outros criminosos que atuam no ambiente on-line.

Ao contrário de um vírus de resgate, que causa um problema no sistema e depois vende a solução, essas falhas não são capazes de destruir o sistema de forma irrecuperável e controlada, como um vírus de resgate precisa fazer. Ou seja, um criminoso não é capaz de vender a solução para esse problema, porque técnicos especializados podem facilmente corrigi-lo.

As brechas também raramente podem ser exploradas pela internet. Navegadores web impõem restrições nos caminhos que sites podem referenciar, o que bloqueia os acessos que causam o bug.

Embora a falha possa causar muitos incômodos e até prejuízos, deixando muitos sistemas inoperantes rapidamente, são poucas as situações em que ela terá utilidade para invasores.

Usuários devem ficar atentos, porém, para não cair em "pegadinhas" ou "trotes" na internet.

Especialistas em segurança, por outro lado, receiam que esse tipo de brecha possa levar à descoberta de problemas mais graves. Diversas vulnerabilidades críticas decorrem de algum travamento – e é por isso que até problemas aparentemente "inofensivos" exigem atenção de fabricantes de software.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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sábado, 16 de janeiro de 2021

Compartilhamento de dados entre o WhatsApp e o Facebook: entenda o que se sabe e o que falta esclarecer

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App enviou notificação de nova política de privacidade para usuários e gerou alta em downloads de concorrentes.  
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Por Alessandro Feitosa Jr, G1  
16/01/2021 07h00 Atualizado há 06 horas
Postado em 16 de janeiro de 2021 às 13h00m

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WhatsApp enviou aviso sobre mudança de privacidade e causou debandada para outros aplicativos. — Foto: AFP
WhatsApp enviou aviso sobre mudança de privacidade e causou debandada para outros aplicativos. — Foto: AFP

O WhatsApp, aplicativo de mensagens número um do Brasil e com mais de 2 bilhões de usuários no mundo, começou a enviar uma notificação sobre mudanças em sua política de privacidade.

O texto prevê mais detalhes sobre o compartilhamento de dados com o Facebook, dono do app, no início deste ano.

A comunicação sobre os novos termos gerou dúvidas, reações negativas e preocupação com a privacidade. Aplicativos concorrentes como Telegram e Signal foram baixados milhões de vezes após essa alteração.

Entenda abaixo o que se sabe e o que falta esclarecer sobre essa alteração.

  1. O que o WhatsApp anunciou?
  2. Isso significa que o WhatsApp e o Facebook podem ler minhas mensagens?
  3. Por que o app não garante a privacidade em chats com empresas?
  4. O que mudou na nova política?
  5. O que o WhatsApp compartilha com o Facebook?
  6. Desde quando o WhatsApp compartilha informações com o Facebook?
  7. Eu posso escolher não compartilhar dados com o Facebook?
  8. Por que o WhatsApp coleta esses dados?
  9. O que diz o WhatsApp?
  10. Como saber se autorizei o Facebook a acessar meus dados do WhatsApp?
O que o WhatsApp anunciou?

O aplicativo passou a exibir, no começo de 2021, uma notificação sobre mudanças em sua política de privacidade.

No documento, há novidades sobre o compartilhamento de dados com o Facebook, dono do app.

As pessoas precisavam concordar com os novos termos até 8 de fevereiro para continuar usando o WhatsApp, mas o prazo foi estendido e a política só entrará em vigor em 15 de maio.

Notificação com informações sobre os novos termos e políticas de privacidade do WhatsApp. — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
Notificação com informações sobre os novos termos e políticas de privacidade do WhatsApp. — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Isso significa que o WhatsApp e o Facebook podem ler minhas mensagens?

Não. Conversas entre duas contas comuns ou em grupos não podem ser lidas pelo WhatsApp, Facebook ou qualquer terceiro.

O aplicativo usa criptografia ponta a ponta, o que significa que somente o remetente e destinatário podem ver a mensagem.

A nova política de privacidade, porém, deixa de garantir essa proteção em conversas com contas comerciais, aquelas usadas por empresas (entenda mais abaixo).

Por que o app não garante a privacidade em chats com empresas?

Imagine, por exemplo, uma grande varejista que ofereça atendimento pelo WhatsApp. Os atendentes não respondem por um celular, mas por ferramentas que gerenciam os chats.

Essas ferramentas são vendidas por empresas de tecnologia. Algumas delas, certificadas pelo Facebook, oferecem opções de hospedagem dos diálogos com clientes.

Como existe um terceiro armazenando e gerenciando interações com empresas, o WhatsApp não consegue garantir a criptografia ponta a ponta para esses chats.

O app se defende dizendo que avisa os usuários e que a conversa com uma conta comercial é opcional.

Quando uma pessoa inicia um chat com essas contas, o aplicativo exibe um aviso no topo do chat que diz "você está conversando com uma conta comercial".

Aviso do WhatsApp ao entrar em contato com uma conta de empresa. — Foto: Reprodução
Aviso do WhatsApp ao entrar em contato com uma conta de empresa. — Foto: Reprodução

A partir de agora, o Facebook também vai oferecer essa hospedagem. A novidade foi anunciada em outubro e a nova política de privacidade aborda com mais detalhes as interações com empresas.

Outra mudança na política prevê que dados gerados nessas interações podem ser usados pelas empresas para direcionar anúncios no Facebook e no Instagram.

Foi só isso que mudou?

Não. O WhatsApp afirma que as novidades da política de privacidade estão centradas em interações com empresas, mas o novo texto prevê a coleta de dados que não estavam presentes na versão anterior do documento.

Entre eles: carga da bateria, operadora de celular, força do sinal da operadora e identificadores do Facebook, Messenger e Instagram que permitem cruzar dados de um mesmo usuário nas três plataformas.

O trecho sobre dados de localização também foi modificado e diz que mesmo se você não utiliza nossos recursos relacionados à localização, usamos endereços IP e outros dados como códigos de área de número de telefone para calcular sua localização geral

O que o WhatsApp compartilha com o Facebook?

Entre os dados que o WhatsApp compartilha com o Facebook mencionados em sua política de privacidade estão:

  • informações de registro, como o número de telefone;
  • endereço de IP;
  • informações sobre o dispositivo utilizado (modelo, nível da bateria, força do sinal, versão do aplicativo, informações do navegador, rede móvel);
  • dados de transações e pagamentos;
  • informações sobre como você interage com outros, incluindo empresas (o tempo, a frequência e a duração de suas atividades e interações, nunca o conteúdo);
  • relatórios e registros de desempenho.
Segundo a companhia, as informações podem ser usadas para:

  • ajudar a aprimorar os sistemas de infraestrutura e entrega;
  • entender como os serviços são usados;
  • promover proteção, segurança e integridade em todos os produtos;
  • aprimoramento dos serviços e experiências, incluindo sugestões para os usuários (como a recomendação de conteúdos, conexões de grupos ou amigos);
  • integração para conectar o WhatsApp com outros produtos do Facebook.

O último item cita integração com o Facebook Pay, base do sistema de pagamentos do WhatsApp, que chegou a ser testado no Brasil no ano passado, mas foi barrado pelo Banco Central e pelo Cade.

Desde quando o WhatsApp compartilha informações com o Facebook?

Desde 2016. Foi quando o WhatsApp apresentou a primeira grande mudança em sua política de privacidade – dois anos depois de ser comprado pelo Facebook.

Na época, foi revelado que o mensageiro começaria a compartilhar informações com a rede social.

Eu posso escolher não compartilhar dados com o Facebook?

Atualmente, não.

As pessoas que usavam o WhatsApp em 2016 podiam negar a troca de dados com o Facebook, mas tiveram apenas 30 dias para aproveitar essa opção. Novas contas, por outro lado, não podiam escolher.

Muitas pessoas compartilham os dados com o Facebook desde 2016.

Com a nova mudança da política, em 2021, e o ultimato para aceitar as novidades, ficou a sensação de que esse compartilhamento de dados passaria a ser obrigatório para todos, mesmo para aqueles que negaram em 2016.

O WhatsApp disse ao G1 que continua respeitando a escolha dos usuários que decidiram não compartilhar seus dados naquela época. Porém, esse ponto não é citado em nenhum trecho dos termos do aplicativo.

Para saber se você está compartilhando informações com o Facebook, é preciso baixar dados de sua conta (veja como fazer abaixo).

Por que o WhatsApp coleta esses dados?

Embora o WhatsApp mostre em sua política quais são os fins da coleta de dados, não há um detalhamento individual.

Representantes da Coalizão Direitos na Rede, um grupo de entidades acadêmicas e da sociedade civil em defesa dos direitos digitais, disseram ao G1 que estão em contato com o WhatsApp para entender as novidades e que ainda há lacunas.

"A política de privacidade não explica quais os motivos específicos da coleta de alguns dados. O documento diz quais informações são obtidas e para qual finalidade podem ser usados no geral, mas não dá para entender a finalidade para cada uma dessas coletas", afirmou José Renato, membro da Coalizão Direitos na Rede.

Segundo ele, há contradições. O app publicou, recentemente, uma página com perguntas frequentes alegando que protegia a privacidade dos usuários e que a companhia não poderia ver a localização dos usuários, mas a redação da política diz outra coisa.

O que diz o WhatsApp?

A repercussão fez com que o WhatsApp se manifestasse, reforçando que o conteúdo de mensagens e ligações é protegido por criptografia e não pode ser acessado pela companhia, e que os dados que são compartilhados entre ele e o Facebook permanecem os mesmos desde 2016.

"Esta atualização não muda as práticas de compartilhamento de dados entre o WhatsApp e o Facebook, e não impacta como as pessoas se comunicam de forma privada com seus amigos e familiares em qualquer lugar do mundo", disse o aplicativo em um comunicado enviado ao G1.

Como saber se autorizei o Facebook a acessar meus dados do WhatsApp?

O WhatsApp explica que para saber se em 2016 um usuário aceitou compartilhar suas informações com o Facebook, é preciso baixar informações de sua conta do app. Veja o passo a passo:

  1. Abra o WhatsApp;
  2. Acesse as Configurações (menu de três pontos no Android ou em Ajustes no iPhone);
  3. Toque no item "Conta" e selecione "Solicitar dados da conta";
  4. O relatório com seus dados será disponibilizado em três dias.
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