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quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Twitter libera todo histórico de publicações para pesquisas acadêmicas

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Rede social vai disponibilizar interface gratuita para estudos que analisem tuítes e comportamentos na rede.  
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Por G1  
26/01/2021 16h51 Atualizado há 23 horas
Postado em 27 de janeiro de 2021 às 16h00m

  *.- Post.N. -\- 3.941 -.*  

Aplicativo do Twitter em um smartphone. — Foto: Thomas White/Reuters
Aplicativo do Twitter em um smartphone. — Foto: Thomas White/Reuters

O Twitter anunciou nesta terça-feira (26) que irá liberar gratuitamente todo o histórico de publicações para os pesquisadores acadêmicos interessados em estudar comportamentos e tendências do uso da rede social.

A novidade permitirá que acadêmicos entendam, por exemplo, como a desinformação circula ou quais são as opiniões predominantes na rede.

Até então, o acesso a todo o acervo de publicações era limitado nos serviços voltados para empresas. A ferramenta para pesquisadores também restringia o histórico aos últimos 7 dias e a coleta de mensagens a 500 mil por mês.

O preço cobrado para aumentar esses limites era alto demais para o orçamento dos pesquisadores, segundo executivos do Twitter. O novo limite é de 10 milhões de mensagens.

Outra novidade são filtros mais precisos para que os pesquisadores encontrem tuítes ou outros dados relevantes.

O anúncio faz parte de mudanças que o Twitter preparou para a sua API (Interface de Programação de Aplicações, na sigla em inglês), um conjunto de funções e procedimentos que serve para mediar funções entre a rede social e outros softwares.

"Nossa plataforma de desenvolvedores nem sempre facilitou o acesso dos pesquisadores aos dados de que necessitam, e muitos tiveram que confiar em seus próprios recursos para encontrar as informações corretas", escreveram os gerentes de produto do Twitter Adam Tornes e Leanne Trujillo em um comunicado.

Os acadêmicos interessados podem pedir acesso às novas ferramentas na página de desenvolvedores do Twitter.

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domingo, 24 de janeiro de 2021

Google investiga pesquisadora de ética em inteligência artificial

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Empresa encerrou acesso de funcionária ao e-mail corporativo e disse estar investigando suposto download de arquivos compartilhados com pessoas de fora da companhia. Sindicato afirma estar 'preocupado'. 
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TOPO
Por France Presse  
23/01/2021 09h00 Atualizado há um dia
Postado em 24 de janeiro de 2021 às 11h00m

  *.- Post.N. -\- 3.940 -.*  

Google investiga  — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
Google investiga — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

O Google investiga uma pesquisadora sobre ética em inteligência artificial (IA) semanas após encerrar o contrato de outra integrante da equipe, anunciou o sindicato recém formado na empresa.

Em um comunicado enviado ao site "Axios", o Google afirmou que a conta de e-mail da pesquisadora Margaret Mitchell na empresa foi encerrada enquanto uma investigação interna é realizada.

A companhia disse que ela supostamente baixou um grande número de arquivos e compartilhou com terceiros.

O Sindicato dos Trabalhadores da Alphabet, criado por funcionários da empresa matriz do Google, afirmou nesta semana em um comunicado que estava "preocupado com a suspensão do acesso corporativo de Margaret Mitchell", membro do sindicato e uma das principais pesquisadoras de IA.

"Essa suspensão acontece pouco depois da demissão realizada pelo Google da antiga líder Timnit Gebru; ambas representam um ataque às pessoas que estão tentando tornar a tecnologia do Google mais ética", afirmou o sindicato.

Google enfrentou fortes críticas em dezembro passado após a demissão de Gebru, que denunciou que foi ordenada a se retratar de um trabalho de pesquisa.

Gebru enviou um e-mail interno acusando a companhia de "silenciar vozes marginalizadas", após superiores terem solicitado que ela não publicasse um artigo científico ou retirasse seu nome e de colegas. Ela foi desligada da companhia pouco depois.

No mês passado, mais de 1.400 funcionários da Google faziam parte dos quase 3.300 signatários de uma carta online que exigia da empresa uma explicação sobre a demissão de Gebru junto com o motivo para ordenar que sua pesquisa fosse retirada.

A carta também pedia à Google que cumprisse com um compromisso "inequívoco" com a integridade da pesquisa e da liberdade acadêmica.

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Alphabet, dona do Google, encerra projeto que usava balões para levar internet a áreas remotas

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Projeto Loon começou em 2013, mas empresa disse que modelo de negócios não é sustentável.  
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Por G1  
22/01/2021 09h39 Atualizado há 4 horas
Postado em 21 de janeiro de 2021 às 13h45m

  *.- Post.N. -\- 3.939 -.*  

Balão satélite Loon, da Alphabet. — Foto: Loon/Divulgação
Balão satélite Loon, da Alphabet. — Foto: Loon/Divulgação

A Alphabet, dona do Google, anunciou na última quinta-feira (21) que irá encerrar o Projeto Loon, que usava balões para levar internet a áreas remotas.

A empresa disse que não conseguiu encontrar uma maneira de manter os custos baixos o suficiente e que o modelo de negócios se tornou insustentável para o longo prazo.

O Projeto Loon começou no laboratório Google X em 2013 e fazia parte de projetos experimentais da companhia – assim como os carros autônomos da Waymo.

Os balões são feitos de polietileno, usam hélio e têm o tamanho de uma quadra de tênis. Eles recebem energia de painéis solares e são controlados por um programa que usa inteligência artificial.

Enquanto estão no ar, funcionam como uma torre de celular e se movem com correntes de vento a 20 quilômetros de altura para levar internet via rede 4G para as pessoas.

A Alphabet testava o Loon no Brasil e alguns dos balões chegaram a cair em propriedades rurais – último caso aconteceu em janeiro, em uma propriedade rural de Paraíso das Águas, no Mato Grosso do Sul.

Os balões Loon foram usados em algumas situações de emergência, como em Porto Rico, após o furacão Maria passar pela ilha em 2017, e no Peru, após um terremoto em 2019.

Antes do encerramento, o Loon tentou um lançamento comercial no Quênia. Um projeto piloto começou no país em julho passado, mas também será encerrado.

A Alphabet disse que irá destinar US$ 10 milhões para apoiar organizações sem fins lucrativos e empresas focadas em conectividade, internet, empreendedorismo e educação no Quênia.

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