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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Gerenciador de senhas LastPass vai limitar uso grátis do serviço para um só tipo de dispositivo

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Usuário terá de escolher entre sincronizar computadores ou celulares na mesma conta.  
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TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos
18/02/2021 13h04 Atualizado há 2 horas
Postado em 18 de fevereiro de 2021 às 15h05m

  *.- Post.N. -\- 3.961 -.*  

LastPass não permitirá que usuários do plano grátis sincronizem senhas em todos os dispositivos. — Foto: Reprodução/G1
LastPass não permitirá que usuários do plano grátis sincronizem senhas em todos os dispositivos. — Foto: Reprodução/G1

O serviço de gerenciamento de senhas LastPass anunciou que a modalidade de uso gratuito terá uma sincronização restrita por tipo de acesso, obrigando usuários a escolherem entre a sincronização no computador ou em dispositivos móveis. A mudança deve entrar em vigor a partir de março.

Sendo um gerenciador de senhas, o LastPass criptografa as senhas do usuário com uma senha mestra e preenche automaticamente as senhas previamente cadastradas. Ele pode ser integrado ao navegador web no computador e utilizado por meio de um app no celular.

A sincronização é uma das funções mais importantes dos gerenciadores de senhas. É ela que torna as senhas criadas em um dispositivo imediatamente disponíveis em todos os demais smartphones, tablets ou computadores que o usuário possui.

Com a restrição, o uso do gerenciador de senhas em serviços que são disponibilizados tanto no computador como no celular ficará prejudicado.

A companhia também anunciou que o suporte técnico por e-mail não estará mais disponível para usuários do plano gratuito.

Uso de senhas únicas para cada site ou aplicativo ajuda a evitar dores de cabeça com vazamentos de dados. — Foto:  linusb4/Freeimages.com
Uso de senhas únicas para cada site ou aplicativo ajuda a evitar dores de cabeça com vazamentos de dados. — Foto: linusb4/Freeimages.com

Alternativas

Muitos gerenciadores de senhas gratuitos não oferecem bom suporte para sincronização.

Em geral, é preciso que o usuário armazene o cofre de senhas em um serviço de armazenamento em nuvem para que o mesmo cofre seja utilizado em vários dispositivos. Alguns serviços pagos proíbem qualquer sincronização nos planos gratuitos.

O próprio LastPass só passou a permitir a sincronização gratuita em 2016. O programa foi lançado em 2008.

Uma alternativa que pode funcionar para alguns usuários é o serviço da Microsoft, oferecido por meio de uma extensão para o Google Chrome e como aplicativo para Android e iOS. Nos celulares, o preenchimento de senhas é integrado ao Microsoft Authenticator, o gerador de senhas temporárias da empresa.

O Google também oferece um serviço de gerenciador de senhas integrado ao Chrome. Por depender do navegador, ele é mais limitado e não conta com preenchimento automático em aplicativos no celular. É necessário acessar as senhas armazenadas e copiar e colar no aplicativo.

Ainda existem alguns serviços gratuitos de outras empresas que permitem sincronização, como o LogMeOnce e o Bitwarden.

Contudo, é necessário cautela ao escolher um gerenciador de senhas, já que o software será responsável por proteger informações sensíveis.

Também é possível usar uma combinação de serviços ou optar por um plano pago, que pode custar cerca de R$ 15 por mês.

Gerenciador de senhas são úteis para facilitar o uso de senhas diferentes em cada serviço. Devido ao risco de a senha ser exposta em um vazamento, o uso de senhas únicas evita que hackers utilizem uma mesma senha vazada para acessar outros serviço – um ataque conhecido como "credential stuffing".

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

WhatsApp pede aval para Banco Central para ser 'iniciador de pagamentos'

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Se for aprovado, aplicativo poderá oferecer envio e recebimento de dinheiro que foi barrado em 2020.  
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Por G1  
15/02/2021 13h54 Atualizado há 53 minutos
Postado em 15 de fevereiro de 2021 às 15h00m

  *.- Post.N. -\- 3.960 -.*  

Função de pagamentos do WhatsApp foi barrada pelo Banco Central e Cade em julho passado, mas app busca liberação. — Foto: Divulgação/WhatsApp
Função de pagamentos do WhatsApp foi barrada pelo Banco Central e Cade em julho passado, mas app busca liberação. — Foto: Divulgação/WhatsApp

O WhatsApp afirmou que conversa com o Banco Central para ser aprovado como um "iniciador de pagamentos" para habilitar o seu sistema de transações financeiras no aplicativo. Esse modelo de instituição é nova, anunciada pelo BC em outubro de 2020.

"O WhatsApp está conversando regularmente com o Banco Central para ter a aprovação como iniciador de pagamentos para transferências entre pessoas. Também tem trabalhado para restaurar os pagamentos no WhatsApp para todos no Brasil o mais rápido possível", afirmou a companhia em comunicado ao G1 nesta segunda-feira (15).

O envio e recebimento de dinheiro pelo WhatsApp foi anunciado em junho de passado, com o Brasil sendo um dos primeiros países a testar a opção.

Alguns dias depois do anúncio, no entanto, Banco Central e Cade barraram a funcionalidade, afirmando que precisavam avaliar riscos concorrenciais e garantir funcionamento adequado do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).

Iniciador de pagamentos

Em serviços indicados como "iniciadores de pagamentos", o consumidor dá uma ordem para que a instituição em que é correntista realize o pagamento diretamente ao lojista, sem a necessidade de acessar o aplicativo, com débito em sua conta de depósito ou de pagamento. Ou seja, intermediários, como cartão de crédito, são eliminados.

Um exemplo dado pelo BC é o de pedido de comida por aplicativo. Em uma operação tradicional, o cliente teria de pagar pelo próprio app ou utilizar o cartão ao receber o pedido.

Com a nova modalidade, o aplicativo pode conectar o consumidor a um único iniciador de transação de pagamento e ele poderá solicitar à instituição financeira que transfira o recurso diretamente para a conta do restaurante.

Na ocasião, em novembro de 2020, o BC defendeu que a nova instituição permiti a ampliação da abrangência do open banking e informou que, pelo baixo risco associado à atividade de iniciação de pagamento, a instituição que prestar serviço exclusivamente nessa modalidade terá um processo de autorização para funcionamento próprio e mais rápido.

O BC disse ainda que qualquer instituição iniciadora de transação de pagamento pode comandar uma transação do PIX — sistema de pagamentos instantâneos que começou a funcionar em novembro — em qualquer instituição detentora de conta de depósito ou de pagamento.

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Inteligência artificial 'ressuscita' voz de cantor morto em 1996

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Uso controverso da tecnologia apareceu em programa de TV da Coreia do Sul. 
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TOPO
Por BBC  
15/02/2021 12h01 Atualizado há uma hora
Postado em 15 de fevereiro de 2021 às 13h05m

  *.- Post.N. -\- 3.959 -.*  

Inteligência artificial 'ressuscita' voz de cantor morto em 1996 — Foto: BBC
Inteligência artificial 'ressuscita' voz de cantor morto em 1996 — Foto: BBC

Kim Kwang-seok era um cantor famoso na Coreia do Sul quando morreu, em 1996.

Mas recentemente ele foi ouvindo cantando uma música que jamais gravou em um programa de TV do país. Como isso foi possível?

A resposta está num software de inteligência artificial (IA) que foi treinado para aprender a voz de Kim.

Primeiro, o programa aprendeu 20 das músicas do artista, além de captar o jeito que ele falava. Depois, treinou a voz em mais de 700 músicas.

"Ficamos muito surpresos de ouvir que a IA canta melhor após aquecer a voz", diz Kim Min-Ji, produtora do programa de TV.

Segundo os responsáveis pela tecnologia, a família do cantor foi informada, e reagiu bem à iniciativa.

Mas há quem não goste da ideia. Im Uk-jin, morador da capital Seul, se diz preocupado.

"Há um conjunto de habilidades e hábitos que só um ser humano pode ter. Se a IA puder imitar tudo isso, o mundo será dominado pela IA, e não por seres humanos", analisou.

Veja (e ouça) no vídeo na BBC.

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