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quarta-feira, 14 de abril de 2021

Twitter apresenta iniciativa que visa igualdade algorítmica na plataforma

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Empresa disse que plano procura oferecer mais transparência sobre sua inteligência artificial e lidar com "os potenciais efeitos prejudiciais das decisões algorítmicas".
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TOPO
Por France Presse

Postado em 14 de abril de 2021 às 21h00m

  *.- Post.N. -\- 4.007 -.*  

Ícone do Twitter, em smartphone — Foto: Thomas White/Reuters
Ícone do Twitter, em smartphone — Foto: Thomas White/Reuters

A rede social Twitter anunciou na quarta-feira (14) que lançará uma iniciativa sobre "aprendizado de máquina responsável" que incluirá análises de igualdade algorítmica em sua plataforma.

A empresa, sediada na Califórnia, disse que o plano visa oferecer mais transparência sobre sua inteligência artificial e lidar com "os potenciais efeitos prejudiciais das decisões algorítmicas".

A iniciativa surge em meio à crescente preocupação com os algoritmos usados pelos serviços online, que alguns dizem que podem promover violência, conteúdo extremista e reforçar o preconceito racial ou de gênero.

"O uso responsável da tecnologia inclui o estudo dos efeitos que ela pode ter a longo prazo", escreveram em um blog Jutta Williams e Rumman Chowdhury, da equipe de ética e transparência do Twitter.

Quando o Twitter usa aprendizado de máquina ou automático, "isso pode afetar centenas de milhões de tweets por dia e, às vezes, a maneira como um sistema foi projetado para ajudar pode começar a se comportar de maneira diferente do esperado", explicaram.

Segundo os pesquisadores, a iniciativa busca "assumir a responsabilidade por nossas decisões algorítmicas" com o objetivo de alcançar "equidade e justiça nos resultados".

"Também estamos construindo soluções de aprendizado de máquina explicáveis, para que nossos algoritmos possam ser melhor compreendidos, o que os informa e como eles impactam o que (o usuário) vê no Twitter".

Williams e Chowdhury disseram que a equipe compartilhará suas descobertas com pesquisadores externos. "Para melhorar o entendimento coletivo da indústria sobre esta questão, nos ajude a melhorar nossa abordagem e nos responsabilizar."

Essa estratégia do Twitter segue uma série de controvérsias na equipe de ética de inteligência artificial do Google, que levaram à demissão de dois pesquisadores de alto nível e à demissão de um cientista de alto escalão.

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terça-feira, 13 de abril de 2021

Especialistas encontram códigos maliciosos nas lojas de apps APKPure e Huawei AppGallery para Android

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Praga digital 'Joker' foi encontrada em apps da loja da Huawei, enquanto instalador da APKPure estava contaminado com vírus 'Triada'.
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TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos
13/04/2021 18h34 
Postado em 13 de abril de 2021 às 20h35m

  *.- Post.N. -\- 4.006 -.*  

App listado no AppGallery da Huawei instalava código malicioso conhecido como 'Joker'. — Foto: Reprodução/Dr. Web
App listado no AppGallery da Huawei instalava código malicioso conhecido como 'Joker'. — Foto: Reprodução/Dr. Web

A fabricante de antivírus russa Dr. Web publicou alertas informando que pragas digitais foram encontradas em duas lojas "alternativas" de aplicativos para Android: a APKPure e a Huawei AppGallery.

Embora bastante diferentes um do outro, ambos os casos são recentes e demonstram os desafios que usuários de Android podem enfrentar para obter apps de forma segura.

O blog não recomenda utilizar outras lojas além da Play Store, mas até downloads na Play Store exigem cautela.

O AppGallery é uma loja oferecida pela Huawei que funciona da mesma forma que a loja do Google. Desenvolvedores podem cadastrar apps no AppGallery, mas devem ser aprovados para publicação.

Em seu site, a fabricante afirma que "o AppGallery possui um mecanismo de detecção de quatro camadas para garantir que os aplicativos apresentados na plataforma sejam seguros para download e uso".

Mas, de acordo com a Dr. Web, dez aplicativos de dois desenvolvedores foram cadastrados na loja com o Joker, um código malicioso para Android que se conecta a um servidor de controle para receber comandos e "módulos" de funcionamento.

Entre suas várias funções, o Joker tenta interceptar mensagens SMS para cadastrar o usuário em serviços "premium", que aumentam a conta de telefone e transferem a receita desse cadastro para o golpista.

Esse código malicioso é conhecido pelo menos desde 2017, mas está em constante evolução. Diversas versões do Joker já apareceu na Play Store, mas é a primeira vez que um código malicioso é encontrado no AppGallery da Huawei, segundo a Dr. Web.

O blog procurou a Huawei para comentar o caso, mas a empresa não se manifestou até a publicação.

 Apps com 'Joker' na Play Store do Google.  — Foto: Reprodução/Dr. Web
Apps com 'Joker' na Play Store do Google. — Foto: Reprodução/Dr. Web

Código no instalador da APKPure

A APKPure é uma loja que promete aos usuários a possibilidade de baixar apps da Play Store de qualquer região e a partir de qualquer aparelho, inclusive aqueles que não foram certificados pelo Google.

Por ser um "clone" da Play Store, a APKPure teria o mesmo conteúdo e normalmente não seria possível que um app malicioso estivesse disponível na loja da APKPure e não na Play Store.

Contudo, o próprio instalador da APKPure estava contaminado com um código malicioso. Ou seja, o problema não eram os apps específicos da loja, mas a loja em si.

De acordo com os especialistas da Dr. Web e da Kaspersky, o arquivo de instalação da APKPure possuía um kit de códigos de publicidade ("SDK", na sigla em inglês) que executava instruções associadas ao Triada, um programa malicioso conhecido para Android.

Dependendo da versão do Android – especialmente em versões antigas –, o Triada pode tentar instalar o xHelper, um programa malicioso agressivo que não é removido pela redefinição do sistema.

Em todos os dispositivos, o Triada atua exibindo anúncios publicitários em momentos inoportunos, atrapalhando o uso do celular, drenando a bateria e consumindo o pacote de dados.

Por ser um código malicioso versátil, o Triada também pode instalar outros programas no celular para realizar outras atividades. O Triada também é capaz de cadastrar o usuário em serviços que aumentam a conta de telefone, como o Joker.

Os responsáveis pela APKPure publicaram uma nova versão do instalador, a 3.17.19, informando que foi "corrigido um problema de segurança". Não foi explicado como o código do Triada foi parar no arquivo.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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segunda-feira, 12 de abril de 2021

Google forma aliança para viabilizar tecnologia que armazena chaves e documentos em 'caixa-forte' no Android

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'Android SE' pretende viabilizar tecnologia de 'caixa-forte' dentro de celulares para armazenar chaves e dados sensíveis.
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TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos

Postado em 12 de abril de 2021 às 17h00m

  *.- Post.N. -\- 4.005 -.*  

Programa 'Android Ready SE' pretende certificar hardware para processamento seguro no Android. — Foto: Divulgação/Google
Programa 'Android Ready SE' pretende certificar hardware para processamento seguro no Android. — Foto: Divulgação/Google

O Google anunciou no fim de março mais uma aliança com parceiros de tecnologia para certificar produtos compatíveis com os chamados "elementos seguros" (SE, na sigla em inglês), uma solução para armazenar objetos que requerem alta segurança, como chaves eletrônicas e documentos de identidade.

Embora vários aplicativos governamentais já estejam disponíveis para simular documentos de papel, inclusive no Brasil, celulares nem sempre possuem uma tecnologia específica para o armazenamento desses dados.

Dependendo do caso, um hacker pode utilizar brechas no software ou no hardware e extrair essas informações sensíveis.

O risco desses ataques pode inviabilizar certas aplicações, como chaves eletrônicas sem fio. Essas chaves poderiam ser usadas para abrir as portas de um veículo, por exemplo, e por isso exigem uma segurança mais elevada.

É por isso que muitos dispositivos móveis incluem uma função de "elemento seguro", que serve como uma espécie de "caixa-forte" dentro do celular. Esse espaço conta com uma memória reservada e controle de acesso rígido para evitar acessos indevidos.

A aliança formada pelo Google pretende garantir a compatibilidade desses recursos com o Android em várias plataformas – incluindo em celulares, televisores e carros.

Para os desenvolvedores de apps, o Google disponibiliza o acesso a esse hardware especial por meio de uma tecnologia chamada "StrongBox", que será validada para funcionar no hardware certificado e no Titan, o chip de segurança do Google.

Os fornecedores certificados pelo Google são Giesecke+Devrient, Kigen, NXP, STMicroelectronics e Thales.

Mesmo com parcerias, Android segue fragmentado

O Google tem formado diversas parcerias e "alianças" com fornecedores de tecnologia para compensar deficiências no Android.

Em 2019, o Google uniu empresas da área de segurança digital para ajudar a proteger o Android contra pragas digitais, por exemplo.

Veja como baixar aplicativos de forma segura:

Download seguro: saiba como baixar programas legítimos
Download seguro: saiba como baixar programas legítimos

Embora estejam cooperando nos bastidores, não se sabe de que forma essas empresas atuam juntas. Na maioria dos casos, elas publicam alertas e análises próprias, sem mencionar que fazem parte do grupo formado pelo Google.

No início da pandemia do novo coronavírus, o Google e a Apple também formaram uma aliança para construir uma tecnologia que seria capaz de alertar quem fosse exposto a pessoas contaminadas pela Covid-19. O recurso exigiria compatibilidade universal para funcionar.

Lançada em maio após muitas promessas, a tecnologia não apresentou resultados para auxiliar autoridades no combate ao vírus. No Android, o recurso exigia a instalação de um aplicativo e não era compatível com versões mais antigas do sistema.

Outra proposta do Google que perdeu fôlego é o "Android One", de 2014, que pretendia oferecer aparelhos com atualizações de software garantidas por até três anos e Android "puro", sem modificações dos fabricantes.

Em teoria, o "Android One" poderia ser um complemento para o Android SE. Com software e hardware padronizados e seguros, seria mais fácil obter um dispositivo confiável para o uso de tecnologia de ponta.

Na realidade, isso não parece viável. Poucos modelos foram lançados no programa "One" em 2020 e não há informações sobre lançamentos em 2021.

Já em 2019, antes da pandemia do novo coronavírus, o número de modelos tinha diminuído. Em 2018, em seu melhor ano, Android One acumulou mais de 20 lançamentos de fabricantes como Motorola, LG, Xiaomi e Sharp.

Alguns fabricantes já manifestaram publicamente sua saída do programa. Enquanto a LG desembarcou definitivamente do mercado, a Motorola decidiu usar a marca "One" em aparelhos que não fazem parte do "Android One".

Série 'Pixel' do Google oferece atualizações garantidas como o Android One, mas pode acabar concorrendo com parceiros do Android. — Foto: Jeff Chiu/AP
Série 'Pixel' do Google oferece atualizações garantidas como o Android One, mas pode acabar concorrendo com parceiros do Android. — Foto: Jeff Chiu/AP

A Xiaomi, por sua vez, anunciou que sua linha com Android One vai acabar no modelo "A3", de 2019. O A3 passou por uma série de problemas e atrasos em suas atualizações "garantidas", o que pode contribuído para a decisão da marca chinesa.

Contudo, o modelo da Xiaomi não foi o único "Android One" a enfrentar esses atrasos – repetindo o mesmo problema histórico do Android com atualizações de software que o "One" supostamente veio para resolver.

Como o Brasil não conta com a disponibilidade da linha "Pixel" do Google, os modelos com Android One são a única porta de entrada para o Android próprio do Google.

O blog procurou o Google no dia 26 de março para questionar como o Android SE difere do Android One e como a empresa pretende garantir a segurança dos dispositivos certificados diante dos problemas de atualizações de software que o Android ainda enfrenta.

A companhia também foi questionada se ainda está trabalhando no "Android One" e quais lançamentos estão previstos no programa.

O Google não se manifestou até a publicação.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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