Em seu monólogo de abertura do programa, o bilionário disse que foi a
primeira pessoa com essa síndrome a ser convidada para a atração. "Ou
pelo menos a primeira a admitir", afirmou.
"Sei
que disse ou postei coisas estranhas, mas é assim que meu cérebro
funciona. Para qualquer pessoa que ofendi, só quero dizer: reinventei os
carros elétricos e estou enviando pessoas a Marte em um foguete",
declarou. "Vocês acharam que eu seria um cara normal e relaxado?"
Além de Elon Musk, outros famosos também já revelaram que têm (ou
tinham) a Síndrome de Asperger, segundo uma organização voltada a
pessoas com essa síndrome. São eles: Bill Gates, Tim Burton, Greta
Thunberg, Susan Boyle, Steve Jobs, Isaac Newton, Alan Turing, entre
outros.
No programa "SNL", o empresário fez piadas sobre si mesmo, seus tuítes e
o nome incomum de seu filho X Æ A-Xii. Ele também elogiou as
criptomoedas (meios de troca para transações virtuais). Musk tem
mostrado entusiasmo, principalmente, em relação à dogecoin.
Pressionado a explicar o potencial dessa criptomoeda, o bilionário fez
piada e a descreveu como "um veículo imparável, que vai dominar o
mundo".
Síndrome de Asperger
A Síndrome de Asperger é um tipo de autismo leve. Segundo
especialistas, as pessoas com a síndrome não têm deficiência
intelectual, mas sim dificuldades nas relações sociais (como demonstrar
sentimentos) e na comunicação social (como interpretar conversas). Essa
condição costuma ser identificada quando a pessoa ainda é criança ou
adolescente e tem como causa uma desordem genética.
Em alguns casos, as pessoas com a síndrome apresentam capacidade
intelectual acima da média. O nome da síndrome foi dado em homenagem ao
pesquisador austríaco Hans Asperger.
"Eu tenho Aspergers e isso significa que às vezes sou um pouco
diferente do normal. E - dadas as circunstâncias certas - ser diferente é
uma superpotência", escreveu Greta Thunberg sobre a Síndrome de
Asperger em agosto de 2019.
Andréa Werner é jornalista, escritora, ativista e fundadora do Instituto Lagarta Vira Pupa,
que dá apoio a famílias de pessoas com deficiência, além de ser mãe do
Theo, de 12 anos, autista nível 2 de suporte. Ela afirma que o termo
"Síndrome de Asperger" foi substituído recentemente pelo termo
"autismo".
"Uma pessoa com o que era chamado de Síndrome de Asperger (que hoje é
chamado de autismo nível 1 ou grau 1 ou autismo leve) é uma pessoa que
vai ter algum grau de comprometimento na socialização, vai ter alguma
dificuldade na interação, mas vai se comunicar de forma razoavelmente
boa. O que interfere nos graus de autismo é o quanto de autonomia que a
pessoa tem. Quanto maior é o grau – os graus são um, dois e três –,
maior a necessidade de suporte", diz.
"Então, o grau 1 é o que precisa de menos suporte, que é justamente
onde se encaixa o autismo leve e onde estaria afinada a Síndrome de
Asperger. E a pessoa tem a inteligência na média ou acima da média
também. Não tem deficiência intelectual", complementa.
Transtorno do Espectro Autista
A síndrome é um dos tipos de Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Segundo a médica Ana Escobar, o TEA é uma condição consequente a uma
complexa desordem que ocorreu no desenvolvimento do cérebro.
Além disso, ela acrescenta que estudos indicam que o TEA pode
atualmente acometer aproximadamente 1 em cada 100 crianças no mundo. Os
meninos são mais frequentemente acometidos.
No blog da Dr Ana Escobar,
a médica também escreve que os três principais sinais em crianças com o
TEA são mais perceptíveis na interação social (dificuldade para
estabelecer contato visual ou físico e em compreender as emoções dos
outros; o que dificulta os relacionamentos sociais); na comunicação
verbal ou não-verbal (dificultada e/ou prejudicada); e no comportamento
(gestos repetitivos, contínuos e estereotipados; gostam de repetir o que
estão fazendo e detestam mudanças de rotina).
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