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quinta-feira, 24 de junho de 2021

Microsoft apresenta Windows 11 com novo visual e menu Iniciar centralizado

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Na primeira grande reformulação do sistema desde 2015, companhia também anunciou que o sistema será compatível com aplicativos de Android.
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Por G1

Postado em 24 de maio de 2021 às 13h00m

  *.- Post.N. -\- 4.062 -.* 

Windows 11 — Foto: Reprodução
Windows 11 — Foto: Reprodução

A Microsoft apresentou nesta quinta-feira (24) o Windows 11, a nova versão do seu sistema operacional para computadores. Sem revelar uma data específica para o lançamento, a empresa indicou que a atualização chegará no final do ano.

O sistema ganhou um novo menu "Iniciar", que mudou a interface dos atalhos fixados e deu mais destaque para programas e arquivos recomendados.

A barra de tarefas, que exibe atalhos na parte inferior da tela, passou a centralizar os botões do menu Iniciar e dos programas destacados. A mudança era esperada no Windows 10X, projeto da Microsoft para dispositivos com duas telas que não chegou a sair do papel.

Windows 11 tem mudanças no menu Iniciar e na barra de tarefas. — Foto: Reprodução
Windows 11 tem mudanças no menu Iniciar e na barra de tarefas. — Foto: Reprodução

O atalho do Microsoft Teams na barra de tarefas foi aprimorado e passou a permitir iniciar chamadas e enviar mensagens rapidamente. O ícone também adotou uma lista com alguns contatos para garantir uma comunicação mais ágil.

Algumas das informações que hoje são encontradas no menu Iniciar foram movidas para o que a Microsoft chamou de Widgets. A área exibe destaques de notícias, previsão do tempo, mapas, entre outros.

Windows 11 tem nova área para notícias, previsão do tempo e mapas. — Foto: Reprodução
Windows 11 tem nova área para notícias, previsão do tempo e mapas. — Foto: Reprodução

O Windows 11 ganhou com um recurso para quem deseja exibir várias janelas ao mesmo tempo. Batizado de Snap Layouts, ele oferece opções para destacar até três aplicativos simultaneamente.

Snap Layouts permite escolher como janelas serão distribuídas na tela. — Foto: Reprodução
Snap Layouts permite escolher como janelas serão distribuídas na tela. — Foto: Reprodução

Confira outras novidades do sistema:

  • a Windows Store, loja de apps do sistema, foi redesenhada;
  • será possível baixar aplicativos do Android, como TikTok e Instagram, para rodar no PC;
  • o sistema ganhou um aplicativo do Xbox.
Quando o Windows 11 será liberado?

A Microsoft não revelou a data de lançamento do Windows 11 e indicou apenas que ele será liberado no final do ano. A empresa confirmou que usuários do Windows 10 poderão atualizar gratuitamente para a nova geração do sistema operacional.

O novo produto chega em um bom momento para a Microsoft, que atingiu US$ 2 trilhões em valor de mercado nesta semana – é a segunda empresa de capital aberto dos EUA a chegar a essa marca, depois da Apple.

O Windows é uma das maiores plataformas do mundo da tecnologia, com o segmento de computação pessoal da Microsoft respondendo por US$ 48,2 bilhões de seus US$ 143 bilhões em receita no último ano fiscal.

Como fica o Windows 10?

O Windows 10 atualmente tem 1,3 bilhão de usuários. De acordo com a empresa de pesquisa de mercado IDC, o sistema da Microsoft possui uma fatia de 80% do mercado de laptops e PCs.

A companhia informou que o suporte a essa versão será encerrado em 14 de outubro de 2025. A data, válida para as versões Home e Pro do sistema operacional, apareceu em uma página no site da empresa.

Com a decisão, o Windows 10 garantirá atualizações por 10 anos. Caso siga seus antecessores, após esse período, o sistema não ganhará novos recursos e só deverá receber atualizações de segurança em casos muito graves.

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terça-feira, 22 de junho de 2021

Conheça a lancha com tecnologia egípcia que parece um carro

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Veículo aquático possui quase todos peças feitas no país africano, mas o motor é japonês. Inventores planejam criar veículo híbrido, que ande na terra e na água.
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globo.com/economia/tecnologia/inovacao/noticia

Postado em 22 de junho de 2021 às 18h55m

  *.- Post.N. -\- 4.061 -.* 

Lancha feita com tecnologia egípcia parece mais um carro
Lancha feita com tecnologia egípcia parece mais um carro

Inventores egípcios criaram uma lancha com formato de carro que está chamando a atenção nas praias de Alexandria.

Apesar de parecer um esportivo de 4 rodas, o modelo foi desenvolvido para andar somente na água.

"Foi feito por egípcios com materiais egípcios. Apenas o motor é japonês", explicou Karin Amim, um dos 3 responsáveis pelo projeto.

Lancha que parece carro navega em Alexandria, no Egito. — Foto: Mohamed Abd El Ghany / Reuters
Lancha que parece carro navega em Alexandria, no Egito. — Foto: Mohamed Abd El Ghany / Reuters

Amin disse em entrevista à Reuters que os pedidos de compra do veículos começaram a crescer depois que os primeiros vídeos se espalharam pela internet.

Os modelos disponíveis têm preço variando de US$ 19 mil a US$ 44 mil. Ao todo, 12 unidades foram produzidas.

Lancha em formato de carro foi desenvolvida por 3 inventores egípcios — Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters
Lancha em formato de carro foi desenvolvida por 3 inventores egípcios — Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters

Para o futuro, os inventores pensam em desenvolver um veículo híbrido.

"Também começamos a trabalhar para tornar este veículo utilizável em terra", revela Amin.

Barco em formato de carro precisa ser arrastado para chegar ao mar, em Alexandria, no Egito — Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters
Barco em formato de carro precisa ser arrastado para chegar ao mar, em Alexandria, no Egito — Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters

Veja mais fotos da lancha egípcia:

Parece um carro, mas é um lancha desenvolvida no Egito — Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters
Parece um carro, mas é um lancha desenvolvida no Egito — Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters



'Carro' não afunda porque é uma lancha, como mostra em percurso feito no mar de Alexandria, no Egito — Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters
'Carro' não afunda porque é uma lancha, como mostra em percurso feito no mar de Alexandria, no Egito — Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters

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domingo, 20 de junho de 2021

Órgão que criou criptografia usada na segurança de redes 2G confirma fragilidade intencional que facilitava espionagem

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Criada em 1998, tecnologia foi constrangida por regras que limitavam a exportação de softwares para comunicação segura.
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TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos

Postado em 20 de junho de 2021 às 11h00m

  *.- Post.N. -\- 4.060 -.* 

Rede celular protege comunicações com criptografia, mas gerações antigas tinham segurança frágil. — Foto: Tomasz Piskorski/Freeimages.com
Rede celular protege comunicações com criptografia, mas gerações antigas tinham segurança frágil. — Foto: Tomasz Piskorski/Freeimages.com

Um estudo de pesquisadores europeus trouxe a público a primeira análise aprofundada do GEA-1, um algoritmo de segurança criado para proteger as comunicações GPRS, mais conhecidas como redes de celular 2G.

Além de detalhar as propriedades matemáticas do algoritmo, o estudo se atentou para o contexto político em que ele foi criado. A partir desses fatores, chegou-se à possibilidade de uma tentativa deliberada de enfraquecer a segurança.

A hipótese dos pesquisadores foi confirmada pelo ETSI (Instituto Europeu de Normas de Telecomunicação, na sigla em inglês), o órgão responsável pela criação da tecnologia.

Em 1998, quando o GEA-1 foi criado, muitos países constrangiam a exportação de softwares capazes de embaralhar ou cifrar comunicações.

O entendimento, à época, era de que a exportação de criptografia forte poderia favorecer criminosos ou forças militares inimigas, e que não havia benefício significativo em permitir a proliferação desse tipo de segurança.

Em um comunicado enviado ao site de tecnologia "Motherboard", o ETSI confirmou que a força do GEA-1 foi constrangida pelas regras de exportação da época.

Essas restrições vêm sendo derrubadas pela necessidade de proteger usuários de ataques mais sofisticados, realizados por espiões que têm acesso a computadores poderosos para quebrar as criptografias mais simples.

Ataque em 25 minutos

No papel, o GEA-1 é uma criptografia com chave de 64 bits – o número de bits indica quantas possibilidades existem para a chave, dificultando a tarefa de adivinhá-la.

O que os especialistas descobriram é que as propriedades matemáticas do GEA-1 o deixam com apenas 40 bits na prática, reduzindo bastante o trabalho necessário para adivinhar a chave e decifrar os dados da comunicação.

Na pesquisa, foram utilizados quatro processadores AMD EPYC 7742 para realizar os cálculos de quebra da chave. Esse é um modelo de custo relativamente alto, mas disponível no varejo, ou seja, é muito longe de um supercomputador criado sob encomenda.

Excluindo o tempo necessário para alguns preparativos, o ataque levou 25 minutos.

Em comparação, o GEA-2, um algoritmo sucessor desenvolvido apenas um ano depois, levaria cerca de quatro meses para ser quebrado, segundo os pesquisadores.

O GEA-2 também não é considerado robusto, mas a diferença de resistência entre os dois algoritmos demonstra o nível de fragilidade projetado no GEA-1.

Paralelamente a esta comparação com o GEA-2, os pesquisadores também fizeram um levantamento demonstrando que as propriedades que enfraquecem o GEA-1 não teriam sido geradas por acidente – levando à conclusão de um projeto intencional.

Smartphones não seguem norma

O ETSI considera o GEA-1 obsoleto. Segundo a norma, a tecnologia não deve mais ser usada em nenhuma comunicação desde 2013.

Mas os especialistas descobriram que smartphones modernos como o iPhone XR e o Samsung Galaxy S9 ainda aceitam conexões iniciadas com essa segurança.

Segundo eles, o fabricante do componente de banda base dos aparelhos (Intel, Qualcomm, Samsung, HiSilicon e MediaTek) deveria ter ajustado a conectividade para não aceitar essas conexões.

Em um cenário normal, a operadora de telefonia também não deve utilizar o GEA-1. De acordo com pesquisas já realizadas e citadas pelos especialistas, o GEA-1 não é mais utilizado pela maioria das operadoras de telefonia móvel.

A descoberta foi repassada aos fabricantes para que a obsolescência do GEA-1 seja respeitada.

Contudo, a adesão dos fabricantes a esta norma, por si só, provavelmente não terá qualquer impacto na segurança dos usuários na prática.

Embora as descobertas dos pesquisadores ajudem a elucidar a história da segurança das comunicações por rede celular, ela tem pouco impacto na segurança dos usuários de hoje.

As redes 3G e 4G funcionam com tecnologias diferentes. A segurança também é nova.

Outro ponto é que os aplicativos, inclusive os redes sociais e comunicadores, como o WhatsApp, utilizam uma criptografia própria. Isso impediria um espião de analisar os dados enviados e recebidos mesmo após quebrar a segurança da rede.

Também não há novidade para o tráfego em redes 2G, que é considerada inseguro há mais de 10 anos. As fragilidades dessas redes podem ser atacadas pelo método que pode ser entendido como "retrocesso forçado" (em inglês, "downgrade attack").

Em termos simples, o espião cria uma rede falsa que obriga o aparelho celular da vítima a utilizar uma conexão 2G insegura, mesmo que redes 3G e 4G estejam disponíveis.

Essas estações de rádio piratas podem ser montadas com peças disponíveis no varejo, mas ainda exigem que o atacante esteja relativamente próximo à vítima. Em outras palavras, é um ataque difícil de ser realizado em grande escala.

Autoridades policiais também utilizam equipamentos com capacidades semelhantes. Eles muitas vezes são chamados de "StingRay", em alusão a um produto da Harris Corporation que ficou famoso por ter esse tipo de função.

Como as normas de comunicação ainda preveem a possibilidade de conexões pouco seguras ou até sem criptografia, esse uso forçado de tecnologias muito antigas é um risco muito maior do que as particularidades de um único algoritmo de criptografia.

É por isso que aplicativos sempre devem utilizar uma criptografia própria.

Para questões específicas da rede, como chamadas e SMS, a solução seria abandonar as redes 2G. No entanto, como elas ainda são necessárias para a cobertura de telefonia móvel em determinadas regiões, esta nem sempre é uma escolha viável.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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