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quinta-feira, 8 de julho de 2021

Empresa chinesa vai usar reconhecimento facial para barrar menores jogando até tarde

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Tencent disse que irá utilizar tecnologia para seguir regras locais que determinam tempo e horário que pessoas com menos de 18 anos podem ficar nos games.
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Por G1

Postado em 08 de julho de 2021 às 13h05m

  *.- Post.N. -\- 4.071 -.* 

Tencent começou a testar recurso de reconhecimento facial para login em jogos em abril — Foto: Fredrick Tendong/Unsplash
Tencent começou a testar recurso de reconhecimento facial para login em jogos em abril — Foto: Fredrick Tendong/Unsplash

A Tencent, uma das maiores empresas de tecnologia da China e distribuidora de vários games no país, começou a utilizar na última terça-feira (6) um sistema de reconhecimento facial para garantir que menores de idade não fiquem jogando até muito tarde.

O recurso chamado de "patrulha da meia-noite" será utilizado pela empresa para cumprir com um "toque de recolher" imposto pelo governo chinês aos menores de 18 anos desde 2019.

O país determina que jovens não podem jogar entre às 22h e 8h e que devem respeitar um limite máximo de 90 minutos nos games por dia.

A Tencent exige que os usuários façam registros com documentos ligados a uma base de dados nacional, mas muitos menores de idade estavam utilizando informações de adultos.

Com o novo sistema, a companhia vai exigir que a pessoa dê acesso à câmera do computador ou do celular para cruzar a imagem em tempo real com a foto do documento cadastrado.

A empresa disse que começou a testar a tecnologia de reconhecimento facial em abril para verificar as idades e desde então a utilizou em 60 de seus jogos.

A Tencent é responsável por distribuir dezenas de jogos populares na China, como League of Legends, Call of Duty Online, Arena of Valor, entre outros. Nem todos contam com o recurso de vigilância, que será "liberado gradualmente", segundo um comunicado.

Em junho, a companhia disse que, em média, 5,8 milhões de usuários por dia precisaram mostrar o rosto durante o login. Foram bloqueados mais de 90% dos que rejeitaram ou falharam na verificação facial.

Os usuários identificados como menores de idade são barrados dos jogos sempre que tiverem jogado por um período máximo de tempo ou tentem jogar durante o "toque de recolher".

A Tencent afirmou ainda que adultos poderão pedir uma nova leitura facial caso tenham sido bloqueados indevidamente.

O reconhecimento facial é amplamente utilizada na China – seja em câmeras de segurança, check-in de hotéis ou transações bancárias.

O uso da tecnologia é criticado por especialistas ao redor do mundo, principalmente no contexto do poder público.

No Brasil, as informações biométricas, como a imagem do rosto, são consideradas sensíveis pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) – dados que precisam de proteções adicionais para evitar vazamentos e consentimento do cidadão.

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quarta-feira, 7 de julho de 2021

Oferta de fibra ótica chega a 91% dos provedores de internet no Brasil, diz pesquisa

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Levantamento do Comitê Gestor da Internet no Brasil aponta crescimento em relação a 2017. Enquanto isso, outras tecnologias perderam espaço entre provedores.
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Por Victor Hugo Silva, G1

Postado em 07 de julho de 2021 às 19h50m

  *.- Post.N. -\- 4.070 -.* 

Pesquisa do CGI.br indica que mais provedores oferecem fibra ótica no Brasil. — Foto:  Thomas Jensen/Unsplash
Pesquisa do CGI.br indica que mais provedores oferecem fibra ótica no Brasil. — Foto: Thomas Jensen/Unsplash

A disponibilidade da fibra ótica no Brasil cresceu e alcançou 91% dos provedores de acesso a internet no Brasil. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (7) pela TIC Provedores, pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

Em sua edição anterior, realizada em 2017, o levantamento havia apontado que 78% dos provedores de internet ofereciam o serviço de fibra ótica.

A pesquisa não aponta quantos usuários, de fato, adotaram a tecnologia. No entanto, ela dá indícios da demanda esperada pelos provedores de internet.

De 2017 para 2020, outros tipos de tecnologia perderam espaço entre as empresas, que podem oferecer mais de um método de conexão para clientes.

A oferta de internet via cabo passou de 51% para 46%. A internet via rádio com frequência livre caiu de 84% para 73%, enquanto a internet via rádio com frequência licenciada, foi de 44% para 26%.

A pandemia de Covid-19 acelerou o crescimento da oferta de fibra ótica, disse Leonardo Melo, coordenador da pesquisa TIC Provedores no Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) e Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), em entrevista ao G1.

O que impulsiona a oferta de fibra ótica?

"Com a pandemia, a gente vê um uso mais intensivo de streaming, videochamadas, e uso no teletrabalho e no ensino remoto. Muitas das atividades foram deslocadas para o domicílio e cada vez mais é importante essa banda larga estável", afirmou.

Por oferecer uma experiência melhor em aplicações como vídeos, a fibra ótica é priorizada pelas empresas em relação a outras tecnologias de acesso à internet.

Outro fator que levou ao crescimento de sua disponibilidade foi o surgimento de novos provedores de internet no Brasil. Mais da metade deles (54%) começou a prestar serviços entre 2014 e 2020.

Ainda de acordo com a pesquisa, a maior parte das empresas atende poucos municípios: 43% estavam presentes em somente uma cidade e 44%, em duas a cinco cidades.

Com mais provedores no mercado, aumenta a competição e, para muitos deles, a adoção da fibra ótica é um meio de atrair novos clientes.

"Aquele provedor que consegue entregar uma conectividade que garante internet que não cai e não demora para carregar o conteúdo que é mais acessado vai sair na frente dos demais", explicou Leonardo.

Ciberataques a provedores

O levantamento também indicou que, em 2020, 26% dos provedores de internet sofreram ataques de negação de serviço (DDoS, na sigla em inglês).

O DDoS é um tipo de ciberataque em que criminosos usam várias máquinas para enviar solicitações a um servidor para sobrecarregá-lo e impedir que ele seja usado por usuários verdadeiros.

"Basicamente, usam isso para tirar vantagem dos provedores. Se a operação fica mais lenta ou se paralisa o serviço, a empresa que está sob a chantagem desses ataques vai ter que usar meios para se livrar isso", indicou Leonardo.

Os principais alvos dos ataques DDoS são os grandes provedores. De acordo com o levantamento, 52% deles afirmaram ter sofrido com a prática.

Entre todos os provedores que foram alvos de ataques, 35% tiveram os serviços interrompidos temporariamente e 51% seguiram operando com lentidão.

A pesquisa TIC Provedores foi realizada com 7.007 provedores, mas o CGI.br estima que o Brasil conte com 12.826 empresas neste ramo.

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terça-feira, 6 de julho de 2021

Facebook, Google e Twitter podem deixar Hong Kong por causa de novas leis de proteção de dados, diz jornal

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Regras podem tornar as empresas de tecnologia responsáveis ​​pelo compartilhamento de conteúdo considerado malicioso.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 06 de julho de 2021 às 13h20m

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Ícones dos aplicativos WhatsApp, Twitter, Facebook, Instagram e YouTube — Foto: Alessandro Feitosa Jr/G1
Ícones dos aplicativos WhatsApp, Twitter, Facebook, Instagram e YouTube — Foto: Alessandro Feitosa Jr/G1

Facebook, Twitter e Google podem deixar de atuar em Hong Kong por causa das novas leis de proteção de dados proposta pelas autoridades locais. A informação foi publicada pelo "Wall Street Journal" na última segunda-feira (5).

Os gigantes da tecnologia teriam alertado o governo local que interromperiam o fornecimento de seus serviços aos usuários do território caso as mudanças prosseguissem.

As leis podem tornar as empresas de tecnologia responsáveis ​​pelo compartilhamento de conteúdo considerado malicioso, acrescentou o jornal.

Uma carta enviada por um grupo da indústria de tecnologia que inclui empresas de internet disse que as companhias temem que as regras planejadas possam colocar seus funcionários em risco de investigações criminais ou processos relacionados ao que os usuários das plataformas publicam on-line, relatou o jornal.

Mudanças contra o 'doxing'

As alterações propostas pelo governo local teriam como objetivo combater a prática chamada de "doxing", que consiste em revelar informações pessoais de pessoas, como nome real, endereço residencial ou local de trabalho online, sem a permissão do usuário.

Essa prática se tornou comum em Hong Kong durante as manifestações pró-democracia em 2019, com a exposição de policiais e figuras da oposição.

A preocupação das plataformas de tecnologia é que, dependendo do texto da legislação, as companhias poderiam passar a ser responsabilizadas pelo que seus usuários postam.

O "WSJ" exemplifica que as novas regras poderiam sugerir que uma foto de uma pessoa tirada em público ou do rosto de um policial poderia constituir a exposição de dados pessoais e levar ao "doxing".

Facebook, Google e Twitter não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da Reuters.

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