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terça-feira, 13 de julho de 2021

O que é o doxing, alvo de disputa entre Hong Kong e gigantes da tecnologia

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Autoridades locais planejam alterar lei de proteção de dados para coibir prática, mas consórcio que reúne empresas como Google, Facebook, Twitter e Apple diz que única maneira de evitar sanções propostas é 'se abster de investir e oferecer serviços' no território.
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TOPO
Por BBC

Postado em 13 de julho de 2021 às 09h00m

  *.- Post.N. -\- 4.076 -.* 

O que é o doxing, alvo de disputa entre Hong Kong e gigantes da tecnologia — Foto: Getty Images via BBC
O que é o doxing, alvo de disputa entre Hong Kong e gigantes da tecnologia — Foto: Getty Images via BBC

Um projeto de reforma da lei de proteção de dados de Hong Kong, que tem como alvo o doxing, deixou em alerta gigantes de tecnologia, como Facebook, Google, Apple e Twitter.

"O doxing (também grafado como doxxing) consiste em revelar informações de identificação sobre uma pessoa — como seu nome real, endereço residencial, local de trabalho ou dados financeiros — na internet e, em seguida, divulgá-las ao público sem a permissão da vítima", explica a empresa de segurança Kaspersky Lab.

As autoridades de Hong Kong afirmam que esta atividade se espalhou por seu território desde os protestos em massa de 2019 e que precisam contê-la para proteger os dados pessoais dos seus cidadãos.

Para isso, planejam reformular a lei de proteção de dados.

Mas a Asia Internet Coalition (AIC), um consórcio de empresas de tecnologia com sede em Cingapura que inclui Google, Facebook, Twitter e Apple, manifestou preocupação, pois acredita que as mudanças propostas na legislação a tornarão "ampla demais".

Por que mudar a lei?

Em maio, o governo de Hong Kong anunciou planos para mudar a lei de privacidade de dados depois que, de acordo com as autoridades, o doxing foi amplamente usado durante os protestos pró-democracia de 2019.

O que é o doxing, alvo de disputa entre Hong Kong e gigantes da tecnologia — Foto: Reuters
O que é o doxing, alvo de disputa entre Hong Kong e gigantes da tecnologia — Foto: Reuters

A tática, segundo as autoridades, foi usada para tornar públicos os nomes dos policiais que participaram da repressão aos protestos e de funcionários do judiciário envolvidos em ações judiciais contra ativistas.

Se as mudanças na lei forem aprovadas, o doxing seria criminalizado — e isso daria às autoridades o poder de forçar as empresas de rede social e sites a remover dados pessoais de suas plataformas.

Em 1997, a ex-colônia britânica de Hong Kong voltou ao domínio chinês — e é hoje, junto a Macau, ex-colônia portuguesa, uma das duas regiões administrativas especiais que existem na República Popular da China.

Mas ativistas pró-democracia dizem que Pequim está minando as liberdades, especialmente devido a uma polêmica lei de segurança nacional que foi introduzida no ano passado. A China nega essas acusações.

'Barreiras ao comércio'

Em carta dirigida ao Gabinete do Comissário de Privacidade de Dados Pessoais de Hong Kong, datada de 25 de junho, mas tornada pública na segunda-feira, a AIC manifestou preocupação com os funcionários das empresas que compõem o consórcio, uma vez que, se a nova legislação for aprovada, eles poderiam enfrentar multas e até penas de prisão.

A proposta prevê multas de até 1 milhão de dólares de Hong Kong (cerca de US$ 130 mil) e cinco anos de prisão para quem revelar dados de outras pessoas sem autorização, que possam ser usados ​​para ameaçar ou intimidar.

"A equipe das plataformas que trabalha em Hong Kong não é responsável pelas operações das plataformas, nem tem direito de acesso ou controle para administrar o conteúdo", diz a carta da AIC.

"A única maneira de evitar estas sanções para as empresas de tecnologia seria se abster de investir e oferecer seus serviços em Hong Kong, privando assim as empresas e os consumidores de Hong Kong, enquanto [o governo de Hong Kong] cria novas barreiras ao comércio", acrescenta o texto.

A AIC esclareceu à BBC que a carta não se refere a nenhuma empresa em particular e que nenhum membro do consórcio planeja deixar Hong Kong.

Por sua vez, o Google e a Apple não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da BBC. Já o Facebook e o Twitter encaminharam à BBC a carta original da AIC.

'Combatendo o doxing ilegal'

O texto foi dirigido ao Gabinete do Comissário de Privacidade de Dados Pessoais de Hong Kong, que disse em resposta que as mudanças afetariam apenas a prática ilegal de doxing.

A chefe-executiva de Hong Kong, Carrie Lam, afirmou que alguns funcionários vão se reunir com representantes das empresas preocupados com as mudanças — e rejeitou as preocupações ao ser questionada sobre o assunto na terça-feira passada (6/7).

"Estamos combatendo o doxing ilegal e capacitando os comissários de privacidade para que investiguem e conduzam operações, isso é tudo", explicou Lam a jornalistas em entrevista coletiva.

Ela também afirmou que seu governo continuará agilizando a aprovação da nova legislação.

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segunda-feira, 12 de julho de 2021

B3 anuncia parceria tecnológica com a Totvs por R$ 600 milhões

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Acordo para criação de software prevê que a empresa responsável pela bolsa de valores terá 37,5% de participação na TFS Soluções em Software após o investimento.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 12 de julho de 2021 às 22h55m

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Imagem do interior da B3, Bolsa de Valores de SP — Foto: Cris Faga/Estadão Conteúdo
Imagem do interior da B3, Bolsa de Valores de SP — Foto: Cris Faga/Estadão Conteúdo

B3 Totvs anunciaram nesta segunda-feira (12) uma parceria na área de tecnologia para o setor financeiro, em que a operadora brasileira de infraestrutura para o mercado de capitais vai injetar R$ 600 milhões em uma subsidiária da produtora brasileira de software.

O acordo prevê que a B3 terá 37,5% de participação na TFS Soluções em Software após o investimento, com a Totvs detendo o restante.

A TFS é resultado de uma separação da Totvs da operação de soluções de gestão para o segmento de serviços financeiros. A empresa tem 400 funcionários e receita líquida em 2020 de cerca de R$ 140 milhões, afirmaram as companhias.

A carteira de produtos da TFS inclui plataforma para fundos de investimento, com soluções para o processamento e controle de "middle e back offices"; plataforma de soluções de "core banking" voltada a pequenos e médios bancos; e uma plataforma de processamento e gestão para operações de cartões private label, segundo as empresas.

"Com gestão independente e renovada, posição inicial de caixa líquido de R$ 650 milhões, total autonomia e foco no efervescente segmento de tecnologias B2B para o mercado financeiro, a TFS pretende ser a principal opção de tecnologia B2B para o setor financeiro", afirmaram as companhias.

Para a Totvs, a parceria com a B3, e, consequente, separação dos negócios da TFS do grupo, marca um primeiro negócio do tipo realizado pelo grupo de software corporativo e é "um exemplo de que temos buscado caminhos criativos para gerar ainda mais valor...através da criação de joint-ventures e de parcerias", afirmou a companhia.

A conclusão da operação precisa de aval de autoridades regulatórias.

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Empresa de TI vítima de ciberataque nos EUA diz que sistemas voltaram a operar

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Kaseya, que presta serviços de Tecnologia da Informação, liberou correções para clientes. Serviço foi restabelecido nove dias após companhia revelar incidente de segurança com ransomware que impactou 1.500 empresas.
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Por G1

Postado em 12 de julho de 2021 às 16h25m

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Entrada do escritório da empresa Kaseya, sediada em Miami, nos Estados Unidos — Foto: Kaseya via REUTERS
Entrada do escritório da empresa Kaseya, sediada em Miami, nos Estados Unidos — Foto: Kaseya via REUTERS

A Kaseya, empresa de Tecnologia da Informação (TI) que foi alvo de um ciberataque há mais de uma semana, informou que todos os clientes de seu serviço na nuvem voltaram a operar seus sistemas nesta segunda-feira (12).

Na última terça-feira (6), a Kaseya revelou que 60 de cerca de 40.000 clientes para os quais presta serviços de informática foram afetados pelo ciberataque.

Porém, um efeito cascata fez com que os clientes das companhias afetadas se tornassem as principais vítimas. Segundo a Kaseya, o impacto total foi em cerca de 1.500 empresas.

A companhia comunicou a restauração do programa, conhecido como VSA SaaS, às 9h, no horário de Brasília. Com o software VSA, empresas podem administrar redes de computadores e impressoras a partir de um único ponto.

Apesar do anúncio, a empresa ainda trabalha com clientes que usam uma versão local do programa, conhecido como VSA On-Premise. Esta versão recebeu um patch de segurança, isto é, uma atualização que corrige brechas no sistema e precisa ser instalada por cada cliente.

"Nossas equipes de suporte continuam trabalhando com clientes do VSA On-Premises que solicitaram assistência com o patch", indicou a Kaseya.

A empresa foi alvo de um ransomware, um tipo de vírus que impede o acesso às informações armazenadas em um dispositivo (leia mais abaixo).

Segundo a agência de notícias Reuters, o grupo cibercriminoso russo REvil exigiu US$ 70 milhões em resgate para liberar os dados.

A Kaseya revelou o incidente de segurança em 3 de julho. A promessa inicial era de que correções seriam liberadas com mais rapidez, mas a companhia disse ter encontrado um problema que impediu a atualização em um prazo mais curto.

O que é ransomware

VÍDEO: Ransomware - entenda como vírus é usado em extorsões
VÍDEO: Ransomware - entenda como vírus é usado em extorsões

O ransomware é um tipo de vírus que impede o acesso às informações armazenadas em um dispositivo. Com isso, os cibercriminosos pretendem forçar a vítima a pagar para recuperarem o acesso ao sistema.

Um dos casos que mais chamaram a atenção teve como alvo a JBS, maior processadora de carnes do mundo. Após o ataque forçar a interrupção de algumas de suas operações na Austrália, no Canadá e nos Estados Unidos, a empresa aceitou pagar US$ 11 milhões em resgate.

Para chegarem a esse ponto, os cibercriminosos levaram anos para melhorarem suas técnicas. Nos casos mais antigos, a ação tinha alvos indiscriminados e os valores dos resgates costumavam ser relativamente baixos.

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