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quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Falha em serviço que integra Amazon, Mercado Livre e outros expõe 1,7 bilhão de registros, dizem pesquisadores

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Hariexpress manteve base de dados pública após erro em configuração, alerta laboratório de segurança Safety Detectives. Com foco em lojistas de marketplace, empresa também oferece integrações com Shopee e Correios, que disseram não terem sido afetadas.
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Por g1

Postado em 21 de outubro de 2021 às 09h05m

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Segundo laboratório, incidente da Hariexpress expôs dados como nome, e-mail e telefone de milhares clientes — Foto: Altieres Rohr/G1
Segundo laboratório, incidente da Hariexpress expôs dados como nome, e-mail e telefone de milhares clientes — Foto: Altieres Rohr/G1

Uma falha no banco de dados da Hariexpress, plataforma usada por algumas das principais varejistas do país, expôs 1,75 bilhão de registros, segundo o laboratório de cibersegurança Safety Detectives. O erro tornou públicas informações como nome, telefone e endereços de clientes e vendedores.

Os pesquisadores identificaram uma configuração incorreta na base de dados da Hariexpress, cujo serviço integra marketplaces de empresas como Amazon, Mercado Livre, Americanas, Shopee e Magazine Luiza. As lojas não têm relação com o incidente (veja o posicionamento mais abaixo).

A plataforma da Hariexpress permite que vendedores exibam seus produtos em diversas varejistas. A integração, porém, faz a Hariexpress ter acesso a informações sobre lojistas, clientes e pedidos.

O Safety Detectives afirma que o tamanho da base de dados dificulta saber com precisão quantas pessoas foram afetadas, mas estima que o incidente afeta "centenas de milhares, se não milhões de usuários e compradores brasileiros".

"Sabemos que havia milhares de endereços de e-mail nos registros do servidor e, como tal, podemos supor que milhares de pessoas foram afetadas", disse o laboratório.

"No entanto, uma estimativa exata é difícil devido à presença de endereços de e-mails duplicados".

O que é a Hariexpress?

A Hariexpress oferece um serviço em que comerciantes podem automatizar vendas por meio de marketplaces, em que grandes varejistas exibem produtos de terceiros.

Para facilitar o processo, a Hariexpress tem uma plataforma para vendedores cadastrarem seus produtos de uma vez em várias lojas. Além das já citadas, a empresa tem integração com as plataformas Tiny ERP, Bling! e Nuvemshop. A Hariexpress também possui integração com os Correios.

Os dados ficaram expostos por conta de uma configuração incorreta da Hariexpress no servidor, que estava sem criptografia, nem senha.

VÍDEO: Como acontece um vazamento de dados?
VÍDEO: Como acontece um vazamento de dados?

O que foi exposto?

A base da Hariexpress tinha 610 gigabytes de informações, segundo o Safety Detectives. Entre os registros encontrados, estão dados pessoais de clientes e lojistas, como:

  • Nome completo (e nome de usuário)
  • E-mail
  • Telefone
  • Endereço
  • Endereço de cobrança e valores de pedidos
  • Imagens dos produtos entregues

Ainda de acordo com o laboratório, os dados de vendedores incluíam CNPJ, CPF e detalhes das cobranças. Eles afirmam que a base de dados também exibia links para faturas – que reúnem endereços de clientes e empresas –, senhas criptografadas e códigos de rastramento de pedidos.

Os pesquisadores apontam que os registros na base de dados estavam em português e tinham várias referências à Hariexpress. O laboratório diz ter descoberto a falha em junho, mas alerta que, aparentemente, as informações estavam expostas ao menos desde 12 de maio.

O grupo informou que não conseguiu tratar do incidente no servidor com a Hariexpress.

Qual é o impacto da falha?

A maioria das informações expostas pertence a clientes de lojistas que usavam a plataforma da Hariexpress.

Ao se tornarem públicos, os e-mails podem ser usados em mensagens falsas e golpes de engenharia social, em que vítimas são induzidas a revelar mais dados particulares em sites criados por golpistas. As informações também pode ser aproveitadas para disseminar boletos falsos, por exemplo.

Para os lojistas, há o risco de pedidos falsos de reembolso e roubos de conta. Os pesquisadores também apontam que a falha pode levar a casos de espionagem corporativa, já que empresas poderiam buscar detalhes sobre produtos mais vendidos por seus concorrentes.

O que dizem as empresas

O g1 entrou em contato com a Hariexpress, mas não houve retorno até a publicação da reportagem.

A Amazon disse que "com relação a este episódio, fomos informados pela Hariexpress que não ocorreu o vazamento de nenhum dado" da empresa.

As lojas Americanas afirmaram que "desconhece a ocorrência de qualquer vazamento de dados de seus clientes ou vulnerabilidade em seu ambiente". Segundo a empresa, "a informação também foi certificada pela Hariexpress na última semana".

A Shopee afirmou que "leva a privacidade dos dados muito a sério e está empenhada em garantir a segurança e proteção de seus usuários" e que a Hariexpress informou que seus usuários não foram impactados.

A Magazine Luiza disse que "não registrou qualquer vazamento de dados e mantém constante monitoramento da segurança de suas informações". A loja indicou que, durante os 10 meses em que a integração da Hariexpress ficou ativa, a plataforma "adicionou apenas 30 sellers e registrou 12 vendas realizadas".

A plataforma de comércio eletrônico Tiny ERP explicou permite integrações e, neste caso, o cliente é responsável pelo acesso aos dados de sua conta por terceiros. "A Tiny Software não possui nenhum vínculo com a empresa Hariexpress e não temos nenhum comentário adicional a respeito deste fato, uma vez que não houve nenhum vazamento de dados no ambiente do sistema Tiny ERP", afirmou o serviço.

A Nuvemshop, outro serviço de e-commerce, disse que entrou em contato com a Hariexpress para pedir esclarecimentos, mas que até o momento não teve retorno. "A Nuvemshop reforça que já tomou providências para resguardar a privacidade de seus usuários e reitera o seu compromisso com a segurança e proteção de dados", disse a empresa.

Os Correios disseram que "o material publicado pela Safety Detectives não especifica quais dados pessoais de origem da empresa podem ter sido supostamente vazados" e que até o momento "não há indícios de violação de informações – de pessoas físicas ou jurídicas – oriundas da base de dados da estatal".

"O sistema dos Correios que mantém integração ao servidor citado atua apenas na aferição de peso de encomendas e precificação, não havendo o processamento de dados pessoais. Outros dados compartilhados eventualmente na transação entre os sistemas, tal como o CEP, não permitem identificar titular de dado pessoal, tampouco código de rastreio de objetos. Ainda assim, os Correios seguem apurando o caso, para tomar as providências necessárias e corretivas, no que couber", completa a nota.

Outras lojas que se integram à Hariexpress não retornaram o contato do g1 até a última atualização dessa reportagem.

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terça-feira, 19 de outubro de 2021

Instagram ganhará Collabs, recurso para criar fotos e vídeos com dois autores

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Com a opção, o mesmo post será exibido em dois perfis e compartilhará o número de curtidas, visualizações e comentários. Rede social também vai liberar a publicação de posts pelo navegador e efeitos de realidade aumentada no Reels.
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Por g1

Postado em 19 de outubro de 2021 às 14h05m

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Instagram ganhará Collabs, recurso para dois usuários aparecerem como autores de uma publicação — Foto: Divulgação/Instagram
Instagram ganhará Collabs, recurso para dois usuários aparecerem como autores de uma publicação — Foto: Divulgação/Instagram

O Instagram ganhará um recurso que permite aos usuários publicar fotos e vídeos em conjunto com outra pessoa. Com a funcionalidade, uma publicação poderá aparecer no perfil de ambos e compartilhar os números de curtidas, visualizações e comentários.

O Collabs, como o recurso é chamado, poderá ser usado no feed e no Reels. O Instagram afirmou ao g1 que ele começará a ser liberado nesta semana.

Para adicionar um co-autor para a publicação, será preciso selecionar a opção "Marcar pessoas" na tela de compartilhamento que aparece antes de publicar um conteúdo no feed ou no Reels.

Em seguida, o aplicativo mostrará o botão "Convide um colaborador", que permitirá adicionar outro usuário como autor do post. O recurso permite adicionar somente uma pessoa como colaborador.

A outra pessoa receberá uma notificação sobre o convite e poderá aceitar ou recusar o pedido para ser co-autor. Caso ela aceite, o nome dos dois será destacado na publicação, que chegará aos seguidores de ambos.

Instagram no navegador

Outra mudança que começará a ser liberada pela plataforma é a opção de publicar fotos e vídeos a partir do navegador. A atualização tornará a versão web mais parecida com o aplicativo.

Por enquanto, o Instagram no navegador oferece recursos como curtir posts, publicar comentários, assistir stories e enviar mensagens, mas não deixa criar um novo post. Esta opção começará a ser liberada para a versão web nesta semana.

Instagram permitirá publicar fotos e vídeos pelo navegador — Foto: Divulgação/Instagram
Instagram permitirá publicar fotos e vídeos pelo navegador — Foto: Divulgação/Instagram

Reels com realidade aumentada

O Instagram vai liberar recursos que combinam músicas com realidade aumentada no Reels. Com efeitos em 2D e 3D, as letras das músicas poderão aparecer entre o primeiro e o segundo plano de um vídeo, por exemplo.

A rede social também oferecerá o Superbeat, um recurso de realidade aumentada que aplica edições visuais no vídeo ao ritmo da música que você selecionar. Estes efeitos serão liberados a partir desta semana.

Instagram Reels ganhará recursos de realidade aumentada — Foto: Divulgação/Instagram
Instagram Reels ganhará recursos de realidade aumentada — Foto: Divulgação/Instagram

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Foxconn, que faz celulares da Apple, exibe 3 protótipos de veículos elétricos

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Empresa de tecnologia quer diversificar negócios com veículos. Protótipos são das categorias SUV, sedã e até um ônibus.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 19 de outubro de 2021 às 11h25m

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Foxtron Model C, veículo elétrico feito pela Foxconn — Foto: Fabian Hamacher/Reuters
Foxtron Model C, veículo elétrico feito pela Foxconn — Foto: Fabian Hamacher/Reuters

A Foxconn revelou seus três primeiros protótipos de veículos elétricos nesta segunda-feira (18), destacando planos para diversificar seus negócios para além de ser uma das principais fabricantes de produtos da Apple e outras empresas de tecnologia.

Os veículos - um utilitário esportivo, um sedã e um ônibus - foram desenvolvidos pela Foxtron, uma joint-venture entre a Foxconn e a montadora taiwanesa de veículos Yulon Motor.

O vice-presidente da Foxtron, Tso Chi-sen, disse que espera que os veículos elétricos valham 1 trilhão de dólares taiuaneses para a Foxconn em cinco anos, um valor equivalente a cerca de US$ 35 bilhões.

Foxtron Model E, da Foxconn — Foto: Fabian Hamacher / Reuters
Foxtron Model E, da Foxconn — Foto: Fabian Hamacher / Reuters

Na briga dos carros elétricos

Chamada formalmente de Hon Hai Precision Industry, a maior fabricante mundial de produtos eletrônicos tem como objetivo se tornar um grande grupo no mercado global de veículos elétricos, embora reconheça ser uma novata na indústria automotiva.

A companhia mencionou pela primeira vez suas ambições no mercado de veículos elétricos em novembro de 2019 e se moveu relativamente rápido, anunciando este ano acordos para montar carros com a startup norte-americana Fisker e o grupo de energia da Tailândia PTT.

"A Hon Hai está pronta e não é mais o garoto novo na cidade", disse o presidente da Foxconn, Liu Young-way, no evento programado para marcar o aniversário do bilionário fundador da empresa, Terry Gou, que dirigiu o sedã elétrico até o palco do evento ao som de "Feliz Aniversário".

O sedã, que foi desenvolvido em conjunto com a empresa de design italiana Pininfarina, será vendido por uma montadora não especificada fora de Taiwan nos próximos anos, enquanto o SUV será vendido sob uma das marcas da Yulon e está programado para chegar ao mercado em Taiwan em 2023.

O ônibus, que terá um emblema da Foxtron, começará a circular em várias cidades no sul de Taiwan no próximo ano em parceria com um provedor de serviços de transporte local.

"Até agora, a Foxconn fez um progresso muito bom", disse Kylie Huang, analista de tecnologia da Daiwa Capital Markets.

A Foxconn também estabeleceu como meta fornecer componentes ou serviços para 10% dos veículos elétricos do mundo entre 2025 e 2027.

Este mês, a companhia comprou uma fábrica da startup norte-americana Lordstown Motors para produzir carros elétricos. Em agosto, adquiriu uma fábrica de chips em Taiwan, com o objetivo de atender à demanda futura por chips automotivos.

Um impulso bem-sucedido de montadoras terceirizadas para a indústria automotiva tem o potencial de trazer uma série de novos participantes e minar os modelos de negócios das montadoras tradicionais. Este ano, a montadora chinesa Geely também traçou planos para se tornar uma grande fabricante terceirizada.

E o carro da Apple?

Observadores da indústria estão procurando pistas de quais empresas podem produzir o carro elétrico da Apple. Embora fontes tenham dito anteriormente que a gigante da tecnologia deseja lançar um carro até 2024, a Apple ainda não deu detalhes de planos específicos para o mercado automotivo.

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