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quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Justiça europeia rejeita recurso do Google e mantém multa de 2,4 bilhões de euros

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Tribunal Geral da União Europeia concordou com decisão de 2017 que apontou abuso de posição dominante em seu mecanismo de comparação de preços. Empresa ainda pode recorrer à principal instância jurídica do bloco.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 10 de novembro de 2021 às 14h45m

Post. N. - 4.193

Fachada do Google em Irvine, Califórnia — Foto: Reuters/Mike Blake
Fachada do Google em Irvine, Califórnia — Foto: Reuters/Mike Blake

O Tribunal Geral da União Europeia confirmou na última quarta-feira (10) uma multa ao Google no valor de 2,424 bilhões de euros por entender que houve abuso de posição dominante da empresa por meio de seu mecanismo de comparação de preços online.

A corte rejeitou um recurso do Google contra a multa, originalmente imposta pela autoridade antimonopólio da Comissão Europeia em 2017 e que no momento representava um valor sem precedentes no bloco.

Na avaliação do tribunal, o mecanismo de comparação de preços do Google favorecia a sua própria ferramenta, Google Shopping, em relação a outras empresas na exibição dos resultados, violando desta forma a norma europeia sobre livre concorrência.

O Tribunal Geral da UE reconheceu a natureza anticompetitiva da prática, considerou que provocava "efeitos prejudiciais" e rejeitou os argumentos do Google para justificar a conduta.

Desta maneira, o tribunal "conclui a análise considerando que o valor da multa pecuniária imposta ao Google deve ser confirmado", destacou a instituição em um comunicado.

A apelação contra a multa havia sido apresentada pelo Google e sua dona Alphabet.

Sem margem para dúvidas, o tribunal informou que "descarta a maior parte da ação apresentada pelas duas empresas e mantém a multa imposta pela Comissão (Europeia)".

O que diz o Google

Um porta-voz da divisão europeia do Google afirmou em um comunicado que "revisará de maneira cuidadosaa decisão.

A empresa recordou que adotou mudanças no mecanismo de comparação de preços "em 2017 para cumprir com a decisão da Comissão Europeia. Nossa abordagem funcionou com sucesso por mais de três anos".

Após a decisão, o Google tem agora apenas a possibilidade de apelar à principal instância jurídica do bloco, o Tribunal de Justiça da UE, também com sede em Luxemburgo.

O que diz a Comissão Europeia

Para a Comissão Europeia, o veredicto "é uma mensagem clara de que a conduta do Google foi ilegal, e fornece a clareza jurídica necessária ao mercado".

A Comissão "continuará utilizando todas as ferramentas a sua disposição para abordar o papel das grandes plataformas digitais", completou em um comunicado.

Google x União Europeia

A investigação foi aberta em 2010 por denúncias apresentadas por empresas que se sentiam prejudicadas pelo Google Shopping, como TripAdvisor ou a francesa Twenga.

Quando anunciada, esta multa era a maior da história da UE, mas em 2018 foi superada por outra sanção ao Google de 4,3 bilhões de euros, por seu controle sobre o uso do sistema operacional Android em smartphones.

Além disso, em 2019, a UE puniu o Google com uma multa de 1,5 bilhão de euros por práticas anticompetitivas de sua rede de publicidade AdSense.

A batalha legal entre a Comissão Europeia e o Google é apenas um capítulo dos esforços de Bruxelas contra os gigantes digitais e suas práticas fiscais e comerciais.

A comissária antimonopólio da UE, Margrethe Vestager, já havia levado a Apple aos tribunais, para exigir que a empresa pague 13 bilhões de euros aos contribuintes da Irlanda, mas o caso foi derrotado na justiça.

Também na quarta-feira, o Google obteve uma vitória na justiça britânica, que descartou uma ação coletiva que acusava a empresa de usar ilegalmente dados pessoais em iPhones.

A Comissão Europeia promove uma nova legislação ambiciosa para controlar a atuação dos gigantes digitais no bloco, com duas leis paralelas cujas aprovações estão sendo negociadas com o Parlamento Europeu.

Trata-se de uma Lei de Serviços Digitais e outra sobre Mercados Digitais, que impõe limites estritos à atuação de gigantes como os chamados GAFAM (GoogleAppleFacebookAmazon e Microsoft).

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terça-feira, 9 de novembro de 2021

Feito a mão por Jobs e Wozniak, computador Apple-1 de 45 anos é vendido por US$ 400.000

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Exemplar é um dos computadores produzidos artesanalmente pelos fundadores da Apple nos anos 70. Valor da venda é equivalente a R$ 2,19 milhões.
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Por g1

Postado em 09 de novembro de 2021 às 20h52m

Post. N. - 4.192

Apple-1, computador feito artesanalmente por Jobs e Wozniak — Foto: John Moran
Apple-1, computador feito artesanalmente por Jobs e Wozniak — Foto: John Moran

Um computador feito a mão por Steve Jobs e Steve Wozniak foi vendido em leilão nesta terça-feira (9) por US$ 400.000. O raro exemplar do "Apple-1" é um dos 200 produzidos pela dupla de fundadores da Apple artesanalmente em casa.

O valor é equivalente a R$ 2,19 milhões em conversão direta (cotação de 9 de novembro de 2021).

Também chamado de "Chaffey College", o modelo pertenceu a um professor de eletrônica da instituição que leva o mesmo nome, na Califórnia.

Depois, um aluno dele comprou a máquina por US$ 650, segundo informações do "Los Angeles Times".

Exemplar do Apple-1 foi vendido em leilão — Foto: John Moran
Exemplar do Apple-1 foi vendido em leilão — Foto: John Moran

A estrutura do teclado modelo é feita de madeira Koa, hoje considerada rara, mas que era abundante na época. O artigo acompanha um monitor de vídeo Panasonic de 1986, além de uma cópia do manual do computador, manual de programação original e duas fitas cassete de software.

Nem todas unidades existentes do Apple-1 contam com os mesmos detalhes. Como eram feitos um a um, haviam grandes variedades de detalhes.

A casa de leilões John Moran havia colocado uma estimativa de vende por valor entre US$ 400.000 e US$ 600.000.

Primeiro computador da Apple, o Apple-1 — Foto: John Moran
Primeiro computador da Apple, o Apple-1 — Foto: John Moran

Em 2014, outro exemplar do Apple-1 foi arrematado em leilão, promovido pela Bonhams, por US$ 905.000.

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Circuitos internos do Apple-1, vendido em leilão — Foto: John Moran
Circuitos internos do Apple-1, vendido em leilão — Foto: John Moran


Apple-1, feito artesanalmente, tem caixa de madeira — Foto: John Moran
Apple-1, feito artesanalmente, tem caixa de madeira — Foto: John Moran

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Ações da Tesla 'despencam' mais de 10% após Musk falar em vender fatia da empresa

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Musk, o homem mais rico do mundo, escreveu no Twitter no sábado que iria vender 10% de sua participação na empresa se os usuários da rede social aprovassem a proposta.
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Por g1

Postado em 09 de novembro de 2021 às 15h25m

Post. N. - 4.191

Elon Musk prometeu vender 10% de suas ações na Tesla — Foto: Reuters
Elon Musk prometeu vender 10% de suas ações na Tesla — Foto: Reuters

As ações da Tesla caíam mais de 10% nesta terça-feira (9) depois que usuários do Twitter votaram à favor de proposta de Elon Musk de vender cerca de 10% de sua participação na montadora de carros elétricos.

Por volta das 15h30, as ações da empresa recuavam 10,35%.

Musk, o homem mais rico do mundo, escreveu no Twitter no sábado que iria vender 10% de sua participação na empresa se os usuários da rede social aprovassem a proposta.

Na segunda, as ações já haviam recuado 4,8% como repercussão aos comentários do dono da Tesla.

Votação para a venda de ações

A pesquisa publicada por Musk no Twitter recebeu mais de 3,5 milhões de votos e 57,9% das pessoas votaram "Sim" para a proposta de venda das ações.

Musk havia dito anteriormente que teria de exercer um grande número de opções de ações nos próximos três meses, o que geraria uma grande cobrança de impostos. A venda de parte das ações poderia liberar recursos para pagamento de impostos.

"Eu só tenho ações, portanto, a única maneira de pagar impostos pessoalmente é vendendo ações", escreveu Musk junto com sua pesquisa. "Eu estou preparado para aceitar qualquer uma das opções."

Musk possuía cerca de 170,5 milhões de ações da Tesla até 30 de junho e uma venda de 10% equivaleria a cerca de 21 bilhões de dólares com base no preço de fechamento de sexta-feira, segundo cálculos da Reuters. Incluindo as opções, Musk possui 23% das ações da montadora.

O tuíte de Musk mais uma vez levanta questões sobre se ele está cumprindo acordo de 2018 acertado com a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos (SEC) sob o qual tuítes relevantes sobre a empresa precisam ter aprovação de advogado antes de serem publicados.

A SEC, que não quis comentar o assunto, concluiu que Musk violou o acordo em 2019, levando a agência a tornar o acordo mais rígido.

O bilionário, conhecido por suas brincadeiras no Twitter e interações animadas com seguidores, foi multado em 20 milhões de dólares pela SEC por publicar na rede social em 2018 que estava considerando tornar a Tesla privada pelo valor de US$ 420 por ação e que já tinha financiamento garantido para isso. A SEC também pediu que ele deixasse o cargo de presidente da empresa.

Conheça o TeslaBot, futuro robô de Musk:

Tesla Bot: como funciona o robô humanoide de Elon Musk
Tesla Bot: como funciona o robô humanoide de Elon Musk

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