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sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Alibaba bate recorde de vendas no 'Dia do Solteiro', apesar da pressão do governo chinês

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Preocupadas com o crescente poder e o domínio do mercado das grandes empresas de tecnologia, as autoridades chinesas endureceram a regulação do setor.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 12 de novembro de 2021 às 13h00m

Post. N. - 4.195

O gigante do comércio digital Alibaba bateu um recorde de vendas durante o "Dia dos Solteiros", a maior data anual de compras na China, apesar de uma tímida campanha promocional, devido à pressão do governo sobre as empresas de tecnologia.

Na mira das autoridades chinesas em sua campanha contra os gigantes locais da Internet, a empresa do magnata Jack Ma anunciou vendas de 540,3 bilhões de iuanes (US$ 84,5 bilhões) durante este evento similar à "Black Friday" dos Estados Unidos.

Junto com seu grande concorrente na indústria do comércio pela Internet, chegaram a 889 bilhões de iuanes (US$ 139,4 bilhões), uma cifra que supera o Produto Interno Bruto (PIB) de países como Porto Rico, Cuba, ou Equador.

Este valor representou um recorde de vendas e um aumento de aproximadamente 20% em relação ao ano anterior, apesar de uma campanha prévia de baixo perfil, diante da pressão do governo contra o consumismo e as promoções agressivas.

O Dia dos Solteiros começou há mais de uma década como um evento de 24 horas. No entanto, o Alibaba e seus concorrentes expandiram-no com promoções de 1º a 11 de novembro, e alguns vendedores e plataformas começam a oferecer descontos e ofertas especiais em outubro.

As plataformas digitais registraram fortes vendas de itens como eletrodomésticos, eletrônicos, produtos para animais de estimação, ou cosméticos.

A data supera a "Black Friday" americana e se tornou um termômetro do sentimento do consumidor na segunda maior economia do mundo.

Preocupadas com o crescente poder e o domínio do mercado das grandes empresas de tecnologia, as autoridades chinesas endureceram a regulação do setor.

No comércio eletrônico, o governo tem tentado controlar o uso de dados dos usuários e acabar com práticas monopolistas, como o veto que algumas plataformas fazem de produtos da concorrência.

Saiba mais sobre o Dia do Solteiro na China
Saiba mais sobre o Dia do Solteiro na China

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quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Unicamp cria tecnologias com grafite de lápis, cotonete e nanopartículas de ouro para teste rápido da Covid-19

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Materiais são sensíveis e de baixo custo para uso em exames. Resultado sai em até 6 minutos. Universidade da Pensilvânia foi parceira na aplicação das técnicas.
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Por Patrícia Teixeira, g1 Campinas e Região

Postado em 11 de novembro de 2021 às 15h00m

Post. N. - 4.194

Teste para diagnóstico da Covid-19 com tecnologia desenvolvida pela Unicamp usa grafite de lapiseira e nanopartículas de ouro — Foto: William Reis de Araújo/Arquivo pessoal
Teste para diagnóstico da Covid-19 com tecnologia desenvolvida pela Unicamp usa grafite de lapiseira e nanopartículas de ouro — Foto: William Reis de Araújo/Arquivo pessoal

A Unicamp desenvolveu tecnologias que usam grafite de lápis, cotonete comum e nanopartículas de ouro para testes rápidos de diagnóstico da Covid-19. Os materiais são acessíveis, de baixo custo e os exames são tão precisos quantos os exames já conhecidos. A Universidade da Pensilvânia (EUA) foi parceira da Unicamp na descoberta, que confere resultado para o paciente em até 6 minutos.

O custo em laboratório foi de menos de R$ 1 a até R$ 9 - 15 centavos de dólar a 1,5 dólar - explicou ao g1 o pesquisador do Laboratório de Sensores Químicos Portáteis da Unicamp e coordenador do projeto, William Reis de Araújo. Entenda como cada teste funciona abaixo.

"Acredito que, em termos de aplicação, é viável para qualquer condição. Como o custo e baixo, isso facilita como estratégia de testagem em massa, inclusive para países mais limitados".

Outra vantagem desses dois dispositivos é que podem ser usados para verificação da Covid-19 independentemente da variante. Atualmente as formas mais críticas de apresentação do coronavírus são quatro, e há outras dezenas de interesse e monitoradas mundo afora.

Os dois testes têm em comum a combinação com nanopartículas de ouro que foram recobertas com a enzima que o coronavírus usa para entrar no corpo humano, a ACE-2. Essa enzima é a mesma nas variantes.

"Enquanto o vírus continuar usando essa mesma rota de entrada, o nosso sensor continuará respondendo. Hoje as mutações são pontuais, mas o vírus continua tendo a mesma estratégia de entrada".

Réplica da proteína que o novo coronavírus usa para entrar nas células do corpo humano. — Foto: Reprodução/Jornal Nacional
Réplica da proteína que o novo coronavírus usa para entrar nas células do corpo humano. — Foto: Reprodução/Jornal Nacional

As tecnologias, batizadas de Graphite CoV e Color CoV, levaram cerca de seis meses para serem elaboradas, com etapas em Campinas e na Universidade da Pensilvânia. Elas estão disponíveis para interesse de empresas e startups que desejem investir no ramo, e a Agência Inova da Unicamp atua nessa frente.

"Depende realmente de ter interessados. Como é uma tecnologia em parceria, pode ser algo nacional ou internacional", disse o pesquisador.

Segundo a Inova, precisam também passar por novos testes exigidos para a aprovação pelo Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, e pela Anvisa, no Brasil.

Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) — Foto: Rafael Smaira/G1
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) — Foto: Rafael Smaira/G1

Teste com corrente elétrica

Em um dos kits, o grafite entra na composição de um sensor eletroquímico que indica a presença do coronavírus pela variação da corrente elétrica. São usadas amostras de saliva ou de secreção de nariz e garganta. Mesmo em casos de carga viral baixa, o sensor mostra a alteração que aponta o resultado positivo. A precisão é equivalente ao teste RT-PCR e o resultado sai em 6 minutos.

"Pode ser uma estratégia com as coisas voltando ao ritmo mais próximo do normal, a testagem facilita a identificação de casos em escolas e empresas, por exemplo".

Nas análises clínicas com 100 pacientes, realizadas em parceria com a instituição da Pensilvânia, o desempenho foi equivalente a tecnologias atuais, mas são mais rápidos e com custo bem menor.

Teste com mudança de cor

O segundo kit para detecção da Covid-19 usa amostra de saliva ou secreção nasal do paciente. A cor do algodão na ponta da haste de plástico se altera na presença do vírus, fica azulada ou violeta, e é possível saber o resultado para a infecção em até 5 minutos. O custo estimado por dispositivo foi de 15 centavos de dólar, menos de R$ 1.

"A ideia no futuro é a pessoa usar o próprio cotonete para fazer a coleta e testar em casa. Primeiro coleta a amostra, o vírus se liga no cotonete, e depois coloca na solução das nanopartículas para fazer a revelação. Se for negativo, o cotonete permanece branco, mantém a sua cor original", explicou o pesquisador.

Cotonetes usados em teste rápido desenvolvido pela Unicamp para diagnóstico da Covid-19 — Foto: William Reis Araújo/Arquivo pessoal
Cotonetes usados em teste rápido desenvolvido pela Unicamp para diagnóstico da Covid-19 — Foto: William Reis Araújo/Arquivo pessoal

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quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Justiça europeia rejeita recurso do Google e mantém multa de 2,4 bilhões de euros

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Tribunal Geral da União Europeia concordou com decisão de 2017 que apontou abuso de posição dominante em seu mecanismo de comparação de preços. Empresa ainda pode recorrer à principal instância jurídica do bloco.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 10 de novembro de 2021 às 14h45m

Post. N. - 4.193

Fachada do Google em Irvine, Califórnia — Foto: Reuters/Mike Blake
Fachada do Google em Irvine, Califórnia — Foto: Reuters/Mike Blake

O Tribunal Geral da União Europeia confirmou na última quarta-feira (10) uma multa ao Google no valor de 2,424 bilhões de euros por entender que houve abuso de posição dominante da empresa por meio de seu mecanismo de comparação de preços online.

A corte rejeitou um recurso do Google contra a multa, originalmente imposta pela autoridade antimonopólio da Comissão Europeia em 2017 e que no momento representava um valor sem precedentes no bloco.

Na avaliação do tribunal, o mecanismo de comparação de preços do Google favorecia a sua própria ferramenta, Google Shopping, em relação a outras empresas na exibição dos resultados, violando desta forma a norma europeia sobre livre concorrência.

O Tribunal Geral da UE reconheceu a natureza anticompetitiva da prática, considerou que provocava "efeitos prejudiciais" e rejeitou os argumentos do Google para justificar a conduta.

Desta maneira, o tribunal "conclui a análise considerando que o valor da multa pecuniária imposta ao Google deve ser confirmado", destacou a instituição em um comunicado.

A apelação contra a multa havia sido apresentada pelo Google e sua dona Alphabet.

Sem margem para dúvidas, o tribunal informou que "descarta a maior parte da ação apresentada pelas duas empresas e mantém a multa imposta pela Comissão (Europeia)".

O que diz o Google

Um porta-voz da divisão europeia do Google afirmou em um comunicado que "revisará de maneira cuidadosaa decisão.

A empresa recordou que adotou mudanças no mecanismo de comparação de preços "em 2017 para cumprir com a decisão da Comissão Europeia. Nossa abordagem funcionou com sucesso por mais de três anos".

Após a decisão, o Google tem agora apenas a possibilidade de apelar à principal instância jurídica do bloco, o Tribunal de Justiça da UE, também com sede em Luxemburgo.

O que diz a Comissão Europeia

Para a Comissão Europeia, o veredicto "é uma mensagem clara de que a conduta do Google foi ilegal, e fornece a clareza jurídica necessária ao mercado".

A Comissão "continuará utilizando todas as ferramentas a sua disposição para abordar o papel das grandes plataformas digitais", completou em um comunicado.

Google x União Europeia

A investigação foi aberta em 2010 por denúncias apresentadas por empresas que se sentiam prejudicadas pelo Google Shopping, como TripAdvisor ou a francesa Twenga.

Quando anunciada, esta multa era a maior da história da UE, mas em 2018 foi superada por outra sanção ao Google de 4,3 bilhões de euros, por seu controle sobre o uso do sistema operacional Android em smartphones.

Além disso, em 2019, a UE puniu o Google com uma multa de 1,5 bilhão de euros por práticas anticompetitivas de sua rede de publicidade AdSense.

A batalha legal entre a Comissão Europeia e o Google é apenas um capítulo dos esforços de Bruxelas contra os gigantes digitais e suas práticas fiscais e comerciais.

A comissária antimonopólio da UE, Margrethe Vestager, já havia levado a Apple aos tribunais, para exigir que a empresa pague 13 bilhões de euros aos contribuintes da Irlanda, mas o caso foi derrotado na justiça.

Também na quarta-feira, o Google obteve uma vitória na justiça britânica, que descartou uma ação coletiva que acusava a empresa de usar ilegalmente dados pessoais em iPhones.

A Comissão Europeia promove uma nova legislação ambiciosa para controlar a atuação dos gigantes digitais no bloco, com duas leis paralelas cujas aprovações estão sendo negociadas com o Parlamento Europeu.

Trata-se de uma Lei de Serviços Digitais e outra sobre Mercados Digitais, que impõe limites estritos à atuação de gigantes como os chamados GAFAM (GoogleAppleFacebookAmazon e Microsoft).

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