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domingo, 14 de novembro de 2021

Leilão do 5G: vencedora do lote que inclui rodovias terá de cobrir com internet 4,3 mil km adicionais

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Winity pagou R$ 1,4 bilhão pela faixa de 700 MHz, valor 806% acima do preço mínimo. Edital prevê que parte do ágio seja usado para ampliar cobertura em estradas federais.
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Por Jéssica Sant'Ana, g1 — Brasília

Postado em 14 de novembro de 2021 às 09h00m

Post. N. - 4.196

O lance da Winity Telecom no leilão do 5G, de R$ 1,4 bilhão pelo direito de explorar a faixa nacional de 700 MHz, deve garantir a implantação de infraestrutura para cobrir com sinal de internet móvel 4.367 quilômetros adicionais de rodovias federais, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

O edital do leilão do 5G prevê que a empresa vencedora do lote nacional da faixa de 700 MHz terá, como contrapartida, investir na cobertura de 31.417 mil quilômetros de rodovias federais com sinal de internet móvel de quarta geração (4G) ou superior.

Entretanto, o edital também prevê que, em caso de ágio, uma parte desse valor deve ser aplicado na cobertura de mais trechos (os 4.367 quilômetros). Com isso, a extensão total de rodovias que a empresa terá de cobrir com sinal de internet será de 35.784 quilômetros.

Ágio é o valor do lance que fica acima do preço mínimo exigido. No caso do lote nacional da faixa de 700 MHz arrematado pela Winity, o lance mínimo era de R$ 157,6 milhões.

Ou seja, o R$ 1,4 bilhão oferecido pela Winity é 806% maior que o mínimo exigido pela Anatel e pelo governo pela faixa de 700 MHz.

Leilão do 5G movimenta R$ 47,2 bi, abaixo do esperado pelo governo
Leilão do 5G movimenta R$ 47,2 bi, abaixo do esperado pelo governo

De acordo com a Anatel, pela regra estabelecida no edital, o ágio garantirá a cobertura de outros 4.367 quilômetros de rodovias, elevando o total para 35.784 quilômetros.

Hoje, a malha rodoviária federal tem 125.054 quilômetros, sendo 57.593 quilômetros atendidos por alguma tecnologia móvel (2G, 3G e/ou 4G).

A faixa de 700 MHz foi uma das quatro oferecidas no leilão do 5G. As outras foram a de 2,3 GHz (gigahertz), 3,5 GHz e 26 GHz.

Faixas de frequência funcionam como "avenidas" no ar. É por meio delas que o serviço de transmissão de dados é feito. O prazo de autorização para exploração da faixa de 700 MHz é de 20 anos, prorrogáveis.

Ao todo, o leilão movimentou R$ 47,2 bilhões, sendo R$ 4,8 bilhões de arrecadação para o governo e o restante em investimentos obrigatórios.

Prazo e rodovias

Segundo a Anatel, a Winity terá que investir um total de R$ 2,3 bilhões para cumprir as obrigações previstas no edital.

As rodovias selecionadas para receber o sinal foram as consideradas estratégicas para o transporte de passageiros e para o escoamento da produção agropecuária. A seleção foi feita pelo Ministério das Comunicações, com o apoio da Anatel.

Segundo o governo, a obrigação foi incluída no edital porque era uma demanda antiga de motoristas, passageiros e caminhoneiros.

Entre as principais rodovias que deverão receber internet móvel 4G ou 5G, estão:

  • BR-101 (liga Touros-RN a São José do Norte-RS);
  • BR-116 (liga Fortaleza-CE a Jaguarão-RS);
  • BR-135 (liga São Luís-MA a Sete Lagoas-MG);
  • BR-163 (liga Tenente Portela-RS a Santarém-PA);
  • BR-242 (liga Maragogipe-BA a Sorriso-MT); e
  • BR-364 (liga Cordeirópolis-SP a Mâncio Lima-AC).

O cronograma para cumprimento da obrigação de conectividade das rodovias prevê que:

  • até dezembro de 2023, 10% dos trechos selecionados (com exceção dos adicionais, vindos do ágio) terão de ser cobertos com internet móvel, seguindo a ordem de prioridade estabelecida em edital;
  • até dezembro de 2024, pelo menos 20% dos trechos;
  • até dezembro de 2025, pelo menos 50% dos trechos;
  • até dezembro de 2026, pelo menos 70% dos trechos;
  • até dezembro de 2027, pelo menos 90% dos trechos;
  • até dezembro de 2028, 100% dos trechos, com exceção dos trechos adicionais, vindos do ágio;
  • até dezembro de 2029, 100% dos trechos decorrentes do procedimento de conversão do ágio em compromissos adicionais.
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sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Alibaba bate recorde de vendas no 'Dia do Solteiro', apesar da pressão do governo chinês

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Preocupadas com o crescente poder e o domínio do mercado das grandes empresas de tecnologia, as autoridades chinesas endureceram a regulação do setor.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 12 de novembro de 2021 às 13h00m

Post. N. - 4.195

O gigante do comércio digital Alibaba bateu um recorde de vendas durante o "Dia dos Solteiros", a maior data anual de compras na China, apesar de uma tímida campanha promocional, devido à pressão do governo sobre as empresas de tecnologia.

Na mira das autoridades chinesas em sua campanha contra os gigantes locais da Internet, a empresa do magnata Jack Ma anunciou vendas de 540,3 bilhões de iuanes (US$ 84,5 bilhões) durante este evento similar à "Black Friday" dos Estados Unidos.

Junto com seu grande concorrente na indústria do comércio pela Internet, chegaram a 889 bilhões de iuanes (US$ 139,4 bilhões), uma cifra que supera o Produto Interno Bruto (PIB) de países como Porto Rico, Cuba, ou Equador.

Este valor representou um recorde de vendas e um aumento de aproximadamente 20% em relação ao ano anterior, apesar de uma campanha prévia de baixo perfil, diante da pressão do governo contra o consumismo e as promoções agressivas.

O Dia dos Solteiros começou há mais de uma década como um evento de 24 horas. No entanto, o Alibaba e seus concorrentes expandiram-no com promoções de 1º a 11 de novembro, e alguns vendedores e plataformas começam a oferecer descontos e ofertas especiais em outubro.

As plataformas digitais registraram fortes vendas de itens como eletrodomésticos, eletrônicos, produtos para animais de estimação, ou cosméticos.

A data supera a "Black Friday" americana e se tornou um termômetro do sentimento do consumidor na segunda maior economia do mundo.

Preocupadas com o crescente poder e o domínio do mercado das grandes empresas de tecnologia, as autoridades chinesas endureceram a regulação do setor.

No comércio eletrônico, o governo tem tentado controlar o uso de dados dos usuários e acabar com práticas monopolistas, como o veto que algumas plataformas fazem de produtos da concorrência.

Saiba mais sobre o Dia do Solteiro na China
Saiba mais sobre o Dia do Solteiro na China

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quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Unicamp cria tecnologias com grafite de lápis, cotonete e nanopartículas de ouro para teste rápido da Covid-19

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Materiais são sensíveis e de baixo custo para uso em exames. Resultado sai em até 6 minutos. Universidade da Pensilvânia foi parceira na aplicação das técnicas.
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Por Patrícia Teixeira, g1 Campinas e Região

Postado em 11 de novembro de 2021 às 15h00m

Post. N. - 4.194

Teste para diagnóstico da Covid-19 com tecnologia desenvolvida pela Unicamp usa grafite de lapiseira e nanopartículas de ouro — Foto: William Reis de Araújo/Arquivo pessoal
Teste para diagnóstico da Covid-19 com tecnologia desenvolvida pela Unicamp usa grafite de lapiseira e nanopartículas de ouro — Foto: William Reis de Araújo/Arquivo pessoal

A Unicamp desenvolveu tecnologias que usam grafite de lápis, cotonete comum e nanopartículas de ouro para testes rápidos de diagnóstico da Covid-19. Os materiais são acessíveis, de baixo custo e os exames são tão precisos quantos os exames já conhecidos. A Universidade da Pensilvânia (EUA) foi parceira da Unicamp na descoberta, que confere resultado para o paciente em até 6 minutos.

O custo em laboratório foi de menos de R$ 1 a até R$ 9 - 15 centavos de dólar a 1,5 dólar - explicou ao g1 o pesquisador do Laboratório de Sensores Químicos Portáteis da Unicamp e coordenador do projeto, William Reis de Araújo. Entenda como cada teste funciona abaixo.

"Acredito que, em termos de aplicação, é viável para qualquer condição. Como o custo e baixo, isso facilita como estratégia de testagem em massa, inclusive para países mais limitados".

Outra vantagem desses dois dispositivos é que podem ser usados para verificação da Covid-19 independentemente da variante. Atualmente as formas mais críticas de apresentação do coronavírus são quatro, e há outras dezenas de interesse e monitoradas mundo afora.

Os dois testes têm em comum a combinação com nanopartículas de ouro que foram recobertas com a enzima que o coronavírus usa para entrar no corpo humano, a ACE-2. Essa enzima é a mesma nas variantes.

"Enquanto o vírus continuar usando essa mesma rota de entrada, o nosso sensor continuará respondendo. Hoje as mutações são pontuais, mas o vírus continua tendo a mesma estratégia de entrada".

Réplica da proteína que o novo coronavírus usa para entrar nas células do corpo humano. — Foto: Reprodução/Jornal Nacional
Réplica da proteína que o novo coronavírus usa para entrar nas células do corpo humano. — Foto: Reprodução/Jornal Nacional

As tecnologias, batizadas de Graphite CoV e Color CoV, levaram cerca de seis meses para serem elaboradas, com etapas em Campinas e na Universidade da Pensilvânia. Elas estão disponíveis para interesse de empresas e startups que desejem investir no ramo, e a Agência Inova da Unicamp atua nessa frente.

"Depende realmente de ter interessados. Como é uma tecnologia em parceria, pode ser algo nacional ou internacional", disse o pesquisador.

Segundo a Inova, precisam também passar por novos testes exigidos para a aprovação pelo Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, e pela Anvisa, no Brasil.

Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) — Foto: Rafael Smaira/G1
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) — Foto: Rafael Smaira/G1

Teste com corrente elétrica

Em um dos kits, o grafite entra na composição de um sensor eletroquímico que indica a presença do coronavírus pela variação da corrente elétrica. São usadas amostras de saliva ou de secreção de nariz e garganta. Mesmo em casos de carga viral baixa, o sensor mostra a alteração que aponta o resultado positivo. A precisão é equivalente ao teste RT-PCR e o resultado sai em 6 minutos.

"Pode ser uma estratégia com as coisas voltando ao ritmo mais próximo do normal, a testagem facilita a identificação de casos em escolas e empresas, por exemplo".

Nas análises clínicas com 100 pacientes, realizadas em parceria com a instituição da Pensilvânia, o desempenho foi equivalente a tecnologias atuais, mas são mais rápidos e com custo bem menor.

Teste com mudança de cor

O segundo kit para detecção da Covid-19 usa amostra de saliva ou secreção nasal do paciente. A cor do algodão na ponta da haste de plástico se altera na presença do vírus, fica azulada ou violeta, e é possível saber o resultado para a infecção em até 5 minutos. O custo estimado por dispositivo foi de 15 centavos de dólar, menos de R$ 1.

"A ideia no futuro é a pessoa usar o próprio cotonete para fazer a coleta e testar em casa. Primeiro coleta a amostra, o vírus se liga no cotonete, e depois coloca na solução das nanopartículas para fazer a revelação. Se for negativo, o cotonete permanece branco, mantém a sua cor original", explicou o pesquisador.

Cotonetes usados em teste rápido desenvolvido pela Unicamp para diagnóstico da Covid-19 — Foto: William Reis Araújo/Arquivo pessoal
Cotonetes usados em teste rápido desenvolvido pela Unicamp para diagnóstico da Covid-19 — Foto: William Reis Araújo/Arquivo pessoal

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