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quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Musk quer transformar CO2 no ar em combustível para foguetes da SpaceX

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CEO divulgou iniciativa no Twitter e convidou interessados a se unirem ao projeto. Não é a primeira vez que o empresário investe neste tipo de tecnologia.
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Por g1

Postado em 15 de dezembro de 2021 às 20h20m

Post. N. - 4.226

Foguete Falcon 9, da SpaceX, decola com sonda que irá se chocar contra asteroide — Foto: Bill Ingalls / NASA / via AFP Photo
Foguete Falcon 9, da SpaceX, decola com sonda que irá se chocar contra asteroide — Foto: Bill Ingalls / NASA / via AFP Photo

Elon Musk, CEO da SpaceX, divulgou na sua conta do Twitter que a empresa está começando um programa para transformar o gás carbônico (CO2) na atmosfera em combustível para foguetes. Na publicação, ele convida quem tiver interesse a se unir ao projeto.

A iniciativa pode representar uma mudança para a companhia, considerando que o foguete da empresa Falcon 9 usa querosene para operar - o componente emite, entre outros elementos, grandes quantidades de gás carbônico.

Essa não foi a primeira vez que Musk apresentou interesse neste tipo de tecnologia. Em novembro, a Musk Foundation doou fundos para uma premiação de US$ 100 milhões para 23 equipes de estudantes que desenvolveram projetos para a remoção de carbono da atmosfera.

Ainda nos tweets, Musk declarou que a iniciativa seria importante para o planeta Marte.

Diversos cientistas têm investido na transformação de CO2 em combustível como uma maneira de remover o gás da atmosfera, que contribui para o aquecimento global.

Um exemplo dessas iniciativas é a da Carbon Engineering, uma empresa canadense. O processo desenvolvido por ela envolve sugar o ar e o expor a uma solução química que concentra o CO2. Depois, é realizado um procedimento para refinamento, fazendo com que o gás seja purificado de modo a ser armazenado e, posteriormente, utilizado como um combustível líquido.

Outro projeto é o da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, que consiste em converter as emissões de carbono de fábricas em combustível, usando o calor residual da usina. Com isso, seria gerado um combustível sintético.

Saiba mais:

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SpaceX: 10 pontos sobre a companhia e seu polêmico fundador, Elon Musk
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terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Entenda a teoria do caos e o efeito borboleta, que ajudam a explicar o Universo

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Um princípio da matemática e da física que inspirou a ficção científica, também tem aplicações valiosas na vida cotidiana. Ele ainda tem a capacidade de nos fazer perguntas existenciais.
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TOPO
Por BBC

Postado em 14 de dezembro de 2021 às 13h20m

Post. N. - 4.225

Decisões pequenas podem levar a grandes consequências — Foto: Getty Images via BBC
Decisões pequenas podem levar a grandes consequências — Foto: Getty Images via BBC

Imagine que você esteja caminhando pela rua e, de repente, você se agacha para amarrar o cadarço solto do seu sapato.

Atrás de você, vem um senhor caminhando com cuidado, com um café muito quente nas mãos, mas não percebe que você está ali agachado. Ele tropeça em você, derrama o café e se queima — e acaba precisando ir ao pronto-socorro para receber tratamento.

O senhor que levava o café é piloto de avião e, devido ao acidente, não consegue chegar a tempo para o voo que ele tinha programado. Com isso, o voo se atrasa.

Uma das passageiras do voo estava viajando para uma entrevista de emprego. Como não chegou a tempo, ela perdeu a vaga. Outro era um homem que viajava para se casar e deixou a noiva esperando sozinha no altar.

E havia também dois irmãos que queriam se despedir da avó que sofria uma doença terminal e não conseguiram dar seu último adeus.

Percebeu o caos que você causou?

Esse detalhe aparentemente insignificante de amarrar o cadarço justamente naquele momento e naquele local ocasionou uma série de eventos muito diferentes do esperado por diversas pessoas.

Mas fique tranquilo. Se algum dia isso ocorrer na vida real, você não precisará sentir remorsos. O que aconteceu foi apenas a ação da teoria do caos e do efeito borboleta.

Esses dois conceitos estão presentes na nossa vida diária, ajudam a compreender como o universo funciona e servem de princípio básico para o desenvolvimento de novas tecnologias com aplicação em diversas áreas do conhecimento. Mas do que se tratam?

Efeito borboleta

Vamos começar pelo efeito borboleta, que inspirou artistas, cineastas, escritores e cientistas.

Em 1952, o escritor de ficção científica norte-americano Ray Bradbury publicou o conto "O som do trovão". Nesse conto, um personagem pisa em uma borboleta e esse pequeno detalhe traz graves consequências - incluindo a chegada de um líder fascista ao poder.

Em 1961, o que era ficção tornou-se realidade científica. Naquele ano, o meteorologista Edward Lorenz, também norte-americano, trabalhava em um modelo matemático para a previsão do tempo.

Para isso, ele introduziu no seu computador dados como temperatura, umidade, pressão e direção do vento e observou os resultados. Em seguida, ele introduziu novamente os mesmos dados para conferir os resultados obtidos na primeira vez.

E eis que, inesperadamente, partindo dos mesmos dados nas duas oportunidades, a segunda previsão do tempo foi completamente diferente da primeira.

No princípio, as duas previsões eram parecidas, mas, à medida que o modelo avançava no tempo, as diferenças entre os dois resultados se tornavam cada vez maiores.

O que aconteceu?

Essa diferença tão radical entre os dois prognósticos ocorreu simplesmente porque, na segunda vez, o computador de Lorenz havia arredondado os dados, ou seja, ele considerou algumas casas decimais a menos.

Assim se percebeu que algumas poucas casas decimais aparentemente insignificantes, ao longo do tempo, podem ocasionar alterações monumentais. Para Lorenz, isso equivalia a dizer que o vento que causa o bater de asas de uma borboleta no Brasil pode ocasionar um tornado no Texas, nos Estados Unidos.

Assim nascia a teoria do caos com seu efeito borboleta, indicando que variações muito pequenas podem parecer insignificantes, mas gerarão enormes mudanças ao longo do tempo, provocando uma sensação de caos.

Teoria do caos

A teoria do caos representou um grande desafio para a física clássica, que é regida pelas leis de Newton.

Segundo essas leis, quando forem conhecidas as condições iniciais de um objeto, será possível prever, com relativa facilidade, seu comportamento no futuro.

Ou seja, as leis de Newton são deterministas. Graças a Newton, é possível, por exemplo, prever o movimento dos planetas ou a trajetória de uma bala.

Os padrões do modelo meteorológico de Lorenz tinham forma de borboleta. — Foto: Getty Images via BBC
Os padrões do modelo meteorológico de Lorenz tinham forma de borboleta. — Foto: Getty Images via BBC

Mas a teoria do caos adverte que variações iniciais, mesmo que minúsculas, tornarão as previsões impossíveis com o passar do tempo.

Em princípio, as leis de Newton afirmam que, tendo os dados perfeitos, é possível fazer previsões. Mas, na prática, a teoria do caos nos ensina que, como é impossível ter dados perfeitos, a partir de certo ponto as previsões se tornam inviáveis.

"A teoria do caos é revolucionária porque ela afirma que, mesmo para a física newtoniana, pode haver casos em que, a princípio, o determinismo é certo, mas, na prática, o sistema parece comportar-se de forma tão imprevisível quanto jogar dados", segundo afirmou à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) Paul Halpern, professor de Física da Universidade de Ciências da Filadélfia, nos Estados Unidos.

Caos, mas não desordem

A teoria do caos é um princípio aplicado ao que os matemáticos chamam de "sistemas dinâmicos".

Um sistema dinâmico é qualquer conjunto de fatos sucessivos que se alteram ou evoluem com o tempo, como as condições meteorológicas ou a população de uma cidade. Quando esse sistema é muito sensível às variações das condições iniciais, ele se chama sistema caótico.

Mas, embora o caos faça parecer que tudo se move de forma aleatória, desordenada ou imprevisível, na verdade o próprio caos cria padrões ao longo do tempo.

Por mais caótico que pareça, um sistema segue uma trajetória até determinados pontos. Esses pontos de destino do sistema são conhecidos como "atratores".

No caso de Lorenz, por exemplo, os cálculos utilizados para o seu modelo criaram, ao longo do tempo, um padrão que, coincidentemente, era parecido com as asas de uma borboleta. O conjunto de atratores de um sistema forma os chamados "fractais".

Fractais

"Um fractal é algo que é 'autossimilar'", segundo Halpern. É um objeto matemático no qual qualquer seção, quando observada de perto, tem aparência similar à do objeto completo.

"O fractal perfeito é aquele que, quando se aproxima a imagem, tem a mesma aparência que se observa ao afastar-se", segundo o especialista. "Alguns dos atratores são observados como fractais."

Chegando ao limite

Para Halpern, na vida diária, a teoria do caos "serve para conhecermos os limites do nosso conhecimento".

No campo meteorológico, por exemplo, ela é útil para saber em qual ponto a previsão do tempo começa a perder a precisão.

Halpern também menciona que o conceito dos padrões que criam os atratores serve de base para pesquisas médicas que procuram prever o que pode acontecer com a saúde das pessoas, com base nos dados obtidos ao longo do tempo.

Por outro lado, os fractais são muito utilizados no desenvolvimento da tecnologia digital, telecomunicações, produção de imagens em alta definição e até no desenvolvimento de modelos cosmológicos.

Se avançarmos mais um pouco, a teoria do caos nos levará a questões existenciais. "Ela demonstra que, mesmo se o nosso determinismo for perfeito, existem lacunas no nosso conhecimento - na hora de prever o futuro", segundo Halpern.

E o professor afirma que, para algumas pessoas, este é um argumento que comprova a existência do livre arbítrio, mas esta seria uma discussão ainda mais caótica.

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Empresa israelense usa ar e água para armazenar energia solar para a noite

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Excesso de energia dos painéis solares aciona um sistema onde a água é usada para condensar ar, em tanques subterrâneos, que depois é usado para alimentar uma turbina e gerar eletricidade.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 13 de dezembro de 2021 às 15h35m

Post. N. - 4.224

Uma vista aérea da instalação da Augwind, que capta energia solar, em Kibutz Yahel, Israel, 30 de novembro de 2021 — Foto: Ammar Awad/Reuters
Uma vista aérea da instalação da Augwind, que capta energia solar, em Kibutz Yahel, Israel, 30 de novembro de 2021 — Foto: Ammar Awad/Reuters

A energia renovável dos sistemas movidos a energia solar e eólica no extremo sul de Israel não pode ser armazenada sem custo extra --um grande obstáculo nos esforços do mundo para se livrar dos combustíveis poluentes e evitar uma catástrofe climática.

Mas no Kibbutz Yahel, os moradores começaram a usar uma nova tecnologia que pode armazenar energia solar de forma barata e produzir energia no período noturno.

Durante o dia, o excesso de energia dos painéis solares aciona um sistema onde a água é usada para condensar ar, em tanques subterrâneos. Após o pôr do sol, o ar é liberado para alimentar uma turbina e gerar eletricidade. E o ciclo se repete pela manhã.

Empresa israelense usa água para armazenar energia vinda do sol — Foto: Ammar Awad/Reuters
Empresa israelense usa água para armazenar energia vinda do sol — Foto: Ammar Awad/Reuters

"Outros kibutzim estão esperando e observando para ver se isso funciona e certamente pode se tornar a solução de armazenamento de energia limpa para a região", disse Yossi Amiel, gerente de negócios de Yahel.

O sistema foi desenvolvido pela Augwind Energy, uma empresa negociada em Tel Aviv com valor de mercado de 1,2 bilhão de shekels (386 milhões de dólares).

Ao contrário das plataformas acima do solo que trabalham com ar condensado e requerem um terreno significativo, a empresa diz que seu produto, um tanque de aço relativamente fino com um revestimento de polímero especial, pode ser colocado diretamente na fonte de energia com um custo menor.

A 'AirBattery' de Augwind é cerca de 80% eficiente no armazenamento de energia, um pouco menos do que as baterias, mas, ao contrário das baterias, não se degrada com o tempo.

O presidente-executivo da Augwind, ou Yogev, diz que o preço está no mesmo nível das baterias de íon de lítio, cerca de 250 dólares por quilowatt-hora, e que vai cair no próximo ano para menos de 200 dólares à medida que chegarem a mais clientes.

A empresa já arrecadou 60 milhões de dólares de investidores institucionais, disse ele.

"Nos próximos anos, teremos milhares de megawatts-hora instalados usando a tecnologia 'AirBattery'. Essa é a nossa previsão", disse Yogev. "Mesmo isso, quando você compara com o tamanho do mercado, ainda é muito pequeno."

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