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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Como iPhone de ativista saudita ajudou a expor invasões hackers no mundo todo

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Falha no celular da ativista Loujain al-Hathloul fez pesquisadores em privacidade encontrarem evidências de programa de espionagem da NSO Group que foi usado contra funcionários de governo e dissidentes em todo o mundo.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 17 de fevereiro de 2022 às 20h05m

Post. N. - 4.278

Loujain al-Hathloul foi presa em 2018 e libertada em 2021 — Foto: Reuters
Loujain al-Hathloul foi presa em 2018 e libertada em 2021 — Foto: Reuters

Uma única ativista ajudou a expor a empresa israelense NSO Group, responsável pelo programa de espionagem Pegasus. A companhia é alvo de ações judiciais sob alegações de que seu software foi usado para invadir celulares de funcionários de governo e dissidentes em todo o mundo.

A prática ficou mais conhecida após a Loujain al-Hathloul, ativista saudita dos direitos das mulheres, perceber uma falha em seu iPhone. Um erro incomum no Pegasus fez evidências de espionagem serem descobertas por ela e pesquisadores em privacidade.

Os especialistas ficaram em alerta depois de encontrarem um arquivo de imagem falso que tinha sido deixado na memória do iPhone por engano pelo Pegasus. De acordo com seis pessoas envolvidas no incidente, essa evidência sugeriu que o NSO Group tinha ajudado a hackear o celular da ativista.

Al-Hathloul, uma dos ativistas mais proeminentes da Arábia Saudita, é conhecida por ajudar a liderar uma campanha para acabar com a proibição de mulheres dirigirem na Arábia Saudita.

A ativista saudita Loujain al-Hathloul durante vídeo em que dirige na Arábia Saudita — Foto: AP
A ativista saudita Loujain al-Hathloul durante vídeo em que dirige na Arábia Saudita — Foto: AP

Ela foi libertada da prisão em fevereiro de 2021, após ser acusada de prejudicar a segurança nacional. Logo após sua libertação, a ativista recebeu um e-mail do Google avisando que hackers apoiados pelo Estado tentaram invadir sua conta do Gmail.

Temendo que seu iPhone também tivesse sido hackeado, Al-Hathloul entrou em contato com o grupo canadense de direitos de privacidade Citizen Lab e pediu que investigassem seu dispositivo em busca de evidências, disseram três pessoas próximas a ela à Reuters.

'Defeito' no programa espião

Após seis meses vasculhando seus registros do iPhone, o pesquisador do Citizen Lab Bill Marczak fez o que chamou de uma descoberta sem precedentes: um defeito no software de vigilância implantado em seu telefone deixou uma cópia do arquivo de imagem malicioso, em vez de excluí-lo, após roubar as mensagens de seu alvo.

Marczak e sua equipe descobriram que o programa espião funcionava em parte enviando arquivos de imagem para Al-Hathloul por meio de uma mensagem de texto invisível. Esses arquivos enganaram o iPhone e conseguiram acesso à memória do aparelho para ter acesso às mensagens de usuários.

A descoberta representou uma prova de ataque hacker e levou a Apple a notificar milhares de outras vítimas de hackers apoiados pelo Estado em todo o mundo, de acordo com quatro pessoas com conhecimento direto do incidente.

Em um comunicado, um porta-voz do NSO disse que a empresa não opera as ferramentas hackers que vende. "Os governos, as agências de aplicação da lei e as agências de inteligência o fazem", disse.

O porta-voz não respondeu a perguntas sobre se o seu software foi usado contra Al-Hathloul ou outros ativistas, mas disse que aqueles que fazem essas alegações eram "oponentes políticos da inteligência cibernética".

O NSO Group também declarou que algumas acusações eram "contratualmente e tecnologicamente impossíveis". A empresa se recusou a fornecer detalhes, citando acordos de confidencialidade.

A companhia afirmou ainda que tem um procedimento estabelecido para investigar o suposto uso indevido de seus produtos e que deixou de trabalhar com alguns clientes por questões de direitos humanos.

A experiência de vigilância e prisão de Al-Hathloul a deixou determinada a reunir evidências que pudessem ser apresentadas contra aqueles que usam essas ferramentas, disse sua irmã Lina al-Hathloul.

"Ela sente que tem a responsabilidade de continuar essa luta porque sabe que pode mudar as coisas", afirmou Lina.

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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Google limitará compartilhamento de dados em dispositivos Android

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Gigantes da tecnologia enfrentam pressão de reguladores e usuários para ampliarem a privacidade em seus negócios de publicidade dirigida.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 16 de fevereiro de 2022 às 18h20m

Post. N. - 4.277

O sistema operacional Android  — Foto: Dado Ruvic/Reuters
O sistema operacional Android — Foto: Dado Ruvic/Reuters

O Google anunciou nesta quarta-feira (16) que pretende limitar o compartilhamento de dados com terceiros nos anúncios publicitários em seu sistema operacional Android. A questão é delicada, já que está diretamente relacionada à privacidade dos usuários e, ao mesmo tempo, às receitas da companhia.

Os gigantes do setor de tecnologia estão sob uma pressão cada vez maior para equilibrar privacidade e publicidade dirigida, após reclamações dos usuários e ameaças de órgãos reguladores de impor regras mais rígidas.

As empresas tentam, porém, manter o acesso aos dados, cruciais para suas bilionárias receitas com publicidade.

Isso acontece porque uma parte significativa dos ganhos do Google está relacionada com a venda de anúncios direcionados. Para que os resultados das peças publicitárias sejam mais eficientes, a companhia coleta e compartilha com empresas terceiras uma série de dados de seus usuários.

Os softwares operacionais da Apple e do Google são executados na maioria dos smartphones do mundo. Por isso, qualquer alteração feita em suas políticas poderá afetar bilhões de usuários.

"Nosso objetivo (...) é desenvolver soluções publicitárias eficazes e que melhorem a privacidade, para que os usuários saibam que suas informações estão protegidas e que desenvolvedores e empresas tenham as ferramentas para ter êxito nos dispositivos móveis", disse o Google, em um comunicado.

No ano passado, a Apple anunciou que os usuários de seus cerca de 1 bilhão de iPhones em circulação podem escolher se permitem que suas atividades online sejam rastreadas para fins de segmentação de anúncios.

A empresa alega que isso é uma prova de sua preocupação com a privacidade, enquanto seus críticos afirmam que a empresa ainda pode continuar a fazer este rastreio.

O que são 'cookies' na web e quais riscos eles representam?
O que são 'cookies' na web e quais riscos eles representam?
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Fones de ouvido com Alexa, Echo Buds chegam ao Brasil a partir de R$ 899

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Versão mais cara oferece estojo de carregamento sem fio. Bateria do dispositivo dura até cinco horas de reprodução de música, segundo a empresa.
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Por g1

Postado em 16 de fevereiro de 2022 às 13h35m

Post. N. - 4.276

Echo Buds: fone de ouvido da Amazon com Alexa — Foto: Divulgação
Echo Buds: fone de ouvido da Amazon com Alexa — Foto: Divulgação

A Amazon anunciou nesta quarta-feira (16) a chegada ao Brasil dos fones sem fio Echo Buds, rivais do Apple Airpods, Samsung Galaxy Buds, entre outros.

O acessório já está disponível na loja oficial da marca e tem preço sugerido de R$ 899, na opção de estojo com carregamento por cabo, e R$ 999, na versão com estojo de carregamento sem fio.

Os Echo Buds têm microfones que permitem acessar a assistente virtual Alexa por meio de comandos de voz. Ainda é possível configurar outros serviços, como Siri e Google Assistente.

Este é o primeiro fone de ouvido com Alexa desenvolvido pela Amazon. Além dos alto-falantes da empresa, a assistente virtual está disponível em fones de outras fabricantes.

Os comandos de voz dos Echo Buds permitem, por exemplo, acessar playlists e artistas em serviços como Amazon Music, Spotify, Apple Music, entre outros.

Os fones de ouvido inteligentes da Amazon têm bateria que dura até cinco horas de reprodução de música, segundo a companhia.

Conexão com Alexa via celular

Para utilizar os recursos da assistente virtual, os Echo Buds precisam estar conectados ao smartphone dos usuários. Os fones podem usar dados móveis ou Wi-Fi e, para ativá-los, é preciso ter um cadastro no aplicativo Alexa (disponível para Android e iPhone) que pode ser feito gratuitamente.

Para ativar Echo Buds, usuários devem ter cadastro no aplicativo Alexa, disponível para Android e iPhone — Foto: Divulgação/Amazon
Para ativar Echo Buds, usuários devem ter cadastro no aplicativo Alexa, disponível para Android e iPhone — Foto: Divulgação/Amazon

O acessório pode ser usado para ativar rotinas de automação, como as caixas de som inteligentes da linha Echo. É possível criar lembretes, chegar o calendário, adicionar itens à lista de compras e até conversar com contatos cadastrados na agenda do celular.

Os Echo Buds também oferecem cancelamento de ruído, o que isola o áudio exterior para que os usuários tenham maior imersão no que estão escutando nos fones. O produto tem proteção contra respingos de água, suor ou chuva leve e oferece quatro tamanhos de ponteiras e dois tamanhos de ganchos para ajuste na orelha.

Segundo a Amazon, os fones são desenvolvidos com "múltiplas camadas de proteção e controles de privacidade", incluindo a capacidade de silenciar os microfones com o aplicativo Alexa. Ainda há a possibilidade de visualizar e excluir suas gravações de voz no Portal de Privacidade de Alexa.

Os Echo Buds também trazem o recurso de localização. Para encontrar os fones, é preciso acessar a Alexa no celular ou perguntar para outro dispositivo que tenha a assistente virtual embarcada. Se os Echo Buds estiverem por perto, eles emitirão um sinal sonoro para indicar onde foram deixados.

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