Total de visualizações de página

terça-feira, 1 de março de 2022

Ucrânia sofreu ciberataque horas antes da invasão russa, diz Microsoft

===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====


Companhia americana detectou ofensiva contra a infraestrutura tecnológica ucraniana; na terça (28), a marca anunciou sanções aos veículos de mídia financiados pelo governo da Rússia.
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
Por g1

Postado em 01 de março de 2022 às 12h00m

Post. N. - 4.288

A Microsoft se posicionou contra a invasão da Ucrânia; o governo do país é cliente da companhia de tecnologia. — Foto: REUTERS/Charles Platiau
A Microsoft se posicionou contra a invasão da Ucrânia; o governo do país é cliente da companhia de tecnologia. — Foto: REUTERS/Charles Platiau

A Microsoft é outra das gigantes tecnológicas a tomar medidas contra a invasão da Ucrânia. A companhia americana revela que detectou ataques cibernéticos contra a infraestrutura tecnológica ucranianos na quinta-feira (24), horas antes do presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenar a invasão do país.

A companhia tem o governo da Ucrânia como cliente e afirma que vem acompanhando a situação de perto no país. A empresa classifica a ação dos russos como "trágica, ilegal e injustificada".

"Nos últimos dias, fornecemos inteligência sobre ameaças e sugestões defensivas para as autoridades ucranianas sobre ataques a vários alvos, incluindo instituições e fabricantes militares ucranianos e várias outras agências governamentais", informa um comunicado, publicado no blog oficial da companhia na terça-feira (28).

Várias horas antes do lançamento de mísseis ou movimento de tanques em 24 de fevereiro, o Centro de Inteligência de Ameaças da Microsoft (MSTIC) detectou uma nova rodada de ataques cibernéticos ofensivos e destrutivos contra a infraestrutura digital da Ucrânia.

As informações a respeito dessas ameaças digitais estão sendo compartilhadas com autoridades da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e do governo do Estados Unidos, de acordo com a companhia.

Além de iniciativas para defender a Ucrânia contra ciberataques, a Microsoft diz que está atuando em outras frentes, como: combate à campanhas de desinformação patrocinadas pelos russos e suporte humanitário aos ucranianos.

Microsoft bloqueia mídia estatal russa

Em decisão parecida com a de outras plataformas sociais, como YouTube e Meta (dona do Facebook), a Microsoft anunciou que seu aplicativo agregador de notícias Microsoft Start não vai exibir conteúdo das redes Russia Today (RT) e Sputnik — dois veículos financiados pelo governo russo. A decisão também bloqueia essas informações no portal MSN.com, que pertence à marca.

A Microsoft também vai remover o aplicativo da RT de sua loja no Windows e diminuir a classificação dos dois veículos de comunicação russos em seu buscador Bing. Anúncios vindos da mídia estatal da Rússia também estão banidos no serviço de publicidade da companhia americana.

"A guerra vem acompanhada de uma batalha bem orquestrada em andamento no ecossistema da informação, onde a munição é a desinformação, minando a verdade e semeando a discórdia e a desconfiança", afirma a Microsoft.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================--------------------------------------------------------------------------------====-++-----

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Guerra cibernética: como as empresas de tecnologia se posicionam na guerra na Ucrânia e quais sanções sofreram

===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====


Plataformas sinalizam informações falsas e desmonetizam canais da mídia estatal da Rússia; país acusa censura e bloqueia redes sociais como retaliação.
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
Por g1

Postado em 28 de fevereiro de 2022 às 15h35m

Post. N. - 4.287

Facebook, Twitter, YouTube e Telegram são algumas das marcas envolvidas na guerra cibernética entre Rússia e Ucrânia — Foto: Alessandro Feitosa Jr/G1
Facebook, Twitter, YouTube e Telegram são algumas das marcas envolvidas na guerra cibernética entre Rússia e Ucrânia — Foto: Alessandro Feitosa Jr/G1

Algumas das maiores plataformas de tecnologia do mundo têm se posicionado contra a invasão da Ucrânia, ordenada pelo presidente russo, Vladmir Putin, na última quinta-feira (25). O conflito deflagrado na última semana também tomou o espaço cibernético no fim de semana, com sites oficiais sendo atacados e sanções às plataformas de noticias estatais russas.

Entenda como cada uma das empresas foi afetada e se posicionou a respeito do conflito.

Facebook (Meta)

A Meta, empresa responsável pelo Facebook, é uma das gigantes de tecnologia envolvidas em sanções contra páginas controladas pelo governo da Rússia. A questão envolve a verificação de notícias em relação à invasão da Ucrânia divulgadas por quatro meios de comunicação russos, incluíndo o canal de notícias RT e a agência Sputnik.

O Facebook decidiu impedir a monetização de conteúdos dessas páginas por conta da divulgação de informações falsas. A plataforma se recusa a parar de checar fatos e rotular conteúdo de organizações de notícias estatais. A rede social defende que a checagem de fatos é realizada por agências parceiras, com atuação independente.

A Meta também decidiu proibir a mídia estatal russa de veicular anúncios na plataforma em qualquer lugar do mundo. No domingo, a companhia afirma que seu time de segurança derrubou uma rede de perfis falsos que espalhava fake news contra a Ucrânia.

Em resposta, a reguladora de comunicações da Rússia anunciou que estava limitando o acesso ao Facebook. Segundo os russos, a rede social está praticando censura.

Google

Outra represália aos russos veio do Google, que também bloqueou a monetização de sites, aplicativos e canais no YouTube da imprensa estatal russa. Na prática, isso significa que sites russos não poderão lucrar com os anúncios que aparecem antes e durante os vídeos no YouTube e nem usar a plataforma de publicidade do Google para arrecadar com banners e outras peças publicitárias em sites e aplicativos.

"Em resposta à guerra na Ucrânia, interrompemos a monetização dos veículos financiados pelo Estado russo em nossas plataformas", disse um porta-voz do Google, em um comunicado. "Estamos monitorando ativamente o desenrolar dos acontecimentos e tomaremos mais medidas, se necessário", aponta a companhia.

Mapas desativados

O Google ainda desativou temporariamente dados de tráfego ao vivo do Google Maps na Ucrânia, incluíndo as informações em tempo real sobre as condições de trânsito e quão movimentados estão diferentes lugares. A empresa disse que a decisão foi tomada para a segurança dos ucranianos, após consultar autoridades regionais, informou a agência de notícias Reuters.

Twitter

O Twitter foi quase totalmente bloqueado na Rússia, de acordo com os especialistas da ONG de segurança cibernética NetBlocks. A medida acontece após vídeos e imagens da invasão dos russos viralizarem nas mídias sociais.

O perfil oficial de suporte do Twitter informa que a rede social tem conhecimento da restrição e trabalha para que a plataforma volte a funcionar para os russos.

Nesta segunda, a rede social anunciou que está adicionando avisos em postagens da mídia estatal russa, além de reduzir a visibilidade desses conteúdos. Desde o início da invasão russa, o Twitter registrou cerca de 45 mil postagens com links para os canais de comunicação russos. De acordo com a empresa, a maioria desses posts é visto em perfis de usuários comuns e não nos canais oficiais da mídia russa, que já são rotulados na plataforma.

Telegram

Fundado pelos irmãos russos Nikolai e Pavel Durov, o Telegram vem sendo uma ferramenta poderosa para divulgação de notícias falsas. O CEO do Telegram, Pavel Durov, chegou a afirmar no domingo (27) que considerava restringir parcial ou totalmente alguns canais do aplicativo de mensagens se a situação na Ucrânia piorasse.

No entanto, no mesmo dia, o executivo mudou de ideia por conta de pedidos dos usuários do aplicativo de mensagens. Durov, porém, pede que os usuários tenham cuidado com o que lêem nos canais do app.

O Telegram está, inclusive, envolvido em uma investigação sobre a propagação de discurso de ódio e fake news no Brasil. No sábado, o aplicativo suspendeu contas após decisão do STF.

SpaceX

Além das redes sociais, algumas plataformas disponibilizaram sua tecnologia para ajudar na crise gerada na Ucrânia. É o caso da SpaceX, que ativou o serviço de internet via satélite Starlink na Ucrânia. O fundador da empresa espacial, Elon Musk, revelou no sábado (26) que a companhia estava enviando equipamentos para o país, em resposta a um telefonema do governo ucraniano.

"O serviço Starlink está em funcionamento. Outros terminais estão a caminho", declarou o executivo, que é CEO da montadora de carros elétricos Tesla e do grupo de empresas espaciais SpaceX, em sua conta no Twitter.

As cidades ucranianas de Kharkiv e Mariupol registraram interrupções parciais do serviço de internet após a invasão russa ao país. A primeira interrupção de internet foi registrada em Kharkiv, segunda maior cidade da Ucrânia, que fica ao leste do país. A conectividade na região caiu de quase 100% para 75% na madrugada de quarta para quinta-feira, período da invasão da Rússia.

Airbnb

Outra empresa que anunciou medidas para ajudar os ucranianos foi a plataforma americana Airbnb, que vai oferecer acomodação gratuita de curta duração para 100 mil ucranianos que fogem da invasão russa. As acomodações serão financiadas pela empresa, por doadores do fundo Airbnb para refugiados e por anfitriões, informou a companhia nesta segunda-feira (28).

Ucrânia convoca guerra cibernética

No sábado (26), o ministro de Transformação Digital ucraniano, Mykhailo Fedorov, convocou um "exército de TI" para ajudar a Ucrânia no front digital. Em uma mensagem postada no perfil oficial de Fedorov, há uma convocação de especialistas em tecnologia da informação dispostos a ajudarem os ucranianos.

O principal pedido do governo ucraniano é para que os voluntários realizem ataques de negação de serviço (DDoS) para derrubar sites de empresas, bancos e do governo da Rússia. No começo do sábado, um ciberataque deixou o site oficial do Kremlin fora do ar.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================--------------------------------------------------------------------------------====-++-----

domingo, 27 de fevereiro de 2022

Google suspende monetização da imprensa estatal russa em suas plataformas

===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====


Na sexta-feira (25), o Facebook também proibiu a mídia estatal russa de monetizar publicações.
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
TOPO
Por France Presse

Postado em 27 de fevereiro de 2022 às 14h20m

Post. N. - 4.286

Uma loja do Google é vista no bairro do Chelsea em Manhattan, Nova York, nos EUA, em foto de arquivo de novembro de 2021 — Foto: Andrew Kelly/Reuters/Arquivo
Uma loja do Google é vista no bairro do Chelsea em Manhattan, Nova York, nos EUA, em foto de arquivo de novembro de 2021 — Foto: Andrew Kelly/Reuters/Arquivo

O Google se tornou, neste domingo (27), o mais recente gigante de tecnologia a impedir a imprensa estatal russa de monetizar conteúdo em suas plataformas, em represália pela invasão da Ucrânia pela Rússia.

"Em resposta à guerra na Ucrânia, interrompemos a monetização dos veículos financiados pelo Estado russo em nossas plataformas", disse um porta-voz do Google, em um comunicado.

"Estamos monitorando ativamente o desenrolar dos acontecimentos e tomaremos mais medidas, se necessário", acrescentou.

O anúncio surge horas depois de o YouTube anunciar que os veículos russos financiados pelo Estado não poderiam monetizar seus vídeos na plataforma, entre outras restrições.

"À luz das circunstâncias excepcionais na Ucrânia, estamos tomando uma série de medidas", declarou um porta-voz da empresa.

"Nossas equipes começaram a suspender a possibilidade de que alguns canais gerarem receita no YouTube, incluindo os canais RT em todo mundo", detalhou.

Rússia ataca Ucrânia também no front cibernéticoRússia ataca Ucrânia também no front cibernético

Criada em 2005 como "Russia Today", a RT é acusada, com frequência, pelas autoridades ocidentais de contribuir para a desinformação.

Na sexta-feira, o Facebook anunciou a restrição da atividade da mídia estatal russa, que também não poderá fazer publicidade, nem gerar receita em sua plataforma.

A Alemanha proibiu a RT no início de fevereiro, o que levou a Rússia a fechar o escritório da Deutsche Welle em Moscou.

Vários países anunciaram sanções contra empresas, bancos e autoridades russas depois que Moscou invadiu a Ucrânia na última quinta-feira (24).

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================--------------------------------------------------------------------------------====-++-----