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domingo, 17 de abril de 2022

Por que especialistas temem que Musk reduza a moderação no Twitter se comprar a rede social

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Bilionário tem sinalizado que deseja alterar as regras da plataforma para ampliar liberdade de expressão. Segundo analistas ouvidos pelo g1, mudança poderia facilitar a circulação de crimes, discurso de ódio e desinformação no serviço.
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Por Victor Hugo Silva, g1

Postado em 17 de abril de 2022 às 09h00m

Post. N. - 4.328

Logo do Twitter e página de Elon Musk na rede social. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic
Logo do Twitter e página de Elon Musk na rede social. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic

A proposta de Elon Musk para compra total do Twitter é cercada por dúvidas sobre o que mudará na rede social caso o negócio seja concretizado. O bilionário não deu detalhes sobre quais são seus planos, mas sinaliza que pretende mudar regras de moderação de conteúdo da plataforma.

Nas últimas semanas, Musk tem usado seu perfil na plataforma para comentar sobre o assunto. Ele publicou uma enquete que perguntava aos usuários se o Twitter adere rigorosamente à liberdade de expressão e questionou se seria necessária uma nova rede social para garantir esse princípio.

Para especialistas ouvidos pelo g1, o negócio poderia causar um afrouxamento na moderação de conteúdo do Twitter.

"Ele [Elon Musk] deixa claro que é contra a moderação de conteúdo e entende que esses processos batem de frente com a liberdade de expressão", diz Flávia Lefèvre Guimarães, advogada especializada em direito digital e integrante da Coalizão Direitos na Rede.

Pedro Waengertner, fundador da ACE, holding de investimentos em inovação, avalia que Musk vê uma moderação enviesada no Twitter e entende que, caso a aquisição seja concretizada, o suposto viés poderia ser mantido, mas com sinal trocado.

"Se ele quiser levar a empresa pra onde não existem as exigências de governança que o Twitter tem por ser uma companhia de capital aberto, existe o risco de acontecer exatamente a mesma coisa [viés na moderação] com outras regras", diz Waengertner.

Qual o risco de menos moderação?

O Twitter permite denunciar conteúdos por vários motivos, incluindo violência, conteúdo sexual e comportamento abusivo. Em janeiro, a rede social adicionou uma opção para usuários no Brasil sinalizarem tuítes com fake news.

A expectativa dos especialistas é que pode haver mudança nesse caminho se a empresa for adquirida por Musk, um crítico de como a rede social lida com o direito de usuários se expressarem.

Elon Musk — Foto: Patrick Pleul/Reuters
Elon Musk — Foto: Patrick Pleul/Reuters

A justificativa de oferecer mais liberdade de expressão pode virar um passe para usuários cometerem crimes e disseminarem ódio e desinformação na plataforma, diz Flávia Lefèvre Guimarães.

"Na medida que a moderação de conteúdos e a decisão sobre quais conteúdos terão mais ou menos relevância se dá com base no poder econômico de alguns agentes, você não pode falar que todos os usuários dessa plataforma estão em pé de igualdade para exercer o direito de liberdade de expressão", aponta.

À GloboNews, Carlos Affonso de Souza, diretor do Instituto Tecnologia e Sociedade (ITS Rio), afirmou que é preciso proteger a atividade de moderação de conteúdo. Ele também destacou que o debate sobre liberdade de expressão não pode ser confundido com a ausência de qualquer forma de controle.

"No caso do Elon Musk, essa ideia de que dando muito dinheiro você consegue tirar da frente qualquer atividade de moderação vai transformar o Twitter em algo que não é o Twitter. E algo que, no final das contas, pode ser até mesmo indesejado para uma parte importante dos usuários", destacou.

Investimentos de Musk no Twitter reduziriam publicidade, mas também moderação, diz Carlos Affonso de Souza (ITS Rio)Investimentos de Musk no Twitter reduziriam publicidade, mas também moderação, diz Carlos Affonso de Souza (ITS Rio)

Souza avaliou que as pessoas querem plataformas em que se sintam seguras e indicou que, caso Elon Musk compre o Twitter e reduza a moderação, a rede social poderá perder muitos usuários. A avaliação é compartilhada por Guimarães.

"Ninguém quer usar um serviço que não seja seguro", diz. Segundo ela, se o negócio se concretizar, a tendência é que "haja uma ampliação de usuários mal-intencionados" e, por outro lado, uma saída de quem pretende ter um mínimo de segurança e ver seus direitos respeitados.

O Twitter pode melhorar?

Para Pedro Waengertner, há uma chance de que o Twitter consiga avançar se for comprado pelo fundador da Tesla e da SpaceX. Ele considera que o bilionário pode estar planejando adotar tecnologia para melhorar a moderação de conteúdo.

"Entendo que ele criaria formas com engenharia para permitir que as pessoas consigam ter pluralidade de opiniões dentro de regras estabelecidas", diz Waengertner.

Twitter — Foto: REUTERS/Stephen Lam/File Photo
Twitter — Foto: REUTERS/Stephen Lam/File Photo 

Na última quinta-feira (14), em evento TED, Musk afirmou que não quer "fazer dinheiro" com a compra do Twitter. Segundo ele, a rede social é uma ferramenta importante para a liberdade de expressão no mundo.

"É realmente importante que as pessoas tenham a realidade e as percepções [sobre a realidade] e que elas sejam capazes de se expressar livremente dentro dos limites da lei", disse Musk.

Durante o evento, o magnata afirmou em mais de um momento que qualquer rede social deve cumprir as leis dos países em que operam. "Obviamente, há algumas limitações à liberdade de expressão", comentou.

Reação de acionistas

Musk tem uma participação de 9,2% do Twitter desde março, quando se tornou o maior acionista individual da empresa. A possibilidade de que ele se torne o único dono da marca gerou reação do príncipe saudita Alwaleed bin Talal, um dos principais investidores da rede social.

Em meio às dúvidas sobre a aquisição, o Conselho de Administração do Twitter aprovou sua "poison pill", um mecanismo usado por empresas de capital aberto para proteger acionistas minoritários contras tentativas de aquisição.

Na última quarta-feira (14), o bilionário afirmou que tem um 'plano B' caso não consiga comprar a rede social. Mas disse que os detalhes sobre essa alternativa ficam "para outra hora".

Quem é Elon Musk, bilionário eleito 'Personalidade do Ano' pela revista 'Time'Quem é Elon Musk, bilionário eleito 'Personalidade do Ano' pela revista 'Time'
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sábado, 16 de abril de 2022

Astronautas chineses voltam à Terra após encerrarem missão espacial mais longa da China

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Shenzhou-13 é a mais recente missão do programa da China para competir com os EUA no espaço, após pousar um rover (veículo de exploração espacial) em Marte e coletar amostras da Lua.
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TOPO
Por RFI

Postado em16 de abril de 2022 às 13h25m

Post. N. - 4.327

Astronauta chinês Zhai Zhigang retornou com mais três astronautas à Terra após a missão espacial tripulada Shenzhou-13 para concluir a construção de estação espacial. — Foto: Reuters
Astronauta chinês Zhai Zhigang retornou com mais três astronautas à Terra após a missão espacial tripulada Shenzhou-13 para concluir a construção de estação espacial. — Foto: Reuters

Três astronautas chineses pousaram na região da Mongólia Interior, norte da China, neste sábado (16), após 183 dias no espaço, encerrando a missão espacial tripulada mais longa do país, informou a mídia estatal.

A equipe formada por dois homens e uma mulher - Zhai Zhigang, Ye Guangfu e Wang Yaping - voltou à Terra em uma pequena cápsula pouco antes das 10 horas deste sábado, no horário local (23h00 de sexta no horário de Brasília) depois de passar seis meses na estação espacial chinesa Tiangon, que ainda está em construção.

"A cápsula de reentrada do Shenzhou-13 pousou com sucesso", informou a emissora estatal CCTV.

A espaçonave Shenzhou-13 é a mais recente missão do programa da China para competir com os Estados Unidos no espaço, após pousar um rover em Marte e coletar amostras da Lua.

O trio de astronautas decolou em outubro passado do deserto de Gobi, no noroeste da China, como parte da segunda de quatro missões tripuladas planejadas entre 2021 e 2022 para montar a estação Tiangong, que significa "Palácio Celestial" em mandarim.

Ambições espaciais chinesas

Localizada a uma altitude de 350-400 km, a estação terá três módulos, dos quais apenas um está em órbita atualmente, o Tianhe ("Harmonia Celestial"), onde a tripulação ficou alojada.

Nesse período, os astronautas realizaram diversos experimentos científicos, prepararam equipamentos, testaram tecnologias para as próximas fases de construção e realizaram duas caminhadas espaciais. Em uma delas, no final de novembro, Wang Yaping se tornou a primeira mulher chinesa a realizar uma caminhada espacial.

As últimas semanas da missão consistiram em preparar a cabine para a tripulação da espaçonave Shenzhou-14, que deve ser lançada nos próximos meses.

A China foi por muito tempo o primo pobre da conquista espacial. Excluída da Estação Espacial Internacional, comandada pelos americanos, o país enviou seu primeiro astronauta ao espaço apenas em 2003. Mas a chegada de Xi Jinping ao poder em 2013 acelerou ambições espaciais chinesas, com a autorização, já no ano seguinte, de investimentos privados em tecnologias espaciais.

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quinta-feira, 14 de abril de 2022

Elon Musk propõe comprar Twitter por US$ 41,5 bilhões

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Dono da Tesla e da SpaceX já havia comprado quase 10% de participação na rede social. Em carta ao presidente do Twitter, Musk oferece US$ 54,20 por ação e diz que vai reconsiderar ser acionista na companhia caso a proposta seja negada.
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Por g1

Postado em 14 de abril de 2022 às 08h45m

Post. N. - 4.326

O chefe da Tesla, Elon Musk, fez proposta para comprar todo o Twitter.  — Foto: Reuters via BBC Brasil
O chefe da Tesla, Elon Musk, fez proposta para comprar todo o Twitter. — Foto: Reuters via BBC Brasil

O bilionário Elon Musk, fundador da Tesla e da SpaceX, fez uma proposta para adquirir o Twitter por mais de US$ 41 bilhões (cerca de R$ 197 bilhões), segundo um documento regulatório da rede social.

Musk, o homem mais rico do mundo, ofereceu ao Twitter US$ 54,20 (R$ 255) por ação do grupo. O valor é 38% mais alto que o preço da ação da rede social até 1º de abril. A empresa informou que fará uma reunião com todos os seus funcionários nesta tarde para debater a proposta.

O magnata havia informado no início de abril que comprou uma participação de 9,2% da rede social em uma operação efetivada em março. Após a compra, no entanto, ele rejeitou fazer parte do conselho de administração do Twitter.

Na rede social, Elon Musk publicou: "Eu fiz uma oferta". Junto à publicação, há um link para a carta que enviou à companhia. No documento, ele afirmou que, caso a oferta não seja aceita, "reconsiderará" sua posição de acionista.

"Desde que fiz meu investimento, me dei conta de que a companhia não vai nem prosperar nem atender a esse imperativo social em sua forma atual. O Twitter precisa ser transformado em uma empresa privada", escreveu em carta endereçada ao presidente do conselho da rede, Bret Taylor. "Esta é minha melhor oferta e a oferta final".

O Twitter, segundo revelou uma fonte à agência de notícias Reuters, será aconselhado pelos bancos de investimentos Goldman Sachs & Co e pelo escritório de advocacia dos Estados Unidos Wilson Sonsini Goodrich & Rosati para tomar uma decisão sobre a proposta.

Logo após o anúncio da intenção de compra da rede social por Elon Musk, as ações da companhia subiram 12%. Já as da Tesla caíram 1%.

Na terça-feira (12), ex-acionistas do Twitter processaram Elon Musk por ter demorado a divulgar oficialmente a compra de ações na rede social. Eles alegam que foram prejudicados com o atraso porque venderam ações antes da valorização causada pelo anúncio da participação de Musk.

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