Total de visualizações de página

domingo, 15 de maio de 2022

Elon Musk diz que equipe jurídica do Twitter o acusa de violar confidencialidade sobre bots

===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====


Bilionário revelou no seu perfil que o tamanho da amostra para as verificações da rede social sobre usuários automatizados era de 100.
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
Por Reuters

Postado em 15 de maio de 2022 às 11h50m

Post. N. - 4.345

Elon Musk — Foto: Reuters
Elon Musk — Foto: Reuters

O bilionário Elon Musk afirmou nas redes sociais que a equipe jurídica do Twitter o acusou de violar um acordo de confidencialidade ao revelar que o tamanho da amostra para as verificações da plataforma sobre bots e contas falsas era de 100 perfis. Para a empresa, esse dado é interno e confidencial.

"O departamento jurídico do Twitter acabou de ligar para reclamar que eu violei seu NDA ao revelar que o tamanho da amostra de verificação de bot é 100!" tuitou Musk em sua conta, no sábado (14).

Na sexta-feira (13), Musk chegou a afirmar que seu acordo de US$ 44 bilhões para tornar a empresa privada estava "temporariamente suspenso" enquanto ele aguardava dados sobre contas falsas.

Horas depois, afirmou que continuava comprometido com a compra, mas disse que sua equipe testaria "uma amostra aleatória de 100 seguidores" no Twitter para identificar os bots.

"Convido outras pessoas a repetir o mesmo processo e ver o que descobrem", afirmou.

Um internauta chegou a questionar Musk como seria feito o processo de amostragem e o bilionário respondeu:

"Qualquer processo sensato de amostragem aleatória é bom. Se muitas pessoas obtiverem resultados semelhantes de forma independente para % de contas falsas/spam/duplicadas, isso será revelador. Eu escolhi 100 como o número do tamanho da amostra, porque é isso que o Twitter usa para calcular <5% falso/spam/duplicado".

Ele ainda brincou com a situação: "Os bots estão bravos por serem contados 🤣", escreveu.

Musk respondeu internauta sobre como será feita a amostra aleatória — Foto: Reprodução/Twitter
Musk respondeu internauta sobre como será feita a amostra aleatória — Foto: Reprodução/Twitter

Musk ainda afirmou na madrugada deste domingo (15) que ainda não viu "qualquer" análise que mostre que a empresa de mídia social tem contas falsas menos de 5%.

Mais tarde, disse que "há alguma chance de ser mais de 90% dos usuários ativos diários".

Dados de usuários

Musk publicou que a compra do Twitter estava suspensa.  — Foto: Reprodução
Musk publicou que a compra do Twitter estava suspensa. — Foto: Reprodução

Dados do Twitter indicam que os perfis fake e usados para postagens de mensagens de spam representam 5% da base de 229 milhões de usuários ativos da rede.

O magnata já demonstrou publicamente sua preocupação com a possibilidade do Twitter "estar morrendo". Além dos perfis falsos, Musk aponta que várias contas de celebridades têm muitos seguidores, mas não têm conteúdo publicado frequentemente na plataforma.

Elon Musk diz que processo para a compra de Twitter está suspenso, depois volta atrásElon Musk diz que processo para a compra de Twitter está suspenso, depois volta atrás

Em resumo, bots ou robôs são contas controladas por um programa de computador que pode fazer todas as ações de um usuário comum do Twitter: curtir conteúdos, seguir outros usuários, publicar e retuitar postagens.

Esse tipo de conta pode ser usado para diversos fins: desde informar sempre que determinado perfil posta uma nova mensagem até disseminar notícias falsas. (Saiba mais sobre o uso malicioso de bots no Twitter)

contas falsas ou perfis fake são contas que representam uma pessoa, organização ou empresa que não existe realmente nas redes sociais. Eles podem ser criados usando nomes, informações e fotos de celebridades, personagens da ficção ou até mesmo fazendo uso indevido de dados de terceiros.

Não necessariamente um perfil falso é um robô. Tanto no Twitter quanto em outras redes sociais há perfis que são usados e atualizados por usuários reais.

Já os chamados bots de spam usam essas ações para atividades que podem ser prejudiciais, como divulgação excessiva de marketing para determinada empresa ou disseminação de mentiras para influenciar a opinião dos usuários a respeito de um assunto ou político.

No caso de robôs envolvidos em golpes, eles também podem ser chamados de scam bots. O próprio Elon Musk comentou em entrevista recente que vive esbarrando em golpes que usam a promessa de lucros com criptomoedas para atrair vítimas.

Quantas contas falsas o Twitter tem?

Não é possível chegar a um número exato de quantas contas falsas existem na rede social. Em seu último relatório de resultados enviado para a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês), o Twitter afirma ter conhecimento de que "existem várias contas falsas ou de spam na plataforma".

A empresa estima que elas representem 5% da base de 229 milhões de usuários ativos da rede social. O que significa que estariam em torno de 11,5 milhões de contas. Só que o próprio Twitter reconhece que essa informação pode ser diferente.

"Nossa estimativa de contas falsas ou de spam pode não representar com precisão o número real de tais contas, e o número real de contas falsas ou de spam pode ser maior do que estimamos", afirma o documento enviado pela rede social à SEC.

De acordo com o documento, o time da rede social aplicou um "julgamento significativo" para chegar a esse dado. Ou seja, não é possível dizer quanto essa estimativa foi influenciada ou quais critérios a empresa usou para chegar à informação.

Curiosamente, após o anúncio do acordo com Musk, um movimento atípico no Twitter chamou a atenção de especialistas: perfis conservadores, incluindo o do próprio presidente Jair Bolsonaro (PL), ganharam milhares de novos seguidores.

Em entrevista à BBC Brasil, o CEO da plataforma BotSentinel, Christopher Bouzy, diz que essas contas não são "orgânicas". Já o Twitter afirmou que as oscilações parecem ter ocorrido de forma natural.

Elon Musk e o Twitter: Uma relação antiga e polêmicaElon Musk e o Twitter: Uma relação antiga e polêmica

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================--------------------------------------------------------------------------------====-++-----

sábado, 14 de maio de 2022

Bradesco Financiamentos relata possível vazamento de dados de 53 mil clientes

===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====


Banco informou que já comunicou os clientes e autoridades sobre incidente.
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
Por g1

Postado em 14 de maio de 2022 às 14h00m

Post. N. - 4.344Aplicativo do Bradesco — Foto: Divulgação

Aplicativo do Bradesco — Foto: Divulgação

O Bradesco informou que sua subsidiária Bradesco Financiamentos detectou um incidente que pode ter permitido a visualização não autorizada de dados de contratos de cerca de 53 mil clientes.

Em comunicado feito nesta sexta-feira (13), o banco afirmou à agência Reuters que "todas as medidas necessárias para a solução do incidente, bem como de comunicação aos clientes e às autoridades competentes, foram adotadas".

Ainda conforme o Bradesco, o possível vazamento não colocou em risco a integridade de acesso a sistemas transacionais dos clientes.

Vazamento de dados

No mês passado, o Banco Pan informou que detectou recentemente uma "fragilidade" na plataforma de um fornecedor de tecnologia, utilizada na Central de Atendimento a clientes do segmento de cartões, o que permitiu o vazamento de informações de clientes.

Isso possibilitou, de acordo com a instituição financeira, a cópia não autorizada de dados cadastrais e de limite disponível e saldo devedor "sem que tenham sido expostos dados completos de cartão, senhas ou qualquer dado que incorra em risco financeiro direto para o cliente e para o banco".

Não foi informado quantos clientes foram expostos. A instituição financeira, de acordo com sua assessoria de imprensa, tem cerca de 17 milhões de clientes ativos.

Em fevereiro deste ano, o Banco Central informou que houve vazamento de dados de "natureza cadastral" relacionados com o PIX de clientes da instituição financeira Logbank Soluções em Pagamentos S/A.

De acordo com o BC, dados cadastrais vinculados a 2.112 chaves PIX, contendo o nome do usuário, o CPF, a instituição de relacionamento e o número da conta, foram vazados.

Vazamento do Pix: BC apura dados de 160 mil clientes expostos sem autorizaçãoVazamento do Pix: BC apura dados de 160 mil clientes expostos sem autorização

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================--------------------------------------------------------------------------------====-++-----

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Siemens deixará a Rússia, onde está presente desde os czares

===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====


Multinacional alemã decidiu encerrar as operações após os negócios serem afetados com as sanções internacionais; empresa estava há cerca de 170 anos no país.
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
TOPO
Por Dirk Kaufmann, Deutsche Welle

Postado em 12 de maio de 2022 às 15h45m

Post. N. - 4.343

Demissões afetam sobretudo os serviços administrativos e os cargos de direção. — Foto: AFP
Demissões afetam sobretudo os serviços administrativos e os cargos de direção. — Foto: AFP

Após cerca de 170 anos no país, multinacional alemã decide encerrar suas operações na Rússia. A razão é a guerra na Ucrânia, mas sanções internacionais desde a invasão da Crimeia já estavam afetando os negócios.

"Condenamos a guerra na Ucrânia e decidimos encerrar nossas atividades comerciais e industriais na Rússia de forma ordenada", disse o CEO da Siemens, Roland Busch, nesta quinta-feira (12/05), ao apresentar os últimos resultados da empresa.

Pouco depois da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro, a Siemens já havia interrompido todos os novos negócios e entregas para a Rússia e para Belarus. Agora, a retirada do mercado russo deve prosseguir, disse Busch.

"Esta decisão não foi fácil para nós", afirmou, mencionando o dever de cuidado com os clientes e os funcionários locais. As consequências para os funcionários estavam sendo analisadas e a empresa "continuaria a apoiá-los da melhor maneira possível".

Negócios desde o século 19

A Siemens foi fundada em 1847 em Berlim por Werner Siemens, tenente da artilharia, e Johann Georg Halske, especialista em mecânica de precisão. Em apenas algumas décadas, a empresa cresceu de uma pequena oficina – que, além de telégrafos, fabricava principalmente mecanismos de anéis ferroviários, isoladores de fios e medidores de água – para uma das maiores empresas do setor elétrico do mundo.

A Siemens foi uma das primeiras empresas industriais multinacionais da Europa. A produção no exterior começou em 1863, quando a Siemens fundou uma fábrica de cabos em Woolwich, na Inglaterra.

Dezenove anos mais tarde, a empresa colocou seu pé na Rússia, fundando uma fábrica de cabos em São Petersburgo. Na Rússia czarista, a Siemens participou da construção da ligação telegráfica entre Moscou e a então capital São Petersburgo.

Hoje, a Siemens é um conglomerado internacionalmente ativo. Mais de 300 mil pessoas trabalham para a empresa, que é sediada em Berlim e Munique e tem escritórios em 125 locais na Alemanha e em mais 190 países. Em 2021, a companhia teve um faturamento de 62,3 bilhões de euros (R$ 334 bilhões).

Problemas crescentes com a Rússia

Com exceção do período das duas guerras mundiais, a cooperação com a Rússia czarista e, mais tarde, com a União Soviética, desenvolveu-se em geral sem problemas para a Siemens. Isso mudou quando a atual Rússia, liderada pelo presidente Vladimir Putin, entrou cada vez mais em conflito com instituições internacionais e se tornou alvo de sanções e boicotes.

Em 2020, por exemplo, autoridades alfandegárias do aeroporto de Frankfurt apreenderam uma remessa da Siemens contendo interruptores e módulos de computador.

A encomenda deveria ir para uma subsidiária da estatal nuclear russa Rosatom e, aparentemente, seria então encaminhada à usina nuclear iraniana Bushehr. O envio dos componentes da Siemens, portanto, violaria o embargo da União Europeia ao Irã. A Siemens alegou que não sabia que a remessa seria encaminhada ao Irã.

A direção da empresa nem sempre se comportou de forma clara e também tentou levar adiante os negócios com a Rússia apesar dos embargos impostos. Por exemplo, o então CEO da Siemens, Joe Kaeser, viajou para Moscou apenas duas semanas após a Rússia ter anexado a Península da Crimeia, em março de 2014. Lá, ele se encontrou com o presidente Putin e o chefe da empresa estatal russa de ferrovias, Vladimir Yakunin.

Kaeser elogiou as "relações de confiança" com a Rússia e prometeu não se deixar guiar por "turbulências de curto prazo". O momento da visita e os comentários de Kaeser levantaram suspeitas de que a Siemens queria minimizar o significado da anexação da Crimeia e colocar seu próprio lucro acima do direito internacional e dos interesses europeus.

A Siemens também é suspeita de ter violado sanções ao fornecer turbinas a gás para a Crimeia. Segundo o contrato, elas seriam destinadas para uma usina termoelétrica na Rússia, mas o jornal russo Vedomosti descobriu mais tarde que as turbinas eram destinadas à península anexada por Moscou. A Siemens queria entregá-las nas cidades de Sevastopol e Simferopol, na Crimeia, apesar das sanções.

O governo alemão repreendeu a empresa na época: "É responsabilidade da empresa garantir que as leis de exportação e sanções sejam observadas", disse uma porta-voz do Ministério da Economia. O então porta-voz do governo federal, Steffen Seibert, falou que o caso era "completamente inaceitável".

Siemens pode bancar decisão

A Siemens está neste momento sentindo os efeitos das sanções contra a Rússia, e contratos do setor ferroviário, em particular, enfrentam prejuízos.

Por outro lado, as vendas da Siemens na Rússia têm representado apenas cerca de 1% de suas vendas globais. Enquanto isso, a demanda mundial por produtos da Siemens segue alto. No último balanço da empresa, ela reportou que as encomendas cresceram em um terço e as vendas, em 16%.

O CEO da Siemens, porém, tem mencionado um ambiente de negócios difícil. Ele afirma que, além da guerra na Ucrânia, a empresa alemã também vem sentindo as consequências da pandemia, e citou aumento dos riscos relacionados ao fornecimento de componentes eletrônicos, matérias-primas e de logística.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================--------------------------------------------------------------------------------====-++-----