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domingo, 22 de maio de 2022

Cannes entra na era do metaverso para atingir o público jovem

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Os organizadores do festival também firmaram uma parceria com o jogo 'Fortnite' para recriar o Palais des Festivals, centro de convenções que abriga o evento.
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TOPO
Por RFI

Postado em 22 de maio de 2022 às 09h45m

Post. N. - 4.351

Metaverso é ambiente de realidade virtual planejado pelo Facebook — Foto: Reprodução/Facebook
Metaverso é ambiente de realidade virtual planejado pelo Facebook — Foto: Reprodução/Facebook

O metaverso e seus desdobramentos são o tema de duas revistas francesas esta semana. Enquanto a "L’Obs" explora a entrada do icônico Festival de Cannes neste "novo mundo", "Le Point" entrevista o "rei" do metaverso, Andrew Bosworth, diretor tecnológico da Meta –  empresa que controla Facebook, Instagram e Whatsapp – que pretende converter 1 bilhão de pessoas para seu mundo paralelo até 2030.

Este ano, o Festival de Cinema de Cannes se abre às novas tecnologias, ao lado de seu novo parceiro para esta 75ª edição, a mídia online Brut.

O mundo do cinema está determinado a pular no trem do metaverso em movimento, escreve L’Obs. Com a mídia Brut como nova parceira, o festival tem a ambição de integrar o fenômeno dos games "Fortnite", mas também está se voltando para os NFTs.

75ª edição do Festival de Cannes começa nesta terça-feira (17) — Foto: LOIC VENANCE / AFP
75ª edição do Festival de Cannes começa nesta terça-feira (17) — Foto: LOIC VENANCE / AFP

Dentre as novidades do festival este ano há também uma parceria com o Youtube, a reinvenção de Cannes na mídia graças às redes sociais e a entrada no mundo dos videogames.

O universo de "Fortnite", um dos videogames mais populares do mundo desenvolvido pela empresa americana Epic Games, já havia recebido shows virtuais de artistas como Ariana Grande ou Travis Scott, que reuniram mais de 12 milhões de espectadores.

Desta vez é o mundo do cinema que o videogame procura recriar. No ambiente virtual, tem palmeiras, tendas brancas e o icônico Palais des Festivals, tudo parece pronto para compartilhar o evento cinematográfico do ano com jogadores de todo o mundo.

Com mais de 350 milhões de jogadores em 2020, segundo o portal de estatísticas Statista, o fenômeno é uma das melhores formas de atingir o alvo privilegiado desta edição: os jovens.

O estúdio francês Vysena, especializado no desenvolvimento de experiências no Fortnite Creative desde abril de 2021, se encarregou da recriação do Palais des Festivals e seus arredores no metaverso do jogo.

Esta não é a primeira aposta da equipe em termos de modelagem realista, pois vários de seus membros já haviam participado da reconstrução de um evento centrado no famoso discurso de Martin Luther King, "I have A Dream" (Eu tenho um sonho).

Converter 1 bilhão de terráqueos ao metaverso 

Já a revista Le Point conversa com o "rei" do metaverso, Andrew Bosworth, diretor tecnológico da Meta. Ex-professor de Inteligência Artificial de Mark Zuckerberg, também diplomado por Harvard, Bosworth assumiu recentemente o posto.

Ele é o craque deste mundo imersivo que está na origem da mudança do nome do Facebook para Meta e constitui a aposta mais arriscada para a rede social desde a sua criação, em 2004.

Andrew Bosworth é o diretor de tecnologia da Meta, controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp — Foto: Divulgação/Meta
Andrew Bosworth é o diretor de tecnologia da Meta, controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp — Foto: Divulgação/Meta

Mark Zuckerberg tem como objetivo converter 1 bilhão de terráqueos ao seu mundo paralelo até 2030 e essa ambição já lhe custou US$ 13 bilhões, informa a Reuters. 

Enquanto o faturamento do Facebook tende a estagnar, Andrew Bosworth afirma se preparar para a "era pós-celular", em que as pessoas acessarão a rede por meio de acessórios que vão desde pulseiras conectadas tipo CTRL-Labs até óculos Ray-Ban Stories, que permitem o compartilhamento de vídeos capturados ao vivo nas redes sociais, passando pelo capacete de realidade virtual Oculus Quest.

O fã de "Star Trek", que se destacou como arquiteto do feed de notícias do Facebook, será julgado pelo sucesso dessa revolução do metaverso.

Em dezembro de 2021, a plataforma social de realidade virtual Horizon Worlds foi lançada nos Estados Unidos e Canadá pela Meta. E, há poucos dias, Zuckerberg entregou uma prévia do projeto Cambria, que facilitará o acesso a esse mundo paralelo: um capacete que, aliado a um novo software, permite ao usuário pegar objetos virtuais apertando os dedos ou ver um treinador de ginástica aparecer à sua frente capaz de levar em conta os movimentos de pernas e braços.

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sexta-feira, 20 de maio de 2022

O que Elon Musk tem a ver com internet via satélite e monitoramento da Amazônia

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SpaceX, empresa do bilionário, deve oferecer internet em escolas de áreas remotas e monitorar o desmatamento da Amazônia. Empresário chegou ao Brasil nesta sexta (20) para um encontro com o presidente Jair Bolsonaro e outros membros do governo.
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Por g1

Postado em 20 de maio de 2022 às 14h05m

Post. N. - 4.350

Ao lado do ministro das Comunicações, Fabio Faria, Elon Musk acena em chegada ao Brasil — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Ao lado do ministro das Comunicações, Fabio Faria, Elon Musk acena em chegada ao Brasil — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Elon Musk desembarcou no Brasil nesta sexta-feira (20) para um encontro com o presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros integrantes do governo brasileiro. A reunião deve ter como assunto principal as iniciativas tecnológicas para a proteção da Amazônia, incluindo o uso de satélites para levar internet e monitoramento do desmatamento na região.

O encontro acontece em um resort de luxo no interior de São Paulo. Em uma mensagem postada no Twitter nesta sexta, Musk se diz empolgado de estar no Brasil e pela oportunidade de conectar 19 mil escolas em áreas rurais.

Sem dar detalhes, o bilionário também menciona que deve usar a tecnologia de sua startup de transporte aeroespacial para monitoramento ambiental a Amazônia.

A visita de Musk, que é o presidente-executivo da SpaceX e da Tesla, acontece depois de uma reunião do bilionário com o ministro das Comunicações brasileiro, Fabio Faria, realizada em novembro.

Fundada em 2002, a SpaceX é uma startup voltada para o transporte aeroespacial que ganhou destaque ao utilizar tecnologia para reaproveitar os foguetes usados para transporte de cargas.

A companhia já realizou missões de turismo espacial e frequentemente presta serviços para a agência espacial norte-americana (Nasa) no envio de astronautas e suprimentos para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

O primeiro lançamento de um foguete da companhia só aconteceu em 2008. Dez anos depois, a fim de testar seu foguete mais poderoso até então, Musk mandou um carro da Tesla para o espaço.

Além de enviar satélites, a SpaceX também manda pessoas para fora da Terra. Em 2021, ela conquistou um marco importante no turismo espacial com o lançamento de 4 pessoas "comuns" à órbita da Terra – que até então só tinha recebido astronautas profissionais.

SpaceX: 6 fatos sobre a missão que levou quatro civis para o espaçoSpaceX: 6 fatos sobre a missão que levou quatro civis para o espaço

Musk não estava a bordo, mas, com o sucesso da missão, ofuscou de certa forma seus concorrentes no segmento, os também bilionários Jeff Bezos, dono na Amazon, e Richard Branson, da Virgin Galactic.

Divisão de internet por satélite

Um dos braços da SpaceX é a Starlink, divisão voltada para o fornecimento de internet via satélite. Nesse segmento, a empresa de Musk tem como uma de suas principais concorrentes a Blue Origin, de Jeff Bezos, que também oferece internet via satélite.

Em janeiro, a companhia de Musk foi autorizada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a funcionar no Brasil. Com isso, a empresa vai poder oferecer seu serviço de satélite em todo o território brasileiro. O direito de exploração vai até 2027.

A SpaceX trabalha para criar uma "constelações de satélites", que têm o objetivo de levar conexão para áreas remotas em todo o planeta. A companhia já lançou mais de 1.800 satélites desse tipo.

A intenção do governo é usar os satélites das empresas de Musk para levar internet de alta velocidade para a região amazônica, conectando escolas, unidades de saúde e comunidades indígenas em áreas remotas, onde é mais difícil chegar internet por fibra óptica, por exemplo.

A meta do ministério é conectar 100% das escolas da região até o final do ano.

'Constelação' de satélites ocupará órbita terrestre baixa e ficará bem mais próxima da Terra que os satélites geoestacionários — Foto: Arte/g1
'Constelação' de satélites ocupará órbita terrestre baixa e ficará bem mais próxima da Terra que os satélites geoestacionários — Foto: Arte/g1

Monitoramento ambiental

Outro tema comentado por Musk é a o uso da tecnologia da SpaceX para ajudar na preservação da floresta amazônica e no desenvolvimento da região. Mas ainda não há detalhes sobre como será realizada essa colaboração.

O monitoramento via imagens de satélites do desmatamento na Amazônia Legal já acontece e é função do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, desde 1988. O nível de precisão das imagens é de 95%, segundo o próprio instituto.

Apesar da alta taxa de desmatamento detectada, com mais de 13 mil km² de desmatamento pela plataforma Prodes (leia abaixo os sistemas do Inpe), o monitoramento não resulta em fiscalização: dados divulgados em fevereiro deste ano apontam que apenas 1,3% dos alertas resultaram em ações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

Para fazer a observação, já são usados três tipos de sistemas:

  • Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes);
  • Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter)
  • TerraClass, que mapeia o uso da terra após o desmatamento, em parceria com a Embrapa.

O Prodes levanta as taxas anuais de desmatamento. São usadas aproximadamente 220 imagens do satélite americano Landsat-5/TM, que tem de 20 a 30 metros de resolução espacial (ou seja, cada ponto da imagem corresponde a uma área de 400 a 900m²).

Já o Deter é usado desde 2004 para detectar o desmatamento em "tempo real" em áreas maiores do que 3 hectares (30 mil m²). O sistema serve de alerta para dar apoio a ações de fiscalização do Ibama e não deve ser entendido como taxa mensal de desmatamento.

Por fim, há a divulgação dos dados do TerraClass feita a cada dois anos. O objetivo deste monitoramento é saber qual foi o uso da terra após o desmatamento. O levantamento é feito em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A atuação da empresa na Amazônia deve contribuir para desenvolvimento da região. Há algumas semanas, o governo do Amazonas afirmou que mantinha contato com a empresa de tecnologia aeroespacial.

Elon Musk demonstrou interesse em trazer investimentos para cá e vamos trabalhar para consolidar esse negócio. Venham conhecer a Amazônia. A Amazônia está chamando vocês, disse o governador do Amazonas, Wilson Lima sobre o interesse do bilionário.

Antes do encontro com o governo brasileiro, Musk já havia manifestado interesse em iniciar operações da Starlink na região da floresta amazônica.

Escolas sem internet

Segundo a "Pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação nas escolas brasileiras" (TIC Educação 2020), a Região Norte tem o menor percentual de instituições de ensino com acesso à internet:

  • Centro-Oeste: 98%
  • Sul: 97%
  • Sudeste: 94%
  • Nordeste: 77%
  • Norte: 51%

A mesma pesquisa evidenciou que o problema não é apenas a falta de acesso à rede, mas também a baixa porcentagem de colégios da região Norte com computadores: só 63% têm alguma máquina para os alunos e funcionários usarem. A média nacional está bem acima disso (87%).

Em dezembro passado, o governo federal lançou o Programa Internet Brasil, criado para dar acesso gratuito à banda larga móvel para alunos carentes de escolas públicas — a iniciativa tinha sido vetada por Bolsonaro e depois foi criada por meio de Medida Provisória

Com investimento previsto de R$ 140 milhões, ela atenderá inicialmente somente seis municípios, todos no Nordeste, e exigirá que o estudante tenha aparelho celular, já que o acesso será pela distribuição de chips.

O leilão da internet 5G, realizado no ano passado, também tem como contrapartida o investimento na conexão das escolas. Foram garantidos R$ 3,1 bilhões para esse fim junto das operadoras que vão explorar o serviço: menos da metade do esperado, que era R$ 7,6 bilhões.

Quem é Elon Musk, bilionário eleito 'Personalidade do Ano' pela revista 'Time'Quem é Elon Musk, bilionário eleito 'Personalidade do Ano' pela revista 'Time'
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quinta-feira, 19 de maio de 2022

Meta, dona do Facebook, se une a organizações brasileiras para construir metaverso

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Controladora do Facebook anunciou novas parcerias para definir padrões de construção responsável do universo virtual. Empresa investirá US$ 50 milhões em projetos e pesquisas.
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Por g1

Postado em 19 de maio de 2022 às 11h45m

Post. N. - 4.349

Horizon Workrooms, ambiente em realidade virtual desenvolvido pela Oculus, empresa do Facebook — Foto: Divulgação
Horizon Workrooms, ambiente em realidade virtual desenvolvido pela Oculus, empresa do Facebook — Foto: Divulgação

A Meta, dona do Facebook, anunciou nesta quarta-feira (18) parcerias com organizações de vários países para definir padrões de bem-estar e segurança para o metaverso, espécie de universo digital que tem recebido investimentos da empresa. Entre as dez entidades, há quatro do Brasil.

Os acordos da Meta com as organizações preveem um investimento total de US$ 50 milhões ao longo de dois anos, que já havia sido anunciado em 2021. Segundo a empresa, o objetivo é fomentar projetos e pesquisas externas que contribuam para uma construção responsável do metaverso.

"O metaverso é um conjunto de espaços virtuais que podem ser criados e explorados por pessoas que não estão num mesmo espaço físico", explica a Meta. "Neles, é possível estar com amigos, trabalhar, jogar, aprender, comprar, criar e muito mais".

Estas são as novas parceiras da Meta e seus compromissos:

  • ITS Rio (Instituto de Tecnologia de Sociedade do Rio, Brasil): criará grupo de especialistas para identificar oportunidades e desafios do metaverso na América Latina, especialmente no Brasil;
  • IRIS-BH (Instituto de Referência em Internet e Sociedade, Brasil): estudará sobre privacidade e proteção de dados em tecnologias imersivas no contexto das políticas e estruturas de governança existentes;
  • Safernet (Brasil): organizará workshops e hackathons para discutir a segurança de mulheres e crianças em experiências de realidade virtual e aumentada;
  • IP.Rec (Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife, Brasil): analisará políticas públicas brasileiras aplicáveis à realidade virtual e aumentada;
  • C-Minds Eon Resilience Lab (México): pesquisará sobre oportunidades econômicas, privacidade e segurança, gênero e governança no metaverso;
  • Fundación Universidad de San Andres (Argentina): identificará oportunidades e desafios éticos no metaverso, com foco em abordagens legais e regulatórias, interoperabilidade social e técnica, e inclusão;
  • Jobs for the Future (Estados Unidos): analisará como realidade aumentada e virtual podem ajudar pequenas e médias empresas, com foco em preparar força de trabalho nos EUA;
  • Chuo University (Japão): pesquisará sobre melhorias no ensino e na aprendizagem de línguas estrangeiras;
  • Projeto Rockit (Austrália): investigará as perspectivas dos jovens sobre realidade virtual e aumentada, bem como requisitos para criar comunidades virtuais mais seguras;
  • Australian National University (Austrália): explorará a estrutura do metaverso considerando a interação de elementos técnicos, sociais, culturais, regulatórios e ambientais.

Além dos novos parceiros, a Meta já tem outras seis parcerias para construir o metaverso. Entre eles, estão o Digital Wellness Lab, do Hospital Infantil de Boston (EUA), a organização Everfi e o pesquisador Lewis Bernstein, que se concentrarão em conteúdos sobre alfabetização no metaverso.

A Meta também tem acordos com a Colorintech (Reino Unido), organização que fará ações sobre equidade no metaverso; o museu Alte Nationalgalerie (Alemanha), que promoverá arte no universo virtual; e a organização Peres Center for Peace and Innovation (Israel), que trabalhará para criar oportunidades de impacto econômico e social no metaverso.

O que será do metaverso do Facebook? — Foto: Wagner Magalhaes / g1
O que será do metaverso do Facebook? — Foto: Wagner Magalhaes / g1

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