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terça-feira, 12 de julho de 2022

Os hackers misteriosos que dizem ter provocado incêndio em fábrica no Irã

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Especialistas querem entender quem está por trás do Predatory Sparrow, grupo que diz ter iniciado incêndio em fábrica iraniana.
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TOPO
Por BBC

Postado em 12 de julho de 2022 às 11h45m

Post. N. - 4.390

Grupo de hackers Predatory Sparrow reivindicou a autoria do ataque. — Foto: Getty Images
Grupo de hackers Predatory Sparrow reivindicou a autoria do ataque. — Foto: Getty Images

É extremamente raro que hackers, que operam no mundo digital, consigam causar danos reais no mundo físico.

Mas um ataque cibernético a uma siderúrgica no Irã há duas semanas está sendo visto como um desses momentos importantes e preocupantes.

Um grupo de hackers chamado Predatory Sparrow reivindicou a autoria do ataque, que teria provocado um incêndio grave. O grupo divulgou um vídeo para corroborar sua alegação.

O vídeo parece ser uma filmagem de câmera de segurança do incidente, mostrando trabalhadores saindo da fábrica antes que uma máquina comece a jorrar aço derretido e fogo. O vídeo termina com pessoas jogando água no fogo com mangueiras.

Em outro vídeo que apareceu na internet, os funcionários gritam para que os bombeiros sejam chamados e descrevem danos ao equipamento.

O Predatory Sparrow, também conhecido por seu nome persa, Gonjeshke Darande, diz que esse foi um dos três ataques que realizou contra siderúrgicas iranianas em 27 de junho, em resposta a supostos atos de "agressão" realizados pelo governo.

O grupo também está compartilhando gigabytes de dados que alega ter roubado das empresas, incluindo e-mails confidenciais.

Em sua página do aplicativo de mensagens Telegram, o Predatory Sparrow postou: "Essas empresas estão sujeitas a sanções internacionais e continuam com suas operações apesar das restrições. Esses ataques cibernéticos estão sendo realizados com cuidado para proteger indivíduos inocentes".

Essa última frase chamou atenção no mundo da segurança cibernética.

Claramente, os hackers sabiam que poderiam estar colocando vidas em perigo, mas aparentemente eles se esforçaram para garantir que o chão da fábrica estivesse vazio antes do ataque — e parecem estar igualmente preocupados em demonstrar a todos o quão cuidadosos foram.

Isso levou muitos a se perguntarem se o Predatory Sparrow é uma equipe profissional de hackers militares patrocinados por um governo, que podem até ser obrigados a realizar avaliações de risco antes de iniciar uma operação.

"Eles afirmam ser um grupo de hacktivistas, mas dada a sua sofisticação e seu alto impacto, acreditamos que o grupo é operado ou patrocinado por um Estado-nação", diz Itay Cohen, diretor de pesquisa cibernética da empresa Check Point Software.

O Irã foi vítima de uma série de ataques cibernéticos recentes que tiveram impacto no mundo real, mas nada tão grave quanto o que se observou agora.

"Se isso for um ataque cibernético patrocinado pelo Estado, causando danos físicos — ou, no jargão dos estudiosos de guerra, danos 'cinéticos' — isso pode ser extremamente significativo", diz Emily Taylor, editora do periódico Cyber Policy Journal, especializado em assuntos relacionados à segurança cibernética.

"Historicamente, o ataque do [vírus de computador] Stuxnet às instalações de enriquecimento de urânio do Irã em 2010 foi destacado como um dos poucos — se não o único — exemplo conhecido de um ataque cibernético causando danos físicos."

Stuxnet foi um vírus de computador descoberto pela primeira vez em 2010 que danificou ou destruiu centrífugas na instalação de enriquecimento de urânio do Irã em Natanz, prejudicando seu programa nuclear.

Desde então, houve pouquíssimos casos confirmados de danos físicos.

Possivelmente o único exemplo aconteceu em 2014 na Alemanha. Um relatório anual da autoridade cibernética alemã diz que um ataque virtual provocou "enormes danos" a uma fábrica de aço, causando um desligamento de emergência. Mas os detalhes não foram revelados.

Outros ataques cibernéticos que poderiam ter causado danos graves não foram bem-sucedidos. Por exemplo, os hackers tentaram, mas não conseguiram, colocar produtos químicos na água, ao assumir o controle das instalações de tratamento de água.

É mais comum que os ataques cibernéticos causem grandes interrupções — como nas redes de transporte, por exemplo — mas sem danos físicos reais.

Emily Taylor diz que é importante saber se o ataque partiu de outro governo. Se um Estado comprovadamente causou danos físicos à siderúrgica iraniana, ele pode ter violado leis internacionais que proíbem o uso da força, dando ao Irã argumentos legais para revidar.

Mas se o Predatory Sparrow for um grupo de hackers militares patrocinado pelo Estado, qual país ele estaria representando? O nome do grupo — uma brincadeira com o nome do grupo iraniano de guerra cibernética Charming Kitten — pode ser uma pista sugerindo se tratar de um país com grande interesse no Irã.

Acredita-se que o ataque do Stuxnet em 2010 tenha sido realizado por Israel, com apoio dos EUA. E dessa vez os boatos ligando o ataque do Predatory Sparrow a Israel foram grandes o suficiente para provocar uma resposta do governo israelense.

Segundo reportagens da imprensa israelense, o ministro da Defesa, Benny Gantz, ordenou uma investigação sobre vazamentos que levaram jornalistas israelenses a insinuar que Israel está por trás do ataque. Ele está preocupado que a "política de ambiguidade" de Israel em suas operações contra o Irã possa ter sido rompida.

"Se esse ataque cibernético é patrocinado pelo Estado, claro que Israel é o principal suspeito. Irã e Israel estão em uma guerra cibernética, e oficialmente ambos os Estados reconhecem isso", diz Ersin Cahmutoglu, da ADEO Cyber Security Services, na Turquia.

"Ambos os Estados organizam ataques cibernéticos mútuos por meio de seus serviços de inteligência, e tem havido uma escalada desde 2020, quando Israel retaliou depois que o Irã lançou um ataque cibernético fracassado aos sistemas de infraestrutura de água israelenses e tentou interferir no nível de cloro."

Em outubro do ano passado, o Predatory Sparrow reivindicou a autoria de um ataque que desligou o sistema nacional de pagamento em postos de combustível do Irã. O grupo também disse que estava por trás de um ataque que sequestrou outdoors digitais nas estradas, fazendo-os exibir uma mensagem dizendo: "Khamenei, onde está nosso combustível?" — uma referência ao líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

Os hackers mostraram um grau de responsabilidade ao alertar os serviços de emergência do Irã com antecedência sobre o potencial caos que poderia resultar.

Os pesquisadores da Check Point dizem que também encontraram código no software malicioso usado pelo Predatory Sparrow que corresponde ao usado por outro grupo, chamado Indra, que invadiu as telas da estação de trem iraniana em julho do ano passado.

Segundo reportagens iranianas, hackers indicaram em painéis de informações nas estações de todo o país que os trens haviam sido cancelados ou estavam atrasados e pediram aos passageiros que ligassem para o líder supremo.

Mas especialistas dizem que o ataque à fábrica de aço é um sinal de que o perigo está aumentando.

Segundo o CEO da Mobarakeh Steel Company, onde teria acontecido o incêndio, as operações da usina não foram afetadas pelo ataque e ninguém ficou ferido. As duas outras empresas visadas também disseram que não tiveram problemas.

Nariman Gharib, ativista iraniano da oposição que vive no Reino Unido e pesquisador independente de espionagem cibernética, está convencido de que o vídeo é genuíno. Ele assinala que outros dois vídeos do incêndio também foram postados no Twitter.

"O ataque foi real, pois os trabalhadores gravaram um vídeo de outro ângulo e vimos um comunicado publicado no canal Telegram de uma empresa sobre a suspensão da linha de produção, que foi posteriormente negada."

Ele teme que um limite tenha sido cruzado.

"Se Israel está por trás desses ataques, acho que eles estão mostrando que podem causar danos reais em vez de apenas interromper um serviço. Isso mostra como as coisas podem piorar rapidamente."

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segunda-feira, 11 de julho de 2022

Entenda como a Uber usou táticas questionáveis para expandir negócios, segundo investigação

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Consórcio de Jornalistas aponta que a empresa se aproveitou de reação violenta do setor de táxi contra seus motoristas para obter apoio e escapar das autoridades reguladoras. Uber culpa ex-presidente, que nega acusações.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 11 de julho de 2022 às 13h45m

Post. N. - 4.389

Investigação jornalística encontrou possíveis táticas questionáveis para expansão da Uber. — Foto: Divulgação
Investigação jornalística encontrou possíveis táticas questionáveis para expansão da Uber. — Foto: Divulgação

Investigação feita pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos mostrou, neste domingo (10), que a empresa de transportes Uber usou táticas eticamente questionáveis e potencialmente ilegais para impulsionar sua frenética expansão global há quase uma década.

A Uber atribuiu os problemas ao cofundador e ex-presidente Travis Kalanick – sob denúncias de assédio sexual, ele deixou a empresa em 2017.

Kalanick, por sua vez, negou as acusações apontadas pela investigação dos jornalistas.

O que foi descoberto:

  • Apelidada de "Arquivos da Uber", a investigação feita por dezenas de veículos aponta que representantes da empresa aproveitaram a reação às vezes violenta do setor de táxi contra seus motoristas para obter apoio e evadir as autoridades reguladoras, enquanto buscava conquistar novos mercados;
  • Os relatórios dizem que os arquivos revelam que a Uber também fazia lobby com governos para ajudar sua expansão, encontrando em Emmanuel Macron, ministro da Economia entre 2014 e 2016, um aliado na França. A empresa acreditava que o atual presidente francês encorajaria os reguladores "a serem 'menos conservadores' em sua interpretação das regras que limitam a operação da empresa", disse o Post;
  • Macron era abertamente defensor da Uber e da ideia de transformar a França em uma "nação de empreendimentos" em geral, mas documentos vazados sugerem que o endosso do então ministro estava em desacordo com as políticas de esquerda do governo;
  • A investigação observa que as ações da Uber são ilegais e que seus executivos sabiam disso, citando um deles ao brincar com o fato de que teriam se tornado "piratas";
  • De acordo com The Guardian, a Uber adotou táticas similares em países como Bélgica, Holanda, Espanha e Itália, mobilizando motoristas e os incentivando a denunciar à polícia quando eram vítimas de violência, visando usar a cobertura midiática a seu favor;
  • Motoristas do Uber em toda a Europa enfrentaram violentas represálias de taxistas que os viam como uma ameaça aos seus meios de subsistência. A investigação descobriu que "em alguns casos, quando os motoristas eram atacados, os executivos da Uber reagiam rapidamente para capitalizar" na busca de apoio regulatório e público, informou o Post;
  • A rápida expansão da Uber foi sustentada por subsídios aos motoristas e descontos em tarifas que afetaram o mercado dos taxistas e "muitas vezes sem buscar licenças para operar como táxi ou serviço de limusine", segundo The Washington Post;
  • A investigação também indica que a Uber trabalhou para evitar investigações regulatórias, aproveitando uma vantagem tecnológica, escreveu o Post. O jornal descreveu o momento em que o cofundador e ex-presidente Travis Kalanick implementou um "botão de emergência" para remover remotamente o acesso aos sistemas internos da Uber em dispositivos de um de seus escritórios em Amsterdã durante uma inspeção das autoridades;
  • "A violência garante o sucesso", escreveu Kalanick , segundo a investigação, a outro dos líderes da empresa enquanto promovia um contra-protesto em meio às manifestações de 2016 em Paris contra a chegada da Uber.
Como foi feita a investigação:

  • No total, são 124 mil documentos de 2013 a 2017, obtidos inicialmente pelo jornal britânico The Guardian e posteriormente compartilhados com o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ).
  • Os documentos incluem trocas de mensagens de texto e e-mail entre executivos, incluindo o cofundador e ex-presidente Travis Kalanick, que foi forçado a renunciar em 2017 devido a acusações de práticas brutais de gestão e vários episódios de assédio sexual e psicológico dentro da companhia.
O que diz a Uber e Kalanick:

A porta-voz de Kalanick, Devon Spurgeon, negou veementemente as descobertas, alegando que ele "nunca sugeriu que a Uber se aproveitasse da violência às custas da segurança de seus motoristas". A empresa, no entanto, transferiu a culpa no domingo à liderança de Kalanick, cujos "erros" já vieram à público.

"Passamos de uma era de confronto para uma de colaboração, demonstrando vontade de vir à mesa e encontrar pontos de acordo com antigos opositores, incluindo sindicatos e companhias de táxi", disse a Uber, lembrando que seu substituto, Dara Khosrowshahi, "foi encarregado de transformar todos os aspectos de como a Uber opera."

A porta-voz também afirmou que o executivo "nunca autorizou nenhuma ação ou programa que obstruiria a justiça em nenhum país". Kalanick "nunca foi acusado em nenhuma jurisdição por obstrução da justiça ou qualquer outro crime relacionado", acrescentou.

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sábado, 9 de julho de 2022

A descoberta que pode ajudar a entender força que permite existência dos átomos

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Cientistas descobriram novas configurações 'exóticas' de quarks, as menores partículas conhecidas e que compõem outros elementos subatômicos que formam o núcleo dos átomos.
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Por Pallab Ghosh, BBC

Postado em 09 de julho de 2022 às14h00m

Post. N. - 4.388

As partículas 'exóticas' são produzidas durante colisões subatômicas/BBC — Foto: EQUINOX GRAPHICS/SCIENCE PHOTO LIBRARY
As partículas 'exóticas' são produzidas durante colisões subatômicas/BBC — Foto: EQUINOX GRAPHICS/SCIENCE PHOTO LIBRARY

Cientistas descobriram novas configurações "exóticas" de quarks, as menores partículas conhecidas pela humanidade.

Os quarks são as partículas subatômicas que compõem outras partículas subatômicas, conhecidas como hádrons.

Os prótons e nêutrons, que compõem o núcleo dos átomos, são tipos de hádrons. Cada um dos prótons e nêutrons são compostos por três quarks.

Partículas descobertas nos últimos continham configurações "exóticas" dos quarks: em vez de três, elas são formadas por quatro ou cinco quarks (tetraquarks e pentaquarks).

Agora, os cientistas fizeram três novas descobertas: um pentaquark e dois tetraquarks nunca vistos antes.

A existência dessas partículas com configuração "diferente" foi verificada pelos cientistas do Grande Colisor de Hádrons, o maior acelerador de partículas do mundo, que fica na Suíça. Com as três novas descobertas, o número de partículas com configurações exóticas de quarks sobe para 21.

Composição da matéria — Foto: BBC
Composição da matéria — Foto: BBC

As novas estruturas são formadas por colisão de partículas subatômicas e existem por um instante tão curto que é até difícil de imaginar - duram um milésimo de bilionésimo de bilionésimo de segundo.

Apesar da existência extremamente breve, essas partículas viajam a uma velocidade próxima à velocidade da luz, deixando "trilhas" de alguns milímetros que são analisadas pelos pesquisadores.

Os cientistas estão empolgados com as características das três novas partículas. O novo pentaquark libera partículas que nenhum dos outros produz ao se decompor. E os dois novos tetraquarks têm a mesma massa, o que sugere que eles podem ser o primeiro par de estruturas exóticas descoberto.

A descoberta foi feita no maior acelerador de partículas do mundo — Foto: CERN/BBC
A descoberta foi feita no maior acelerador de partículas do mundo — Foto: CERN/BBC

A força forte

Mas o mais importante, segundo os pesquisadores, é que as últimas descobertas significam que agora há uma quantidade dessas partículas suficientes para criar uma categorização e organização - como a dos elementos na tabela periódica.

Isso é essencial para a criação de uma teoria e a descoberta do conjunto de regras válidas para essa matéria exótica.

Físicos estão discutindo essa questão na terça-feira (5/7) em um encontro no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, instituição que abriga o Grande Colisor de Hádrons.

Entender as diferenças entre a menores partículas conhecidas pode parecer uma questão pouco prioritária. Mas a interação dos quarks acontece através da chamada "força forte", que mantém as partículas dos átomos unidas - ou seja, que mantém toda a matéria do Universo.

Os tetraquarks são partículas formadas por quatro quarks em vez de três — Foto: CERN/BBC
Os tetraquarks são partículas formadas por quatro quarks em vez de três — Foto: CERN/BBC

"A força forte é extremamente difícil de calcular", diz o professor Chris Parks, da Universidade de Manchester, no Reino Unido. "E nós não temos previsões exatas de como os tetraquarks e pentaquarks são constituídos. Mas esperamos conseguir desenvolver teorias para entendê-los melhor."

O Grande Colisor de Hádrons recentemente passou por um grande aprimoramento, e os pesquisadores envolvidos acreditam que isso vai possibilitar provar a existência de mais partículas exóticas, que hoje só existem na teoria.

Os cientistas tem a hipótese de que algumas partículas têm até seis quarks.

O que são quarks?

A ideia de que a matéria do mundo é formada por pequenas partículas indivisíveis - os átomos - surgiu na Grécia no século 5 a.C,, proposta pelo filósofo grego Demócrito.

No final do século 19 e início do século 20, experimentos científicos mostraram que os átomos eram compostos de partículas menores: elétrons, nêutrons e prótons.

E, na década de 1960, ficou claro que os próprios nêutrons e prótons eram feitos de partículas ainda menores, chamadas quarks.

A ciência que estuda esse universo subatômico é chamada física quântica, e foi seu desenvolvimento que permitiu o surgimento de tecnologias como a energia nuclear e de ameaças como a bomba atômica.

Na década de 1960, também se descobriu que a interação dos quarks entre si está ligada a uma das forças fundamentais da natureza, a chamada força forte.

É essa força forte que mantém a unidade dos núcleos dos átomos, que por sua vez compõe toda a matéria do Universo.

- Texto originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-62054807

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