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terça-feira, 8 de novembro de 2022

O que é USB-C, carregador que a Apple terá que colocar nos iPhones

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Conector universal já é encontrado em celulares Android, notebooks, fones de ouvido, entre outros aparelhos. Pela primeira vez, ele será usado nos iPhones após determinação da União Europeia.
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Por Gabriel Croquer e Darlan Helder, g1

Postado em 08 de novembro de 2022 às 07h10m

Post. N. - 4.480

Apple já usava cabo tipo C em iPads e MacBooks — Foto: Altieres Rohr/G1
Apple já usava cabo tipo C em iPads e MacBooks — Foto: Altieres Rohr/G1

Menos de dez anos depois de surgir, a tecnologia USB-C (também conhecida como USB tipo C) deve chegar em breve a mais um celular de peso no mercado: o iPhone. A novidade é forçada por determinação da União Europeia por padronização dos carregadores e será seguida pela Apple, anunciou o vice-presidente de Marketing da empresa, Greg Joswiak.

Os iPhones atuais utilizam a entrada exclusiva chamada Lightning, presente nos aparelhos da marca há dez anos. A Apple não confirmou se outros países terão o celular com a conexão USB-C.

O carregador proprietário da Apple custa caro para o consumidor. Um cabo Lightning para USB-C de 1 metro é vendido por R$ 219 no site da empresa em novembro de 2022. Por outro lado, o USB-C pode ser encontrado por valores entre R$ 20 e R$ 200 no varejo.

A tecnologia USB tipo C surgiu em 2014, criada pelo USB Implementers Forum (USB-IF), grupo que reúne fabricantes de softwares líderes do mercado.

Juntas, essas empresas desenvolvem os padrões a serem adotados nas especificações técnicas do Universal Serial Bus (USB).

Nos anos seguintes, o USB-C conquistaria o mercado pela praticidade, tamanho e velocidade de transmissão de dados.

Principais vantagens do USB-C

"A primeira vantagem dele é o tamanho, já que os aparelhos eletrônicos hoje estão cada dia menores e mais rápidos", explica Luís Pinheiro, professor da Tech Channel Centro de Capacitação, empresa que prepara profissionais para atuar com reparos de celulares.

Justamente por esse motivo, o USB-C já estava presente em MacBooks antes da determinação da União Europeia, já que as dimensões do cabo possibilitavam a espessura de apenas 1,3 cm do computador. A Apple também já utiliza a entrada nos iPads.

"Além de alimentar (energizar aparelhos), o USB-C tem diversos protocolos, que permitem transmitir dados de áudio, vídeo e redes (internet), por exemplo", conta ao g1 Murilo Zanini de Carvalho, professor de engenharia de computação do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT).

Uma das inovações da tecnologia também é que o cabo é reversível. Ou seja, pode ser inserido "de cabeça para cima" ou "para baixo" nos dispositivos e funciona da mesma forma.

Outros benefícios do USB-C

  • Universal: pode ser usado em vários aparelhos diferentes;
  • Velocidade: transmissão de dados maior, a até 10 Gbps (o suficiente para vídeos 4K);
  • Potência: com até 100 W, pode carregar um computador.
Quais aparelhos já têm a conexão

"A maioria dos dispositivos eletrônicos — como computadores, notebooks e tablets — já utilizam essa tecnologia, mais rápida para a troca de dados e com uma potência maior para carregar dispositivos", diz Pinheiro.

A variedade é ilustrada pela diversidade de aparelhos fabricados por membros do USB-IF, entre eles gigantes como Samsung, LG, Xiaomi, Acer, Microsoft, Dell, HP, Motorola, Sony e a própria Apple.

Dessa forma, a conexão já é encontrada em dispositivos como:

  • Celulares Android;
  • Tablets;
  • Notebooks;
  • Estojos de fones de ouvido;
  • Monitores;
  • Caixas de som;
  • Consoles de videogames.
Quando o tipo C chega na Apple?

Greg Joswiak admitiu que o USB-C chegará aos iPhones durante entrevista ao jornal "The Washington Post".

"Obviamente. Temos de segui-las. Não temos escolha", disse o executivo após ser questionado se a empresa atenderia a determinação da União Europeia.

No entanto, ainda não está claro se o conector virá apenas naqueles aparelhos lançados da UE ou se outras regiões também deixarão de ter o Lightning.

O VP da Apple não deu um prazo específico para que essa mudança ocorra, mas rumores no mercado dão conta de que a empresa já faz testes com a entrada USB-C e que poderá colocá-la em seus aparelhos já em 2023.

Questionada pelo g1, a Apple disse não ter mais detalhes por enquanto.

g1 testou o iPhone 14; veja VÍDEO

g1 testa iPhone 14
g1 testa iPhone 14
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segunda-feira, 7 de novembro de 2022

O que é a rede social Mastodon, que cresce atraindo usuários insatisfeitos com o Twitter

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A base de contas da rede social pouco conhecida aumentou após a aquisição do Twitter por Elon Musk.
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TOPO
Por BBC

Postado em 07 de novembro de 2022 às 13h25m

Post. N. - 4.479

Rede social Mastodon — Foto: Getty Images
Rede social Mastodon — Foto: Getty Images

Após a aquisição do Twitter por Elon Musk, alguns usuários insatisfeitos têm buscado plataformas alternativas. Um dos maiores beneficiários dessa movimentação foi o Mastodon. Mas que rede social é essa?

A plataforma diz que agora tem mais de 655 mil usuários — com cerca de 230 mil inscritos na última semana.

Na superfície, o Mastodon se parece com o Twitter — os perfis escrevem postagens (chamadas de "toots"), que podem ser respondidas, curtidas e republicadas. Usuários também podem seguir uns aos outros.

Na parte técnica, porém, o serviço funciona de uma maneira diferente.

E essa, inclusive, é uma das razões pelas quais o Mastodon está atraindo novos usuários, embora tenha causado alguma confusão para as pessoas que se inscreveram recentemente.

A plataforma existe há seis anos, mas o aumento das atividades nos últimos dias é inédito e a empresa está tendo dificuldades para se manter no ar com a chegada de tantos adeptos de uma só vez.

Confira a seguir um breve guia para entender mais sobre essa rede social.

O que são os servidores usados pelo Mastodon?

A primeira coisa que você precisa fazer ao se inscrever no Mastodon é escolher um servidor.

Existem muitos, e eles são temáticos. Estão divididos por país, cidade ou interesse — como Brasil, social, tecnologia, jogos e assim por diante.

Não importa muito em qual deles você está, porque será possível seguir os usuários de todos os outros servidores mesmo assim. Mas essa primeira escolha coloca seu usuários em uma comunidade inicial com maior probabilidade de postar coisas nas quais você está interessado.

Alguns dos grupos mais populares — como social e Reino Unido — estão funcionando muito lentamente devido ao aumento da demanda.

Ryan Wild, que é responsável pelo servidor MastodonApp.UK por meio da empresa Superior Networks, disse que ganhou mais de 6 mil novos participantes em apenas 24 horas.

Com isso, teve que paralisar o registro de novas contas.

Como encontrar outras pessoas?

O servidor escolhido se torna parte do seu nome de usuário — eu mesma, por exemplo, usei o meu usuário do Twitter (@zsk) e selecionei o servidor do Reino Unido, que virou parte do meu nome no Mastodon (@zsk@mastodonapp.uk).

Esse é o meu endereço por lá — ou o termo que você procuraria para encontrar o meu perfil.

Se estiver no mesmo servidor, você pode pesquisar apenas o nome da pessoa (@zsk, no meu caso), mas, se ela estiver em um servidor diferente, será necessário buscar o endereço completo.

Ao contrário do Twitter, o Mastodon não sugere seguidores nos quais você possa estar interessado.

Ali, também é possível pesquisar por hashtags, aqueles termos precedidos por #, que indicam palavras-chave, tags e assuntos do momento.

Qual a necessidade dos servidores?

Em linhas gerais, o Mastodon não é uma plataforma. Ele também não é uma "coisa" ou uma propriedade de pessoas ou empresas.

Todos esses servidores diferentes se conectam e formam uma rede coletiva, mas são de propriedade de diferentes indivíduos e organizações.

O perfil de Zoe Kleinman, editora de Tecnologia da BBC, no Mastodon — Foto: Reprodução
O perfil de Zoe Kleinman, editora de Tecnologia da BBC, no Mastodon — Foto: Reprodução

Os fãs de plataformas do tipo gostam desse conceito por causa da descentralização — a rede social não muda pelos caprichos de uma única entidade ou empresa, que pode ser comprada ou vendida.

No entanto, a desvantagem desse sistema é que você depende da pessoa ou da organização que executa seu servidor — se eles decidirem abandoná-lo, você perderá a conta.

O Mastodon pede aos proprietários de servidores que avisem aos usuários com três meses de antecedência se decidirem fechá-los.

O fundador do Twitter, Jack Dorsey, também está trabalhando em uma nova rede chamada BlueSky — e ele já declarou que ela será descentralizada.

Como é a moderação no Mastodon?

Esta é uma verdadeira batata quente. No momento, todos os servidores têm regras próprias de moderação — e alguns sequer as têm.

Alguns servidores estão optando por não se vincular com outros que estão cheios de robôs ou parecem ter uma grande quantidade de conteúdo de ódio.

Isso significa que os usuários que pertencem ao servidor bloqueado não ficarão visíveis.

As postagens também podem ser denunciadas aos proprietários do servidor.

Os donos do servidor podem excluir postagens com discurso de ódio ou conteúdo ilegal — mas isso não significa que aquele material será apagado de toda a plataforma.

E isso será um grande problema se a plataforma continuar a crescer.

Já existem relatos de pessoas que foram alvos de conteúdo de ódio — e a BBC viu exemplos de mensagens homofóbicas.

Existem anúncios?

Não há anúncios, embora não exista nada que impeça você de escrever um post que faça promoção de uma empresa, ou de produtos e serviços.

O Mastodon também não oferece uma experiência com curadoria de conteúdos, como acontece no Twitter.

Você geralmente vê o que seus seguidores estão dizendo, na ordem cronológica de postagem.

O Mastodon é de graça?

Isso depende de qual servidor você está.

Alguns até estão pedindo doações, mas o serviço é quase sempre gratuito.

- Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-63541397

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domingo, 6 de novembro de 2022

Brasil tem 2,7 mil celulares bloqueados por dia contra roubos e perdas

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Dados da Anatel mostram que país já bloqueou 759.175 aparelhos desde início deste ano e 14,7 milhões nas últimas duas décadas.
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Por Gabriel Croquer, g1

Postado em 06 de novembro de 2022 às 08,45m

Post. N. - 4.478

Bloqueio é realizado pelas operadoras através do IMEI, espécie de "RG" do aparelho — Foto: Victor Vidigal/g1
Bloqueio é realizado pelas operadoras através do IMEI, espécie de "RG" do aparelho — Foto: Victor Vidigal/g1

O Brasil teve 759.175 celulares bloqueados contra roubos e perdas até setembro de 2022, de acordo com dados contabilizados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), através do Cadastro de Estações Móveis Impedidas (CEMI). O número equivale a cerca de 2.781 bloqueios por dia.

O CEMI foi criado em 2000 para que operadoras de telefonia possuíssem um banco de dados que mostrasse quais eram os celulares que não deveriam ser usados. Desde então, 14,7 milhões de aparelhos foram bloqueados (veja a série histórica abaixo).

Após o pedido dos donos dos celulares, o bloqueio é realizado pelas operadoras através do IMEI (sigla em inglês para "Identidade Internacional de Equipamento Móvel"), uma espécie de "RG" de cada aparelho.

O celular registrado no CEMI pode ter o chip trocado mas será impedido de acessar a rede de todas as operadoras do Brasil para fazer ligações ou se conectar à internet móvel.

Isso dificulta que o aparelho seja revendido por receptadores, mas a tecnologia às vezes é driblada pelos criminosos, que clonam e adulteram IMEIs.

Mesmo com as possíveis falhas do bloqueio, o código é fundamental para o rastreio caso exista alguma chance de recuperar o aparelho.


Subnotificação

Apesar da importância do pedido de bloqueio junto à polícia e operadoras, 49% das pessoas não realizam esse procedimento corretamente com o IMEI, de acordo com pesquisa do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil).

O levantamento ainda mostrou que 48% das pessoas não registram um boletim de ocorrência na polícia.

Também subnotificados, os registros nacionais de roubo e furto de celulares têm média anual de 930 mil, de acordo com dados coletados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública desde 2018. A taxa é 27% menor do que a média dos bloqueios registrados no mesmo período.

Atualmente, época em que o celular virou a "nova carteira", o cuidado com a perda do aparelho é ainda mais importante, diz Carlos Ruiz, delegado titular da 3ª DCCiber (Divisão de Crimes Cibernéticos) da Polícia Civil de São Paulo.

"Esses autores de crimes que envolvam tecnologia também se atualizam com relação aos sistemas, mas principalmente com relação ao comportamento do usuário da tecnologia que muitas vezes deixa de tomar algumas medidas de segurança", diz.

Roubo e bloqueio de celulares no Brasil

Ano Registros de roubo e furto Celulares bloqueados
2018 995.343 1.468.836
2019 1.053.433 1.393.223
2020 825.923 1.010.886
2021 847.313 864.849
VÍDEO: Saiba o que fazer se seu celular for roubadoVÍDEO: Saiba o que fazer se seu celular for roubado

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