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quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Golpes cibernéticos fazem quase 40 vítimas por dia em São Paulo

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Até setembro deste ano, houve 10.366 queixas desse tipo de ataque criminoso. Um dos mais comuns é o golpe conhecido como "Mão fantasma", quando bandidos assumem o controle do smartphone da vítima, fazendo compras e transferências bancárias.
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Por César Galvão Anderson Colombo e Eliane Silva, Bom Dia Brasil

Postado em 01 de dezembro de 2022 às 11h50m

Post. N. - 4.498

Denúncias de golpes cibernéticos disparam em São Paulo
Denúncias de golpes cibernéticos disparam em São Paulo

As queixas de golpes cibernéticos dispararam em São Paulo este ano. Já são quase 40 pessoas enganadas por dia.

Os crimes cibernéticos dispararam nos últimos anos – é o que mostram os números da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

  • 2019 - 921 queixas de golpes;
  • 2020 - 2.573 queixas de golpes;
  • 2021 - 2.213 queixas de golpes;
  • 2022 (até setembro) - 10.366 queixas de golpes.

"Primeiro chegou uma mensagem no celular. Em seguida, a vítima recebeu uma ligação de um suposto funcionário de um banco. Eu passando esses dados, eles iriam acessar minha conta e fazer, fazer estragos que eles fazem com muita gente", disse o analista de informática que quase foi alvo dos criminosos.

Como ele não caiu, o golpista se irritou.

"Ele disse: 'Você não tem cara de quem tem dinheiro. Fica tranquilo. Vou aplicar o golpe, outro vai cair'".

E caiu mesmo.

Uma outra vítima deu R$ 168 mil. Uma falsa atendente fez ela ir até uma agência.

"Ela falou: 'Olha, agora eu vou dar o passo a passo do que a senhora precisa fazer para desbloquear a conta'. Quando eu tirei um comprovante, vi 'pagamento'. Disse para ela: 'Saiu algo errado neste comprovante, saiu pagamento'. Ela falou: 'Não, não, não' e depois não respondeu mais", relembrou a vítima.

Ela pediui que o banco estornasse o pagamento indevido, o que não aconteceu.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) diz que os bancos avaliam caso a caso.

"Dada a velocidade das operações, é cada vez mais difícil recuperar essas transações no sistema financeiro. Por isso, desconfiar é a palavra chave. E nesse momento em que se desconfia, vá até o site do seu banco, procure seu gerente ou confirme se de fato esse contato partiu de seu banco", recomendou o diretor de Prevenção de Fraudes da Febraban, Adriano Volpini.

A mão fantasma

Nos últimos meses, surgiu um novo tipo de golpe: a mão fantasma.

Nele, os golpistas assumem os smartphones e fazem compras e transferências de dinheiro.

As vítimas só percebem quando já ficaram no prejuízo. Em São Paulo, o crime é chamado de invasão de dispositivos eletrônicos.

Apenas este ano, esse tipo de fraude fez 13.337 casos.

"O criminoso mandava um link no qual a pessoa clicava e ele espelhava o telefone celular da pessoa no seu computador ou no seu próprio telefione celular. A partir daí, a mão fantasma entra em ação - o telefone começa a operar sem o conhecimento do proprietário", explicou o delegado da Divisão de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de São Paulo, Carlos Afonso Gonçalves da Silva.

Ele dá a dica de como não se tornar a próxima vítima.

"Basicamente é não atender telefones de números que não se conhece, não clicar em links enviados e não responder mensagens estranhas pelo aplicativo de comunicação".

De a cordo com dados da empresa de cyberseguranla Fortnet, de janeiro a setembro deste ano, o Brasil já registrou mais de 50 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos – 10 bilhões a mais de tentativas ocorridas no mesmo período do ano passado.

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quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Conhecido por ser 'anti-Instagram', BeReal é eleito app do ano para iPhone

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Aplicativo ficou famoso por ter uma proposta diferente do Instagram e do TikTok. Vencedor no 'App Store Awards 2022', Apple diz que BeReal 'oferece uma visão autêntica da vida'.
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Por g1

Postado em 30 de novembro de 2022 às 13h00m

Post. N. - 4.497

BeReal  — Foto: Reprodução
BeReal — Foto: Reprodução

Apple escolheu a rede social BeReal como aplicativo do ano para iPhone na premiação "App Store Awards 2022". Segundo a empresa, o serviço, que ganhou popularidade por ser anti-Instagram"oferece aos usuários uma visão autêntica da vida de sua família e amigos".

Lançado em 2020 na França, o BeReal só ganhou fama no mundo em 2022, especialmente entre a Geração Z. Segundo a plataforma de inteligência de dados Apptopia, a base de usuários ativos do app cresceu 315%, entre dezembro de 2021 e março de 2022.

Mas como ele funciona? Diariamente, em um horário aleatório, todos os usuários recebem uma notificação com um convite para postar uma foto. Para evitar imagens muito produzidas, o app sugere fazer a postagem em até dois minutos e não permite usar filtros ou edição prévia.

BeReal também não tem likes (curtidas), nem seguidores.

Outros vencedores

A lista divulgada pela Apple também revela os melhores apps para outros dispositivos da marca. O GoodNotes 5, serviço de anotações, foi o vencedor para iPad. O MacFamilyTree 10, de árvore genealógica, venceu como "melhor app para Mac".

Para Apple TV, a plataforma de streaming ViX foi a campeã e o Gentler Streak, de atividades esportivas, foi eleito o melhor app para o relógio inteligente Apple Watch.

"Os vencedores do App Store Award deste ano reimaginaram nossas experiências com aplicativos que proporcionaram perspectivas novas, atenciosas e genuínas", disse Tim Cook, presidente-executivo da Apple.

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Desmatamento na Amazônia tem maior alta percentual em um mandato presidencial, afirmam entidades

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Segundo Observatório do Clima, taxa recém divulgada do Prodes de 2022 mostra que governo de Jair Bolsonaro terminou com um aumento de 59,5% na taxa de desmatamento na Amazônia.
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Por g1

Postado em 30 de novembro de 2022 às 15h00m

Post. N. - 4.496

Nos últimos três anos, o Brasil registrou o pior desmatamento em 15 anos, o maior número de focos de incêndios em 10 anos e a maior taxa de emissão de gases poluentes em 16 anos. — Foto: Reuters
Nos últimos três anos, o Brasil registrou o pior desmatamento em 15 anos, o maior número de focos de incêndios em 10 anos e a maior taxa de emissão de gases poluentes em 16 anos. — Foto: Reuters

O desmatamento na Amazônia durante o governo Bolsonaro atingiu a maior alta percentual num mandato presidencial desde o início das medições por satélite do Prodes, sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) referência na medição.

Segundo dados do instituto calculados pelo Observatório do Clima, durante o governo de Jair Bolsonaro houve um aumento de 59,5% da taxa de desmate no bioma.

O período leva em conta os quatro últimos anos anteriores, ou seja, os governos Dilma e Temer.

Segundo o OC, Bolsonaro superou até mesmo o aumento visto no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, quando o forte aquecimento da economia no início do Plano Real causou o maior desmatamento da série histórica, de 29 mil km², em 1995.

Durante a atual gestão, a média anual do desmate foi de 11.396 km², contra 7.145 km² no período anterior (2015-2018).

"O regime Bolsonaro foi uma máquina de destruir florestas. Pegou o país com uma taxa de 7.500 km2 de desmatamento na Amazônia e o está entregando com 11.500 km2. A única boa notíca do governo atual é o seu fim", afirma Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima.

Nesta quarta-feira (30), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgou a taxa de desmatamento entre agosto de 2021 e julho de 2022 na Amazônia: 11.568 km².

Apesar de a taxa apontar uma queda de 11% em relação ao período anterior, entidades ambientais destacam o tamanho do estrago da última gestão no combate à degradação florestal.

"Nos quatro anos de governo Bolsonaro, 45.586 km² de florestas foram destruídas - uma área maior que a Holanda ou perto de 8 vezes a extensão do Distrito Federal. O desse ano equivale ao tamanho do Catar", afirma Mariana Napolitano, gerente de ciências do WWF-Brasil.

"Esse aumento no desmatamento é resultado de um abandono do sistema de proteção ambiental, das florestas, do aumento da criminalidade e do enfraquecimento dos órgãos ambientais. Por isso que é urgente a retomada de mecanismos de comando e controle. O novo governo vai precisar de muitos esforços e recursos", acrescenta.

Marcelo Furtado, membro da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, também destaca que quem mais sai prejudicado com essa política ambiental é o cidadão brasileiro, que "perde o seu patrimônio ambiental. Também o meio ambiente, que perde a sua capacidade de gerar água e controle climático".

"Agora, a atenção deve ser não apenas para as ações que serão tomadas pelo novo governo, como também para o papel-chave que será desempenhado pelo Congresso. As medidas para redação do desmatamento e a formulação de uma economia baseada na floresta em pé passam essencialmente pelo Legislativo", acrescenta.

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