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quinta-feira, 4 de maio de 2023

Google libera login sem senhas por chaves de acesso

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Para a companhia, a mudança deve tornar mais difícil os crimes de roubo de senhas.
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Por g1

Postado em 04 de maio de 2023 às 15h15m

Post. N. - 4.611

Google libera login sem senhas por chaves de acesso — Foto: Reprodução
Google libera login sem senhas por chaves de acesso — Foto: Reprodução

Usuários do Google agora podem optar por fazer login no Gmail com chaves de acesso no lugar de senhas e da verificação de duas etapas (2SV), informou a empresa de tecnologia na terça-feira (3), dia que antecedeu o Dia Mundial da Senha.

Na terça, a empresa anunciou também um selo azul de verificado para combater fraudes.

Para a companhia, a mudança deve tornar mais difícil os crimes de roubo de senhas.

  • Quando o usuário adicionar uma chave de acesso na conta do Google, o sistema passará a solicitá-la quando ele fizer login ou ações sensíveis na conta;
  • A chave de acesso é armazenada no computador local ou dispositivo móvel, que solicitará sua biometria de bloqueio de tela ou PIN para confirmar que realmente é a pessoa;
  • Segundo o Google, dados biométricos nunca são compartilhados com o Google ou qualquer outro terceiro – o bloqueio de tela libera a chave de acesso armazenada localmente.
Uso de vários dispositivos

Quando o usuário utiliza diferentes dispositivos, como um laptop, um PC ou um tablet, pode criar uma chave de acesso para cada um.

Isso evita o bloqueio da conta caso o usuário perca os seus dispositivos. Além disso, facilita a atualização de um dispositivo para outro.

Também será possível liberar o acesso entre dispositivos por meio de QRCode.

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quarta-feira, 3 de maio de 2023

Presidente da IBM diz que empresa avalia substituir empregos administrativos por inteligência artificial

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Cerca de 26 mil pessoas trabalham em postos que não lidam com clientes e uma parcela desse número pode ser trocada por IA, segundo o presidente-executivo da IBM.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 03 de maio de 2023 às 13h30m

Post. N. - 4.610

IBM anuncia investimento de centro de dados para computação em nuvem no Brasil. Valores não foram divulgados. — Foto: Sergio Perez/Reuters
IBM anuncia investimento de centro de dados para computação em nuvem no Brasil. Valores não foram divulgados. — Foto: Sergio Perez/Reuters

O presidente-executivo da IBM, Arvind Krishna, disse que considera fazer uma redução drástica de seu quadro administrativo, dado o potencial da inteligência artificial (IA) e das tecnologias de automação para executar tarefas nesta área.

Em entrevista concedida na segunda-feira (1) à agência Bloomberg, Krishna disse que sua empresa faria uma pausa na contratação destes perfis e reduziria potencialmente o número de funcionários.

"Estes postos que não lidam com clientes chegam a quase 26 mil funcionários. Posso ver, facilmente, 30% disto ser substituído pela IA e a automação em cinco anos", previu o executivo do grupo americano, que tem quase 260 mil funcionários.

"Não há uma interrupção geral de contratações", disse um porta-voz da IBM depois à AFP.

"A empresa tem uma política de contratação bastante criteriosa, concentrada nos cargos que geram receita. Somos muito seletivos quando se trata de posições que não são se referem diretamente aos nossos clientes ou à tecnologia. Temos milhares de vagas para serem preenchidas neste momento", disse.

Assim como muitas empresas de tecnologia, a IBM tem feito cortes de pessoal. O grupo demitiu 5 mil funcionários, segundo a Bloomberg, embora tenha contratado 7 mil pessoas no primeiro trimestre.

A OpenAI, pioneira da IA generativa, mostrou, com sua interface ChatGPT e outras ferramentas, que estas novas tecnologias são capazes de redigir e-mails, criar sites, gerar linhas de código e realizar muitas tarefas repetitivas.

Um estudo do Goldman Sachs afirmou, em março, que cerca de 300 milhões de empregos podem ser substituídos pela automação da IA.

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terça-feira, 2 de maio de 2023

O 'padrinho' da inteligência artificial que se demitiu do Google e adverte sobre perigos da tecnologia

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Geoffrey Hinton, psicólogo cognitivo e cientista da computação, saiu da empresa dizendo que agora se arrepende do seu trabalho.
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TOPO
Por BBC

Postado em 02 de maio de 2023 às 11h25m

Post. N. - 4.609

O 'padrinho' da inteligência artificial que se demitiu do Google e adverte sobre perigos da tecnologia — Foto: Mark Blinch/Reuters
O 'padrinho' da inteligência artificial que se demitiu do Google e adverte sobre perigos da tecnologia — Foto: Mark Blinch/Reuters

O homem conhecido como o "padrinho" da inteligência artificial (IA) pediu demissão, alertando sobre os crescentes perigos da tecnologia.

Geoffrey Hinton, de 75 anos, anunciou sua saída do Google em entrevista ao jornal americano The New York Times, dizendo que agora se arrepende do seu trabalho.

Psicólogo cognitivo e cientista da computação, ele afirmou à BBC que alguns dos perigos dos chatbots (robôs virtuais) de inteligência artificial são "bastante assustadores".

"Neste momento, eles não são mais inteligentes do que nós, até onde eu sei. Mas acho que em breve poderão ser."

Hinton também admitiu que sua idade influenciou na decisão de deixar a empresa.

"Tenho 75 anos, é hora de me aposentar", disse ele à BBC.

Pioneiro da inteligência artificial alerta para perigos
Pioneiro da inteligência artificial alerta para perigos

A pesquisa pioneira de Hinton sobre deep learning (aprendizagem profunda) e redes neurais abriu caminho para os atuais sistemas de inteligência artificial, como o ChatGPT.

Mas ele afirmou à BBC que o chatbot poderá em breve ultrapassar o nível de informação que o cérebro humano detém.

"Neste momento, o que estamos vendo são coisas como o GPT-4 superar uma pessoa na quantidade de conhecimento geral que ela tem, e a supera de longe. Em termos de raciocínio, não é tão bom, mas já é capaz de raciocínios simples."

"E, dado o ritmo de evolução, a expectativa é de que fiquem melhor rapidamente. Então, precisamos nos preocupar com isso."

Na reportagem do New York Times, Hinton se referiu a "pessoas mal-intencionadas" que tentariam usar a inteligência artificial para "coisas ruins".

Quando questionado pela BBC para falar mais sobre isso, ele respondeu:

"É tipo na pior das hipóteses, uma espécie de cenário de pesadelo."

"Você pode imaginar, por exemplo, uma pessoa mal-intencionada como [o presidente russo Vladimir] Putin que decide dar aos robôs a capacidade de criar seus próprios subobjetivos."

O cientista alertou que isso pode mais cedo ou mais tarde "criar subobjetivos como 'preciso obter mais poder'".

E acrescentou:

"Cheguei à conclusão de que o tipo de inteligência que estamos desenvolvendo é muito diferente da inteligência que temos."

"Somos sistemas biológicos, e estes são sistemas digitais. E a grande diferença é que com os sistemas digitais, você tem muitas cópias do mesmo conjunto de pesos, o mesmo modelo do mundo."

"E todas essas cópias podem aprender separadamente, mas compartilham seu conhecimento instantaneamente. Portanto, é como se você tivesse 10 mil pessoas, e sempre que uma delas aprendesse algo, todas automaticamente aprenderiam. E é assim que esses chatbots são capazes de saber muito mais do que qualquer pessoa."

O cientista enfatizou que não queria criticar o Google e que a empresa de tecnologia havia sido "muito responsável".

"Na verdade, quero dizer algumas coisas boas sobre o Google. E elas terão mais credibilidade se eu não trabalhar para o Google.

Em um comunicado, o cientista-chefe do Google, Jeff Dean, afirmou:

"Continuamos comprometidos com uma abordagem responsável da inteligência artificial. Estamos aprendendo continuamente a entender os riscos emergentes enquanto também inovamos com ousadia".

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