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segunda-feira, 22 de maio de 2023

Nasa escolhe Blue Origin, empresa de Jeff Bezos, para construir módulo lunar da missão Artemis V

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Com o contrato, a companhia de Bezos receberá US$ 3,4 bilhões para desenvolver veículo que transportará astronautas na missão lunar em 2029.
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Por g1

Postado em 22 de maio de 2023 às 06h00m

Post. N. - 4.627

Uma renderização do módulo de pouso Blue Moon, da Blue Origin, que levará astronautas à Lua — Foto: Divulgação/Blue Origin
Uma renderização do módulo de pouso Blue Moon, da Blue Origin, que levará astronautas à Lua — Foto: Divulgação/Blue Origin

A Blue Origin, empresa espacial do bilionário Jeff Bezos, conseguiu fechar um contrato com a Nasa para desenvolver um módulo de pouso lunar para a missão Artemis V, programada para 2029. A companhia de Bezos concorria com a empresa de defesa Dynetics.

Em comunicado nesta sexta-feira (19), a Nasa informou que a Blue Origin irá projetar, desenvolver e testar o módulo de pouso Blue Moon para atender aos padrões "do sistema de pouso humano da Nasa para expedições de astronautas à superfície lunar".

Com o contrato, a Blue Origin receberá US$ 3,4 bilhões e, antes do Artemis V, ela terá de fazer uma "missão de demonstração" sem tripulantes. A data ainda não foi revelada.

"Estamos em uma era de ouro dos voos espaciais humanos, que é possível graças às parcerias comerciais e internacionais da Nasa. Juntos, estamos fazendo um investimento na infraestrutura que abrirá o caminho para pousar os primeiros astronautas em Marte", disse o administrador da Nasa, Bill Nelson.

"A Blue Origin e seus parceiros já estão trabalhando e animados para estar nesta jornada com a Nasa", disse a Blue Origin em comunicado.

O anúncio desta sexta-feira em Washington era muito aguardado pela Blue Origin, que havia participado sem sucesso em outras concorrências, segundo a agência Reuters.

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sábado, 20 de maio de 2023

Publicações no Twitter podem ajudar a prever evolução de epidemias, aponta pesquisa da Unicamp

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Pesquisadores do Instituto de Economia identificaram relação entre palavras contidas em tweets e casos e mortes por Covid-19 no Brasil. Ao todo, foram analisados mais de 510 mil posts.
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Por Gabriella Ramos, g1 Campinas e Região

Postado em 20 de maio de 2023 às 07h00m

Post. N. - 4.626

Twitter pode ser usado para mapear e controlar epidemias emergentes, aponta pesquisa da Unicamp — Foto: Dado Ruvic/ Reuters
Twitter pode ser usado para mapear e controlar epidemias emergentes, aponta pesquisa da Unicamp — Foto: Dado Ruvic/ Reuters

Uma pesquisa conduzida no Instituto de Economia (IE) da Unicamp, em parceria com a Universidade do Texas, nos Estados Unidos, identificou a relação entre palavras contidas em tweets e a evolução de casos e mortes provocadas pela Covid-19 no Brasil. As postagens nas redes sociais poderiam, inclusive, ajudar a prever e controlar outras epidemias emergentes, segundo os pesquisadores.

Os resultados da pesquisa foram publicados recentemente no Jornal da Unicamp. Coordenador do estudo, o professor Alexandre Gori Maia explica que a ideia era explicar como o comportamento das pessoas influenciaria a dinâmica da pandemia. Ao todo, foram analisados mais de 510 mil tweets, publicados em novembro de 2020, em 3.599 municípios brasileiros.

"Nós procuramos menções que tivessem as relações mais fortes com os casos de Covid um mês depois. Pegamos primeiro quais eram os temas mais debatidos no Twitter no mês e, depois, nós fizemos o que chamamos de análise de sensibilidade, relacionando cada um desses temas aos casos de Covid um mês depois", detalha. 
Temas e palavras-chave

Eventualmente, foram selecionados cinco temas que apresentaram correlações mais fortes com a pandemia: a Covid-19; intervenções não farmacológicas, como o uso de máscara e isolamento social; opiniões relacionadas à saúde; opiniões políticas; e discussões sobre a vacina.

A partir da definição dos temas, o grupo passou a monitorar a incidência de palavras-chave para traduzir a relação entre os termos e a disseminação do vírus. Entre as 14 palavras-chave utilizadas no estudo, estavam "quarentena", "isolamento", "máscara", "vacinação", "CoronaVac" e "comunismo".

"Quando havia um debate muito forte numa determinada localidade sobre Covid, isso expressava a percepção de risco das pessoas em relação ao avanço da pandemia.Ah, eu descobri que meu primo está com Covid e vou comentar no Twitter. A partir dessa frequência, nós conseguimos identificar que houve um avanço da pandemia um mês depois", explica.

Maia destaca que a principal vantade do uso das redes sociais para acompanhamento de epidemias é a possibilidade de acesso em tempo real às informações. A partir das percepções da população no dia a dia, seria possível prever o avanço da pandemia em determinada localidade.

"Nós percebemos que quanto maior o uso, as discussões relacionadas aos temas de vacina, normalmente havia um menor número de casos de Covid um mês depois. Essas discussões estavam refletindo as percepções dos comportamentos de saúde das pessoas", destaca o pesquisador.

O professor Alexandre Gori Maia, coordenador do estudo — Foto: Antonio Scarpinetti/Unicamp
O professor Alexandre Gori Maia, coordenador do estudo — Foto: Antonio Scarpinetti/Unicamp
Aplicações futuras

O pesquisador destaca que, no futuro, o mapeamento de epidemias pelas redes sociais poderia ser utilizado para aperfeiçoar modelos epidemiológicos. "O número de casos registrados no hospital ou testes positivos poderia complementar [os tweets], para passar uma informação mais precisa e identificar com uma antecedência maior possíveis focos", afirma.

"Por exemplo, se eu identificar muitos comentários de discussão sobre Covid ou sobre aversão às medidas de isolamento social numa determinada localidade, isso permitiria que o agente tentasse entender o que está acontecendo ali. [...] Eu não eu não precisaria, por exemplo, fazer uma política com uma intervenção muito ampla. Eu focalizaria e pouparia recursos", diz Maia.

Maia ressalta que a análise dos dados também poderia ser utilizada em situações nas quais testes não estejam disponíveis em tempo real, ou quando não há testes em massa, para acompanhar as percepções das pessoas e do comportamento em relação à epidemia, que podem resultar no maior ou menor número de casos no futuro.

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sexta-feira, 19 de maio de 2023

'Muitos empregos vão desaparecer com IA', diz criador do ChatGPT em evento no Brasil

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Sam Altman participou de um painel sobre 'O Futuro da IA e o Brasil', no Museu do Amanhã, no Rio. Executivo também falou sobre os desafios para a regulamentação da tecnologia.
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Por Darlan Helder, g1

Postado em 19 de maio de 2023 às 10h35m

Post. N. - 4.625

Sam Altman, cofundador da OpenAI.  — Foto: REUTERS/Lucy Nicholson/File Photo
Sam Altman, cofundador da OpenAI. — Foto: REUTERS/Lucy Nicholson/File Photo

Em sua primeira passagem pelo Brasil, Sam Altman, cofundador da OpenAI (dona do ChatGPT), disse que a inteligência artificial será responsável pelo fim de alguns empregos, mas, para ele, a tecnologia ainda vai aprimorar muitas profissões.

Na última quinta-feira (18), Altman esteve no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, para participar de um evento fechado sobre "O Futuro da IA e o Brasil", promovido pela Fundação Lemann.

Quando questionado pela cientista e pesquisadora brasileira Nina da Hora sobre os impactos negativos que a IA pode ter sobre os empregos, o criador do ChatGPT disse:

"Achamos que muitos empregos vão desaparecer [com a IA], isso acontece em toda revolução tecnológica, mas muitos empregos vão melhorar. Em geral, eu acho que vamos ver impacto em todos os lugares. A sociedade pode regulamentá-la, mas não vai impedir isso de acontecer".

(Da esquerda para a direita) Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann, Sam Altman, CEO da OpenAI, Nina da Hora, cientista da computação, e Felipe Such, lead engineer da OpenAI — Foto: Divulgação/Fundação Lemann
(Da esquerda para a direita) Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann, Sam Altman, CEO da OpenAI, Nina da Hora, cientista da computação, e Felipe Such, lead engineer da OpenAI — Foto: Divulgação/Fundação Lemann

Empregos que devem desaparecer

Um relatório do Fórum Econômico Mundial, elaborado em parceria com a Fundação Dom Cabral aponta que, até 2027, a expectativa é que pelos menos 23% dos atuais postos de trabalho se modifiquem. Alguns serão criados, outros vão sofrer alguma transformação e até desaparecer.

"Muitos serão substituídos por algoritmos que automatizam essas funções ou, então, por autosserviço, como caixa do supermercado e caixa do banco", explica o professor associado da Fundação Dom Cabral, Carlos Arruda.

Já entre as profissões com alta demanda nos próximos 4 anos estão especialistas em inteligência artificial, aprendizagem de máquina, big data, segurança da informação, professores e pessoas que trabalham com energia renovável.

O executivo da OpenAI também voltou a falar de regulamentação da tecnologia, reconhecendo que essa não é uma tarefa fácil, mas é preciso pensar em como regular. Os EUA já discutem como proteger seus cidadãos enquanto a IA cresce em todos os setores.

"Não vou ser ingênuo e fingir que isso [a regulamentação] é uma coisa fácil de fazer. Mas temos que tentar, disse Altman durante o evento no Rio. "A gente tem que focar agora nos prejuízos que podem surgir e garantir que não tenhamos grandes erros que possam impactar negativamente o mundo", completou.

Ele também disse que se sente feliz ao notar que as pessoas estão mais abertas para refletir e discutir sobre como a inteligência artificial pode ser inserida na sociedade. "Estou viajando pelo mundo por uma série de motivos, um deles é ouvir as pessoas que usam a tecnologia em contextos diferentes e sair da nossa bolha".

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