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terça-feira, 14 de novembro de 2023

'Golpe da renda extra me fez perder R$ 1.728', diz vítima; entenda o risco de aceitar fazer pequenas tarefas pelo celular

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Depois de pagarem pequenas quantias por curtidas e avaliações na internet, criminosos começam a cobrar para liberar mais atividades e 'somem' com o valor.
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Por Júlia Nunes, g1

Postado em 14 de novembro de 2023 às 07h30m

Post. N. - 4.763

'Golpe da renda extra' paga usuários para avaliar locais no Google — Foto: Júlia Nunes/g1
'Golpe da renda extra' paga usuários para avaliar locais no Google — Foto: Júlia Nunes/g1

Ser pago para curtir vídeos e avaliar estabelecimentos na internet: parece bom demais para ser verdade. E é. O chamado golpe da renda extra tem feito vítimas por todo o país 💸💸.

COMO FUNCIONA? - Criminosos entram em contato com as vítimas por meio de aplicativos de mensagens, geralmente com números estrangeiros, e fazem uma proposta tentadora: ganhar uma (boa) renda extra realizando pequenas tarefas pelo celular.

Nossa empresa está contratando pessoas para avaliar alguns restaurantes no Brasil e receber R$ 18 por avaliação, trabalhando em casa. A renda diária varia de R$ 1,2 mil a R$ 2,5 mil, diz uma das mensagens às que a reportagem teve acesso.

A oferta interessou o auxiliar de escritório Marcos Carvalho, de Natal (RN), que estava precisando de dinheiro para pagar algumas dívidas. Ele aceitou a proposta e, no começo, realmente obteve o retorno prometido.

“Realizei duas tarefas e me enviaram um PIX de R$ 10. Pediram para eu aguardar que, no outro dia, mais tarefas seriam liberadas, mas pelo Telegram. Aí comecei a realizar as tarefas, por blocos. Cada bloco eram duas tarefas, e eu recebia valores entre R$ 10 e R$ 16”, relata.

Foi aí que começou a pegadinha. Segundo Marcos, os golpistas passaram a cobrar a realização de tarefas pré-pagas e prometiam uma valorização do dinheiro investido por meio de uma plataforma de bitcoins.

As bitcoins são um modelo de criptomoedas. São ativos como real, dólar e euro, mas que circulam apenas em ambiente digital.

Fiz depósitos entre R$ 100 e R$ 1.250. Mas, depois, eles pediram para realizar um novo, no valor de R$ 2,8 mil e, se eu não realizasse, teria todo o meu lucro perdido", relata a vítima.

Marcos conta que, como não tinha como fazer mais depósitos, pediu a devolução dos que já tinha realizado e acabou bloqueado no Telegram e WhatsApp dos supostos contratantes. O prejuízo foi de R$ 1.728, segundo ele.

A vítima registrou um boletim de ocorrência na delegacia virtual e acionou o banco, mas não conseguiu reaver o dinheiro. Fui informado que o valor já tinha sido transferido para outra conta, diz.

➡️ Para casos de golpe envolvendo PIX, o Banco Central conta com uma ferramenta chamada Mecanismo Especial de Devolução (MED). Por meio dele, o banco inicia um procedimento para analisar a fraude e, se possível, devolver o valor.

No entanto, o banco precisa ser comunicado sobre o golpe o mais rápido possível para que ele consiga bloquear o valor da conta do fraudador antes que ele saque o dinheiro ou o transfira para outro lugar (leia mais aqui).

Marcos foi vítima do golpe da renda extra em Natal (RN) — Foto: Reprodução
Marcos foi vítima do golpe da renda extra em Natal (RN) — Foto: Reprodução

Outra vítima do golpe da renda extra foi a professora de alemão Annabelle Leblanc, de Campo Grande (MS). Ela conta que, por ser autônoma e fazer vários trabalhos freelancer na internet, não desconfiou da proposta, e nem do número de telefone estrangeiro.

Desde agosto de 2020, quando comecei a dar aulas online, pelo menos dois dos meus alunos sempre são brasileiros morando no exterior, então é bem natural para mim DDDs esquisitos, afirma.

Anne, então, começou a fazer as tarefas, inclusive as pré-pagas, e receber alguns valores. Ela só percebeu o golpe quando os criminosos alteraram a forma de pagamento, com bitcoins, e ela cometeu um erro na hora de comprar as moedas na plataforma.

Eles falaram que, pela minha inexperiência, dava para alterar, mas por um valor absurdo de R$ 15 mil, ou R$ 5 mil e inúmeras tarefas, aí que eu entendi que era estelionato."

O golpe da renda extra é crime de estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal, e a pena é de 1 a 5 anos de prisão, afirma Heidi Florêncio Neves, doutora em direito penal pela USP.

Ela explica que, atualmente, o crime de estelionato exige representação da vítima, ou seja, ela precisa ir à delegacia e dizer que deseja que o caso seja investigado. Daí a importância de registrar o boletim de ocorrência.

"O banco mesmo deve pedir o B.O., então é importante que faça. E guarde todas as informações. Não se deve apagar absolutamente nada para conseguir comprovar o golpe", orienta.

Mesmo assim, ela alerta que "é muito difícil recuperar o dinheiro" e que, dependendo do valor perdido no golpe, não compensa contratar um advogado para mover um processo na Justiça.

Atualmente, existe um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados que quer aumentar essa pena para quem utilizar plataformas digitais para induzir a erro "alguém interessado em obter renda extra que, mesmo cumprindo com os compromissos assumidos, deixa de receber valor prometido.

A pena para estelionato digital seria de 4 a 8 anos de prisão, a mesma prevista para fraude eletrônica.

O projeto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) no último dia 8, mas ainda depende de análise do Plenário da Câmara.

Saber onde parar

Apesar da tentativa de golpe, ainda há quem teve lucro com essas propostas de renda extra.

Pamella Gaudio, de Osvaldo Cruz (SP), trabalha como redatora no nicho de produtos financeiros e já conhecia o golpe quando decidiu aceitar a oferta que recebeu no WhatsApp.

Me pagaram R$ 10 inicialmente, apenas para que eu entrasse no grupo de tarefas do Telegram. Eram tarefas simples, de avaliar lugares no Google. Eu tirava print da tarefa e mandava pra pessoa que me gerenciava e ela aprovava meu pagamento, relata.

A redatora participou do grupo por três dias e ganhou R$ 30. No terceiro dia, ela foi convidada a se cadastrar em uma plataforma de criptomoedas e investir um valor para realizar as próximas tarefas.

Nesse momento eu parei de responder e simplesmente saí fora com os meus R$ 30, conta.

Águida aceitou proposta do 'golpe da renda extra' em Caxias (MA) — Foto: Reprodução
Águida aceitou proposta do 'golpe da renda extra' em Caxias (MA) — Foto: Reprodução

A arquiteta Águida Christina, de Caxias (MA), usou a mesma estratégia. Ela realizou as tarefas somente até o momento em que os golpistas começaram a pedir dinheiro e ganhou R$ 43.

Ela conta que o grupo no Telegram ajuda a consolidar o golpe. É um grupo fechado para mensagens de membros novos, mas várias pessoas (acredito que bots deles) começam a mandar que fizeram a tarefa pré-paga e receberam o salário, afirma.

Os bots são programas de computador feitos para interagir com humanos.

O WhatsApp disse que, "por utilizar criptografia de ponta a ponta como padrão, não tem acesso ao conteúdo das mensagens trocadas entre usuários".

No entanto, afirmou que "não permite o uso do seu serviço para fins ilícitos ou que instigue ou encoraje condutas que sejam ilícitas ou inadequadas", como informado nos Termos de Serviço e na Política de Privacidade do aplicativo.

Segundo o WhatsApp, nos casos de violação destes termos, o app toma medidas em relação às contas como desativá-las ou suspendê-las.

A empresa disse ainda que pode fornecer dados às autoridades públicas para cooperar com investigações criminais e que denúncias também podem ser feitas no próprio WhatsApp, por meio da opção 'denunciar' no menu do aplicativo ou pelo e-mail support@whatsapp.com.

O Telegram e o Google não responderam aos pedidos de posicionamento do g1 até a publicação desta reportagem.

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segunda-feira, 13 de novembro de 2023

WhatsApp lança chats por voz para conectar membros de grupo; veja como funciona

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Novo recurso, que é diferente da chamada em grupo, vai notificar a chamada na conversa. Assim, só participa quem está disponível, os contatos que não puderem entrar na chamada não serão surpreendidos com o toque de uma ligação. Objetivo é ter menos incômodos.
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Por g1

Postado em 13 de novembro de 2023 às 14h35m

Post. N. - 4.762

WhatsApp lança chats por voz para conectar membros de grupo — Foto: WhatsApp/ Divulgação
WhatsApp lança chats por voz para conectar membros de grupo — Foto: WhatsApp/ Divulgação

O WhatsApp lançou nesta segunda-feira (13) um novo recurso de chats por voz no aplicativo de mensagens.

O recurso tende a ser uma maneira menos incômoda que uma chamada em grupo, que liga para todos os membros. Os chats por voz sinalizam um "balão de notificação" na conversa no qual o usuário toca para entrar.

Dessa forma, só participa quem está disponível. Os contatos que não puderem entrar na chamada não serão surpreendidos com o toque de uma ligação.

Inicialmente, a novidade deve funcionar grupos com 33 membros ou mais. Futuras atualizações do aplicativo devem permitir grupos com menos membros usufruírem da novidade.

O WhatsApp também garante que protege as conversas de voz da mesma forma que as chamadas e mensagens pessoais, com criptografia de ponta a ponta por padrão.

Os controles de chamada aparecem na parte superior da conversa, o que permite ativar rapidamente o som, desligar ou continuar enviando mensagens para o grupo sem ter que sair da conversa.

Veja vídeo e saiba se proteger dos golpes no WhatsApp

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sábado, 11 de novembro de 2023

6,4 milhões de casas do país não têm acesso à internet, diz IBGE

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Dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios sobre tecnologia de 2022, divulgada nesta quinta-feira (9).
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Por g1

Postado em 11 de novembro de 2023 às 17h30m

Post. N. - 4.761

6,4 milhões de casas do país não têm acesso à internet, diz IBGE. — Foto: Reprodução/Jornal Hoje
6,4 milhões de casas do país não têm acesso à internet, diz IBGE. — Foto: Reprodução/Jornal Hoje

Em 2022, 6,4 milhões de domicílios do país não utilizavam a internet, mostram os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), divulgada nesta quinta-feira (9), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os motivos foram:

  • nenhum morador sabia usar a Internet (32,1%);
  • serviço de acesso à internet era caro (28,8%);
  • falta de necessidade em acessar à rede (25,6%);
  • serviço de acesso à Internet não estava disponível (5,4%);
  • equipamento para acessar a Internet era caro (3,9%);
  • falta de tempo (1,1%);
  • preocupação com segurança (0,6%)
  • e outro motivo (2,6%).

Por outro lado, a internet é utilizada na maior parte das casas brasileiras. Em 2022, 68,9 milhões de domicílios (91,5%) tinham acesso à rede, o que representou uma alta de 1,5 ponto percentual em relação a 2021.

Segundo o IBGE, essa taxa de crescimento vem desacelerando na medida em que o país se aproxima da universalização. Além disso, o instituto destaca que a expansão tem sido mais rápida nas áreas rurais.

A banda larga tem sido o principal tipo de conexão à internet nos domicílios, variando entre 99,7% e 99,9%- entre 2016 e 2022.

Em 2021, a proporção de domicílios com banda larga móvel se reduziu, voltando a subir em 2022. Já a adoção da banda larga fixa cresceu ao longo de toda a série, superando a banda larga móvel em 2021 e 2022.

O menor percentual de domicílios com banda larga móvel estava no Nordeste (65,3%), enquanto as demais regiões superaram os 80%, com o Sudeste liderando (88,7%).

Mais idosos usando a internet

A pesquisa mostrou ainda que a proporção de pessoas com 10 anos ou mais de idade que utilizaram a Internet no país passou de 84,7% em 2021, para 87,2% em 2022.

A alta também ocorreu entre a terceira idade. O percentual de pessoas com 60 anos ou mais que utilizam a Internet subiu de 24,7% em 2016 para 62,1% em 2022.

O equipamento mais utilizado para se conectar foi o celular (98,9%), seguindo pela TV (47,5%).

Uso por região

A região com maior percentual de usuários da internet é o Centro-Oeste, influenciado pelo Distrito Federal, que tem a maior proporção (96,6%) de usuários entre as 27 Unidades da Federação (UFs).

As regiões Norte (82,4%) e Nordeste (83,2%) permaneceram com os menores resultados, mesmo apresentando as maiores expansões entre 2021 e 2022.

Na área rural, o percentual era menor, mas vem crescendo: começou em 33,9% em 2016, passou para 67,5% em 2021 e atingiu 72,7%, em 2022.

Streaming de vídeo está em 43,4% das casas

Entre os domicílios com televisão, 43,4% (ou 31,1 milhões) utilizavam algum serviço pago de streaming de vídeo.

Entre os domicílios com esse serviço, 95,3% também acessavam canais de televisão, sendo 93,1% na TV aberta e 41,5% com TV por assinatura.

Apenas 4,7% dos domicílios com acesso pago a streaming de vídeo não tinham TV aberta ou por assinatura.

Isso mostra que o streaming ainda está longe de substituir as modalidades mais tradicionais de TV, explica Leonardo Quesada, analista da pesquisa.

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