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sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

O que são os ETF Spot de bitcoin e por que aprovação nos EUA pode gerar novo boom de criptomoedas

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A partir desta semana, o bitcoin é negociado na bolsa de valores como se fosse a ação de uma empresa.
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TOPO
Por Cecilia Barría

Postado em 12 de janeiro de 2024 às 17h40m

Post. N. - 4.813

Um ETF (Exchange Traded Fund) é um fundo de investimento negociado em bolsa de valores. — Foto: Getty Images via BBC
Um ETF (Exchange Traded Fund) é um fundo de investimento negociado em bolsa de valores. — Foto: Getty Images via BBC

Os defensores do bitcoin costumavam argumentar que uma das vantagens de investir na criptomoeda era estar "fora do sistema".

Pouco resta disso. Nos últimos anos, os grandes fundos de investimento entraram de vez no jogo, adicionando as criptomoedas a suas carteiras de investimentos, apesar das críticas de céticos, causadas pelos constantes roubos digitais, fraudes em grande escala (como o caso Sam Bankman-Fried, dono do FTX) e alertas das autoridades nos Estados Unidos e na União Europeia sobre os riscos da moeda.

E a aposta acabou rendendo frutos, já que nesta quarta-feira (10) a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês) aprovou o bitcoin ETF SPOT, inaugurando uma nova era para a maior criptomoeda do mundo.

Assim, a partir desta semana, o bitcoin é negociado na bolsa de valores como se fosse a ação de uma empresa.

Bitcoin: Saiba o que é e como funciona a mais popular das criptomoedas

O que é um ETF Spot?

Vamos por partes.

Se você colocar dinheiro nesse fundo, quando o valor do bitcoin sobe, você ganha. E quando o valor do bitcoin cai, você perde, como acontece com qualquer outro produto de investimento negociado no mercado financeiro.

A diferença é que, em vez de comprar diretamente bitcoin em uma "exchange" ou plataforma de troca de criptomoedas, você investe em um fundo negociado na bolsa, da mesma forma que você poderia comprar uma ação do Google ou da Apple.

Normalmente, as pessoas ou empresas escolhem um ETF (Exchange Traded Fund) com a ideia de diversificar seus investimentos apostando em um grupo de ações (ou outros instrumentos de investimento) em vez de colocar o dinheiro em uma única empresa.

Há ETFs de empresas de tecnologia, de matérias-primas, de metais e de tudo que você puder imaginar. Há também ETFs que seguem o comportamento de índices de ações como o S&P 500 ou o Dow Jones.

Saiba tudo sobre ETFs no podcast Educação Financeira:

E a partir desta semana também existe um ETF de bitcoin negociado em bolsa.

Por que é um fundo Spot? Simplesmente porque é um fundo que faz transações com o preço do momento. E é por isso que é chamado de fundo "à vista", ao contrário dos contratos futuros que são feitos na bolsa de valores entre duas partes e especulam sobre qual será o preço de um ativo no futuro.

Em resumo, o novo fundo de investimento, aprovado pela primeira vez na história dos EUA, é um ETF Spot, permitindo que o investidor compre e venda bitcoin com o preço da criptomoeda no momento em que a negociação é realizada.

Você não está comprando bitcoin

O Bitcoin subiu para US$ 49 mil depois de começar a ser negociado na bolsa de valores por meio de um ETF. — Foto: Getty Images via BBC
O Bitcoin subiu para US$ 49 mil depois de começar a ser negociado na bolsa de valores por meio de um ETF. — Foto: Getty Images via BBC

Mas por que alguém preferiria comprar um ETF de bitcoin em vez de comprar bitcoin diretamente?

Basicamente, dizem os especialistas, porque é uma operação mais simples.

Quem investe em um ETF de bitcoin não está comprando diretamente a criptomoeda, está colocando seu dinheiro no ETF que segue seus movimentos.

Dessa forma, não é "proprietário" da moeda digital, mas adquire uma participação no fundo de investimento.

Você pode vender e comprar a qualquer momento sua parte investida no ETF, sem ter que ir à sua carteira eletrônica, encontrar a chave secreta do seu bitcoin e fazer a transação em uma plataforma de criptomoedas.

Mas, como qualquer transação que é feita na bolsa, você tem que pagar o custo para que outra pessoa administre seus fundos, ou seja, uma comissão.

A nova era de fundos de bitcoin na bolsa de valores

A Bolsa de Valores de Nova Iorque acompanhou de perto o desempenho do novo ETF. — Foto: Getty Images via BBC
A Bolsa de Valores de Nova Iorque acompanhou de perto o desempenho do novo ETF. — Foto: Getty Images via BBC

O fato de o bitcoin poder ser comercializado na bolsa de valores é algo inédito.

Os céticos não receberam a notícia com satisfação porque ela pode ser interpretada como um apoio das autoridades americanas à moeda digital.

Algo como um sinal de legitimidade a uma moeda que, em seus 15 anos de história, sempre esteve à margem de qualquer tipo de regulamentação.

Ao mesmo tempo, a partir desta semana, as transações de bitcoin realizadas através dos 11 ETFs aprovados pela autoridade financeira americana fazem parte de um ambiente regulamentado. Algo que parecia impensável há pouco tempo.

Claro que a aprovação da SEC não foi rápida. Os defensores da criptomoeda tiveram que esperar dez anos para que as autoridades finalmente dessem o sinal verde às negociações na bolsa para esse tipo de fundo.

Será esse o começo da institucionalização do bitcoin? O bitcoin deixará de ser visto como uma moeda digital usada nas sombras por aqueles dedicados ao comércio ilegal? O bitcoin se tornará um ativo tão legítimo quanto qualquer outro instrumento de investimento, apesar de, como dizem seus críticos, não ter nenhum respaldo de valor?

Por ora, o preço da moeda digital subiu ontem, chegando aos US$ 49 mil, o valor mais alto desde dezembro de 2021. Mas, como historicamente aconteceu com investimento de alto risco, a qualquer momento pode voltar a cair.

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quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

Microsoft supera Apple como empresa mais valiosa do mundo durante o pregão

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Uma série de corretoras cortaram recentemente recomendações sobre as ações da Apple, diante de preocupações de que as vendas do iPhone. Por volta das 14h30, porém, a Apple ocupava a liderança novamente.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 11 de janeiro de 2024 às 15h340m

Post. N. - 4.812

Sede da Microsoft em Issy-les-Moulineaux, perto de Paris, na França, em 18 de abril de 2016 — Foto: REUTERS/Charles Platiau
Sede da Microsoft em Issy-les-Moulineaux, perto de Paris, na França, em 18 de abril de 2016 — Foto: REUTERS/Charles Platiau

Por alguns instantes, a Microsoft ultrapassou a Apple nesta quinta-feira (10) como a empresa de maior valor de mercado no mundo, em meio às crescentes preocupações de investidores sobre a demanda pelos dispositivos da companhia, algo que tem pesado sobre as ações da criadora do iPhone neste início de ano.

Por volta das 14h30, a Apple valia US$ 2.896 trilhões e ocupava a liderança novamente, enquanto a Microsoft registrava US$ 2.845 trilhões, segundo a Bloomberg.

No final desta manhã, as ações da dona do Windows chegaram a subir 1,5%, dando à empresa um valor de mercado de US$ 2,888 trilhões. A Apple mostrava retração de 0,5%, com uma capitalização de US$ 2,887 trilhões, a primeira vez desde 2021 que o valor da empresa ficou abaixo da Microsoft.

No acumulado de janeiro, as ações da Apple têm queda de 3,3% em comparação com valorização de cerca de 2% da Microsoft, que vem pegando carona na crescente popularidade de tecnologias de inteligência artificial.

Uma série de corretoras cortaram recentemente recomendações sobre as ações da Apple, diante de preocupações de que as vendas do iPhone, a maior fonte de receita da companhia, continuarão fracas, especialmente no principal mercado da empresa, a China.

"A China pode ser um obstáculo para o desempenho nos próximos anos", disse a corretora Redburn Atlantic na quarta-feira, apontando para a concorrência da empresa com a Huawei e tensões sino-americanas que aumentaram a pressão sobre a Apple.

As ações da Apple, cujo valor de mercado atingiu um pico de US$ 3,081 trilhões em 14 de dezembro, encerraram o ano passado com um ganho de 48%.

Isso foi menor do que a valorização de 57% da Microsoft, que tem lançado ferramentas de software baseadas em inteligência artificial generativa graças à sua parceria com a OpenAI, criadora do ChatGPT.

Atualmente, Wall Street está mais positiva em relação à Microsoft. A empresa não tem recomendação de "venda" e quase 90% das corretoras que cobrem a empresa recomendam a compra das ações.

Já a Apple tem duas classificações de "venda" e apenas dois terços dos analistas que cobrem a empresa a classificam como "compra".

Ambas as ações parecem relativamente caras em termos de preço em relação aos lucros esperados. A Apple está sendo negociada a um múltiplo futuro de 28 vezes, bem acima da média de 19 nos últimos 10 anos, de acordo com dados da LSEG. A Microsoft exibe múltiplo de cerca de 31 vezes, acima da média de 24 nos últimos 10 anos.

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quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

Plataforma Não Me Perturbe tem aumento de 8,8% na base de usuários em 2023

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Recurso bloqueia números de telefone celular e fixo contra chamadas de telemarketing e crédito consignado. No ano passado, mais de 12 milhões de números foram cadastrados.
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Por Lais Carregosa, g1 — Brasília

Postado em 10 de janeiro de 2024 às 18h50m

Post. N. - 4.811

Serviço Não Me Perturbe — Foto: Divulgação
Serviço Não Me Perturbe — Foto: Divulgação

A plataforma Não Me Perturbe registrou aumento de 8,8% em sua base de usuários em 2023, fechando o ano com mais de 12 milhões de números de telefone cadastrados para não receber chamadas de telemarketing e crédito consignado, informou a Conexis Brasil nesta quarta-feira (10).

No ano passado, foram adicionados 974,9 mil números à base de telefones cadastrados. Em média, foram 81,2 mil por dia, segundo a Conexis.

O Distrito Federal tem a maior proporção de números cadastrados para bloquear chamadas dentre a base de telefones existentes. De todos os números do DF, 8,2% estão cadastrados na plataforma.

Já em número absolutos, São Paulo é o estado com a maior base de usuários. São 5,52 milhões de telefones cadastrados, ou 6,5% do total de números ativos no estado.

Criada em julho de 2019, a ferramenta tem como objetivo impedir o assédio comercial de bancos e empresas de telecomunicações. A plataforma não bloqueia ligações de planos de saúde ou redes varejistas, por exemplo.

A Não Me Perturbe foi uma das medidas adotadas pelas operadoras para reduzir a prática de telemarketing abusivo, que em 2023 avançou com o lançamento do aplicativo, tornando ainda mais simples o cadastro de números na plataforma, afirmou o presidente-executivo da Conexis, Marcos Ferrari.

Para realizar o bloqueio dos números, é preciso fazer o cadastro pelo site https://www.naomeperturbe.com.br/, pelo aplicativo da Não Me Perturbe ou por meio dos Procons.

O bloqueio é feito em até 30 dias após o cadastro.

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